O Sultão

8 Discussões


Notas iniciais
Boa noite, flores e queridos. Eu não sumi de novo por irresponsabilidade não, mas porque eu mudei de chefe cinco vezes em quatro meses. Há poucos dias esse troca troca de chefia finalmente acabou no meu trabalho e e eu vou poder voltar as postagens normais de O Sultão (uma vez por semana) a partir de hoje. Dia 1˚ de julho eu disse lá no meu Facebook que eu ia postar esse capítulo sábado ou domingo e eu tentei escrever ele desde sexta-feira, mas a energia elétrica está caindo direto aqui e eu aproveitei que ela voltou a menos de uma hora para finalizar e ele e postar ele. Mas, esse capítulo é muito, muito curto. Desculpem, eu queria que ele fosse maior, mas as várias quedas de energia não deixaram. Muito obrigada a todos e a todas pelos comentários. Esse capítulo é dedicado ao Lucas Ribeiro pela sua recomendação a O Sultão. Muito obrigada, querido. Boa leitura a vocês e beijos açucarados. Capítulo revisado.

───────

Capítulo 7

───────

Bella

─ La! ─ repeti minha resposta negativa ao sair da porta da sala do trono e aproximar deles. ─ Vocês perderam a cabeça? Nós estamos no meio de uma guerra e não podemos nos dar ao luxo de desestabilizar nosso governo por desentendimentos pessoais entre a gente. ─ grunhi.

─ Bella, eu amo você e eu não queria ter te atirado no olho de uma tempestade de areia, mas papai está demonstrando que não vai ceder e desta vez eu também não vou. Desculpe. ─ meu irmão me disse e eu olhei para o nosso pai com meu olhar repleto de decepção pelo comportamento inflexível dele.

─ Não é nada pessoal. O seu irmão é o Príncipe Herdeiro desse sultanato e é obrigação dele fazer o que é melhor para o nosso país. ─ papai respondeu e eu aspirei pesadamente.

─ O melhor para Rajar é ter o príncipe deles feliz, porque um futuro líder amargurado não vai fazer nada de bom pelo nosso povo e se meu irmão não pode se casar com a mulher que ama sem abrir mão dos seus direitos eu também não me casarei com o Sultão Cullen. ─ afirmei.

─ Não me desafie, menina. Eu sou o Sultão de Rajar e posso ordenar que uma das minhas jovens primas se case com Edward no seu lugar. ─ papai grunhiu com falsa indiferença.

─ Mas não pode obrigá-lo a aceitar sua proposta, porque ele quer se casar com uma Princesa de primeira linhagem, não com uma parenta sua qualquer e eu não vou assumir as responsabilidades do meu irmão. ─ respondi.

─ Cuidado Isabella, não se esqueça de que você também tem deveres para cumprir e precisa fazer o que for exigindo de você. ─ papai tentou me intimidar, porém eu não sou mais uma criança que diz sim a todas as suas ordens.

─ Não se eu também abrir mão dos meus direitos reais. ─ revidei, mas desde que evidenciei minha presença para eles eu não voltei a alterar a voz.

─ Bella não. ─ Emmett interviu.

─ Por que não Emmett? Essa é uma monarquia hereditária e papai precisa entender quais serão as consequências das escolhas dele. ─ expliquei para ele e depois me virei para papai. ─ Sem herdeiros diretos a sua posição como monarca será enfraquecida, a aliança com Suma será perdida, o nosso povo vai continuar mergulhado na guerra e quando o senhor morrer alguém que não nasceu para reinar vai assumir o seu lugar. Alguém ganancioso, que nunca fará nada por Rajar. ─ eu joguei sobre os nossos tapetes toda a lama escondida e sem a menor cerimônia os deixei sozinhos.

Dois dias mais tarde uma pesada nuvem ainda flutuava sobre a minha família, mas ninguém além da gente percebia.

─ Vossa Alteza esteve perfeita durante o seu discurso. ─ Soraya me disse quando entrei no palácio.

─ Obrigada. ─ respondi, enquanto ela me seguia pelo corredor.

Soraya é uma das assistentes da minha mãe e estará comigo até eu escolher alguém para ocupar a sua função.

─ Lady Rania e Lady Farihah estão aqui para vê-la. ─ informou.

─ Diga que eu não estou.

─ Elas a viram no jardim.

─ Invente que eu tenho outro compromisso. ─ sugeri.

─ Não dá. Sua mãe não quer ofender a família do Sultão e ela pediu para que a senhora as receba. ─ explicou e o tom da sua voz foi como o de quem diz “sinto muito”.

─ Mas eu posso ofendê-las. ─ murmurei desgostosa.

─ Vossa Alteza? ─ Soraya sorriu transigente. ─ A senhora nasceu diplomática e nem se tentasse ofenderia alguém de propósito. ─ eu não a contradisse porque ela ainda não me conhece, se conhecesse saberia que, apesar de ter o dom das palavras frequentemente escolho a franqueza direta no lugar da prudência.

Farihah é uma das muitas primas do meu pai e ela é a mais jovem delas. Também é a mais desagradável de todas e a última pessoa que eu gostaria de ver em qualquer ocasião.

─ Boa tarde, às duas. ─ eu disse a Lady Rania e Farihah quando entrei no salão verde do palácio.

─ Vossa Alteza. ─ as duas se curvaram para mim e eu movi a mão impaciente.

─ Como vai Lady Farihah? Lady Rania. ─ as cumprimentei adotando uma formalidade que pouco uso quando estou em família.

─ Habibti*. ─ Rania respondeu, mas ser chamada de querida pela minha tia-avó tem a mesma honestidade que dizer que uma serpente nunca é traiçoeira e sua filha olhava fixamente para minha roupa.

─ Minha roupa está suja Lady Farihah? ─ questionei e ela nem teve a decência de corar.

─ Não, mas para alguém tão... liberal eu esperava roupas mais... ousadas. ─ respondeu com malicia olhando para o Kaftan dourado com estampas florais e calça leve azul-turquesa que escolhi vestir.

─ E para alguém que deve me respeitar você está passando dos limites. ─ a repreendi, deixando óbvio que eu entendi as baixas insinuações escondidas nas suas palavras educadas.

─ Não se ofenda habibti, minha filha apenas quis dizer que você teve uma vida diferente da nossa. ─ Rania interviu.

─ E tinha como ser diferente Lady Rania? Por causa da guerra estava exilada nos EUA. O meu pai me enviou para lá para me proteger. Eu não escolhi deixar Rajar e felizes são as mulheres que puderam ser protegidas no seu lar. ─ a coloquei suavemente em seu lugar.

─ O que minha mãe e eu estamos tentando dizer é que você foi criada com mais liberdade que nós e deve ser muito difícil estar noiva de um homem tão antiquado, um assassino como o Sultão Cullen. ─ Farihah tentou justificá-las, mas escolheu as piores palavras possíveis, porque quando ela foi injustamente maldosa sobre Edward, eu me senti desobrigada a continuar sendo educada com elas.

─ Saiam. ─ as expulsei quando fiquei de pé e apontei para a porta do salão, mas não alterei minha voz, apenas mostrei através dela que estou irritada com as duas.

─ Como disse? ─ Rania perguntou chocada.

─ Saiam da minha presença e não voltem mais ao palácio! ─ respondi inflexível.

─ Você não pode fazer isso com a gente. Nós somos família. ─ guinchou.

─ Posso. Eu sou sua Princesa, não sua igual e família não tenta seduzir o próprio sangue para alcançar objetivos nojentos. ─ as acusei mostrando que sei da armadilha que elas tentaram criar para Emmett. ─ A partir de hoje quem ofender o meu noivo também ofende a mim e será tratado com o rigor da lei rajanesa. Portanto, saiam ou serão chicoteadas. ─ afirmei e algum resquício de autopreservação deve existir dentro delas, porque elas reconheceram o perigo verdadeiro nas minhas palavras e obedeceram a minha ordem.

─ Suma tem sorte de ter uma futura Sultana como Vossa Alteza. ─ Soraya falou quando as duas saíram.

Ela esteve presente o tempo todo em silêncio.

─ Os sumaneses vão me odiar quando souberem o que o meu povo pensa do Sultão deles. ─ a contradisse e foquei no que é mais importante.

Eu preciso encontrar um modo de mostrar para as pessoas do meu país que elas estão erradas sobre Edward para poder evitar que a minha vida em Suma seja um completo inferno.

Edward também é gentil comigo, ele não merece ser caluniado e nenhum povo pode amar a Princesa de um lugar que odeia o seu soberano.

Cinco dias depois de Emmett e eu chegamos a Rajar a nossa agenda oficial está sendo extensa e eu estava voltando de uma visita a um orfanato quando me lembrei de um assunto importante que eu estava ignorando.

─ Que estilistas de noivas você recomendaria? ─ perguntei para Soraya quando sairmos do carro.

─ Estilista de... noivas? ─ ela gaguejou.

─ É. Ou eu terei que me casar vestindo uma toalha de mesa? ─ a minha pergunta zombeteira deixou a assistente da minha mãe envergonhada.

Bom humor. Eu preciso de uma assistente com bom humor.

─ Não Alteza, mas...

─ Você ficará linda com qualquer coisa que usar. ─ Edward a interrompeu.

Ouvir o som da voz dele me fez olhar para além de Soraya o procurando e ela arregalou seus olhos.

Eu não a culpo. Ele tem fama de ser um homem antiquado, mas é mais parecido com o moderno homem europeu do que com o árabe arcaico.

─ Majestade? ─ eu me surpreendi com a sua presença.

─ Você não esperava me ver hoje? ─ Edward questionou quando vinquei minha testa ao olhar para ele.

─ Não...? ─ eu estou tão surpresa por tê-lo aqui que a minha resposta foi mais parecida uma pergunta e toda a leveza do rosto dele desapareceu.

Próximo =>

Notas finais
*Habibti: Significa querida.