O Sultão

12 Decisão Difícil


Notas iniciais
Oi flores e queridos, demorei para conseguir voltar, mas depois de muitos imprevistos voltei. A boa noticia é que tenho outros capítulos prontos e nas notas finais podem ver as datas que vou postar eles. Muito obrigada pelos comentários, amei eles e estou com saudade de vocês! Leitoras novas sejam bem-vindas e normal das minhas atualizações de capítulos na fanfic é uma vez por semana. PS: Perdi a senha do meu Facebook e não tem como eu recuperá-lo. O meu novo perfil lá é esse: https://www.facebook.com/carolina.albuquerque.52687506

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Capítulo 11

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Bella

─ Lady Jane você sabe por que a prudência é amiga da vida e a imprudência é companheira da morte?

─ Não, Alteza. ─ respondeu.

Ela estava sentada numa almofada na frente do meu divã.

─ Porque a prudência mantém a cabeça das pessoas no pescoço e a imprudência as decapita. ─ o tom gentil da minha voz não disfarçou o perigo por trás das minhas palavras.

─ E digno e feliz é o homem que tem a lealdade de uma mulher prudente, mas infeliz é quem tem com uma esposa imprudente. ─ a chegada do meu pai no salão rosa surpreendeu as esposas dos seus conselheiros, porque desde que voltei para Rajar essa é a primeira vez que aparecemos juntos num evento oficial do sultanato, mas o importante é que a sua declaração deixa aberto que Edward tem nosso apoio e que nenhum desrespeito a ele vai ser tolerado.

Papai se curvou para beijar meu cabelo e por trás do divã colocou as mãos no meu ombro.

─ E depois perguntam por que você é minha joia preciosa. ─ ele disse quando levantei a cabeça para olhar seu rosto. ─ Miladies. ─ as cumprimentou movendo sua cabeça para elas.

Todas se curvaram.

─ Majestade. ─ responderam e voltaram a sentar nas suas almofadas quando ganharam a autorização dele.

Aspirei.

Receber essas mulheres não está sendo a melhor parte da minha manhã, mas ignorá-las não seria diplomático e ouvi-las às vezes é minha função.

─ O sultão Cullen? ─ sussurrei para papai.

─ Falando com os conselheiros dele. ─ respondeu.

Lady Jane não voltou a falar comigo e não escondi minha chateação com ela por ter tentado me fazer falar mal de Edward.

Papai continuou com a gente por mais trinta minutos e pouco depois também as deixei para encontrar a maior surpresa do meu dia na porta do meu quarto.

─ Sheik Khalid.

─ Alteza. ─ ele respondeu se curvando para mim. ─ Tem um minuto? ─ perguntou.

─ É particular? ─ respondi com a mão na maçaneta da porta.

─ Não, só quero que receba esse envelope. ─ respondeu.

Olhei para a sua mão.

─ É do sultão Cullen? ─ perguntei.

─ De certa maneira, mas ele nem sabe que estou aqui e é importante que veja o que tem dentro dele. Com licença. ─ seu conselheiro disse quando peguei o envelope da mão dele.

Vinquei minha testa.

Nunca sei o que esperar dos sumaneses.

Entrei no meu quarto colocando o envelope branco em cima da cama.

O tempo para o meu próximo compromisso oficial acompanhada de Edward está apertado.

Entrei no banheiro para uma chuveirada ligeira e no meu closet vesti a roupa mais formal guardada nele. Mas, de volta ao dormitório olhei para a cama.

Tenho obrigação de ser pontual, mas ninguém vai morrer se eu me atrasar por um minuto.

Ergui e baixei um ombro e virei o envelope para abri-lo.

Na história sumanesa vários sultões têm talentos escondidos, veja como o sultão Cullen a ver no dia do seu casamento.

PS: Que seja nosso segredinho.

Li num bilhete grudado nele e me lembrei do que a senhora disse no chá com as esposas dos sheikes tribais sobre os sumaneses:

Provavelmente eles têm mais medo da senhora do que Vossa Alteza deles.

Abri o envelope e dentro dele vi sete croquis preciosos de vestidos de noiva com a imagem do meu rosto na modelo deles.

Minha boca se abriu num Ó admirado pela beleza dos traços e os escondi debaixo do meu travesseiro.

Se Edward não fosse o grande líder do seu povo podia fazer fortuna como designer de moda.

Sorri.

É maravilhoso perceber o quanto meu noivo se importa comigo e no hall principal do palácio ele me esperava com nossas equipes.

─ Ah!─ seus assessores reagiram surpresos quando apareci usando a versão feminina do uniforme militar rajanes.

Não os culpo. Sou das poucas mulheres do Oriente Médio que integram a força aramada efetiva do seu país e das raras que estão em posto de alto comando nela.

─ Alteza. ─ Edward sorriu para mim.

─ Majestade. ─ me curvei.

Ele balançou a cabeça passando por trás de mim quando caminhamos para o pátio externo.

Sua equipe não gostou da atitude dele.

Pela etiqueta real como sultão Edward tem que estar sempre na minha frente.

─ Ouvi que esteve ameaçando gente por minha causa.

─ Como...? ─ me surpreendi.

─ Seu pai. ─ respondeu.

Edward abriu a porta do carro para mim.

Olhei para ele.

─ Só dei um aviso. ─ murmurei.

Meu noivo sorriu de novo.

─ Vou me lembrar de nunca irritar você.

─ E você tem a personalidade mais afável do mundo. ─ zombei.

Sheik Khalid se engasgou, não sei se pela minha ousadia ou se pela verdade por trás da minha zombaria e Edward surpreendeu sentando do lado de Soraya e não no banco oposto do carro.

Ela estava entre a gente e ele corou pela minha resposta.

─ Você é minha honra. Tenho que proteger você. ─ respondeu.

Vinquei minha testa.

No Oriente Médio a honra é levada muito a sério e o que é inofensivo no Ocidente aqui pode ser uma catástrofe.

─ Você está bem?

─ Perfeita. ─ respondi para Edward guardando para mais tarde a ideia de contratar estilistas sumaneses para confeccionar com rajaneses os vestidos que ele desenhou e nas instalações do exército abriu a porta do carro para mim de novo.

─ Alteza, Majestade. ─ o Comandante da base militar substituiu a reverência batendo continência para mim e Edward.

─ Comandante Bakir. ─ respondi.

O Sultão moveu a cabeça para ele.

─ É muito bom tê-la de volta no nosso país. ─ Bakir disse e apresentou todas as áreas da base para a gente.

─ Quem é ele? ─ perguntei olhando de longe para um soldado ferido na guerra.

Estávamos na ala da enfermaria.

─ Al-Amin. ─ respondeu.

Continuei com as perguntas:

─ É um oficial?

─ Capitão do Exército, mas teve a perna amputada e vai ser dispensando com honras.

─ Ele quer a dispensa? ─ questionei.

Bakir Ergueu e baixou os ombros.

Virei meus olhos para o outro lado.

A indiferença humana às vezes me irrita.

─ Vou falar com ele. ─ murmurei.

Edward concordou comigo e seu olhar nunca me deixou.

─ Capitão Al-Amin. ─ me aproximei da cama dele.

─ Alteza. ─ ele tentou levantar.

─ Não, continue deitado. ─ coloquei minha mão no seu ombro. ─ Você tem que se recuperar logo. Nosso país está em guerra e continua precisando dos seus serviços. ─ minha voz estava gentil.

Al-Amin baixou o olhar.

─ O Comandante Bakir disse que vão me dispensar com honras.

─ Você quer a dispensar? ─ apertei seu ombro.

─ Não, mas... ─ ele apontou para a perna amputada.

Ergui e baixei os ombros.

─ Bons instrutores sempre são bem-vindos pelas nossas tropas.

─ O Comandante...

─ Como todos os militares abaixo do meu pai e do meu irmão é subordinado a mim. ─ lembrei. ─ Capitão Al-Amin por óbvios motivos não prestei serviço militar, mas pela lei a família real é membro das forças armadas desde que nasce e as insígnias oficiais na minha farda não são em vão. ─ minha voz saiu mais severa do que eu pretendia. ─ Você quer a dispensar? ─ repeti.

─ Não. ─ respondeu baixo.

─ Vou colocá-lo pessoalmente no curso para instrutores. ─ coloquei a mão no seu ombro de novo.

─ Obrigada, Alteza. ─ a emoção brilhou nos seus olhos.

Voltei para perto de Edward e o Comandante me olhou nervoso.

─ Como membro oficial do Exército quando se recuperar o Capitão Bakir vai entrar para o curso de instrutores e nenhuma dispensa nas Forças Armadas vai ser feita se o meu irmão ou eu não autorizamos. ─ declarei e os olhos de Bakir não esconderam sua raiva, mas o Sultão pairou perto de mim mostrando que não estou sozinha.

─ Sim, senhora. ─ o Comandante resmungou.

Edward se aproximou dele fazendo perguntas não invasivas sobre as Forças Armadas do meu país e ele respondeu tudo com cuidado, porque mal visto ou não pelo meu povo, meu noivo continua sendo um militar respeitado por tropas do mundo todo.

─ Você não gostou do Comandante Bakir. ─ falou mais tarde.

─ Reprovo o comportamento indiferente dele com as pessoas que comanda, mas não tenho nada contra ele. ─ contradisse e pela primeira vez olhei para sua roupa. ─ O fardamento militar sumanes é perfeito em você. ─ Edward se surpreendeu com as minhas palavras, mas elas escaparam da minha boca sem autorização. ─ Des... ─ ele colocou sua mão no meu rosto e por segundos quase beijou meus lábios, mas parou mudando o caminho para minha testa.

─ Perto da sua beleza tudo é ofuscado. ─ respondeu com o verde-escuro da sua roupa se encaixando no preto e dourado da minha.

Minha respiração bateu no seu rosto e ele entrou atrás de mim no carro, mas no palácio a gente entrou por alas diferentes e nos encontramos de novo no lanche da tarde para falamos da organização do nosso casamento com o cerimonialista contratado pela minha mãe.

─ Vão ser só cinco dias de festa. ─ decidi.

─ Mas a tradição real diz sete. ─ o cerimonialista resistiu.

─ E a comum apenas três. ─ Edward interviu.

─ Mas vocês são da realeza. ─ persistiu.

Meu noivo aspirou e expirou.

─ Vou repetir: meu noivado com Isabella ultrapassa a camada politica. ─ respondeu colocando sua mão na minha.

Meu pai moveu uma sobrancelha, curioso pelo comportamento dele e o rosto do cerimonialista estava pasmo, mas ele não disse nada.

─ E não vou usar sete vestidos num país em guerra, mas não esqueço que vou me casar com um Sultão. ─ tirei minha mão da de Edward. ─ Cinco é um número equilibrado para cobrir nossas obrigações politicas sem alcançamos extremos desnecessários. ─ meditei e também reduzimos a lista de convidados para o nosso casamento ── com mais de cinco mil nomes ── para menos de mil deles.

Papai moveu sua mão pedindo para que o cerimonialista saísse da sua ala privada.

─ Respirem crianças. Estão muito tensos. ─ ele disse com divertimento espalhado na sua voz.

Ri.

É engraçado ouvi-lo chamando outro sultão de criança e pelo canto do olho vi meu noivo escondendo um sorriso por trás da sua xícara de chá.

Mamãe também sorriu e do lado de fora da ala dos meus pais fiz a escolha mais difícil das últimas semanas:

─ Quando meu irmão voltar para Rajar quero viajar para Suma por dois ou três dias antes do casamento.

Edward parou na minha frente quando me ouviu.

─ Não. ─ disse firme, mas suave.

Vinquei minha testa.

─ E por que não? ─ perguntei.

Ele colocou as mãos nos meus cotovelos.

─ Na guerra é muito perigoso você viajar para qualquer lugar. ─ seu tom de voz continuou suave.

─ É mais perigoso para Emmett como Príncipe Herdeiro, mas ele está nos EUA. ─ murmurei chateada.

─ Está enganada. A lei permite que você substitua Emmett no trono, mas ninguém pode te substituir como minha noiva e para muitos países a aliança que o nosso casamento civil vai trazer não é boa. ─ me contradisse.

─ Não se não souberem em que avião vou estar. ─ avaliei.

Ele sorriu.

─ O que tem na sua cabecinha? ─ seu dedo indicador tocou minha testa.

─ Seu avião e o meu decolando ao mesmo tempo com mais um levando parte do que vou usar em Suma quando me mudar para lá.

─ Seu plano para despistar os inimigos de guerra é bom, mas achei que ia querer evitar Suma até o último minuto.

Ergui e baixei os ombros.

─ Lá vai ser a minha casa e o seu povo nunca vai gostar de mim se eu não der o primeiro passo para me aproximar dele, como você tem dado com o meu. ─ respondi, mas outro lado meu também quer conhecer seu irmão caçula pessoalmente e saber mais do seu primeiro casamento sem machucá-lo com perguntas cheias de respostas dolorosas.

Edward sorriu colocando a mão no meu rosto.

─ Amo você. ─ ele disse.

Sorri quase brincando com a margem da fina echarpe pendurada na sua thobe*, mas me afastei. Não tem guardas nesse corredor, porém as câmeras do sistema de segurança sempre estão ativas e sozinha no meu escritório procurei o contato de três bons estilistas sumaneses para confeccionarem em conjunto com os estilistas rajaneses que escolhi os meus vestidos de noiva.

Ergui e baixei os ombros.

Sei que os rajaneses não são meus fãs número um, mas eles amam Edward e ver o trabalho do seu povo misturado ao do meu nos vestidos que desenhou vai ser uma bonita surpresa para ele.

─ Se você não puder usá-los ninguém mais pode. ─ meu irmão disse quando mostrei os sete croquis por vídeo chamada para ele. ─ O Sultão Cullen a conhece de verdade, porque só uma mulher elegante e de personalidade forte como você pode colocá-los sem medo.

─ Não estão muito... ousados?

─ São perfeitos. ─ afirmou.

Sorri.

Nossos pais são muito importantes para mim, mas Emmett é o meu melhor amigo e ele é a única pessoa para quem tive vontade de mostrá-los.

Sei que o Sheik Khalid pediu segredo, no entanto Emmett sempre protege os meus segredos mais que os seus.

─ E a sua visita às instalações das Forças Armadas? ─ perguntou.

Aspirei.

─ Sua decisão é boa, mas não vai ser muito popular entre os oficiais. ─ meditou quando acabei de responder sua pergunta.

Torci os lábios.

─ Eu sei, mas se a gente pode dar uma segunda chance aos militares feridos em combate, que quiserem, vamos dar.

Ele concordou.

─ E Rosalie? ─ questionei.

Emmett sorriu.

─ Aceitou se casar comigo e os meus sogros me deram a mão dela, mas ela fica triste quando lembra que vai estar longe deles e dos irmãos caçulas.

─ E por que não os chama para morarem em Rajar?

Meu irmão vincou sua testa mostrando que nunca avaliou a ideia.

─ Vou falar com Rosalie e dependendo da resposta dela... ─ ergueu e baixou os ombros.

Não falei nada da minha viagem para Suma a ele, porque tenho que continuar minha conversar com Edward e depois falar com nossos pais.

Emmett fechou nossa vídeo chamada.

Vinquei minha testa.

Meu último compromisso do dia é um jantar de Estado fora da minha agenda oficial, mas pela regra geral todos são agendados com semanas ou meses de antecedência e é muito estranho só me avisarem dele a menos de uma hora para começar.

─ Alteza. ─ dois guardas abriram a porta do salão azul Tiffany para mim.

Movi a cabeça para eles e olhei para ver os convidados do jantar, mas só meus pais, Edward e...

─ Príncipe Jasper. ─ disse surpresa quando os vi de pé perto do elegante jogo de cadeiras prata e azul com ele.

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Notas finais
*Thobe: É a túnica masculina árabe tradicional. Oi de novo! Desculpem por desaparecer tanto tempo, mas não tive escolha. Essas são as datas para as próximas postagens: 9/02/2020 12/02/2020 15 /02/2020 e 18/02/2020. E de novo o link para o meu novo perfil no Facebook: https://www.facebook.com/carolina.albuquerque.52687506 Beijinhos açucarados.