O Sultão
34 Novo Comportamento
Notas iniciais
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Capítulo 33
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Bella
O olhei.
─ Adotar não era um sonho, mas a vontade está em mim desde que visitei um orfanato norte americano aos quinze anos.
Meu pai levantou estado de costas para mim.
Virei olhando para suas costas.
─ Eu só não sabia se o meu futuro marido também ia desejar adotar, mas Edward se apaixonou por Husam e com a influência que temos a adoção não vai durar nove meses. ─ levantei. ─ Só, que no tempo que a gente tiver que esperar para estar com nosso filho vamos poder continuar nos conhecendo melhor sem os sintomas ruins da gravidez me sobrecarregando enquanto me acostumo às minhas novas obrigações.
Papai virou para me olhar.
─ “Nosso filho”? ─ sorriu. ─ Não me surpreende. Você se entrega devagar, mas sempre com muita verdade e com as decepções que seu marido sofreu acho que merecem ter toda a felicidade que desejarem. ─ colocou sua mão na minha. ─ Só que o caminho não vai ser fácil. Eu a conheço. Sei que como mãe nunca vai tratar seus filhos com diferenças ruins, mas a lei não deixa ele ser o Príncipe Herdeiro e muitas pessoas vão achar que não merece ser respeitado como filho de vocês.
Coloquei minha outra mão em cima da sua.
─ Edward e eu conhecemos as possibilidades e sabemos que vai doer na gente quando machucarem Husam, mas também vão machucar nossos filhos biológicos e sempre vamos fazer o que pudemos para aliviamos à dor deles.
─ E se no futuro Husam desejar procurar os pais?
─ Podemos ajudar a procurar e vamos ter medo de perdê-lo, mas o amor que dermos a ele sempre vai estar.
Meu pai sentou na ponta da sua mesa, sorriu e beijou minha testa.
─ Você sempre vai ser a Princesa de Rajar e eles tenham ou não, meu sangue vou amar seus filhos por terem nascido primeiro no seu lindo coração.
Sorri o abraçando e pela manhã coloquei a cabeça nas pernas da minha mãe.
─ Seu marido está diferente, mais... ─ não encontrou a palavra.
─ Livre.
─ É e acho que todos vão gostar de conhecer esse novo Edward.
Virei olhando para o seu rosto.
─ Não novo, mas o verdadeiro Edward que esteve escondido debaixo dos segredos que ele carregava.
─ Não me sinto mais desconfortável perto dele.
Vinquei a testa.
Estávamos no seu quarto.
─ Seu marido sempre foi um bom homem, mas o mistério que ele carregava às vezes me assustava.
Sorri triste.
─ Edward é como o príncipe encantado da Bela e a Fera: todo mundo tinha medo dele, mas na verdade ele sempre foi adorável e a Fera voltou a ser príncipe.
─ Sultão, ele é um digo Sultão.
Sorri novamente, mas com alegria.
Ela se curvou beijando minha testa.
Beijei sua mão e calado Emmett entrou deitando do meu lado na cama dela.
─ E Edward?
─ No telefone com o seu cunhado. Acho que os dois estão falando do vestido da Alice.
Vinquei minha testa.
Ele vai desenhar para ela também?
Sentei.
─ Onde ele está? ─ perguntei.
─ Caminhando para a ala de vocês.
─ Encontro vocês no almoço. ─ beijei o rosto deles.
Os dois sorriram e Edward estava tirando sua camisa quando entrei na área do nosso dormitório.
Vi seu material de desenho em cima da cama.
─ São para Alice? ─ perguntei olhando os desenhos.
─ Oi amor, também senti sua falta. ─ riu.
Me estiquei para beijar seus lábios quando ele se curvou seu corpo no meu.
─ Você me deixou sozinha na cama.
─ Você merecia descansar.
─ Você não?
─ Seu irmão me chamou para caminhar com ele e eu gosto.
Tirou sua calça.
Olhei para o seu corpo.
Ele sorriu.
Apertei os lábios.
Virei o rosto.
─ Entra no banheiro ou pela primeira vez vou me atrasar para um compromisso oficial.
Riu.
─ E como eu ia gostar. ─ respondeu entrando.
Corei.
Ele voltou beijando meu pescoço.
─ Edward...
─ Shiii... ─ me deitou na cama. ─ Se atrasamos ninguém vai desejar me matar achando que eu estava machucando você.
Não tive palavras.
Me beijou e gemi esfregando minhas pernas.
Me beijou mais, mas o afastei.
Temos pouco tempo para estar em Rajar.
─ Me aguarde senhora Cullen.
Sorri.
Entrou no banheiro e sentei na cama olhando os desenhos de novo.
─ São para Alice? ─ perguntei alto.
─ Só dois. O azul royal é para sua coroação.
Abri minha boca num Ó.
Os três são lindos, mas o azul royal é... Não achei palavras para toda a beleza dele.
─ Minha designer não vai gostar de você tirando o trabalho dela.
─ Você é minha mulher. É você que eu tenho que deixar feliz, não ela.
─ Adorei! ─ respondi.
O primeiro vestido da Alice é azul tiffany, mas o outro é um kaftan branco tradicional para noivas.
Edward fechou o chuveiro e no começo da tarde estávamos no nosso terceiro compromisso oficial, mas todos o receberam com mais suavidade e carinho e eu é que chorei ouvindo o coral de adolescentes que cantou músicas árabes tradicionais para ele.
Meu marido me olhou sorrindo e não era para os olhos do público, mas uma câmera gravou quando ele colocou sua mão na minha.
Corando abaixei a cabeça e afastei minha mão da dele.
O coral continuou cantando e no final da nossa visita no hospital dedicado a tratamentos do coração senti Edward mais calmo do que das outras vezes que esteve em Rajar.
Ele me protegeu com seu corpo quando nossos seguranças tiveram dificuldade para afastar as pessoas da gente ── muitas delas tentando dar presentes para Edward.
Sorri.
É a maneira delas de mostrar que o aceitaram como não conseguiram aceitar no começo.
Uma criança caiu e ele se assustou olhando dela para mim.
Um dos seguranças se aproximou e meu marido moveu a cabeça pedindo para ele ajudar o menino que caiu.
Caminhamos para o carro, mas continuamos olhando para a criança de oito ou dez anos mais ou menos e o segurança a entregou para mãe.
Edward abriu a porta do carro.
Entrei, mas ele parou movendo a mão para se despedir das pessoas e no palácio nossos advogados receberam os últimos documentos que precisam enviar para começamos o processo de adoção.
─ A representante da Vara da Infância e Juventude também vem falar com vocês. ─ o principal deles deu todas as informações que precisamos.
─ Obrigado. ─ Edward respondeu.
Os advogados saíram do jardim e Rosalie entrou sorrindo para a gente.
─ Bella. ─ ela me abraçou. ─ Vou roubar sua esposa um pouco. ─ falou com ele.
Beijei o rosto dele e com ela segurando minha mão acompanhei Rose para a ala particular dela e Emmett.
─ O casamento de vocês não é da minha conta, mas acho que Edward vai gostar de ver você bailando com ela para ele.
Sorri e abri a sacola que ela me deu para ver o que tem nela.
Sorri mais pelo que vi ── uma linda roupa branca de dança do ventre ──, mas corei.
Como líder de torcida nos jogos eu me apresentava para milhares de pessoas, mas nunca bailei muito sensual só para Edward e não sei se vou.
─ É linda, obrigada.
─ Emmett me falou que você e o Sultão vão adotar uma criança e acho que pessoas como vocês são abençoadas. Não por adotarem, mas por terem um amor tão grande que podem dividir com outras.
Sorri.
─ Mas vocês não têm filhos biológicos. E se quando tiverem não conseguirem amar de verdade a criança que vão adotar?
Sorri de novo.
Sentamos no sofá do seu dormitório.
─ Muitos pais também não conseguem amar seus filhos biológicos, mas se Edward e eu não soubéssemos que vamos amar a todos nunca adotaríamos. ─ respondi.
Rosalie sorriu.
─ Como consegue? Você só tem dezenove anos, mas é muito madura para sua idade.
Me movi desconfortável.
Olhei para baixo.
─ Não é nada especial. É só a maneira que Emmett e eu fomos educados. ─ sorri levando o olhar. ─ Na nossa idade a maioria das pessoas sai muito com os amigos, mas a gente não. Não dava. ─ reajustei minha postura. ─ Nosso pai nos protegeu da guerra, mas com os inimigos de Rajar lutando para derrotar nosso país tudo continuava sendo muito perigoso e meu irmão e eu tivemos que amadurecer ligeiro.
Rosalie colocou as mãos nas laterais do rosto e me olhou.
─ Acho que seu marido e seu cunhado também, não?
─ Só que de uma maneira diferente. Os dois tiveram perdas importantes e grandes responsabilidades muito cedo, mas conseguiram aproveitar mais a liberdade que deles e nunca foram obrigados a morarem longe de Suma, nem viram os sumaneses morrendo numa guerra violenta por anos.
Minha cunhada moveu a cabeça.
─ Eu saia mais antes de conhecer Emmett, mas me acostumei com a calma que ele me deu e gosto da paz que sinto estando do lado dele.
Sorri.
─ Está com você também é bom para ele e não sair nunca foi problema para a gente. Nos ajudou a crescer como pessoas. ─ respondi e no nosso quarto Edward me abraçou por trás.
Sorri com ele caminhando comigo para a cama e juntos estávamos assistindo a um bonito romance/drama, mas dormi no seu peito e pela manhã acordei com beijos dele no meu ombro.
Sorri.
─ Bom dia, amor meu. ─ falou baixo.
Sorri mais, mas continuei com os olhos fechados e virei na cama para dormir de novo.
Riu.
─ Minha flor, dormir com você é muito gostoso, mas seu irmão está te esperando e a representante da Vara da Infância e Juventude vem falar com a gente.
Abri os olhos.
─ Acordei.
Meu marido riu e sentou na cama me virando de frente para ele.
Me beijou, mas minha boca não foi suficiente para o seu desejo e seus lábios continuaram pelo meu corpo coberto só pela calcinha verde-água e a camiseta branca.
Aspirei.
Edward beijou o interior das minhas coxas e suas mãos também estiveram nas minhas pernas.
Aspirei de novo.
Ele beijou meus lábios novamente e tremi debaixo dele, mas se afastou muito cedo virando para a mesinha do lado da cama.
Abriu a gaveta dela pegando a cartela de anticoncepcional que estava nela.
Expeli o ar.
─ Não esqueça que a sua ginecologista falou que é melhor ter um único horário para ele.
Sorri suave e me deu um com o copo com água.
Traguei.
Edward me convenceu a usá-lo por poucos meses.
─ Te amo. ─ falou.
Colocou o copo na mesinha e beijou meu cangote.
Sentei beijando seu ombro.
Ele beijou meu cabelo e me levantei da cama.
Entrei no banheiro e na ala dele ajudei meu irmão a organizar seu novo projeto para reconstruir as escolas destruídas na guerra.
─ Sua coroação está chegando, mas você pediu a cidadania sumanesa. Não vai usá-la? ─ perguntou.
─ Sou estrangeira, mas também sou Princesa e a lei não me obriga até que usar a cidadania sumanesa para ser a Sultana deles ou para ter os direitos que preciso.
─ E não ser o caminho mais fácil para os sumaneses te aceitarem se você tiver a cidadania deles?
─ Só que não é o melhor caminho. Amo Edward, mas nunca vou aceitar todas as leis do país dele e a cidadania sumanesa ia me obrigar a ter que respeitar todas as leis de Suma.
Vincou a testa.
─ A cidadania sumanesa não é para você.
Ri acabando a revisão do seu projeto.
A gente também assistiu junto o nosso desenho animado favorito e demos muitas risadas por ele.
O abracei e no final da manhã a representante da Vara de Infância e juventude esteve no palácio para falar comigo e Edward.
─ A escolha das Vossas Majestades surpreende. Husam é adorável, mas a maioria dos casais desejam crianças saudáveis para adotar e ele nunca é escolhido pela cardiopatia tem desde o nascimento.
─ Não importa. A gente pode tratá-lo. ─ ele respondeu e por trás da mesa coloquei minha mão na sua.
─ A documentação está completa e por serem quem são o tempo para a adoção vai ser mais curto, mas as etapas continuam sendo muitas e vão precisar ter paciência.
Concordamos e no avião para Suma Soraya se abaixou do meu lado falando perto do meu ouvido:
─ Por favor, não deixe o Sultão olha pela janela.
A olhei com uma pergunta no meu rosto.
Ela não falou nada para Edward não a ouvir, mas ele estava concentrado lendo o relatório que estava nas mãos dele.
Minha assistente levantou e também não fiz perguntas com palavras.
Ela se sentou de novo e Edward e eu também reajustamos nossos cintos para estamos seguros na aterrisagem.
As rodas do avião tocaram a pista de pouso e com as portas dele abertas nossos seguranças desceram para ver se também podemos sair sem problemas.
Abri meu cinto e estando sozinha com ele sentei nas pernas de Edward.
Sorriu colocando suas mãos na minha cintura.
─ É a sua revanche pelo relatório que peguei das suas mãos? ─ perguntou leve.
Ri.
─ Te amo. ─ respondi o beijando.
Retribuiu.
Os seguranças entraram, mas não viram nada e com a gente sorrindo sentei no meu lugar de novo.
Edward guardou o relatório e parou me deixando sair do avião primeiro.
O ouvi resfolegar e no terceiro degrau da escadaria virei para olhá-lo.
Ele estava parado na porta olhando para a pista.
Olhei também.
Centenas de pessoas estavam paradas na lateral dela.
Abri a boca num Ó.
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