O Som do Coração .i And Ii.
12 Penultimo capitulo
Notas iniciais
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Nada no mundo podia se comparar ao que senti quando o vi, ele não era fisicamente igual ao Ed que esteve em minha vida, mas seus olhos ainda estavam ali, ele estava muito magro, com os ossos da face marcante, e aquela pele corada levemente pelo sol do Hawaii, não existia ali há tempos!Agora estava tão indefeso e frágil.
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Ed tinha sido vitima de um assalto na saída de um restaurante, ele tinha vindo a NY em busca de um apartamento e continuaria sua faculdade nesta cidade, ele não tinha me contado, pois planejava fazer uma surpresa.
Pelo que Carlisle me explicou ele levou dois tiros, um na cabeça, e outro no pulmão, o da cabeça se alojou formando um enorme coagula que o levou ao coma, e desde então estava em coma.
Os médicos o desacreditavam até dois dias atrás quando ele despertou chamando meu nome, e estava plenamente consciente a ponto de passar meu endereço para que Carlisle me enviasse aquela carta. 'telegrama'.
Eu estava congelada a beira daquela cama, olhando um homem que estava adormecido, segurava Angel no colo e ela estava em silencio, e passava os olhos de mim a Ed, deitado naquela cama tão frágil!
Carlisle me encorajou de me aproximar mais,e como se senti-se minha presença Ed abriu os olhos e quando me viu,sorriu da mesma forma que costumava sorrir para mim a três anos atrás,e eu não fiz mais nada do que retribuir com um sorriso,a anos eu não sorria.
Lagrimas desciam por minhas bochechas e Angel tocou com sua pequena mãozinha minhas lagrimas.
Ed a olhou com olhos curiosos, e quando ia abrir a boca para falar algo, o aparelho que estava ligado medindo seus batimentos acelerou! E médicos entraram no quarto pedindo que saíssemos.
Eu obedeci e fui com Carlisle até uma saleta de espera.
-Bella, ele não sabia, eu já contei que ele esteve em coma por três anos, mas ele não sabia de Angel, nem eu sabia até horas atrás.
-Eu sei, mas tenho medo dele partir sem saber a verdade!
-Temos que ir devagar, ele já teve duas paradas respiratórias de ontem pra hoje.
Eu me sentia num filme, tudo aquilo me parecia tão surreal num momento e em outro, a idéia de que Ed não teria muitas horas de vida, me desesperava, afinal, ele despertou de um coma longo, então? Ele era forte!
Mas não, ele estava tendo seu ultimo milagre em vida.
- Ele quer falar com a jovem, mas, por favor, vá devagar. -disse um medico
-Bella deixe Angel aqui comigo,é melhor assim. -disse Carlisle.
-Ok, filha fica quietinha ta?
-Ta. -ela respondeu com aquela voz de soprano.
Entrei e Ed estava com os olhos abertos, cheguei perto dele, e toquei sua mão, ele fechou os olhos e uma lagrima desceu de seus olhos.
-Meu amor, meu único e eterno amor — eu disse chegando perto e beijando seus lábios.
-M... m..me..des..culpe. -Ed disse com dificuldade.
-Oh meu amor, não tem pelo o que se desculpar.
-Te... de..deixei...sozinha.
-Shiiiii,já passou,você esta aqui agora.-eu disse mentindo pra mim mesma,sabia que ele tinha muito pouco de vida.
-E..ela? -Ed perguntou e eu entendi o que ele queria saber.
-Sim, ela é sua, não contei nas cartas porque você estava vindo, e eu queria te contar pessoalmente... como eu fui tola.,minha mãe me avisou tanto. -eu dizia entre o choro que não cessavam.
-Que. que..quero...vê..a- Ed pediu para vê-la ao mesmo tempo me encarava nos olhos.
Beijei seus lábios mais uma vez e fui buscá-la.
Quando voltei ao quarto com Ang no meu colo, Ed a olhou com tanto amor, que só o vi olhar assim para apenas outro alguém, e esse alguém era eu.
-Liii... lind.aa -Ed elogiou a filha.
peguei sua mão e levei aos cabelos de Ang.
— Ela tem os meus cabelos,mas os olhos são seus. -eu disse e ele esboçou mais um sorriso torto. Como eu amava aquele sorriso!
Logo Ed estava dormindo de novo, estava cansados apos o esforço para falar, seu pulmão foi muito prejudicado com o ferimento.
Logo Esme já estava ali, Esme cobria Ang de beijos, e ela estava tão à vontade no colo da avó que parecia ter nascido em seus braços.
Algumas horas depois Ed acordou e voltamos ao quarto, todos tiveram seu momento a sós com ele, mas eu logo voltava ao quarto e não saia do seu lado,estava sentada em uma cadeira próxima a sua cama e segurava sua mão como se minha vida dependesse disso.
Ed contou onde estavam guardada as cartas que ele recebeu de mim, em seu quarto em Londres, e Ang dormiu ao seu lado, com a cabeça deitada sobre seu peito, e ele com um enorme esforço acariciava com a mão livre os cabelos da filha. De minuto em minuto me encarava e sorria,e sussurrava que me amava.
Em alguns momentos tive vontade de sair daquele quarto e gritar, gritaria de desespero, mas meu coração me dizia que não tinha tempo para isso. Encarar aqueles olhos imensamente verdes mais uma vez após 3 anos era tudo o que eu pedia a Deus todos os dias,mas não queria que fosse assim,desta forma,isso era uma despedida.
Após três anos de coma e desacreditado pelos médicos, Ed acordou misteriosamente, e por incrível que pareça totalmente lúcido.
Carlisle me contou que iam ao hospital todos os dias ao fim da tarde, e que tinha se mudado de Londres desde então, largando a casa de Londres do mesmo jeito desde o dia que recebeu a triste noticia há três anos.
Rosaly estava na Indonésia viajando com Tânia, mas já tinha sido avisada, e devia estar num vôo a caminho de NY. Alice também devia já estar vinda de Paris, Jasper chegaria a qualquer momento da Califórnia, mas Emmett já estava ao pé da cama do irmão, ele continuava a morar com os pais e continuava sendo um solteiro convicto.
Ed às vezes adormecia por conta do esforço, mas sua mão continuava firme nas minhas, seus cochilos não duravam mais de 20 minutos, e Ang continuava deitada ao lado do pai, aquilo me doía tanto, ela era tão pequena, precisava tanto dele, e seu primeiro e único encontro com o pai durou menos de 20 horas.
A cada hora que passava estava ficando mais difícil de Ed respirar, e ele chegou a pedir-me desculpas por mais umas quatro vezes, ele não queria me deixar.
Eu estava em total desespero, mas tentava esconder do meu amor, mas minhas lagrimas estavam sempre me entregando.
Mas de uma unica coisa eu tinha total convicção... Eu iria amá-lo por toda a minha vida!
Assim foram as minhas ultimas horas ao lado do meu grande e único amor.
As primeiras horas da manhã se anunciavam quando Ed fechou os olhos pro seu sono eterno, e o aperto em minha mão foi afrouxando até soltar de vez, meu desespero veio junto com um grito alto, que sufoquei a noite inteira, falar em dor para aquele momento não fazia mais sentido, o que eu sentia ia muito além de dor, não existe palavras para distinguir como é perder aquele que te fez viver intensamente o Amor imensurável!
Tiveram que me aplicar sedativos. porque eu perdi o foco da sanidade!
Eu estava o perdendo pela segunda vez em minha vida!
PROXIMO CAPITULO FINAL.
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