O Sol da Escuridão? As Trevas Ensolaradas?
4 Amar é ser destruído?
Notas iniciais
– Eu pareço estar brincando? — Ele olhou ao redor, pegou meu cotovelo e me puxou para perto de algumas árvores, um lugar mais afastado do Acampamento e mais perto do bosque.
–Nico...você realmente gosta de..mim..tipo, de um homem?
–Cara, na boa. Você é meio idiota? Não conseguiu entender até agora, mesmo depois de eu ter te beijado? Sim, eu gosto de você, sim, sou homossexual, e sim, estou cansado de esconder isso.
E então, ele virou a cabeça para trás, e deu uma gargalhada. Sim, uma gargalhada. E depois me beijou, colocando as mãos entrelaçadas na minha nuca e me puxando mais para perto. No começo foi algo mais rápido e urgente, como se a vida dele dependesse daquele beijo, mas logo se tornou algo suave como um sussurro. Ficamos por lá mesmo, eu quebrando minha promessa de não faltar nas aulas de escalada, ele deixando de fazer o que quer que seja que ele ia fazer, mas quem se importava?
E a resposta é: Reyna. Estávamos nos beijando quando Will de repente se afastou, alegando ter ouvido um barulho. Olhamos ao redor, e logo vimos a trança balançando ao vento enquanto ela corria.
– Reyna! — Eu corria e a chamava, mas ela não parecia querer me ouvir. — Will, me encontre no meu chalé mais tarde, vou resolver isso. Reyna!
Ela me despistou depois de um tempo entrando no bosque, mas era demais querer conhecer aquele lugar mais do que eu, que fiquei vagando por ali durante dias me escondendo de todo mundo, uns 6 anos atrás; logo a achei sentada em uma caverna.
– Reyna, o que foi aquilo?
–Aquilo?
–Sim, você correndo de mim.
–Nada. Pode ir embora agora.
–Vai bancar a líder que não tem emoções até comigo? Sério?
–Não estou bancando nada, Di Ângelo.
–Não me chame de " Di Ângelo " como se eu fosse um soldado. Saiu correndo porque viu eu e Will nos beijando, e quero saber o motivo.
–Não corri por isso.
–Por que então?
–Vi...uma aranha. — Ela disse depois de uma pausa, mas acho que ela mesmo percebeu que Reyna Ávilla Ramirez Arellano correndo de uma aranha era algo que nunca aconteceria. — Ah Nico, não foi nada. Desculpa ter corrido, ok? Pode ir agora.
–Eu não vou até me contar o que houve e pronto, Reyna.
–Ótimo. Eu vou indo, então. Boa sorte na espera.
–Vai fugir? Justo você? — E na mesma hora que disse isso me arrependi profundamente, pois essas palavras a irritaram de verdade.
–FUGIR? TUDO BEM, NICO. EU CONTO ENTÃO, JÁ QUE VOCÊ É IDIOTA O SUFICIENTE PARA NÃO CONSEGUIR PERCEBER. EU CORRI PORQUE ESTOU CANSADA DE ME APAIXONAR POR QUEM NÃO ME QUER, E SER TROCADA POR OUTRO GAROTO REALMENTE NÃO FOI ALGO BOM DE SE VER. PRIMEIRO O JASON, QUE CRESCEMOS JUNTOS E ERA NOSSO DESTINO CONTINUAR ASSIM. DEPOIS PERCY, QUE TINHA ANNABETH E NUNCA REALMENTE LIGOU PARA MIM, E DEPOIS... — Ela parou de gritar, como águas calmas depois de uma tempestade, exceto pelo fato de que ela estava a beira das lágrimas. — você.
E saiu. Simplesmente foi embora andando, enquanto eu ficava ali,atônito e sem palavras, sentindo que ela me odiava mais a cada segundo.Reyna apaixonada por mim.
***
– E então ela saiu. — Havia acabado de contar tudo o que houve para Will, que quando cheguei ao meu chalé ( uns 10 minutos depois do ocorrido, que gastei batendo na porta de onde Reyna estava dormindo, no Acampamento grego ) já me esperava encostado na porta, e que estava tão boquiaberto quanto eu.
–Deuses.. — Foi tudo o que ele pareceu conseguir dizer, quase sussurrar.
–Sim, e ela não quer mais falar comigo. Não sei o que fazer.
–Que situação,cara...mas por que não tenta pedir ajuda a Piper?
–Piper?!
–Sim, ela é filha da deusa do amor, e parece ser uma pessoa confiável. Sempre tive uma boa impressão dela.
–Hm...tudo bem. Vou até lá.
–Ok, estou indo para o pavilhão, qualquer coisa me chame. — E me deu um beijo no rosto, saindo do quarto.
Me dirigi ao chalé 10 meio sem jeito, pois nunca tinha dado muito papo para Piper, mas Will tinha razão: ela sempre parecera alguém muito amável.
–Oi, Nico. — Uma garota loira de cabelo amarrado atendeu, Lacy, acho.
–Oi. A Piper está aí?
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