O Sol Negro E A Lua Branca
7 Conde e Condessa
O Sol Negro e a Lua Branca
Escrito por:Gaby chan
Cap.7
Conde e Condessa
O dia estava perfeito.O céu estava azul,os pássaros cantavam e o sol estava radiante.Já havia passado 1 semana desde que Ichigo havia começado a trabalhar no castelo.
O seu trabalho resumiá-se a:conversar com Neliel e os outros servos,observar a Princesa e afundar-se numa cadeira qualquer;de tarde:leitura com Rukia e Neliel;de noite:ir pra casa,ajudar seu pai na ferraria,jantar e dormir.
Um rotina relativamente monótoma.
Já era hora do almoço;não que Ichigo se afeiçoasse a horários. Primeiro a família real comia,depois os servos.
Rukia estava falando algo para Nell,mas Ichigo só ouviu "Nii-sama". Rukia falava do Rei o tempo inteiro e parecia admirar ele demais. Ichigo,por outro lado,nunca havia ficado no mesmo comôdo com ele mais que 5 minutos.
Ele parecia tão inalcansável.
Rukia desferiu um olhar á Ichigo e balbuciou que iria almoçar.Ele assentiu,sem vontade.
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-Bom dia,Nii-sama -saudou Rukia,fazendo uma pequena reverência.
-Bom dia,Rukia -cumprimentou de volta,seu irmão.
Kuchiki Byakuya encontrava-se sentado,pronto para o almoço.Seus cabelos estavam soltos na sua face de porcelana.Ele era lindo.Porém não podia-se enganar.Os olhos cinzentos eram brilhantes e orgulhosos, sempre te olhavam de cima.Ele era frio,mas tinha um bom coração por baixo de sua camada de gelo.
— Sr.Kuchiki,Rukia -meio que saudou Toushirou,quando chegou.Sentou-se na cadeira,acompanhado por Halibel,em pé ao lado do mesmo.
-Oi,Toushirou-kun. -falou a Kuchiki.
Byakuya apenas deu um aceno de cabeça.Não deu nem 10 segundos,ouviu-se um burburinho e Inoue apareceu da porta,com uma bandeja;em cima,uma jarra de água e uma garrafa de um vinho caro.
Habilidosamente,ela serviu os três.Vinho para Byakuya e Rukia e água para Toushirou.Ela abriu todas as bandejas tampadas e localizadas na mesa e,delas,serviu-os também.
-Com licença -falou Inoue depois de uma reverência.Ela estava pronta para ir embora,quando Byakuya disse:
-Inoue,por favor coloque mais cinco lugares na mesa essa noite e apronte três quartos. -pediu Byakuya-Teremos visitas -e deu um sorriso torto.
-Ha-hai!
-Pode se retirar agora. -falou ele,pegando um de seus talheres de prata.
-Quem serão as nossas visitas? -perguntou Toushirou,depois de Orihime ter ido embora.
-Conde e condessa Urahara,sua filha e um empregado que os acompanha na viagem.-respondeu.
-Ah,eles vem aqui?Já faz um certo tempo desde que não vem,não? -animou-se Rukia -Já estava com saudade da Yoruichi-san,nunca mais ouvi falar do Urahara e quero ver como Ururu cresceu desde a última vez.
-Sim,sim. -concordou Byakuya -Eles já devem estar a caminho.
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O som das rodas na terra era perceptível.Ururu observava a paisagem.No todo,não passava de árvores ou plantações.O céu estava bonito e ensolarado,era uma boa condição para a viagem -e Ururu sempre atraiu-se pelo sol.
O céu estava manchado de um azul claro,ela podia notar a diferença de tons.O solo era quase amarelo e as plantações estavam bonitas nessa primavera,podia ver frutos e flores.
Seus pais,por incrível que pareça,estavam quietos.Sentiu um toque no ombro,familiarisada com aquela mão.Era quente e macia,era a mão de sua mãe;Shihouin Yoruichi.
Yoruichi era linda.Pele morena,cabelos longos e olhos dourados como o de um gato -e ela se comportava um pouco como um.Yoruichi não era sua mãe de verdade,ela e Urahara haviam adotados Ururu após a trágica morte de um bebê que não falavam muito sobre.
Antes disso,ela não passava de uma orfã com fome e sem signifado. Nunca iria imaginar que agora seria filha de um conde.
-Chegamos.-falou ela.Seu pai,Urahara Kisuke,sorria atrás.
Ela virou-se para deslumbrar o reino.
Havia muitas casas,brancas e de material.O comércio era ativo e ela pode contemplar uma feirinha enquanto passava pelas ruas. Havia um número até que grande de pessoas de classe média.Ali que compravam e vendiam.Esta parte da cidade era mais um centro de comércio,observou,e o que antes pensava ser casas,na verdade,eram lojinhas.
A família Urahara ficava mais no interior,mas sempre viajava para a cidade.Afinal,Kisuke precisava ver seus produtos no comércio.
Ela olhou para seu pai.
Ele tinha cabelos loiros,sempre bagunçados, e olhos cinzentos.Era um homem extrovertido,embora Ururu não saiba como ele era nos negócios.Sua família tinha uma grande plantação e a maioria dos frutos do reino eram deles.Rico,Kisuke comprou um título de nobreza,o de Conde.
Ela olhou novamente para o reino,e da janela conseguiu ver o castelo.O magestoso e belo castelo,lar da família real.
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Karin estava emburrada.Não bastava ter levado uma reguada na mão,as outras meninas ainda precisavam zoa-la.
Como sempre,as meninas encheram seu saco por ela ser, praticamente, bolsista.Karin nem dava mais bola,mesmo que o fato de isso ser no meio da sala de aula,enquanto tentava estudar,seja deveras incomodante.
Mas algumas meninas passaram dos limites:falaram de sua família.Tudo bem,você pode xingá-la do que quiser,mas ninguém chama seu irmão de vaga-bundo,sua irmã de meretriz e seu pai de fracassado.Nunca.
A Kurosaki se descontrolou e falou algumas palavras obcenas e,se não fosse por interverção daquelas freiras,teria expancado aquelas malditas meninas.
As freiras deram-lhe uma réguada na mão e falaram que isso não era próprio para uma dama.Karin tentou argumentar,mas elas a mandaram pensar no canto do castigo,ajoellada no milho.Humilhada.
Ela agora estava no quarto,sua cabeça afundada no travesseiro.Sentiu uma voz doce a chamando.A reconheceu.
-Yuzu.-falou,ríspida.Não tirou a cara do travesseiro.
-Karin-chan... -começou Yuzu,mas foi interrompida por Karin.
-Eu estou bem,Yuzu!Sou forte e posso aguentar isso. -falou Karin,com a cara pra fora.
-Mas...
-Mas nada Yuzu -Karin a cortou -Já disse que estou bem.Vá embora!
Cabisbaixa,Yuzu foi saindo do quarto.Mas,na porta,murmurrou:
-Obrigada por me proteger,Karin-chan.
Ela bateu a porta,deixando Karin sozinha com aquelas palavras.
-Não foi nada -falou ela -Você é minha irmã.

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