O Sequestro de Perséfone.
1 Prólogo.
Notas iniciais
O Jardim de Perséfone era um dos lugares mais bonitos que poderiam ser localizados no Mundo Inferior, domínio de Hades, seu marido.
Ela vestia seu vestido de renda preto que a cobria toda. Os longos cabelos negros e selvagens balançavam com o movimento de suas costas enquanto ela caminhava. Cantarolava uma das velhas canções que ouvira o deus Apolo cantar na última vez que estivera no Monte Olimpo.
Abaixou-se e cavou um pequeno buraco no chão. A areia era negra e os montinhos que se formaram lembravam vulcões. Lembraram ainda mais quando a água de fogo do Rio Flagelonte acumulou-se e subiu, transbordando.
A deusa não se importou. Jogou as sementes de rosas que apareceram em sua mão e elas germinaram instantaneamente. Cantarolou um feitiço em grego antigo e as flores cresceram ainda mais ficando muito mais bonitas. As rosas eram negras e as pétalas reluziam ao sol negro que iluminava o jardim.
— Minha querida Perséfone — chamou a voz.
A deusa virou-se e os olhos arregalaram-se; surpreendeu-se com quem estava ali. Era um homem que aparentava ter vinte e pouco anos. Os olhos azuis brilhavam, emanando luz ao local escuro e frio.
— O que você faz aqui? — Rosnou a deusa.
O homem riu. Os cabelos louros balançavam ao vento. A pele alva destacava-se de tudo que o cercava. A toga grega que o homem usava reluziu e transformou-se numa armadura de guerra romana. Os cabelos ficaram escuros. Os olhos azuis transformaram-se num castanho avermelhado. A pele branquíssima escureceu-se um pouco, ficando um pouco bronzeada.
Sombras dançavam atrás dele e então, elas os engoliu.
E assim, aconteceu o segundo sequestro de Perséfone.
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