Notas iniciais
Para este cap a musica é Eres mi religion - Maná


Lorenzo carregou Clara até um sofá que tinha na varanda e chamou por Isabella, que prontamente veio para auxiliar.

Isa: O que aconteceu, vozinha linda acorda por favor, eu juro, juro que não faço isso de te assustar, vozinha por favor acorda.

L: Ela está bem Isabella, foi só emoção, eu acho. Minha Clara, acorda sim. — ele a chamava e a fazendo inalar álcool que tinha no algodão.

Clara abre os olhos e resmunga algo inaudível e olha para os olhos de Lorenza que sorria para ela, e ela começou a chorar, chorou por tudo que passou, por ter ficado longe de seu amor, chorou por ele e por ela, pelo filho deles e pela neta. Chorou pela família que poderia ter construído juntos.

L: Não Clara, não chore, estou aqui agora, estou aqui. – ele a abraçou forte e deixou lagrimas caírem de seus olhos.

C: Como e de onde você saiu Lorenzo? – sua voz embargada

Isa: Acho que é culpa minha vozinha, achei a carta que a senhora escreveu para o Sr. Lorenzo, dizendo que estava indo para a casa da tia Amália, e falando do papai, daí resolvi mandar a carta para seu destino.

C: Você não tinha esse direito Isabella, porque fez isso.

Isa: Mas vó, não fica assim, me desculpe sim. Não fiz por maldade, fiz porque sei que ainda se amam. E meu pai sempre quis saber do vovô.

L: Clara ela tem razão, vamos conversar sim, vamos aclarar as coisas. Isa, minha querida nos de licença, por favor. – ela deu um beijo em cada um e saiu. – Minha Clara, continua a mesma de sempre, Exigente e querendo saber os porquês de tudo. – sorriu para ela e deu um beijo na testa dela, que sentiu o corpo estremecer com aquele simples toque.

C: Porque nunca veio me procurar, porque só agora Lorenzo, porque só agora. Falou com lágrimas nos olhos novamente.

L: Estou morando na Capital agora Clara, e sempre que vinha para os vinhedos eu passava por aqui, pedindo noticias suas, até subornei um de seu capataz para que obtivesse noticias suas, sempre. E vejo que foi em vão porque nunca soube nada de ti. Sempre tive a mesma resposta, que você tinha ido e nunca mais voltaria. — falou com a verdade nos olhos.

C: Como é sempre venho para cá, sou eu quem administra os vinhedos Lorenza, como não voltaria, meus pais deixaram os vinhedos sobre meu comando, as empresas e exportações são Benicio e Alberto quem comandam, fazemos isso há mais de 20 anos, estou aqui sempre, ano após ano Lorenzo.

Clara e Lorenzo estavam dizendo a verdade, mas não entendiam o porquê nunca se encontraram depois de tanto tempo, os vinhedos deles eram perto um do outro, em períodos de safra, estavam tão perto e tão longe, e não entendiam como isso era possível.

L: Tenho um filho, nós tivemos um filho, Clara, como ele é, onde ele está, preciso saber dele.

C: Sim Lorenzo, ele é lindo, educado, carinhoso assim como o pai. – sorriu e olho ternamente para ele.

L: E como ele se chama, quero saber tudo de você e dele e da nossa neta, que por sinal é linda igual a avó. — ela sorriu e ele não percebeu que ela já tinha falado o nome do filho.

C: Ele se chama Lorenzo, meu querido assim como o pai. – ela tocou o rosto dele com carinho e ele colocou a mão por cima da dela.

L: Ah minha Clara com senti falta dessas mãos que tento amo, que tanta falta me fez nesses anos todos. – ele retirou a mão dela e beijou suave queria sentir o sabor dele novamente, queria fazer amor com ela novamente, queria ter ela em seus braços, a desejava mais que nunca. Aquele momento era magico para os dois, mas não quis apressar as coisas, pois sabia que ele a teria em seus braços.

C: Lorenzo, precisamos conversar. O meu filho sabe do pai, mas nunca quis ir atrás de você, ele teve a figura paterna do padrinho, e sente uma imensa gratidão pelo que Fabrizio fez por nos esses anos todos.

L: O que esta me dizendo, que aquele canalha é padrinho do meu filho. – falou com um tom dolorido e sentindo que o coração se partia. Clara eu levei uma surra do seu pai e dele, no dia que você foi embora. Fiquei dias no hospital até que quando voltei fiquei sabendo que você tinha partido. Esse Fabrizio não presta, nunca prestou sempre te quis, sempre te desejou Clara, foi ele quem contou para seu pai onde nos encontrávamos. – falou com raiva, sentido o olhar de Clara, um olhar de pânico e pavor das palavras que ele dizia. Um arrepio percorreu seu corpo, um medo repentino tomou conta de seu coração.

C: Não, Lorenzo, não pode ser verdade, Fabrizio sempre cuidou de nós com carinho, meu filho o ama como um pai, e ele sempre foi um grande amigo.

L: Clara, estamos esclarecendo as verdades de nosso afastamento, agora tenho certeza que nunca soube nada de você por conta dele. Além de amigo ele e você tem algo mais. – falou não querendo saber a resposta.

C: Não nunca. Não tenho ninguém nunca mais tive, na verdade eu tentei, mas não consigo tirar você do pensamento, da alma do coração e do meu corpo. – quando ela terminou de falar e ele a abraçou forte e beijou, foi terno e lento, mas a paixão e o amor de anos, naquele beijo veio tudo a tona, quando as línguas se tocaram foi como se o mundo dele estivessem novamente naquela cabana que se amaram e foi testemunha do amor real deles.

L: Ah Minha Clara, quanto tempo sonhava em beijar-te novamente, quanto tempo sonhei em ter você assim em meus braços.

C: E eu também sonhei toda minha vida, Lorenzo, precisamos ir com calma, sim, vamos conversar. Conta-me da sua vida, o que fez, casou, tem outros filhos e porque mora na Capital.

L: Clara minha Clara, minha vida era um solidão só, mesmo casado nunca a amei como eu amo você, pois ainda te amo. Casei com Laura ela tinha uma filha, que é a luz dos meus dias, Laura morreu faz um tempo, agora somos só nos dois. Bom espero que isso seja por pouco tempo.

Eles conversaram por horas, falaram sobre tudo o que aconteceu que seus pais morreram e que ela e os irmãos ficaram com tudo, que ela descobrirá que sua mãe Guilliana não era sua mãe biológica, que ela não sabe quem era sua mãe, que seu pai contou sobre uma noite com uma mulher e que ele a trouxe quando a mulher morreu no parto, e porque os irmãos sempre a tratava com um nada. Mas que agora eram irmãos de verdade, pois estavam bem. Contou sobre o filho de como adorava trabalhar nos vinhedos de como amava as terras e os negócios da família e que teve um casamento arruinado, pois sua ex-mulher era uma desqualificada. Lorenzo falou que foi para a Capital depois que o pai morreu, pois sua mãe, não gostava muito do vinhedo. A Senhora Angelina era uma mulher de fibra e sempre estava ao lado do filho, mesmo quando seu falecido marido o queria fora de casa quando tinha se apaixonado por uma DeMarco. Ela ficou ao lado do filho sempre. E quando o marido faleceu viu a dor do filho em ficar ali no vinhedo e foram para a capital.


Já era tarde e o tempo não ajudava Clara depois de ouvir tudo, estava mais que cansada. Como era tarde da noite e tinha uma leve neblina sugeriu que Lorenzo ficasse no vinhedo, pois era perigoso.

C: Fique mandarei arrumar o quarto de hospede para você, esta frio e a neblina logo ficará mais densa.

L: Não quer atrapalhar, e se bem sei depois da neblina pode gear, e não é bom para a safra de uvas. – sorriu pois sabia o que dizia.

Assim a noite ficou mais longa, pois o quarto de Clara ficava ao lado do de hospede, e ela queria entrar lá e se jogar nos braços dele e deixar que ela fizesse sua novamente. Quando estava decidida a ir para o quarto dele, ouviu o sino, era o alerta de geada, ela não pensou muito e saiu do quarto do jeito que estava encontrou Isabella, o sobrinho Pedro e Lorenzo no corredor e foram para os parreirais.

Continua.......

Notas finais
Gracias