O Segredo dos teus Olhos

25 Capítulo XXIV - UM FANTASMA VOLTA DOS MORTOS


Notas iniciais
Para Raquel Silva minha princesa linda ... My Little Girl..... Te quiero

C: Amor ainda não posso estou de resguardo. — ela deu um selinho e foi ser abraçada pelos demais membros da família. Clara recebeu presentes, abraços e de todos e a festa ocorreu tudo bem até o final festejando com alegria.

Um mês depois Lorenzo preferiu ficar em casa com a mulher e os filhos, Enzo a cada dia melhor seu tratamento tida sido eficaz, ele e Julia estavam bem, Isabella estava no final do ultimo ano da escola e já pensava em fazer uma viagem com sua Bisa Angelina e Nicolás, que agora tinha engatado um romance mesmo com os reclames de Lorenzo. Eles combinavam em passar três meses em cada lugar, para não deixar a família com saudades.

Pedro e Maha agora eram oficialmente noivos, estavam felizes, ele estava no penúltimo semestre da faculdade de enologia e ela estava entrando na faculdade de Administração, e já pensavam em ajudar na empresa dos pais.

Vicente e a namorada viajavam o mundo, despois que Lorenzo deu a parte dele para Luiza e Enzo, eles administravam com eficiência, passava o tempo aproveitando a vida com sua amada e estavam planejando o casamento e o aumento da família.

Antony dividia seu tempo entre a transportadora na capital e a fabricação de vinhos na vinícola da família, e ainda curtia a esposa e a filha que crescia linda.

Julia resolveu que voltaria para sua cidade natal, voltou para a França fez acertos e deixou a sua empresa nas mãos de pessoas competentes e confiáveis. Depois de tudo acertado ela voltou para perto de Clara que fez questão que ela ficasse em Las Nubes.

Debora e Victor estava a cada dia mais lindos, ela tinha os olhos e os cabelos da mãe, já Victor era a cópia fiel do pai, Lorenzo sempre que podia os pegava e saia com eles pela fazenda, as vezes ele levava um de cada vez para passear a cavalo pela fazenda, deixando Clara brava, pois ela tinha receio por conta do cavalo. Mas Lorenzo sempre a tranquilizava dizendo que logo logo os filhos montariam sozinhos.

Clara planejava o batismo dos filhos, seria na fazenda com tudo e todos. Mas naquela semana ela andava esquisita impaciente, estava com o coração apertado, Enzo recebia mensagens dela, e sempre respondia a mesma coisa. “ Mãe, estou bem, e Luiza e o bebê também, nós te amamos.” Mas mesmo assim ela estava ansiada com algo, como se fosse um mal pressagio.

C: Alô, Vida.

L: OI amor, tá tudo bem?

C: Lorenzo você está bem, podemos almoçar juntos? Você vem para casa?

L: Clara estou bem, hoje não vou almoçar em casa, estou com Enzo, vamos almoçar com clientes, mas depois vou para casa. Você precisa de algo minha vida.

C: Não tudo bem. Espero-te. – ela desligou, mas seu coração estava inquieto.

Pedro, Maha e Isabella estavam na fazenda, e almoçaram com Clara, Julia e Angelina estavam na cidade fazendo compras e sempre rindo e felizes, Julia por ter a filha por perto os netos e bisnetos. Angelina por ter Nicolás e sua família feliz.

P: Tia o que foi, esta com cara de preocupada.

Isa: Vózinha você precisa descansar, eu fico com os linduxos dos meus tios, vai lá descansa.

Maha: Pode ir D. Clara eu ajudo a Isa com os bebês.

C: Meus amores, vocês são minhas riquezas, mas estou bem, só estou inquieta mesmo, não estou cansada, mas aceito que ajudem as babás com Victor e a Deh, vou dar uma volta pela fazenda a cavalo tomar um ar. – ela se levantou beijou cada um deles, depois avisou Jacinta que cuidasse de tudo e saiu a cavalo.

Clara ficou cerca de uma hora fora, percorreu toda a fazenda, foi até a cabana, mas não entrou, sentia-se observada e resolveu voltar para casa, no caminho o cavalo ficou inquieto, começou a trotear e dava voltas e as vezes mesmo Clara com a guia puxada ele, batia o casco no chão em sinal de alerta depois começou a ir para trás, Clara tentou apear, mas o cavalo não a deixou, fazendo menção que iria empinar. E como se nada tivesse ocorrido o cavalo de Clara segui para a fazenda em marcha mais rápida.

Ao chegar à frente do estabulo Clara apeou e foi prontamente aparada por Lorenzo, que a beijou.

L: Estava indo a sua procura meu amor.

C: Lorenzo pode ser loucura minha, mas tinha alguém ou alguma coisa perto da cabana, Tempestade ficou ansioso batendo o casco no chão em sinal de alerta, depois não me deixou desmontar, e logo me trouxe para casa. – ela o abraçou forte, estava tremendo. – eu senti que estava sendo observada.

L: Calma meu amor, Artêmio. – o chamou com a voz firme e preocupada.

Ar: Sim senhor.

L: Pegue alguns homens e façam uma operação pente fino na fazenda, nada, nada deve ser deixado passar, nem mesmo um ninho de cobras, fui claro.

Ar: Sim Senhor. – ele correu e juntou os homens e foram seguir as ordens de Lorenzo. Lorenzo abraçou Clara e seguiram para a casa, ela ainda estava impressionada, mas deixou que Lorenzo a cuidasse.

Quando chegou a casa Clara viu que Angelina estava com a sua princesa no colo e Julia com seu príncipe ambos queriam sua mamãe, pois a fome era grande, eles estavam chorando e Clara se assustou mais ao vê-los daquele jeito. Ela correu pedindo para Jacinta o lenços úmidos e álcool glicerinado para se limpar, daria o peito ali mesmo para os filhos, e assim o fez, Lorenzo ajeitou algumas almofadas para que ela pudesse ficar mais acomodada com os filhos que logo se acalmaram com o “tete” da mamãe.

J: Calma meu amor, eles estão bem, só com fome. – falava para tentar acalmar a filha, pois viu que ela estava aflita.

A: Lorenzo o que foi meu bem, esta com cara de poucos amigos.

L: Nada mamãe. – deu um beijo na testa dela olhou Clara e depois viu para o escritório fazer algumas ligações. – Oi sou eu quero que façam a busca novamente, não Luciano quero certeza que ele esta morto mesmo. Ok eu espero. – Lorenzo foi até o bar e pegou uma bebida, tomou em um gole só. Depois respirou fundo e saiu voltando para a sala.

J: Meu filho, o que deu em vocês dois, vi que Clara estava tensa e preocupada. – ela falava calma e suave com a mão no rosto de Lorenzo.

L: Está tudo bem minha sogra, Clara se assustou por conta do cavalo que deve ter visto ou sentido uma serpente peçonhenta por perto. Mas já mandei limparem a área. Ela subiu?

J: Sim, Angie foi com ela para colocar as crianças na cama. – ele deu um beijo na testa da sogra e subiu.

Clara tinha tomando um banho e estava deitada na cama, pensando no que tinha sentido. Lorenzo entrou e sorriu para que sua mulher ficasse tranquila.

L: Adoro seu perfume de recém-banho. Amo seu corpo assim úmido com o creme que usa. – falou manhoso

C: Meu amor vem aqui. – ela abriu os braços para receber seu amor. – O que quer, hum brincar um pouco, sabe que ainda não posso.

L: Clara, mas já faz tempo, amo brincar com você, esses jogos sensuais que fazemos são uma delicia, mas quero estar em você, quero você.

C: Aí minha vida, se está assim, nessa vontade toda, e se eu ceder vou acabar grávida de novo. E ai sim vai ficar muitooooooooooo tempo sem nada. – ele fez uma cara de choro e ela riu dele, se ele ficasse assim mais um tempo ela iria acabar cedendo.

L: Amor, só uns beijos hum, vem aqui. – ele a abraçou e ficaram namorando por um tempo, até que Clara saiu para ver seus filhos, o jantar deles foi servido no quarto.

J: Boa noite senhora.

C: Boa noite Jacinta ainda acordada. Vá descansar.

J: Sim já estou indo, é que vi a porta do jardim aberta e voltei para fechar.

C: Lorenzo não costuma esquecer as portas ou janelas abertas, ele sempre cuida. Bom ele anda cansado. Obrigada Jacinta agora vá deitar mulher.

J: Já estou indo senhora, boa noite.

Clara achou bem estranho a porta aberta, quando ela estava no corredor dos quartos ele ouviu que Victor respondia ao que alguém falava com ele. Ela abriu a porta bem devagar e viu que Fabrício estava com seu filho no colo e sentiu o chão sair debaixo de seus pés, seu corpo gelou, ela não sabia o que fazer mas precisava agira rápido.

Ela saiu dali e voltou para a parte de baixo da casa, entrou no escritório e pegou a arma na gaveta, mas quando viu Fabrício estava saindo da casa com seu Victor no bebê conforto, ele colocou o bebê no chão para entrar no carro de Lorenzo que estava parado na frente da casa, quando Clara gritou seu nome.

C: Fabrizioooo. – ela gritou e um disparo foi dado.

Continua.

Notas finais
Continua