Notas iniciais
Hey galera, to aqui de novo com uma Zorobin, porque eu amo esse shipp e respiro eles. Bem, essa ideia me surgiu bem louca, quando eu observava a chuva e aí eu viajei legal e pensei nisso aí. Bem, espero que gostem :3

Ao seu lado Robin cochilava leve e tranquilamente. Pouco tempo antes Zoro a envolvia em seus braços, murmurando entre dentes e pressionando-a contra seu corpo, inspirando os melhores instintos da arqueóloga.

Levantou-se enfim, por melhor que fosse o calor ao lado dela, havia algo lhe prendendo a atenção lá fora, o céu. Já não possuía a mesma escuridão que antes, lá muito longe o sol pensava em aparecer. Da escotilha ele observava o firmamento transformar seu tom. Aquilo lhe lembrava os olhos dela e de como eles mudavam de acordo ás suas emoções. Podia não parecer, mas o espadachim sabia o significado de cada olhar da arqueóloga, ele a conhecia muito bem, talvez melhor do que qualquer pessoa a quem ela confidenciasse seus maiores segredos.

Robin despertou devagar, notou que ele estava em pé a sua frente, totalmente nu, imerso em seus próprios pensamentos. Os encontros se tornavam cada vez mais frequentes e já não podiam mais fingir que se tratava apenas de sexo casual. Lembrava-se de como aquilo começara de forma silenciosa, antes eram apenas flertes, provocações que vinham dela mesma, como forma de irritá-lo. Aprendera com o tempo a apreciar desafios e Zoro era o seu melhor, até ser vencida por ele.

Em sua cabeça se perguntava como alguém como ele, estaria se relacionando com ela. Era uma dúvida real. Nunca haviam falado sobre seus passados, não sabiam nada além do que aquilo que foi dito pela boca de outros. Às vezes lhe acometia tentar justificar suas ações, de modo que talvez elas deixassem de parecer tão pesadas quanto eram.

Sua mente estava embaralhada, precisava de algo para atestar seus pensamentos, precisava de respostas. Seguiu ao encontro do espadachim, parando exatamente ao seu lado. A brisa vinda da escotilha aberta, arrepiou sua pele nua e soprou-lhe os cabelos.

Passaram alguns bons minutos em silêncio, quando ela enfim resolveu quebrá-lo.

— Não te incomoda não saber quase nada sobre mim? Não me conhecer? — ela indagou.

Zoro ponderou por um momento, não lhe fazia diferença saber sobre coisas passadas. Sua confiança nela era baseada em ações presentes, o acontecido às portas de Enies Lobby lhe provara isso. Sabia agora que como ele, Robin daria tudo para alcançar seus próprios sonhos e fazer de Luffy o Rei dos Piratas.

— Você não precisa me dizer. Não precisa revirar algo que lhe cause dor pra que de alguma maneira eu possa julgar seu caráter. Isso não me importa. Eu conheço você, seus olhos já me disseram. — tão tranquilo como a noite a qual estavam, ele revelara aquilo que parecia ser o mais interessante dos segredos.

Aquela resposta teria sido suficiente, se não fosse a sua curiosidade. Era a primeira vez que Zoro lhe falava dela mesma.

— Então, me fale sobre eles. – Robin lhe devolveu um sorriso sincero, seus olhos brilhavam mais agora, o que a deixava ainda mais bonita.

— Eles estranhamente mudam de tom. Assumem, por exemplo a cor do céu pontilhado de estrelas quando você está curiosa, como agora. É o mesmo tom de quando você lê poneglyphs, também. – ele fez uma pausa. Sabia que ela ansiava em saber mais, o que era divertido porque ela carregava o mesmo olhar sugestivo por sede de conhecimento — São azuis como as flores de lavanda que você cuida e a que tanto cheira, quando está calma.

Os cabelos dela balançavam, sua concentração estava toda no espadachim, era a primeira vez que lhe diziam aquelas palavras. Então, a expressão dele mudou, Zoro baixou seu olhar para as mãos, desconcertado, como quem entrega uma notícia ruim e disse:

— Ficam esverdeados como turquesa quando assustada, como no dia em que Luffy e eu tentamos evitar que você fugisse em Water 7. São cristalinos quando você chora e tão pálidos quanto um dia sem sol quando você está triste.

Robin prendeu por alguns segundos a respiração, soltando-a devagar quando ele terminara de falar. Ao perceber que havia pesado um pouco o clima, ele voltou a fitá-la e continuou seu discurso. Decidindo dessa vez contar-lhe sobre seus melhores olhares, aqueles que marcavam os momentos que ele mais gostava.

— No entanto, são tão intensos quanto a cor das violetas quando está determinada, quando sabe que nada pode te impedir. E tão radiantes quanto o céu de um dia ensolarado quando você está feliz — falava agora com mais tranquilidade, com efeito a arqueóloga também tinha em sua face uma expressão mais leve.

Roronoa envolveu os braços em sua cintura, aproximando seus corpos, pele contra pele, o contato causando arrepios. As mãos acariciavam-lhe as costas coberta pelos longos cabelos negros. Robin contornou com os dedos toda a extensão do rosto dele, seguiu sobre os lábios e parou ao chegar em seu maxilar, repousando sua mão ali. Zoro encostou sua testa contra a dela e voltou a falar.

— Eu contaria mil horas descrevendo teus olhares e ainda não terminaria. Eu sei da cor que eles tomam ao me provocar, azuis elétricos e perigosos como as águas do Calm Belt. Porém há um que eu gosto mais. É o seu azul mais escuro morena, como o céu á meia-noite. É aquele que você só reserva a mim quando me tem — parou para afastar os cabelos do pescoço da mulher e sussurrou em seu ouvido — é quando lhe deixo tonta de prazer, enquanto teu corpo treme e você geme.

Bastaram essas palavras para que sua vontade dele se reacendesse, Zoro beijou-lhe a orelha, passeando pelo seu pescoço enquanto deixava marcas em seu caminho. As mãos que a traziam para mais perto, desceram ao encontro de seus quadris, erguendo-a ao colo do espadachim.

Estavam novamente na cama, seus lábios se encontraram num beijo urgente, deixando-os sem fôlego. Mal teve tempo pra respirar, quando ele tomou um de seus seios com a boca, sugando com vontade. Robin gemeu em resposta, atiçando ainda mais o homem de cabelos verdes.

Zoro segurou-lhe as coxas e roçou seu nariz na parte interna de uma delas, fez questão de encará-la, o rosto afogueado, explicitamente pedindo para que ele continuasse o que estava prestes a fazer. Dirigiu-se enfim ao centro de suas pernas, tocando com a língua na região mais sensível dela.

A cada movimento dele, a arqueóloga se contorcia e os lençóis quase se desfaziam em seus dedos, não tinha mais controle algum sobre seus gemidos e sua mente estava nublada. Quando ele introduziu dois dedos em seu sexo, seu corpo retesou num arrepio intenso. O espadachim percorreu a extensão de seu tronco com a mão que pouco antes a masturbava, encontrou sua boca e a fez chupar os dedos úmidos do líquido de seu íntimo.

Zoro sentiu que as pernas dela se apertavam ao redor de sua cabeça, sorriu ao ver Robin regozijando em prazer, mordendo seus dedos. Ele a beijou logo em seguida, tão duro quanto seu membro, seu desejo por ela só aumentava, seus suspiros se misturavam. Num movimento rápido, Robin passou a ter todo o comando, as coxas travadas em cada lado do corpo dele, serpenteou os dedos pelos músculos de seu peito e em seguida segurou seu pênis, lentamente encaixou-se sobre ele, descendo devagar.

Roronoa cerrou os dentes e soltou o ar aos poucos, ela ondulava sobre ele, torturando-o, gemia ao sabor de seus movimentos, alguns fios de seu cabelo caíam sobre sua face. Zoro tentou alcançar seus quadris, quando ela interviu, prendendo firmemente as mãos dele acima de sua cabeça. Robin conduzia ela mesma o ritmo que desejava, os rostos muito próximos, fitavam-se.

As melhores sensações vieram quando enfim chegaram ao ápice, juntos. E lá estavam os olhos cor azul da meia-noite, encarando-o, enquanto seu corpo todo tremia e de sua boca escapava o mais delicioso gemido. Seu último orgasmo da noite foi ainda mais avassalador que os anteriores, sentia-se plena, extasiada e esgotada. Descansou sua cabeça sobre o peito dele, que subia e descia com uma respiração tão descompassada, quanto a sua. Robin retirou-se dele pouco depois.

Olharam-se por um momento, como se o tempo tivesse parado e sorriram, reconfortados pelo calor um do outro. Beijaram-se mais uma vez e ajeitaram-se sobre a cama, os braços dele abraçando-a proteroramente, adormeceram quase instantaneamente.

Os poneglyphs eram para Robin, como seus olhos eram para Zoro. Raros, enigmáticos e havia apenas uma pessoa viva com o poder de decifrá-los.

Notas finais
Então, o que acharam? Espero reviews gostosinhos hahah. Beijos
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!