O Sangue do Olimpo
8 Capítulo VII
Notas iniciais
Reyna estava na pequena porção restante da cidade de Esparta, que há séculos fora tomada e dividida em várias porções, à espera de Nico, Leo direcionou-os até lá para buscar Bronze celestial, já que era uma cidade militar, onde muitos semideuses viveram disfarçados pelo exército. Nico se atrasou alguns minutos, mas logo se encontrou com Reyna, não falava muito, apenas andava com ela em direção ao museu moderno criado por lá, que de acordo com Festus, possuía um estoque imenso de bronze celestial. O cenário não era de um mundo antigo, parecia totalmente como uma cidade atual. -Acho que deveríamos parar para comer, já que buscar bronze em um museu não leva tanto tempo.- disse Reyna tentando se socializar com Nico, apontando para um grande "M" há duas ruas. Nico reconheceu o símbolo, nunca esquecera da época em que comprava Mc Lanches e Coca-Cola para conversar com sua irmã Bianca, morta há alguns anos durante uma missão. Nico apenas encarou Reyna com olhar de desaprovação, mas em alguns minutos conseguiu ser convencido.
Reyna, apesar de romana, e pretora, com o tempo, passou a ser menos exigente e regrada, levando a vida um pouco menos a sério. Nico comia silenciosamente, assustado com Reyna, que comia tudo que via pela frente, e pedia mais. Após alguns minutos, ambos se levantaram, e saíram em direção ao museu. A arquitetura era imensa e bela, escadas feitas em mármore branco e paredes de cimento com pinturas que facilmente enganavam, causando a impressão de que todo o local era estruturado em mármore. Reyna admirou com os olhos cheios de emoção. -Vamos andando, não estamos fazendo um passeio...- reclamou Nico. Reyna assentiu.
O interior era magnífico, o chão de pisos alaranjados e amarronzados, as luzes eram fracas e suaves, um elevador ao lado subia até o terceiro andar de exposição, o local não possuía muitas pessoas, apenas alguns grupos de turistas que admiravam cuidadosamente e detalhadamente cada item, anotando em um diário. Possuía réplicas e artefatos reais usados em guerras de Esparta, armas monstruosas, equipamentos nunca vistos antes, tudo no local despertou o espírito guerreiro de Reyna. -De acordo com Leo, as reservas de bronze celestial estão no subsolo, precisamos descer duas longas escadarias.- lembrou Nico, de olho em um portão trancado por um enorme cadeado. Se direcionaram à passagem trancada, Reyna, com um "forte" porém discreto ataque quebrou o cadeado ao meio, abrindo as grades. As escadarias desciam em espiral, revelando ao final uma grande sala com caixas, baús e paredes descascadas. -Deveria haver outra escadaria por aqui.- disse Reyna suspeita. Nico observou o local, sentiu que partes da parede estavam ocas. -Reyna... a escadaria está depois dessa parede...- disse ele envergonhado, já que nunca havia chamado-a pelo nome. Reyna entendeu de imediato, e jogou seu corpo contra a parede, que não possuía sustentação, abrindo um buraco suficiente para atravessar. Passaram espremidos pelo novo caminho, chegando à outra escadaria em espiral.
A visão do novo local não era das melhores, haviam ciclopes, exatamente, trabalhando de mau gosto, Reyna se assustou com que viu, as criaturas pareciam trabalhar por obrigação, como se estivessem sido escravizados, seu corpo gelou ao tentar imaginar quem era responsável por isso... Gaia. A área era grande, e via-se que enormes armas estavam sendo criadas, Gaia estava formando seu exército. -Fique aqui, não podemos ser vistos, aqui tem sombra o suficiente para que eu me esconda e me transporte.- disse Nico tentando ajudar. -Nico! Não pode me deixar aqui, se eu for vista não terei chance contra esses monstros.- falou Reyna assustada. Mas Nico já havia desaparecido.
Reyna esperou por alguns minutos, e Nico retornou, segurando cestos lotados de barras de bronze, parecia cansado por segurá-las, o metal brilhava e refletia na fraca luz do local, fraca porém suficiente para ter chamado a atenção de um ciclope, que em efeito dominó, anunciou a presença dos semideuses à todos. Reyna e Nico se olharam com uma expressão de: "Ferrou". Nico deu uma cesta à Reyna e ambos correram em direção à escadaria, que se encontrava a poucos metros, mas que pareciam nunca ter fim, começaram a subir as escadas, porém já estavam ofegantes, precisando diminuir a velocidade, ao olhar para trás, viram as enormes criaturas subindo apertados pela escada em espiral. e logo acima, uma face na parede de barro descascada. Gaia estava observando, e ria enquanto via Nico e Reyna sem energias para prosseguir. -Desistindo, já? Livrarei-os nesse momento, para poupá-los para o grande show! Sintam-se agradecidos.- disse com a voz diminuindo de volume até que a projeção desaparecesse da parede. Atrás deles, a parede quebrada havia sido reparada, e tudo parecia bem.
Fale com o autor