O Samba do Crioulo Doido!
1 Capítulo 1

Marquês de Sapucaí, domingo de carnaval. O grito no ar anuncia, “Olha a Mocidade de Padre Miguel, aí gente!" Logo, entra a escola com as suas cores, passistas, carros alegóricos e mulatas maravilhosas. No Porto Bay Hotel, Kamus e Milo encaminham-se para a suíte, após uma viagem sem incidentes e muito agradável.
Enquanto Kamus tomava uma ducha, Milo ficava, apenas de cuecas e ligava a TV.
– Ei, Kamus, olha é o carnaval ! Puxa, que bundões!!
– Hã? — grita Kamus do banheiro.
– Nada! Ah, que sem graça, eu queria estar lá, vendo tudo isso ao vivo!
– Combinamos que viríamos ao Brasil para aproveitar as praias que você tanto gosta. Agora, ir prá uma avenida apinhada de gente gritando, suando e pulando já seria demais, prá mim! Eu te amo, mas tudo tem limite!
– Tá, eu sei! Mas, que eu queria estar lá, eu queria!
– Esquece isso e vem cá... — falou Kamus com um olhar malicioso.
– Fazer o quê...? — devolveu Milo se fazendo de desentendido.
– Ah! que tal você dançar prá mim que nem essas mulheres seminuas?
– Hum...e o quê eu ganho com isso? — perguntou Milo mordendo o dedo indicador com uma cara safada.
– Isso...- disse Kamus apontando para o baixo ventre, mostrando sua excitação.
Milo ficou com os olhos brilhando e já ia se atirar em cima do francês quando um portal apareceu dentro do quarto e duas figuras materializaram-se na frente deles.
– Capitão! Acho que houve um engano! — disse Renji, olhando para Milo e Kamus.
– Estou vendo, aqui não é Karakura e nem tem nenhum Hollow, aqui! — completou Byakuya fuzilando Renji com o olhar.
– Merda! e agora, o que a gente faz? Esse portal enlouqueceu, estamos presos aqui, capitão. Aliás, que lugar é esse?
Kamus tossiu, tentando chamar a atenção, enquanto Milo olhava o corpo de Renji. Que legal aquelas tatuagens, pensou.
– Senhores! Se me permitem, essa é a nossa suíte e vocês estão invadindo — falou Kamus.
– Olha! Que bundões! exclamou Renji, ignorando Kamus e olhando para o desfile de carnaval que já estava pegando fogo!
Mon Dieu! Outro tarado sem noção! pensava Kamus, enquanto via Renji sentar-se, bem feliz, ao lado de Milo, rindo e comentando como se fossem velhos amigos.
Byakuya esboçou uma careta, pensando estar sorrindo e curvou a cabeça, apresentando-se para kamus.
– Perdoe o transtorno, eu sou Kuchiki Byakuya, capitão do 6º esquadrão da Soul Society!
– Prazer, eu sou Kamus, um cavaleiro de ouro de Atena!
Houve um instante de silêncio entre os dois, algo como Quem? Do quê? Mas, logo estavam conversando sobre música erudita, o quanto a solidão era importante, como tinham que aguentar idiotices e piadas sem graça, enquanto bebiam um delicioso, café, genuinamente, brasileiro.
O clima já estava, razoavelmente íntimo, quando ouviram a porta abrir e dois jovens adentrarem com instrumentos, mais algumas malas e um staff super barulhento.
– Ei ! — falou Kamus, vendo outra vez, sua suíte ser invadida.
– Vamos, gente! ainda quero ensaiar antes de cair na folia! — gritava um garoto para o resto.
– Espere aí, vocês estão no quarto errado! — gritava Kamus, mas ninguém o ouvia.
Byakuya olhou, calmamente, para os invasores e deixou cair sua zanpakutou:
– Shire...(espalhe)
– Ei! Aquele ali não é o Shuichi? — perguntou Milo, olhando para a confusão que se formava.
Com o reconhecimento de Milo, o capitão do 6º esquadrão resolveu esperar mais um pouco, mas só mais um pouco...Aquela gente era mais barulhenta e inconveniente que mil hollows.
– Shuichi? Quem é ele, perguntou Renji para o grego.
– Esse garoto é demais! A banda dele é muito fera!!! Ai, eu quero um autógrafo!!! — gritou Milo.
O clima na suíte ficava cada vez mais festivo, quase tão quente e popular quanto o que acontecia na avenida. Kamus, mesmo sem sucesso, continuava a tentar impedir a invasão, Milo aproximava-se de Shuichi com um guardanapo pedindo um autógrafo, Renji ensaiava uns passos de samba que via na TV, Byakuya controlava-se para não invocar sua bankai e Yuki, que até agora não tinha se manifestado, ficava encostado na parede fumando um de seus cigarros, com a sua eterna cara de enfado. Ou seja, mesmo longe do carnaval, aquela suíte parecia o samba do criolo doido e ele não terminaria, tão cedo.
Enquanto isso, na avenida, a bateria da Mocidade Independente de Padre Miguel incendiava as arquibancadas, mostrando que o carnaval continuava sendo a expressão mais genuina, da alegria e da sensualidade do povo brasileiro!
Fim
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