O Romance que Eu sempre Quis
45 Cap 45 Lutando pra não te perder
Naru saiu puxando Mai escada acima enquanto os outros ficaram a porta sem dizer uma palavra, Então Lin tirou os sapatos e entrou Masako e Lilian se olharam e fizeram o mesmo. Chegando lá em cima a mente de Mai voltou a funcionar, tinha parado desde que tinha escutado a palavra noiva, então ela puxou a mão que Naru segurava parando no corredor o fazendo virar-se para ela.
- Eu posso explicar eu já disse! Retrucou antes que ela dissesse algo.
- Você não entende? Eu confiei em você! Ela suspirou desiludida.
- Nós não temos nada! Isso é só um casamento arranjado pela minha mãe doente.
- Doente? Aquela senhora da língua afiadíssima para ofender não me parece nem um pouco doente! Eu é que sou uma idiota. Naru perdeu a cabeça quando ouviu isso e a prendeu contra a parede.
- Eu sei que eu escondi várias coisas, mas tudo que eu fiz até agora foi me esforçar pra ficar com você, mesmo com todos os erros que eu cometi, por favor, não diga que se apaixonar por mim foi idiotice! Ele falava em bom som olhando em seus olhos quase boca com boca.
- Pelo amor de Deus vá vestir alguma coisa? Quanto tempo pretende ficar pelado na minha casa! Desconversou quando se deu conta que iria perder os argumentos daquela forma, por que na verdade ela não se importava mais, estava tão apaixonada a esta altura que acreditaria em qualquer coisa que ele dissesse pra não perde-lo, não importa quão deslavada fosse a mentira ela acreditaria piamente em qualquer coisa que Naru dissesse.
- Você é que parece que gostou de me ver com pouca roupa, afinal foi você que as escondeu e não trouxe nada para me vestir, mas se quiser posso tirar o restante agora mesmo.. Ele segurou com as duas mãos o nó da toalha em sua cintura e observou Mai ficar instantaneamente sem cor alguma e quase sorriu.
- Não! Espera! Vou pegar suas roupas agora mesmo! Ela saiu correndo e o deixou lá quase morrendo de rir com a cena.
- Poxa! Não precisa ser tão rude comigo, se olhar bem vai ver que tenho um corpo muito bom! Disse ele caçoando dela.
- Não seja ridículo, as pessoas lá embaixo podem lhe ouvir. Ela disse abrindo a porta do quarto atirando as roupas nele imediatamente.
- e que mal há que os outros saibam que você admira meu corpo?
- Oliver, podemos ouvir sua pouca vergonha daqui de baixo?
- Oh mãe ! Você deveria se orgulhar afinal você é parte responsável pela minha biologia perfeita! Ironizou.
- Está errado Shibuya já que você é adotado! Concluiu Lin.
- não chame meu filho de Adotado! Retrucou Lilian furiosa com Lin.
- Mas é verdade! Respondeu Lin.
Enquanto a discussão se instaurava lá embaixo, Mai passava por Naru para ir a banheiro e ele segurou seu braço.
- Por favor, me deixe ao menos explicar! Mai baixou a cabeça em negação.
- Que escolha eu tenho a não ser lhe ouvir?
- Não diga isso! Parece que estou me impondo a você como uma hipoteca vencida.
- Você não entende..
- então me explique e eu entenderei!
- Vá se vestir, e depois que disser tudo que falta.. Vá embora está bem?
- Mai... Ela não esperou que Naru falasse ela apenas puxou o braço e entrou rapidamente no banheiro trancando a porta.
Shibuya suspirou profundamente, se virou pegando a calça que estava no chão e entrou no quarto para se vestir.
Mai pov’s
Encostei-me a porta tentando segurar as lagrimas, escorreguei pela porta até que meu corpo tocou o chão do banheiro, mas as lagrimas teimosas insistiam em correr, passei as costas das mãos nos olhos tentando enxugá-las enquanto repetiam pra mim mesma mentalmente.
- Acredite, por favor, acredite.
Repeti isso várias vezes até meu corpo ter forças de levantar do chão, olhei meus olhos e nariz já vermelhos no espelho.
- você é tão idiota Mai! Você é tão.. tão grandemente idiota!
- Como você não pode ver que seria um milagre ele se apaixonar por você? Que um rapaz como ele não teria ninguém? Como não pode nem pensar nisso?
Olhava minhas lagrimas no espelho, incrédula com minha inocência.
- Eu acreditei por que eu queria que fosse verdade! Por que queria ser amada por ele tanto quanto eu o amo. Foi por isso q eu acreditei sem questionar!
Naru’s Pov
Olhei-me friamente no espelho e vi um homem deplorável, sustentado pelos pais aprisionado na doença da mãe, inultimente noivo da mulher que não ama, e magoando assim a única garota que conseguia lhe arrancar das sombras dele mesmo.
- Isso é você Shibuya Kazuya, ou seja, lá que nome você tem agora.
Sorri amargo quando tirei a toalha para vestir-me lembrando que se bem soubesse não teria entrado no banho primeiro, então teria atendido a porta e fingiria a todos que não estaríamos ali, e assim não permitiria que mai sofresse nem que nossos momentos fossem destruídos facilmente, pensando nisso abotoei a camisa e pus a mão à maçaneta da porta.
- Mas definitivamente não deixarei você ir sem lutar com tudo que eu tenho por você Taniyama Mai!
Shibuya saiu do quarto, parou na porta do banheiro e ao girar a maçaneta percebeu que estava trancada. Ao ver o movimento na tranca ela correu e colou o rosto na porta. Naru estava do outro lado também com rosto na porta.
- Eu sei que magoei você mais uma vez... Mas fique certa que eu sempre, sempre amarei você, e mesmo quando tudo ficar difícil como agora, se você conseguir lembrar que eu prometi te amar pra sempre, tudo ficará bem por que eu vou te proteger, mesmo.. Mesmo que seja contra a minha família, certamente eu protegerei você. Ele sussurrava isso à porta certo que ela não estava ouvindo, enquanto isso ela chorava silenciosamente do outro lado, ele soltou a maçaneta e se afastou da porta tomando o caminho que resolveria tudo entre eles seja por bem ou por mal.
Shibuya desceu a escada num tom sério, e frio ele sabia que deveria ter uma postura impecável neste momento ou perderia tudo, desceu friamente e sentou-se a frente de Lilian, Masako o observava inexpressivamente, enquanto Lin se preparava para o pior.
- pois bem, posso saber o que vocês fazem aqui?
- como assim o que fazemos aqui? Eu acho que quem deve satisfações aqui é você e não nós? Lilian respondeu rispidamente.
- Mãe eu sei que você tem muitos problemas, mas se você ainda não percebeu, eu já sou um homem feito, que deve satisfações a mamãe por que dormiu fora de casa!
- Shibuya.. Lin ia repreendê-lo, mas Lilian fez sinal para que ele se calasse.
- Muito bem homem feito, que eu saiba você vive no apartamento que eu e seu pai lhe demos, com a mesada generosa que nos enviamos pra você, logo você não é um HOMEM FEITO, e deve sim satisfações a MIM e principalmente a MASAKO SUA NOIVA, que chega aqui e encontra você nu na casa de uma estranha!
-Muito bem mãe, parece que você não percebeu ainda um fato muito importante que eu pretendo esclarecer agora, em primeiro lugar Eu deixarei seu luxuoso apartamento e em troca eu lhe peço que respeite a casa em que você se encontra, em segundo lugar eu vivo do meu trabalho prestado a fundação que eu pai é dono, mas eu não tenho só essa renda e se você olhar neste cartão (ele abriu a carteira e estendeu a ela um cartão de credito) pode ver que sua mesada generosa está toda depositada lá, logo eu sou sim um homem feito, e por ultimo e não menos importante eu não SOU o noivo da senhorita Masako e em momento algum considerei o fato de casar-me com ela, então, por favor, retire seu compromisso com ela por que eu DEFINITIVAMENTE não me casarei com ela! Fui claro?
- Você é muito petulante mesmo, mocinho! Mas eu lhe garanto que isso vai ficar dessa forma Oliver, por que o seu pai vai tratar de resolver esse assunto com você!
- Eu não tenho medo do meu Pai, pelo contrario ele deveria me apoiar contra seus devaneios por que desse jeito você só está estragando a minha, a sua e á vida dele.. Lilian não teve demora se levantou e deu tapa na cara de Shibuya que estalou todos os dedos em seu rosto.
- QUEM VOCÊ PENSA QUE É PRA DIZER QUE ESTOU ESTRAGANDO A VIDA DE VOCÊS?
- EU SOU UM SER HUMANO QUE QUER TER O DIREITO DE DECIDIR MINHA VIDA DA FORMA QUE ME DER VONTADE!
- Shibuya já chega! Lilian você passou dos limites.. Lin segurava Lilian que estava fora de si.
- Já chega mesmo! eu quero que todos saiam da minha casa imediatamente! Mai acabava de descer a escada depois de ver de camarote Lilian bater em Naru, Masako continuava nula na situação. Shibuya percebeu o rosto vermelho de Mai e se dirigiu a ela, mas ela não deixou ele se aproximar,
- isso vale também pra você Naru.. Shibuya olhou incrédulo, enquanto Lilian chamou atenção pelo sorriso irônico.
- É POR ELA QUE VOCÊ ESTÁ SE REBELANDO? PELO AMOR DELA? PARECE QUE VOCÊ ESTÁ PERDENDO SEU TEMPO MEU FILHO POR QUE SE EU ESCUTEI BEM ELA ACABA DE LHE ENXOTAR DA CASA DELA!
- Lilian, por favor.. Lin tentava ainda amenizar as coisas.
- Por favor, digo eu Lin! Meu filho sendo enxotado por essa suburbana?
- Eu já lhe disse senhora e vou repetir, suburbana ou não eu sou a dona desta casa e eu estou pondo você e toda sua confusão pra FORA da minha casa! Agora!
- Vamos Lilian! Lin pegou Lilian pelo braço a fazendo caminhar em direção a porta seguida de Masako enquanto Shibuya olhava atônito pra Mai que estava prestes a chorar.
- Mai.. Desculpe por tudo isso... eu .. Eu juro que não queria magoá-la... Mas antes de ir embora eu preciso saber ... Você me ama?
- Você ainda vai rastejar aos pés dela? Depois de tudo que ela disse a nós e a sua mãe você ainda vai rastejar por ela? O que ela tem de tão bom que eu não posso te dar que faz o orgulhoso Oliver Davis rastejar aos pés dela? Masako se pronunciou furiosa.
- Isso não tem nada a ver com você, isso é entre mim e ela.. E se ela está fazendo isso é por minha própria culpa então eu vou insistir..
- Por favor, Naru, vá embora..
- É uma simples pergunta Mai, simples pergunta, por favor, responde.
- Eu não vou responder..
- E eu não vou me humilhar.. Se você não me ama eu não vou impor minha presença a você, desculpe o incomodo eu vou indo. Ele se virou em direção à porta e saiu silenciosamente, os outros saíram na frente enquanto ele passou pela porta cabisbaixo.
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