O Romance que Eu sempre Quis

39 Cap 39 - Mais problemas


Shibuya chegou ao centro comercial próximo do meio dia, nem queria estar lá depois da cena que tinha visto e da conversa com a garçonete, mas enfim ver Mai sempre lhe trazia um certo conforto. Ele olhou pro mercado e viu Mai já trabalhando, olhou o relógio, era muito cedo por que ela já estava lá?!

- Hora extra? Será que ela está precisando de dinheiro pra algo? Ele estava perdido nesse pensamento quando uma mão tocou seu braço.

- Falando sozinho meu filho?

- Estava aqui reclamando por que vocês não chegavam nunca! Ele entrou na lanchonete seguido por Lin, Lilian e Masako.

- Ainda nesse mau humor? Deus tenha misericórdia de nós desse jeito!

- Meu humor não poderia estar melhor! Lin coçou o pescoço ao ouvir isso e pensou — Lá vamos nós de novo!

Todos se sentaram a mesa e logo a garçonete se aproximou, ao ver Shibuya a mulher sorriu pensando que ele estava ali mais uma vez como nos outros dias, apesar de estar acompanhado agora.

- Bom dia, sejam bem vindos!

- Bom dia. Shibuya nem olhou pra moça pra que ela não falasse nada desnecessário. Mesmo assim ele não podia evitar de olhar pela janela, e perceber os movimentos de Mai,

- Porque tudo tinha que ser daquela forma? pensou.

- E você Shibuya não vai pedir nada? Masako falou, mas Shibuya sequer ouviu.

- Shibuya sua noiva esta falando? Com essas palavras ele saiu de seus pensamentos e se virou rapidamente pra garçonete.

- Noiva? Ela falou sem graça.

- Sim, eles não são um lindo casal? Lilian disse com um sorriso reluzente.

- Ah claro que sim! A moça sorriu sem graça, e ainda olhou pela janela mirando a garota do outro lado da rua rapidamente e virando-se pra ele. Realmente um jovem e belo casal, com licença.

- Ah que moça simpática. Disse Lilian com um sorriso de canto a canto enquanto Shibuya olhava pra Lin sem expressão.

- Tia podemos ir ao toalete um minuto? Disse Masako com um sorriso.

- Sim, vamos! É o tempo que a comida chega não é? Ela sorriu de volta para Masako.

As duas se levantaram e foram ao banheiro deixando um silêncio assustador na mesa.

- Como eu fui me meter nessa situação?

- Fique calmo e poderemos contorná-la. Disse Lin friamente.

- Se aquela garçonete falar algo desnecessário vai estar tudo perdido! Todo meu esforço, e tudo que eu passei pra chegar ate aqui. Ele falou friamente.

- Eu sei, mas vamos trabalhar pra que nada mais inconveniente seja dito além do que elas já falaram.

Um tumulto começou na loja onde Mai trabalha as pessoas correndo de um lado pro outro, chamando atenção de Shibuya e Lin.

- O que houve ali?

- Não faço idéia. Eles ficaram observando até que a um rapaz saiu com Mai desacordada nos braços, Shibuya ficou pálido e se levantou pondo as duas mãos sobre a mesa num impulso pra correr em direção a loja, e saber o que houve com ela, fazendo Lin segura-lo numa resposta mais rapida que um impulso apertando com firmeza seu braço.

- Não faça isso! Lin falou friamente olhando Shibuya nos olhos.

- Ela não está bem! Ele falou sem expressão alguma no rosto.

- Eu imagino que vão lhe prestar o devido socorro, mas se você sair agora não terá como sair dessa situação, precisa manter a cabeça fria e pensando. Lin ainda o segurava pelo pulso quando ele sentou levando as duas mãos a cabeça.

- Que tipo de homem patético eu sou? Preso numa situação como essa que cada vez se complica ainda mais, me deixando cada dia mais sem escolhas. Ele levantou a vista e ainda viu o a ambulância do hospital chegar e o rapaz entrar com Mai nela e partirem, quando sua mãe chegou.

- O que houve na loja de conveniência? Perguntou Masako.As duas sentaram em seus lugares Lilian de frente pra Lin e Masako e frente a Shibuya, a garçonete se aproximou depositando os pedidos na frente de cada pessoa e pra Shibuya que não tinha pedido nada ela trouxe o chá de sempre.

- Não faço idéia, quando percebemos já havia um tumulto na frente da loja. Lin respondeu na certeza que Shibuya não estava em condições nem de ser sarcástico.

- Parece que a moça do caixa desmaiou de repente, se não fosse a pessoa que saiu com ela nos braços ela tinha caído no chão, foi tudo bem rápido, mas como estávamos olhando naquela direção eu vi tudo. A moça encarava Shibuya com preocupação.

- Quando vê isso é mais uma adolescente grávida de outro garoto da idade dela! Lilian atacou friamente.

- Não seja rude com alguém que você nem conhece! Shibuya falou rispidamente levantando os olhos em direção a mãe e criando um clima tenso.

- Provavelmente ela passou mal devido a onda de calor que esta assolando o Japão atualmente. Lin quebrou o gelo.

- Aproveitem a comida! A garçonete tocou no ombro de Shibuya o fazendo entender pra fica calmo, sem que os outros percebessem.

- Você poderia deixar de ser tão grosseiro ao menos na frente de estranhos Oliver? Por que você não esperou a garçonete ter saído pra soltar sua grosseria?!

- Vai ver por que eu não sou Eugene! Esse comentário calou a todos. Não houve mais conversa ou discussão todos se concentram cada um em sua comida e não deram mais uma palavra. Shibuya percebeu a garçonete ir do outro lado da rua e conversa com o pessoal da loja de conveniência. Quando ela voltou, ele pediu a conta sabendo que ela lhe daria alguma informação.

- Senhor, parece que houve um problema no seu cartão, você poderia ir ao caixa, por favor. Shibuya consentiu sem reclamações.

- Isso é impossível! O seu cartão não é aquele da companhia que lhe demos? Disse Lilian segurando ele.

- Talvez seja só um erro de leitura na tarjeta Lilian, nada pra causar tumulto. Disse Lin entendendo o jogo já que Shibuya nunca usa o cartão em compra de refeições.

- Aguarde só um minuto mãe. Ele segurou a mão dela e retirou gentilmente do seu braço e foi com a garçonete.

- Parece que você esta um pouco enrolado nessa sua situação não é Shibuya-kun? Ela disse lendo o nome dele no cartão em sua mão.

- Mas do que você imagina, Akane -chan. Desconfio que você tem algo, além disso, para me dizer visto que é impossível que esse cartão apresente qualquer problema de crédito. Ele sorriu sarcástico.

- Não sei o que houve com a garota, mas o pessoal me deu este endereço. Ela estendeu o papel em direção a Shibuya.- Eu disse que era amiga dela e eles me deram o endereço do hospital e o número do quarto, então se quiser vê-la acho que deveria. Ela sorriu.

- Obrigado, com certeza eu irei. Ele ia saindo quando ela o segurou.

- Só mais uma coisa Shibuya-kun, a garota da loja de conveniência, parece ser mais o seu tipo do que esta daí que se diz sua noiva! Ela disse com um sorriso.

- Eu concordo. Dizendo isso ele foi em direção aos outros.

- Resolvido, podemos ir?! Shibuya se dirigiu a todos na mesa com uma falsa tranqüilidade.

- Sim, vamos. Lin se levantou seguido de Lilian e Masako

- O que vocês vão fazer agora? Lin perguntou interessado.

- Pensei que íamos para casa. Respondeu Shibuya com um olhar sombrio.

- Você ainda tem que falar com Okawa Minami. Lin desviou os olhos de Lílian.

- Quem é essa? Perguntou Lilian com desprezo.

- Na verdade, esse. Corrigiu Shibuya. — Não me recordo desse encontro.

- Ele ligou de última hora, pedindo pra você passar lá. Lin olhou torto pra Shibuya o fazendo ele entender a mentira.

- Ah tá então irei imediatamente.

- Alguém pode me dizer quem é Minami kun ?

- Um famoso historiador japonês.

- e o que nos...

- Lilian você comprou os ingredientes do jantar? Interrompeu Lin.

- Oh meu Deus eu esqueci completamente! Vamos Masako. Elas se apressaram indo na frente.

- Se vai vê-la se apresse antes que sua mãe perceba nossa mentira. Lin disse sem tirar os olhos de Shibuya.

- Já estou indo.

- Eles parecem suspeitos pra mim, e pra você? Lilian olhou a conversa dos dois de longe.

- Não sei mas Oliver mudou rapidamente de humor hoje na lanchonete.

- E aquela garçonete parecia conhece-lo bem demais, afinal eu não vi ele pedir aquele chá. Lilian falou intrigada.

- Mas ele poderia ter pedido enquanto saímos da mesa.

- é quem sabe? Mas não se preoucupe Masako chan eu vou assegurar a realização do seu casamento com Oliver. Ela segurou o rosto a sobrinnha com as duas mãos.

Shibuya pegou um taxi direto para o endereço indicado no papel e em 20 minutos estava em frente ao hospital, se dirigiu a recepção para pedir informações.

- Boa tarde, a senhorita Taniyama Mai se encontra neste hospital?

- Boa tarde senhor, Taniyama –san... Taniyama san.. sim sim ela está no quarto 408 pode subir se quiser, pegue o elevador 4º andar, 3º porta a sua esquerda.

- Arigato gozaimasu!

Shibuya pegou o elevador estranhamente nervoso desceu no andar , caminhou em direção ao local indicado, olhou e na porta tinha o nome de Mai, pensou enquanto tentava ficar calmo para entrar, em como explicaria a situação dele pra ela e alguém mais que estivesse presente, segurou a maçaneta com firmeza e entrou com confiaça.

- Konban wa! Ele fez uma reverencia enquanto a enfermeira se virava pra ele com um sorriso.

- Ora mais um belo garoto veio vê-la.

-Mais um? Ele não entendeu quem viria visitar-la.

- A pessoa que a está acompanhando desceu agora mesmo pra comer alguma coisa é um belo rapaz, seu nome é ... a enfermeira fechou os olhos tentando lembrar o nome do rapaz... Yasuhara-kun! Ela sorriu triunfante.

- Claro Yasuhara a esta acompanhando. Ele sorriu forçado. Como ela está? É algo grave?

- Não, não, ela tem uma anemia leve, que com as noites mau dormidas e o excesso de trabalho lhe deram uma estafa mas ela vai se recuperar logo, mas esta medicada com um calmante por que ficar acordada não é nada saudável para ela agora, parece que ela não tem dormido bem a dias.

- Mesmo?

- Sim! Então você não poderá conversar com ela agora, mas se puder esperar tenho certeza que ela vai gostar de ver você. Com licença. A enfermeira saiu do quarto e Shibuya se aproximou da cama. Mai parecia um tanto pálida, não tinha aquela cor habitual. Ele se aproximou, passou a mão nos cabelos dela.

-O que anda tirando seu sono, mocinha? O que tem te feito tão mal? Ao ouvir a voz de Shibuya Mai se mexeu, e ele tirou a mão dos cabelos dela, ela podia ouvi-lo, reconhecia sua voz mas estava tão sonolenta que não podia abrir os olhos.

- Naru? Ela pronunciou quase num sussurro, e sem abrir os olhos.

- Eu estou aqui. Ele se sentou na cama e segurou a mão dela.

- Você... nem... se.. despediu. Falou com esforço.

- Shhiiiii! Ele pôs o dedo sobre a boca dela para que ela não falasse. Descanse e depois falaremos sobre tudo isso. Eu tenho muitas coisas a lhe dizer mas por hora você precisa dormir bastante. Eu prometo que assim que tudo estiver resolvido eu vou cuidar de você, até lá seja paciente. Ela não o ouvia mais, já dormia profundamente.

Ele soltou a mão dela, puxou a caneta do bolso pegou um guardanapo sobre a mesinha e começou a escrever.pôs dentro da bolsa dela e saiu do quarto, quando a porta do elevador abriu ele deu de cara com Yasuhara como ele não o conhecia apenas passou por ele sem dar uma palavra.

- Maldito! Ele sussurrou entrando no elevador.

Notas finais
eita um Shibuya ciumento, apaixonado e sem saida que mais posso fazer com esse moço? espero que gostem do capitulo.