O Robô e a Prisioneira
1 Capítulo 1
Notas iniciais
A estrutura ta estranha, mas a história está boa. Espero que goste. Estou aberto a críticas e a sugestões.
Na última cela havia uma pequena garota, que estava chorando. – Por que chora garota ? — perguntou R-1 com frieza e solidez.– Porque eu vou morrer. Por que eu tenho que morrer ? — disse ainda soluçando levemente. – Porque você não é útil a guerra. — disse e virou as costas. A garota apenas ficou olhando enquanto ele saía da sala da prisão. Quando anoiteceu a garota se encolhia e tremia a noite toda, o frio era insuportável, então começou a chamar: – Ei! Você, vem aqui! R-1 atravessou o quarto e ficou em frente a cela parado imóvel. – Me dê uma coberta. — disse como se tivesse ordenando, e então se sentou de pernas cruzadas na cela. – Por que eu deveria ? — disse sem esboçar nenhuma emoção; nem pressa, nem calma.– Você é bom não é ? Ele não respondeu apenas ficou parado e observando. Ela ficou olhando-o esperando a resposta. Bocejou ainda olhando-o. Cinco segundos depois recebeu a resposta.– O que é ser bom ? – É não ser ruim.– E o que é não ser ruim ? – É não deixar as pessoas com frio. Você não quer ser bom? – Por que eu deveria ser bom ? – Por que você deixaria as pessoas felizes. E isso é o maior presente que existe. Maior que qualquer guerra, maior que qualquer planeta, maior que qualquer sentimento. Seu objetivo é cumprir seu dever certo ? — R-1 acenou com a cabeça — então cumpra direito. Nesse momento a garota já estava em pé encarando-o. O robô era o dobro dela, o que a fazia ainda menor. O robô abriu o meio da armadura com um comando, lá havia uma pedra vermelha quase vinho que projetava calor em direção ao chão da cela que estava escorregadio por causa do frio.– Seu núcleo ? — disse e pulou já que o chão estava muito quente. Com outro comando o robô diminuiu o calor do núcleo passando de vermelho para laranja. O robô sentou no chão e disse. – Vou ficar aqui. Vai fazer frio por algum tempo. E agora estou servindo corretamente ?– Ainda não. Me livrou do frio mas eu ainda posso morrer de fome. Qual o seu nome? – Meu código de modelo ? R-1. – O meu é Roney Teank. Ele levantou e fechou o peito, foi até a cozinha e trouxe uma bandeja do tamanho de uma mesa pequena e colocou do lado de fora da cela. A mesa estava de ponta a ponta cheia de comida, algumas carnes estavam cruas mas ele cozinhou com o núcleo. Ele enviou um comando para o computador da cela abrir a porta. – Por que sorri? – Porque estou alegre. Assim que ela terminou de comer R-1 questionou: – E agora eu consegui ? – Ainda não. Você quer ser presenteado? Deixe-me usar seu computador. Ele estendeu o braço e saiu o holograma da palma. Ela colocou a mão lá dentro do holograma e começou a mover as mãos agilmente. – Pronto. Agora você só precisa de uma ignição, só não sei como. – Eles são maus. Eles não querem fazer o mundo um lugar melhor, eles querem poder, e os que são descartáveis vão a guerra, mas sabe porque eu não fui ? Era o planeta protegido. Minha família foi assassinada, mas, eu consegui escapar — disse com a lagrima escorrendo — esse é o mau que eles trazem para a humanidade. Me liberte e venha ser presenteado. Tire minhas algemas. Ele tirou. Roney sorriu para ele. – Tenho que dizer. Você é bom, R-1. R-1 sentia-se recompensado. Tentou fazer um sorriso. Mas só deu um leve espasmo. – Você tenta mas ainda não sente. Sentimento é o que nos faz ser bom ou mal. Ações também. – Como é sentir ? – Você vai. Prometo, mas tem de vir. Roney foi o seguindo e caiu no meio do caminho. Em seguida levantou e pegou as duas armas que estavam na parede. E deu uma ao R-1. Estavam prontos para a guerra. R-1 abriu os portões e atravessou a luz. Roney e riu de alegria. Colocou a mão não frente dos olhos para se proteger da luz. R-1 estava fascinado com toda aquela vastidão, o céu era azul escuro à azul bebê. A lua era crescente, os trens atravessavam entre os prédios numa velocidade rasgante. R-1 tirou o capacete, estava sorrindo e chorando ao mesmo tempo. Se ajoelhou com as mão robóticas apoiadas e disse: – Eu me lembro… de ter vivido.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!
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