Notas iniciais
É apenas a introdução da fic, não se preocupem.

Nova York, Torre dos Vingadores.

Era mais um dia normal para os Vingadores. Quero dizer, quase normal. Os heróis encontravam-se na sala, acompanhando as noticias através do Jornal. Tomavam café e discutiam a respeito de assuntos extremamente banais. Viúva Negra e o Gavião Arqueiro, o Clint, estavam treinando alguns golpes de luta. Enquanto Tony, Steve e Robert conversavam. Quanto a Thor, estava na varanda. Pegando um sol ou algo do gênero.

– Senhores. – exclamou o loiro, surgindo na sala com uma expressão hesitante. – Temos visita.

– Visita? A essa hora do dia? – indagou Tony Stark, olhando em seu relógio com uma sobrancelha arqueada.

– Sim. – respondeu o deus nórdico, enquanto passava pelos companheiros e rumava em direção à porta. Os olhos do cientista Robert, de Steve e do filantropo seguiram os movimentos de Thor. Quando este abrira a porta, os olhos de ambos os três se arregalaram, tamanha a surpresa em se deparar com tal visitante.

– Jean Grey?

A ruiva sorriu fracamente, finalmente podendo respirar fundo. A viagem que havia tido até ali, havia sido longa e extremamente exaustiva. Tivera de pegar informações, andar de ônibus e andar com um cara de moto suspeito.

– Olá Vingadores. Creio que temos muito que conversar.

Ilha Utopia, San Francisco.

– De novo! – gritou o mutante.

Esperança já não aguentava mais aqueles treinos. Estava morrendo de cansaço, sede e fome. Mas, sabia que se parasse naquele exato momento, ao julgar pela expressão diabólica de Scott, acabaria morta e estirada no chão. Por isso, tentou aguentar firme por mais meia hora até que, finalmente sua energia começou a esvair-se de seu corpo.

– Chega. – sussurrou ela, ofegantemente. – Por favor. Eu não aguento mais! – dizia ela, cujo rosto estava banhado pelo suor e pelas lágrimas que começavam a embaçar sua visão.

Antes que Summers tivesse a chance de gritar algo a mais para a garota, fora interrompido por Vampira.

– Scott. – bradou a garota, correndo em sua direção. Ao julgar pela expressão da amiga e ex-companheira de equipe, coisa boa é que não vinha pela frente. – Precisamos conversar. – dizia ela, com os olhos estreitados.

– Agora? – ele respirou fundo. Tinha de treinar Esperança, impedir que acontecesse com ela a mesma coisa que acontecera com Jean. Não podia permitir que a Fênix conseguisse alcançar seu propósito e consumir a jovem, quando retornasse a terra. O que aliás, não tardaria a acontecer.

– Sim. O assunto é sério, você precisa vir comigo e tem de ser agora. – argumentou ela, enquanto literalmente o arrastava para dentro da sede dos mutantes.

Assim quando se afastaram o suficiente de Esperança, e dos demais, a jovem respirou fundo pensando na melhor forma de dizer aquilo.

– Onde está Emma Frost? — questionou ela, cruzando os braços.

– Eu não sei. – respondeu ele. – Está engajada com alguma social, algo do gênero. Não sei direito... – coçou a nuca, estava estranhando aquela conversa por demais. – Por que está perguntando isso e por que não podemos falar na frente de Esperança?

A garota revirou os olhos. Scott parecia fazer questão de não enxergar as coisas que estavam, praticamente diante do seu nariz.

– O lance é o seguinte... – pigarreou ela, tomando o cuidado de se certificar de que ninguém os ouviria. – Há uma coisa sobre a Fênix que Emma não te contou e tema que não seja só isso. Acho que aquela loirinha está escondendo coisas de você, de mim e de todo o resto.

O amigo escutava as palavras atentamente. Não entendendo onde diabos Vampira queria chegar com aquilo. Novamente, voltou a coçar a nuca.

– O que você quer dizer com isso? Desembucha logo, Vam.

Em algum lugar na ilha de Utopia...

Emma instruía Megan e Gabriel a fazerem as atividades do dia. Como não teria aulas, por motivos desconhecido pelos alunos, a loira encarregou-se de ocupar os adolescentes para que não fizessem bobagens nem nada que poderia tirar a concentração deles.

– Entenderam? – perguntou inexpressivamente. Seu dia seria bastante longo, tentara se comunicar com Scott telepaticamente, mas não obteve o sucesso esperado. Desde quando ele bloqueava os pensamentos? Aliás, como ele conseguia fazer aquilo?

– Sim. – grunhiu o Ligeirinho visivelmente transtornado. Ele gostava da companhia da Fada, mas, do que a de qualquer outra pessoa ali naquela escola de aberrações. Porém, odiava com todas as forças ser proibido de usar seus poderes para fazer uma atividade tão irritantemente simples e “normal”.

Quais as vantagens de ser um X-Men, se não podia aproveitar de seus poderes?

– Ótimo. – a loira abriu um largo sorriso para eles e então se afastou. – Volto em três horas, se trapacearem eu saberei. Ok? – arqueou a sobrancelha.

A muito contragosto, os jovens mutantes assentiram em concordância. Emma então sumiu de seus campos de visões.

Torre dos Vingadores, Nova York.

– E é por isso que eu preciso da ajuda de vocês. – terminou a ruiva, pigarreando ao fim de suas palavras.

– Ninguém sabe que está viva? – Tony franziu o cenho.

– Não. – ela negou, aparentando inexpressividade. – E eu quero e espero que continue assim, por algum tempo. O fato é que, como eu já disse, o que me preocupa é que essa tal pessoa também possui poderes telepáticos. Ou seja, se eu tentar uma aproximação ou o que for com os X-Men... Ela ou ele pode voltar a agir.

Steve e Tony se entreolharam, o Homem de Ferro assentiu e Steve suspirou. Jean não sabia, mas, o Capitão América tinha algumas desavenças com o Líder dos Mutantes. E, pelo visto, a única forma de proteger a ruiva e evitar que alguma merda acontecesse no país, seria entrando em contato com ele. O que ele tentava, a todo custo evitar.

– É, parece que o dia será longo. – Steve coçou a nuca. – Não se preocupe Jean, vamos ajudar você a tomar de volta o que é seu. Só... deixe-me pensar na forma mais adequada de fazer isso, está bem?

A ruiva assentiu.

FIM DO CAPÍTULO.


Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.