O Retorno Das Trevas
2 Capítulo 2 - Voltando ao Japão
Notas iniciais
Tailmon havia saído de casa perto da hora da saída da escola de Kari. A Digimon estava muito preocupada ultimamente com a menina, pois sentia que algo ruim estava acontecendo com ela. E ela pressentia que era algo que já havia acontecido, há dois anos.
Enquanto ela passava pela rua percebeu que um vulto preto muito suspeito estava conversando com a Kari. Na hora em que ela foi proteger a sua parceira, ambos sumiram. Tailmon ficou sem reação, pois não chegou a tempo de proteger sua digiescolhida. Então, pegou a mochila de Kari, que estava no chão, e imediatamente foi ao trabalho de Tai, que era uns 10 minutos daquele local. Chegando lá, Tai a viu e arranjou uma desculpa para seu chefe liberá-lo mais cedo. O chefe consentiu. Ambos então foram até o apartamento da família Kamiya.
– Ei Tailmon, que cara é essa? Você parece bem preocupada – Disse Tai, reparando em Tailmon.
– Tai, a Kari sumiu! – disse Tailmon, que estava pálida.
– Como assim ela sumiu? – disse Tai, bem preocupado – Preciso ligar a polícia para procurarem pela minha irmã, é rápido! Nem sabemos o que pode estar acontecendo com ela.
– Tai, não acho que a polícia possa ajudar nessa situação... – diz Tailmon, que parecia estar bem mais séria agora.
– Como assim? Você acha que pode ter alguma relação com o digimundo? – Diz o moreno, que estava confuso.
– Talvez tenha, não sei dizer ao certo em relação a isso. Mas com certeza tem haver com o Mar Negro – diz a felina.
– Mar Negro? Você se refere ao local que Ken transformou seu digivice no D-3 preto? – Tai se lembra do que Izzy havia falado a respeito
– Sim, a Kari também já esteve lá, duas vezes. Mas dessa vez o perigo é bem maior, não posso dizer como, mas sinto que uma força muito maior está querendo a Kari como meio de vingança. -
– Então precisamos comunicar os outros para nos ajudarem agora! – Diz Tai, enquanto pega seu D-Temrinal que levava para todos os lugares caso precisasse falar com um dos digiescolhidos
– Não é tão simples assim, Tai. Eles não poderiam ir para esse local como fazemos para ir ao digimundo. E mesmo que eles possam, por exemplo, vir ao Japão nos ajudar, lembre-se que eles saíram daqui como auxílio caso os outros digiescolhidos precisassem ir ao digimundo. -
– Então, o que acha que podemos fazer?
– Bem, devemos comunicar a todos, mas devemos ver quem poderá vir. Porque de qualquer forma, iremos precisar de ajuda.
– Ok, pode deixar.
Tai então pega seu D-terminal e começa a mandar mensagens dizendo ‘’A Kari está em perigo e foi levada ao Mar Negro! Preciso da ajuda de vocês’’. Os primeiros a lerem o e-mail são Cody, Izzy e Joe que cerca de 20 minutos depois respondem ‘’ Tai, aqui é o Cody. Como nossas famílias ainda moram no Japão, decidimos que voltaremos a morar aí. Falamos com Derik a respeito, já que estamos morando na casa dele, e ele entendeu que precisamos salvar a Kari’’. Tai fica feliz com a notícia, pelo menos já era garantido que teria ajuda de três pessoas.
Logo em seguida desse e-mail chegou outro, um que era mandado da Rússia, mandado por Sora, que dizia ‘’Não se preocupe Tai, eu, meu amor (ela se referia a Matt, o que deixava Tai irritado mas ele não poderia falar nada, afinal eles já namorava a algum tempo), Yolei e Ken vamos aí agora. Depois a Yolei ainda terá que voltar, mas não se preocupe, ela ajudará a salvar a Kari. Dissemos a Ana, Laura e Yuri o motivo de nossa saída e eles entenderam que precisamos voltar aí agora. Espere-nos, não demorará muito para chegarmos aí, amanhã nos encontramos’’.
Ao receber o e-mail Tai fica mais feliz ainda e confiante de que juntos, poderiam salvar a Kari. Logo em seguida, seus pais chegam no apartamento e percebem que a Kari não estava em casa. Eles ficam muito preocupados até Tai realmente contar o que aconteceu, afinal de contas, já tinham passado por uma situação parecida. Seus pais ficaram muito preocupados, mas confiavam muito no filho, então tentaram ficar mais calmos.
Mais tarde, por volta de 03h00min h da manhã no Japão, Tai recebe outro e-mail, vindo dos Estados Unidos, dizendo:
‘’Tai, aqui é a Mimi. Como vai? Bem, preocupado, eu acho. Fiquei muito preocupada ao saber o que aconteceu com a Kari e o Davis então, está muito nervoso com tudo isso que está acontecendo. Bem, nós estamos embarcando para o Japão agora. Já fizemos nossas malas. Como a família do Davis ainda mora aí e eu ainda tenho o apartamento que eu costumava morar e agora eu uso para passar as férias, poderemos voltar e ter um lugar para ficar. Pedi ao Wallace para avisar aos nossos colegas americanos sobre o ocorrido e ele está torcendo para que tudo isso seja resolvido logo. Ah e um colega nosso, de outro disse que também irá conosco. Eu o avisei mais cedo e ele veio até NY com os digimons dele e está aqui conosco’’
Tai fica pensando quem poderia ser esse amigo que Mimi havia dito, pois não se lembrava dos outros digiescolhidos. Mas depois se lembrou de quem ela estava falando.
23 horas se passaram desde que Tai mandou o e-mail falando sobre o ocorrido. Ele estava reunido na Torre de Tóquio com Matt, Sora, Ken, Yolei, Izzy, Joe e Cody, que já haviam chegado ao país, além de seus parceiros digimon. Tai estava feliz por rever os amigos, mas desesperado por dentro pelo sumiço de Kari e a hipótese dela ter ido ao Mar Negro. Mas algo o incomodava um pouco, além disso: Por que TK não respondeu o e-mail ainda?
Fale com o autor