O Resgate de Hadassah

17 O Feitiço Contra o Feiticeiro



​O domingo à tarde trouxe um silêncio absoluto para a mansão Lioncort. Marta e Alycia haviam saído para o shopping no início da tarde, aproveitando para fazer compras e dar espaço para que Hadassah se acomodasse na casa da piscina. O sol brilhava forte, deixando o clima abafado e convidativo.

​Buscando se livrar da tensão sufocante que acumulara durante a semana, Hadassah decidiu dar um mergulho. Ela vestiu um biquíni de cortininha preto, simples, mas que realçava de forma monumental suas curvas maduras, a pele alva e o contraste vibrante de seus cabelos ruivos. Ela caminhou até a borda da piscina da mansão e mergulhou na água cristalina, sentindo o frescor aliviar o calor de seu corpo.

​Lá de cima, na janela de seu escritório no segundo andar da casa grande, Jason a observava. Ele estava de pé, com os braços cruzados, os olhos azuis cravados em cada movimento dela sob a água. O peito dele ardia com as lembranças da noite de sexta-feira no escritório. Ele ainda sentia o gosto dela, a humilhação do deboche de ser chamado de "pedaço de carne" e a agonia de ser usado de forma tão descartável.

​Hadassah emergiu, jogando os cabelos ruivos para trás e limpando a água do rosto. Ao olhar para cima, ela captou o olhar dele na janela. Um sorriso lento, cínico e provocativo surgiu em seus lábios. Ela apoiou os braços na borda interna da piscina, jogou a cabeça para o lado e ergueu a mão, fazendo um gesto lento com o indicador, chamando-o para a água. Ela queria testar os limites dele novamente. Queria usá-lo, sentir o prazer e depois descartá-lo para manter o controle do jogo.

​Jason trincou os dentes. O desafio dela atingiu seu orgulho em cheio. Ele se afastou da janela, desceu as escadas da mansão a passos firmes e caminhou em direção à área externa. Ele vestia apenas uma bermuda de praia preta. Ao parar na borda da piscina, sob o olhar atento e predatório de Hadassah, Jason levou as mãos à barra da camisa social que vestia, desabotoou-a com lentidão e a jogou na espreguiçadeira, expondo o peito musculoso e os ombros largos.

​Sem dizer uma única palavra, ele mergulhou.

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​Jason emergiu a poucos centímetros dela. A água da piscina refletia o brilho do sol, criando desenhos de luz na pele de ambos. Hadassah não esperou. Ela moveu-se sob a água, colando o próprio corpo nu de biquíni contra o dele. Suas mãos subiram pelo peito molhado de Jason, arrastando as unhas de leve pelos mamilos dele, sentindo os músculos dele se contraírem instantaneamente.

​— Demorou, Sr. Lioncort — ela sussurrou perto do ouvido dele, a voz embargada de luxúria, os lábios vermelhos roçando na mandíbula tensa do CEO. — Achei que o meu pedaço de carne estivesse ocupado demais com os relatórios.

​Jason não respondeu com palavras. Seus olhos azuis fixaram-se nos dela com uma frieza rígida que Hadassah nunca vira antes. Ela achou que era apenas o tesão acumulado e continuou a se aproveitar dele. Ela enlaçou as pernas ao redor da cintura larga de Jason sob a água, pressionando sua intimidade diretamente contra o volume monstruoso que já se erguia de forma rígida dentro da bermuda dele.

​Jason a segurou pelas coxas, firmando-a contra o azulejo da parede da piscina. Com uma das mãos, ele desamarrou a lateral do biquíni dela e puxou a peça para o lado, deixando a fenda de Hadassah completamente exposta e imersa na água morna, já excessivamente lubrificada pelo desejo. Ele abaixou a própria bermuda, libertando sua masculinidade gigantesca, latejante e vermelha de puro tesão.

​Hadassah arfou, segurando-se nos ombros dele, esperando que ele a beijasse com a mesma agressividade de antes. Mas Jason manteve o rosto afastado, apenas olhando para ela com um semblante sério, impessoal.

​Ele segurou a base de seu membro rígido e, com uma única estocada pesada e profunda para cima, penetrou-a por completo dentro da água.

​— Ah! Meu Deus... Jason! — Hadassah soltou um gemido agudo, jogando a cabeça para trás contra a borda de mármore. O impacto da penetração na água foi intenso, o aperto da anatomia dela prendendo a extensão grossa dele como uma prensa de fogo.

​Jason começou a se mover. Sob a água, o ritmo era pesado, arrastado e violento. Ele ditava o compasso em estocadas brutais que batiam com força total no fundo do útero de Hadassah. O som da água agitando-se ao redor deles fundia-se com os gemidos sôfregos e altos que ela não conseguia conter.

​— Jason... mais rápido... me puxa... — ela implorava, cravando as unhas nas costas molhadas dele, completamente entregue ao transe carnal. Ela queria a possessividade dele, queria o fogo que ele sempre trazia.

​Mas Jason continuava em silêncio. Ele a penetrava com uma precisão cirúrgica, fria e mecânica. Ele a mudou de posição, virando-a de costas contra a borda da piscina. Segurando-a firme pela cintura, ele entrou por trás, desferindo estocadas cavalares que faziam a água transbordar pela borda. Hadassah apoiava as mãos no mármore, arqueando as costas, os seios fartos balançando com o impacto de cada golpe do membro dele dentro dela.

​— Ah... meu Deus... eu vou... Jason! — ela gritou, sentindo a onda do orgasmo explodir em seu ventre. Seu corpo inteiro tremeu em espasmos violentos, as paredes internas contraindo-se loucamente ao redor dele.

​Ao sentir o ápice dela, Jason deu três estocadas finais, rápidas e profundas, soltando um rosnado baixo entre os dentes, e descarregou todo o seu sêmen quente dentro dela.

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​O ato terminou. A água ao redor deles acalmou-se. Hadassah soltou as pernas da cintura dele, respirando com dificuldade, com o coração martelando a mil por hora e um sorriso de canto começando a se formar em seus lábios, preparando-se para desferir a próxima frase de deboche e deixá-lo no chão.

​No entanto, antes que ela pudesse abrir a boca, Jason se afastou abruptamente.

​Sem olhar para ela, ele caminhou até a escada da piscina, subiu os degraus e saiu da água. Ele pegou a bermuda, vestiu-a, pegou a camisa social da espreguiçadeira e começou a se secar com uma toalha com total calma e indiferença.

​Hadassah continuou dentro da água, segurando-se na borda, olhando para ele sem entender absolutamente nada. O sorriso de deboche morreu em seu rosto, substituído por uma expressão de choque, confusão e uma frustração profunda que começou a queimar em seu peito.

​— Jason? — ela chamou, a voz vacilando de leve, os olhos verdes arregalados. — O que você está fazendo? Você vai sair assim?

​Jason parou de enxugar o cabelo. Ele jogou a toalha no ombro e olhou para ela lá de cima. Seus olhos azuis eram duas pedras de gelo, e o sorriso de lado que ele soltou era a cópia exata do deboche que ela havia usado contra ele no escritório.

​— O que foi, Hadassah? Não era assim que você queria? — a voz dele saiu cortante, perfeitamente fria e impessoal. — Você não me come na sexta-feira e depois me trata como um pedaço de carne descartável no dia seguinte? Você não disse que isso é apenas um passatempo para aliviar o estresse corporativo? Eu só estava fazendo a sua vontade. Foi um bom alívio de domingo. Obrigado pelo sexo.

​As palavras dele entraram no peito de Hadassah como estilhaços de vidro. O feitiço havia virado contra o feiticeiro. Ela sentiu na pele, de forma humilhante e dolorosa, o exato gelo do descarte que tentara aplicar nele para manter seu orgulho. Ele a havia tratado exatamente como um objeto de prazer de fim de semana.

​— Jason, seu... seu hipócrita! — ela gritou, a voz embargada pelas lágrimas de raiva e rejeição que começaram a subir por sua garganta.

​— Nos vemos na reunião das nove amanhã, Telles. Não se atrase — Jason rebateu, a voz robótica, imitando a postura dela.

​Ele virou as costas, calçou os sapatos e caminhou a passos firmes em direção às portas de vidro da casa grande, entrando e fechando-as atrás de si, sem olhar para trás sequer uma vez.

​Hadassah continuou sozinha dentro da piscina, encolhida contra o azulejo frio, com a água morna batendo em seu peito nu e o sêmen dele escorrendo por suas coxas. Ela estava trêmula, com o coração esmagado pela frustração e pelo ódio de ter sido vencida em seu próprio jogo de poder. O homem de gelo havia voltado, e ela percebeu, com um nó de desespero na garganta, que a guerra entre o gelo e o fogo estava longe de terminar.