O Resgate de Hadassah

23 A Suíte 402 e o Reencontro



​O relógio digital no painel do Audi de Hadassah marcava dez e meia da noite quando ela estacionou diante da fachada imponente do The Grand Landmark, um dos hotéis boutique mais luxuosos e discretos de Manhattan. O celular no banco do passageiro acendeu uma última vez com a mensagem que Jason enviara uma hora antes:

​"Cobertura 4. Chave registrada no seu nome na recepção. Não se atrase, ruivinha. Meu coração está contando os segundos."

​Hadassah sorriu para a tela, sentindo aquele frio delicioso e familiar na barriga. Ela pegou a bolsa, ajeitou o vestido de seda verde-esmeralda que realçava de forma monumental o tom de seus cabelos ruivos e desceu do carro. Na recepção de mármore iluminada por luzes quentes, o atendimento foi rápido e silencioso, como o padrão do hotel exigia.

​Quando o elevador privativo bipou no último andar, Hadassah caminhou pelo corredor atapetado até a porta de madeira maciça com a placa dourada. Ela respirou fundo, girou a chave eletrônica e entrou.

​A suíte era um espetáculo à parte. Uma parede inteira de vidro oferecia uma visão panorâmica e espetacular das luzes de Nova York. O ambiente estava na penumbra, iluminado apenas por algumas velas aromáticas que perfumavam o ar com notas de sândalo e baunilha. No centro da sala, uma garrafa de champanhe repousava em um balde de gelo ao lado de duas taças de cristal.

​Jason estava de pé diante da vidraça, olhando a cidade. Ele havia abandonado completamente a postura rígida de CEO; vestia apenas uma calça de moletom preta, de cós baixo, deixando o elástico da cueca à mostra, e estava totalmente sem camisa. A luz da cidade desenhava os contornos de seus ombros largos, do peito musculoso e dos braços definidos.

​Ao ouvir o som da porta se fechar, ele se virou. Um sorriso lento, relaxado e genuinamente feliz surgiu em seus lábios azuis.

​— Você veio — ele disse, a voz saindo grave, mansa e aveludada, sem qualquer resquício daquela urgência agressiva do passado. Havia apenas uma paz profunda em seu olhar.

​Hadassah largou a bolsa na poltrona e caminhou lentamente até ele, os saltos altos estalando no piso de madeira escura. Ela parou a poucos centímetros de seu peito nu, olhando-o nos olhos com uma mistura de doçura e malícia.

​— Eu disse que vinha cobrar os juros daquela taça de vinho, não disse, Sr. Lioncort? — ela brincou, erguendo as mãos para apoiar os dedos delicados nos ombros quentes dele. — E eu nunca deixo uma dívida pendente.

​Jason soltou uma risada baixa, o peito vibrando sob as mãos dela. Ele envolveu a cintura de Hadassah com os braços longos, puxando-a para colar seus corpos. O calor da pele dele atravessou a seda fina do vestido verde, fazendo a ruiva arfar.

​— Você não faz ideia do quanto eu esperei por esse momento, Hadassah — ele sussurrou, aproximando o rosto do dela. Seus olhos azuis brilhavam com uma adoração pura. — Cinco anos imaginando o seu cheiro, o seu toque... Eu quase fiquei louco.

​— Eu também senti sua falta, Jason — ela confessou sincera, abandonando qualquer joguinho de descarte. — Mas o tempo foi bom para nós. Olha para você... Está bem mais calmo. Mais homem.

​— Aprendi a ter paciência. Principalmente porque sabia que, se eu quisesse ter a minha rainha de volta, eu precisava ser o homem certo para ela — ele respondeu, e então a beijou.

​O beijo foi uma celebração. Não havia a fúria cega ou o desespero do carma de antes; era um encontro amoroso, terno, mas profundamente sensual. A língua de Jason invadiu a boca dela com uma lentidão deliciosa, saboreando cada canto, enquanto Hadassah correspondia na mesma intensidade, enfiando os dedos nos cabelos escuros dele, puxando-o para mais perto. Eles riram entre o beijo quando Jason deu uma leve mordida no lábio inferior dela, arrancando um gemido manhoso da ruiva.

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​Jason a pegou no colo com uma facilidade impressionante, fazendo Hadassah soltar uma risada gostosa e circular o pescoço dele com os braços. Ele a carregou até o quarto da suíte, onde uma imensa cama de casal com lençóis brancos os esperava. Ele a deitou com cuidado no centro do colchão, subindo logo em seguida, posicionando-se entre as pernas dela.

​Com dedos ágeis e carinhosos, Jason alcançou o zíper nas costas do vestido verde de Hadassah. Ele deslizou o tecido para baixo, expondo a pele alva e macia de suas costas e, em seguida, os seios fartos e firmes, cujos mamilos já estavam rigidamente acesos pelo magnetismo do momento.

​— Meu Deus, você é uma obra de arte — Jason arfou, o olhar completamente anestesiado pela beleza dela.

​Ele desceu o corpo, espalhando beijos molhados e carinhosos pelo pescoço dela, descendo pela clavícula até abocanhar um dos seios. Ele sugou o mamilo com vontade, mas sem pressa, usando a língua para massagear a ponta sensível. Hadassah arqueou as costas contra o colchão, soltando um gemido alto, arranhando os ombros musculosos dele de puro prazer.

​— Jason... Ah, sim... Desse jeito — ela gemia, o ventre derretendo em uma lubrificação abundante que já encharcava a calcinha de renda.

​Divertindo-se com a entrega dela, Jason deslizou as mãos pelas pernas de Hadassah, tirando a calcinha preta dela com um movimento lento. Ele se livrou da própria calça de moletom, jogando-a no chão. Sua masculinidade saltou, livre, gigantesca, latejando de puro tesão e perfeitamente rígida, banhada pela luz fraca das velas.

​Hadassah olhou para o membro dele e sorriu, esticando a mão para envolver a extensão grossa e quente, subindo e descendo os dedos em um carinho firme que fez Jason prender a respiração, fechando os olhos e jogando a cabeça para trás.

​— Puta merda, ruivinha... Não faz assim que eu não aguento — ele pediu, rindo de leve, a voz embargada pela luxúria.

​— Eu quero você dentro de mim, Jason. Agora — ela pediu, a voz manhosa e necessitada, abrindo as pernas de forma acolhedora, convidando-o para o preenchimento completo.

​Jason posicionou-se entre as coxas dela. Ele segurou a base de seu membro rígido e o apoiou contra a fenda intensamente molhada e quente de Hadassah. Olhando fixo nos olhos verdes dela, com um sorriso amoroso nos lábios, ele empurrou o quadril para a frente, afundando sua imensidão de uma vez só, penetrando-a até a raiz.

​— Ahhhhh! — Hadassah soltou um grito agudo de puro êxtase, jogando as mãos para trás para agarrar a cabeceira da cama. O aperto perfeito da anatomia dela envolveu o membro dele como uma luva de fogo, fazendo Jason soltar um rosnado baixo, completamente dominado pela sensação avassaladora.

​— Você está tão gostosa... Tão quente, meu amor — ele sussurrou, começando a se mover em estocadas profundas, ritmadas e deliciosas.

​O sexo era uma mistura perfeita de diversão, amor e erotismo explícito. Jason não tinha pressa; ele saboreava cada centímetro interno dela. Ele puxava as coxas de Hadassah para cima, elevando os quadris dela para penetrar ainda mais fundo, roçando diretamente no fundo de seu útero e arrancando dela gemidos sôfregos e descontrolados. Eles conversavam entre as estocadas, trocando palavras de adoração e risadas sussurradas quando o impacto dos corpos criava sons intensamente eróticos no silêncio do quarto.

​— Diz que você é minha, Hadassah... Diz — ele pedia, acelerando o ritmo, o peito suado batendo contra os seios dela.

​— Eu sou sua, Jason... Sempre fui sua, meu amor! Mais forte... Entra tudo! — ela gritava, jogando a cabeça de um lado para o outro, completamente entregue ao transe do prazer.

​Jason a mudou de posição com carinho, sentando-a em seu colo. Hadassah cavalgava sobre o membro rígido dele, controlando a profundidade, subindo e descendo com força, os seios balançando diante dos olhos dele. Ele segurava a cintura dela, ajudando no impulso para cima, desferindo estocadas de baixo para cima que faziam a ruiva revirar os olhos de tanto tesão. A fricção intensa e o calor dos corpos levaram ambos ao limite absoluto.

​As paredes internas de Hadassah começaram a latejar em espasmos violentos, e ela soltou um grito longo, o corpo inteiro tremendo quando um orgasmo devastador a atingiu, inundando o membro dele com seu próprio mel. Ao sentir o aperto esmagador do ápice dela, Jason não aguentou mais. Ele segurou as nádegas dela com força, deu três estocadas brutais para cima, enterrando-se por completo, e soltou um rugido primitivo, descarregando uma quantidade imensa de sêmen quente e pulsante no fundo do útero de Hadassah. Eles desabaram um nos braços do outro na cama, ofegantes, rindo de puro cansaço e felicidade.

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​O silêncio doce da madrugada se instalou no quarto luxuoso. Jason estava deitado de lado, com o braço servindo de travesseiro para Hadassah, que apoiava a cabeça em seu peito nu, traçando círculos imaginários com o dedo nos músculos dele. O lençol cobria os corpos ainda quentes do ato.

​— Acho que os juros foram pagos com sucesso, Sr. Lioncort — ela comentou, a voz mansa, soltando uma risada preguiçosa.

​Jason sorriu, inclinando-se para dar um beijo carinhoso no topo da cabeça ruiva dela, apertando-a ainda mais contra o seu corpo.

​— Você pode cobrar esses juros todos os dias pelo resto da nossa vida, meu amor — ele respondeu, os olhos azuis brilhando de paz. — Dessa vez, nós estamos fazendo as coisas do jeito certo. Sem segredos, sem mágoas. Só nós dois.

​Hadassah ergueu o rosto, olhando para ele com um amor maduro e definitivo. — Só nós dois, Jason. Para sempre.

​Eles se fundiram em um último beijo calmo e cheio de promessas antes de fecharem os olhos, adormecendo juntos e abraçados na Suíte 402, sabendo que, após tantos anos de tempestades, o fogo que os unia finalmente havia encontrado o porto seguro do amor verdadeiro.