O Resgate

9 A 2º Terça-Parte


Ai meu deus, já íamos na segunda terça-parte do dia. E eu, finalmente fui falar com aquelas pessoas, coitadas, como eu.

Uma delas se chamava Kiki. As outras pessoas, tinham o mesmo nome, porque já não se lembravam do seu nome, como eu, lhe tinham dado com a pistola na cabeça, ficaram com perda de memória.

- Oi... — disse eu.

- Oi... — disse, tristemente, Kiki.

Mas não me parecia com cara de conversar.

E era hora de, finalmente, eu ligar para meus pais, pedindo o resgate.

- Você, baixinha, tem aí autorização para ligar o telefone! Porque a gente quer os 100 000€!

- Mas eu não sei o número de meus pais!

E eles revistaram meu telemóvel, lá estava o número de minha mãe, e eu liguei.

Na casa de minha mãe...

- Dona Luísa, eu também quero que a Mônica apareça — disse Magali.

- TRRRRIM — tocou o telefone de Luísa.

- Vou atender!

Ao telefone...

- Oi! Quem fala?

- Sou eu, mãe!

- FILHA?! FILHA?! AI QUE BOM!!! — Magali, Cebola e Cascão se entusiasmaram.

- Sim, sou eu! Ainda bem que você está aí!

- E agora, filha! Onde está?

- Isso ainda não lhe posso dizer! O raptor depois lhe diz ao telefone...

- Você fala com tanta calma, filha...

- É... mas bem, ele me pediu para dizer... que tenho 1 dia e meio para viver, isto é, se vocês não lhe derem 100 000€, eu morro! É o resgate!

- Mas como eu vou poder pagar isso?

- Eu não sei!!

- Agora o raptor lhe vai dizer onde é a morada, é melhor você apontar num papel porque... — disse, até ser interrompida pelo raptor.

E o raptor lhe tirou imediatamente o telemóvel e disse onde era.

- Olhem! Onde Mônica está! — disse Luísa.

Magali, Cascão e Cebola olharam para a morada.

- Mas isso é a antiga morada daquela fábrica de sorvetes, a Creamy-Ice! — disse Magali.