O Relógio de Areia
18 Capítulo 18 –... Outra Porta Se Abre
Teen Titans não me pertence
Capítulo 18 –... Outra Porta Se Abre
Take me high and I'll sing
Oh, you make everything ok ok ok
Ok ok ok
We are one in the same
Oh, you take all of the pain away, away, away.
away, away, away.
Save me if I become
My demons
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12 de Agosto de 2009, 19h54min
"Então quem é esse cara?" perguntou Ciborgue, dirigindo o carro T.
"Não faço idéia" respondeu Robin, no assento a seu lado. "O relatório só dizia que um indivíduo com poderes sobrenaturais estava colocando pessoas em perigo próximo à ponte."
"Um cara novo?" perguntou Mutano, do banco de trás. "Faz tempo que isso não acontece..."
"Já vamos descobrir" disse Ciborgue, virando a esquina logo antes da ponte em questão e freando ao ver que o amontoado de carros na entrada.
Os três saíram do carro rapidamente, avistando no céu a chegada de suas três colegas, que se mantiveram afastadas, esperando ordens, considerando que o alvo em questão, era, de fato, alguém desconhecido a todos.
"Já que você é novo na cidade..." começou Robin, conforme eles se aproximavam do vulto no centro da ponte, que tinha os braços erguidos "... Vamos te dar uma chance de se entregar só com uma advertência."
O vulto se virou ao som dessas palavras. À sua volta, vários civis estavam pendurados nos cabos da ponte, encobertos pelo que parecia uma aura de energia avermelhada. Os titãs tiveram alguns segundos para ficarem surpresos com sua aparência, que era muito diferente da dos vilões com que eles estavam acostumados.
O homem à sua frente não parecia muito mais velho que eles próprios; vestia um collant cor púrpura, botas prateadas e uma longa capa negra. Era esguio, mas com um peitoral largo e braços fortes, e tinha longos cabelos acobreados, e um rosto jovens com bonitas feições, olhos esverdeados e nariz reto.
"Ah, os Jovens Titãs..." ele disse com a voz séria, desprovida de qualquer emoção. "Eu espero que não tenha pretensão de interromper meu ritual... Gastei muito tempo com os preparativos."
"Bom, quando um dos preparativos envolve pendurar pessoas inocentes em uma ponte na nossa cidade, nós precisamos sim interferir. Titãs, atacar!"
O homem pareceu meramente suspirar, como se tivesse que lidar com um pequeno incômodo, e ergueu uma barreira de energia vermelha à sua volta, absorvendo vários raios verdes lançados por Estelar. O escudo então se retraiu em uma bola e ele a atirou na direção da Tamaraneana, que não conseguiu desviar a tempo e foi atirada a uma boa distância.
Robin atirou vários de seus discos, mas o homem apenas os envolveu em sua energia vermelha e os desviou de sua rota, atingindo Ciborgue, que vinha pelo outro lado pronto para atacar com um soco, e que, em vez disso, ficou paralisado em um bloco de gelo, que deslizou pelo chão na direção do menino-prodígio, prendendo-o contra a borda da ponte.
Um pterodátilo verde tentou cravar suas garras nos ombros do ruivo por um lado, enquanto um pedregulho flutuava em direção à suas costas. Ele deu um pulo para trás, pousando na grande pedra, e com um soco a reduziu a pó. Com a outra mão, ele agarrou a pata do pterodátilo antes que ela o agarrasse, e um estranho fenômeno aconteceu. A pele do dinossauro ficou vermelha por uma fração de segundo, e, logo em seguida, Mutano, em sua forma humana, foi atirado em direção a Terra, e os dois rolaram pela ponte vários metros.
O rapaz não demonstrou nenhum tipo de reação de vitória, meramente batendo as mãos uma na outra e se voltando para os civis na ponte. Eles agora pareciam sonolentos, e pelos cabos a que estavam presos passava uma luminosidade vermelha.
"Azarath Metrion Zinthos" entoou uma voz feminina, e os cabos que prendiam os civis foram cobertos por uma aura negra, se partindo. As pessoas caíram em plataformas compostas da mesma aura, que então flutuaram para longe, deixando-os fora de perigo.
"Minha fonte..." murmurou o rapaz, parecendo nervoso pela primeira vez. Ele se voltou para Ravena, que se interpôs no caminho entre ele e as pessoas desmaiadas. "Você..."
"Talvez você queira considerar outras fontes de energia que não pessoas" ela sugeriu, com sua voz entediada. "Uma barrinha de cereais, talvez?"
Os dois magos começaram uma batalha de raios de energia. Ravena manipulou a capa dele a se enrolar entre seus braços e ele a arrancou de vez, atirando um disco vermelho na direção da empata, que conseguiu se desviar, o vento causado pela força apenas atirando seu capuz para trás.
Os outros titãs já haviam se recuperado e cercavam a dupla, que estava alto no ar, já que Ravena achara mais seguro atraí-lo para o mais longe possível do solo e das pessoas.
"Você tem poderes interessantes..." disse o mago, como se estivesse considerando alguma coisa. "E já que levou minhas fontes de energia para longe, ao invés deles, vou pegar de você."
Antes que Ravena pudesse absorver o significado dessas palavras, o rapaz à sua frente se virou e desapareceu, reaparecendo a centímetros de seu rosto. Ela abriu a boca para proferir seu mantra e jogá-lo longe, e foi aí que os lábios dele encontraram com os seus. Ela piscou, surpresa por um instante. Logo em seguida, porém, se sentiu extremamente fraca, e o mundo ficou negro.
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Mutano ergueu a cabeça com dificuldade, sentindo algo macio sob suas costas.
"Ai... Mutano, sai de cima de mim!" gritou a voz de Terra, o empurrando.
"Ah... Todo o meu corpo dói... Aquele cara... Me transformou?" ele se perguntou, chocado, se lembrando que ao toque do mago, ele se sentiu subitamente fraco e se vira em sua forma humana sem que tivesse dado essa ordem a seu corpo.
"Vamos, Mutano, só sobrou a Ravena lá!" exclamou Terra com urgência.
"Me ajuda!" ele pediu, se levantando com dificuldade, mas preocupado ao saber que sua colega empata estava enfrentado tal adversário sozinha. A loira deu um suspiro de exasperação e o puxou para cima do pedregulho que já flutuava a seu lado. Os dois se aproximaram ao mesmo tempo em que Robin conseguia descongelar Ciborgue e os dois correram ao lado, vendo o mago e Ravena subirem mais.
"Ravena está o afastando da ponte!" constatou Robin. "Terra, leva a gente pra cima!"
Mais dois pedregulhos apareceram, nos quais o líder e o homem robô pularam, e os quatro se aproximaram do mix de luzes vermelhas e negras, assim como Estelar, que havia se recuperado da queda.
"O que está acontecendo lá em cima?!" perguntou Ciborgue, confuso. De uma hora para outra, o mago parecia ter desaparecido.
Quando eles chegaram perto o suficiente, foi para encontrar Ravena e o ruivo... Se beijando.
Raras vezes Mutano se sentiu desse jeito. Ele esqueceu a dor que acometia todo o seu corpo, o fato de que estava trabalhando em grupo, onde estava ou qualquer coisa não relacionada a dois objetivos simples: tirar Ravena do alcance do alvo, e, então, destroçá-lo. Tudo começou a se passar em câmera lenta, e sua visão ficou em preto-e-branco. Cores não eram importantes.
Suas pernas deixaram a superfície pedregosa, tomando um grande impulso que o levou com precisão à garganta do rapaz. Foi preciso um grande esforço de sua parte racional para não fechar a mandíbula na carne morna e macia. Ajudou o fato de ter o afastado de Ravena. E então ele percebeu que estava em uma queda livre.
De repente, suas narinas se encheram com cheiro de grama, e ele sentiu um baque e uma grande pressão contra o corpo abaixo do seu. Antes que conseguisse se recuperar, dois olhos vermelhos encontraram os seus, e tudo ficou subitamente negro.
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Mutano acordou com uma grande comoção à sua volta. Luzes, sirenes e vozes por todo o lado. Ele tentou se mexer e descobriu que não havia nenhum pedaço de seu corpo que não estava dolorido.
"Ahhnr..." ele gemeu, se sentando com dificuldade.
"Mutano!" exclamou uma voz ao seu lado. Terra e Estelar apareceram ao seu lado, com expressões ansiosas.
"Como você está se sentindo, amigo?" perguntou Estelar, as mãos juntas.
"Eu..." ele subitamente se lembrou do ocorrido. "Cadê a Ravena? Ela está bem?"
"Ciborgue levou ela para a Torre" informou Terra.
"O que aconteceu? Ela está bem, está em perigo?"
"Aparentemente aquele mago sugou a energia da amiga Ravena quando encostou seus lábios nos dela" contou Estelar, com a voz aflita. "Amigo Ciborgue a levou para a Torre na frente porque estava em estado pior que o seu."
"É, bom, depois que você pirou e se atirou no cara daquele jeito..." disse Terra, olhando para ele como se estivesse maluco. "Eu arranquei um pedaço do parque pra vocês caírem em um lugar mais macio pelo menos, e Estelar pegou Ravena no ar, que estava desmaiada."
"Mas se você não tivesse o empurrado para longe dela, talvez tivesse sido tarde demais" Robin surgiu ao lado deles de repente, muito sério. "Ele tem o poder de tirar energia das pessoas e a utilizar na forma daqueles raios vermelhos. Creio que com essa técnica ele fez com que você se transformasse em humano de volta."
"Mas ela..."
"... Está se recuperando, não se preocupe" ele os tranqüilizou. "Ciborgue fez todo o tratamento suporte que podia e ela já entrou em transe de cura."
"Glorioso!" Estelar bateu palmas.
"Ah, que bom..." suspirou Mutano. Foi só depois de chegar à Torre e ver Ravena sã e salva, com uma expressão pacífica e flutuando a alguns centímetros da cama, que ele teve tempo de considerar o que aquele novo sentimento em seu peito significava.
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Take me over the walls below
Fly forever
Don't let me go
I need a savior to heal my pain
When I become my worst enemy
The enemy
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Olá leitores,
Fiquei com vontade de colocar uma música nesse capítulo, sei lá porque.
A música é 'My Demons', por Startset, e eu acho que super combina com BBxRae.
Tradução:
Leve-me para o alto e eu vou cantar
Oh, você faz tudo ficar bem, bem, bem
Bem, bem, bem
Nós somos iguais
Oh, você manda toda a dor embora, embora, embora
Embora, embora, embora
Me salve se eu me tornar
Meus demônios
Leve-me sobre as paredes abaixo
Voe para sempre
Não me deixe ir
Eu preciso de um salvador para curar a minha dor
Quando eu me tornar o meu pior inimigo
O inimigo
Obrigada por continuar acompanhando, muitos beijos. Reviews são sempre um bom estímulo.
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