O Reino Perdido
17 Capítulo 17 - Amores e voltas.
Notas iniciais
25 De outubro, 07:00Hrs da manhã.
Todos estavam dormindo, o sol mal tinha nascido e já fazia um grande calor.
Começam a acordar; Ector se levanta e vai ao banheiro, escova os dentes e lava o rosto.
Quando sai, Tonny está acordado.
–Bom dia.
–Bom dia, primo.
Tonny se espreguiça e pega uma roupa no armário; anda até o banheiro, escova os dentes, lava o rosto e se troca.
–Bom dia, Mary! — Diz Anna, saindo do banheiro já arrumada.
–Bom dia.
Avril acorda e se levanta, dá bom dia pras outras e vai pro banheiro.
Anna e Mary se sentam em suas camas e ligam a TV e ficam lá, assistindo e esperando os garotos.
–Mary...sabe que dia é hoje?
–Que eu me lembre...não… — Responde Mary, em dúvida.
–É o aniversário do Scott! — Diz Anna, sorrindo.
Avril sai do banheiro e diz:
–Aniversário de quem?
–Do Scott!
–Atá…
Anna desliga a TV e se levanta.
–Vamos pra cozinha, esperar eles?
–Bora.
As garotas descem para a cozinha, se sentam lá e ficam conversando, à espera dos meninos.
–Eu ouvi o que eu ouvi? — Fala Tonny, em voz baixa.
–O que?
–A Anna, Ector...ela disse que hoje é o aniversário do Scott…
–Ué...deve ser verdade então…
–É...mas fala baixo, ele vai ouvir.
–Ah é...vamos pra cozinha?!
–Vamos.
Eles descem e dão bom dia pras garotas, se sentam e ficam esperando Scott.
Scott começa a se espreguiçar ainda deitado;se senta na cama e coça os olhos.
Ele vai até o armário e pega uma roupa: Uma touca, uma camisa de manga curta, uma calça jeans e um tênis.
Anda até o banheiro, escova os dentes e lava o rosto, se troca.
–Aaahhr!
Ele anda até as escadas e começa a descer as mesmas.
–Ele tá vindo, shhh. — Diz Tonny, se levantando junto com os outros e ficando perto da escada.
Scott chega ao final das escadas e os jovens percebem ele; correm em sua direção e o abraçam.
–Aê! Parabéns! — Disse Tonny, sorrindo.
–Parabéns!
–UHUUU! Parabéns Scott!
–Parabéns cara!
–Parabééns!
–Valeu galera! — Diz Scott, com um sorriso no rosto.
Anna corre até ele e o beija.
–Parabéns! — Ela diz.
–Obrigado! — Ele retribui o beijo.
Tonny pega seu caderno e desenha o café da manhã; um omelete, alguns sucos e bolos, tudo aparece na mesa e os pratos flutuam até a mesma.
Todos se sentam na mesa e começam a comer.
–Sabe…
–O que foi, Scott?
–Eu...nunca tive um aniversário tão feliz assim...é muito bom passar o meu dia com vocês...não só o dia do meu aniversário...mas é muito bom estar com vocês…
–Com você também, Scott!
–É.
–Verdade!
Scott sorri e todos voltam a comer.
Minutos depois, eles acabam; os restos de comida voam até o lixeiro e os talheres e os pratos até a pia.
–Galera! — Diz Tonny. Eu tava pensando em a gente ir passear um pouco por esse lugar...conhecer ele melhor.
–Boa ideia…
–Eu sei que Gabriel e Heloisa ainda estão lá e não que eles sejam menos importantes, mas precisamos pensar mais pra atacar a base do Hanslei...não pode ser assim, de qualquer jeito.
–Tem razão. — Concorda Ector.
–É! — Diz Mary.
–Ok...quem vai querer ir?
Mary, Ector e Avril concordam em ir junto com Tonny, Scott e Anna querem ficar em casa.
–Vocês não vão? — Pergunta Tonny.
–Não...a gente vai ficar…- Diz Anna.
–É…p-p-pra cuidar do esconderijo...sabe?
–Uhum...tá bom então!
–Ok.
–Galera, quem vai, pega sua mochila e as coisas que vamos precisar...se arrumem e começaremos a caminhada.
–Ok.
–Tá.
Ector, Avril e Mary sobem para os quartos e começam a se arrumar, pegam suas coisas, na mochila, colocam algumas frutas e água.
Minutos depois, eles descem e estão prontos.
–Vamos!
–Boa sorte pra vocês. — Diz Scott.
–Valeu.
–Obrigado.
Tonny vai até Scott.
–Boa sorte pra você também — Diz ele, sorrindo.
Eles dão um toque de mão e Tonny volta com os outros, descem as escadas e começam a caminhar.
–Eu nem me troquei… — Diz Anna.
Ela sobe ao quarto das garotas e pega uma roupa;vai até o banheiro e se troca.
Na última noite, Tonny criou um novo andar: uma sala de estar, pros jovens conversarem e descansarem.
Lá tinha alguns sofás e uma mesinha com algumas cadeiras, uma televisão e umas poltronas.
Anna volta pra cozinha, mas não encontra Scott.
–Hum...ele deve estar na sala…
Ela anda até as escadas e sobe até a sala. Encontra Scott sentado no sofá e assistindo televisão.
–Oi Scott.
–Oi! Quer ver televisão comigo?
–Ok…
Ela anda até o sofá e se senta do lado dele e eles ficam assistindo TV.
Um pacote de salgadinho flutua da cozinha até eles; Scott abre e os dois começam a comer.
Na expedição dos outros…
Eles já tinham andado por uns vinte minutos e já estavam bem longe do esconderijo.
–Eu tô tão cansado…
–Eu também…
–E eu então?!
–Vamos descansar!
–Ok!
Eles se sentam em algumas pedras perto dali e pegam a garrafa de água; bebem alguns goles.
Minutos depois, eles decidem continuar andando.
–Vamos?
–Bora.
Eles se levantam, guardando as garrafas e continuam a andejar.
No esconderijo…
–Não tá passando nada de bom…
–Pois é…
–Eu vou pro meu quarto. — Diz Scott. Vou arrumar algumas coisas.
–Tá bom.
Scott dá um beijo em Anna e vai até os quartos.
Ela desliga a televisão e vai atrás dele.
Chegando lá, Scott está arrumando suas roupas em cima da cama.
Anna fica observando ele, de braços cruzados e com um sorriso no rosto.
Eles começam a conversar e depois de alguns minutos, Scott termina de arrumar as roupas e guarda as mesmas no armário.
–O que a gente vai fazer agora? — Pergunta Anna.
–...
Scott pega Anna e a joga em cima da cama.
Ele se joga por cima de Anna e os dois começam a se beijar; Scott fica com as mãos um pouco acima da cintura de Anna, ele tira a camisa e continua beijando ela.
–TOOOONNY! Por aqui!
–O que foi Ector?
–Achei um caminho, chama os outros!
–Beleza.
Tonny anda até Mary e Avril e chama elas, que acompanham ele até Ector.
–Aqui, olha. Um caminho de tijolinhos…
–Ok, vamos por aqui. Tomem cuidado, não se esqueçam dos chips do Hanslei.
–Ah, é verdade!
Os quatro começam a ir pelo caminho, com um pouco de receio eles andam vagarosamente.
Minutos depois, eles chegam ao que parecia ser o fim do caminho; Ector estava na frente e avistou uma menininha chorando ao lado de algo parecido com um cão.
–Galera! — Diz Ector, se virando pros outros, que vêm até ele. Olhem!
Tonny olha para a garotinha e reconhece; parecia ser Elizabeth.
Ele se vira pro outro lado do caminho e com as mãos na cabeça fica resmungando.
–Ahhr! Que droga…
Avril vai até ele e pergunta:
–O que foi, Tonny?
–É Elizabeth! Aquela garota sobre quem eu te contei… — Diz ele, indignado. Droga!
Avril coloca as mãos no ombro de Tonny e ele se acalma.
–Eu sei que tudo o que você me contou sobre ela é perigoso...mas ela é uma criança, não podemos abandoná-la.
–Não! Ela não é uma criança! Ela é um demônio.
–Não Tonny...a gente não pode deixar ela sozinha…
–Arrhg...tudo bem, vamos lá.
Os dois voltam até os outros jovens.
Tonny grita:
–Heeeeey! Elizabeth! É você?!
A garotinha levanta a cabeça e percebe os jovens, o cãozinho também.
Ela e o cão, que era Hikawa, correram até os jovens, Elizabeth abraçou a perna de Tonny.
–Tio Tonny! -Ela diz, quase chorando. Até que enfim! Eu pensei que ia morrer.
–Calma, Elizabeth...a gente vai cuidar de você agora…
–’’Brigado’’... Mas cadê o tio Cott e a Anna?
–Eles ficaram no esconderijo…
–Sozinhos?
–É…
–Huuuuuuuummmm — Elizabeth sorriu.
–Ok! Ok...acho melhor voltarmos pro esconderijo agora, que tal?
–Pode ser! — Concorda Ector.
–Vamos então.
Eles ajuntam as mochilas e dão meia-volta, em direção do esconderijo.
Depois de vários minutos andando, eles percebem que o caminho não era mais o mesmo e que um rio de lava passava logo à frente.
–Oh céus!
–O que foi, Tonny? — Perguntou Avril.
–Um rio de lava…
–Merda…
–Elizabeth, venha aqui. — Diz Tonny e a garota anda até ele.
–Que foi? Eu tô com medo…
–Segura a mão da Avril, mas não com muita força…
–Tá! — Ela anda até Avril e estica seu pequeno braço pra Avril, que segura sua mão.
–Ideias?
–Hummm…
–Acho que não…
–Já sei! Acho que eu posso puxar essas raízes grossas das árvores e formar uma pequena ponte…
–Boa ideia, Ector. Tente!
–Ok!
Ector gesticula os palmos no ar e a terra é ‘’rasgada’’ por grandes raízes que se esticam até o outro lado do rio de lava.
–Dá pra gente passar, Tio Ectô?
–Acho que dá…
–Vamos tentar. — Diz Tonny, indo até a ponte de raízes. Eu vou primeiro.
–Cuidado, Tonny! — Diz Avril.
–Pode deixar…
Ele anda pelas raízes com um pouco de medo; olha para baixo e percebe a lava, fica com mais medo ainda.
Levanta a cabeça e olha para a frente. Dá um longo suspiro e continua andando.
Minutos depois ele chega ao fim e diz:
–Agora, venham um de cada vez!
Na base de Hanslei…
Eles haviam concertado as coisas da explosão e estavam fazendo mais experimentos com Heloisa.
–Comandante…
–Sim, Hanslei?
–Como estão indo as experiências?
–Ótimas! Descobrimos muitas coisas boas.
–Bom. Eu vou ver como Gabriel está.
–Ok.
Hanslei anda até a cela de Gabriel.
Chegando lá, ele vê Gabriel e pergunta:
–Eaí, tudo bem?
–...
–Não vai responder?
–...
–Mal educado…
Gabriel continuou em silêncio.
–Tudo bem. Estou indo. Sua amiguinha está no laboratório.
Hanslei continuou andando pelo corredor das celas, onde agora, estavam pessoas inocentes, mutantes e até animais.
Agora que Elizabeth e Hikawa voltaram, as coisas ficaram mais tensas.
As experiências de Hanslei estão em um nível avançado.
E agora, qual será o futuro de todos?
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