O Reino Perdido
9 Capítulo 9 - Buscas e repercurssão.
Notas iniciais
Enquanto isso, na realidade normal, o acontecimento com os jovens repercutia nas televisões, nas rádios e até mesmo nas ruas, mesmo depois de três semanas.
–O acontecimento com os jovens do colégio Cory, chocou todo país, e até o mundo. A notícia saiu até em jornais internacionais e todos ficaram boquiabertos com o fato. Outros estudantes que estavam no local, alegam que os cinco jovens eram novos no colégio e que eram estranhos. No dia do acampamento, os cinco começaram a conversar e de repente sumiram! Vamos conversar com ele, que se chama Joe. Joe, o que você tem a dizer sobre o acontecimento?
–Eu não sei! Foi muito doido, eles eram bem estranhos e no dia do acampamento começaram a andar por uma trilha, depois de uns minutos eu fui atrás deles mas eles tinham sumido!
–Obrigado Joe. Lembrando que vários acontecimentos como esse já aconteceram no acampamento. Não só com estudantes, mas com muitas outras pessoas que desapareceram no acampamento. Florence Sanders para o Jornal das dez.
–CORTA!
–Obrigado Florence. Depois dos jovens terem sumido, o mundo parecia ter ficado em ‘’câmera lenta’’ e tudo começou a se destruir, mas do nada, tudo voltou a normal, foi bem estranho.
–Pois é Greg, o acontecimento foi estranho e as buscas pelos jovens ainda acontecem.
–Sim sim. Bom, esse foi o Jornal das dez, que fica por aqui. Até amanhã, tenham uma boa noite.
Já naquele universo paralelo…
Todos estavam sentados a mesa, que estava repleta de comida: Pães, bolos, pudins, frutas e sucos, e os jovens estavam comendo.
–Huum...que delícia! Ficou muito bom…
–Verdade…
–Sim...muito bom mesmo!
Hikawa estava no colo de Elizabeth, que estava sentada no chão e já tinha acabado de comer.
Depois de alguns minutos, os jovens terminam de tomar café.
Se espreguiçando, eles decidem descer as escadas e procurar algum lugar pra ir.
–Pra onde a gente vai tio Cott? — Diz Elizabeth, olhando para Scott -.
–Não sei…
–Acho que...seria legal pra lá, — Disse Heloisa, apontando pra um lugar — Que tal?
–Boa ideia, vamos.
–Peguem suas mochilas, levem frutas e bebidas, vamos precisar.
–Ok!
Todos sobem e buscam suas mochilas, colocam frutas e sucos dentro da mochila, junto com algumas poucas roupas e panos de curativo.
–Pronto, pegamos tudo.
–Tonny, leve o seu caderno.
–Sim, eu tô levando.
–Beleza, vamos começar a caminhada.
Os jovens começam a caminhar.
De volta ao mundo normal…
–Comandante Larry para carros de busca 1, 4 e 8, se dirijam até o acampamento Carrick, iremos voltar com as buscas dos jovens do colégio Cory. VENHAM AGORA! O MAIS RÁPIDO POSSÍVEL!
–Sim senhor!
–Estamos indo!
–Já estamos chegando.
Depois de alguns minutos, os policiais chegam.
–Procurem, vocês dois, por lá e eu e Tom vamos por aqui.
–Sim senhor!
–Vamos Ellis, o Larry mandou irmos por aqui.
–Ok, tudo bem.
Na realidade normal, já era noite e os policiais estavam com suas lanternas e armas.
–Liga a lanterna Tom, esqueci a minha.
–Ok senhor.
Tom liga a lanterna, e os policiais começam a busca pelos jovens; eles procuram pelo meio das árvores, nos arbustos, nos lagos e até mesmo nas cabanas abandonadas.
A madrugada chega, mas as buscas continuam.
–Ryan…
–Sim, Ellis?
–Não acha melhor a gente pedir pra parar? Eu tô cansado…
–Não Ellis...é nosso trabalho, temos que procurar aqueles jovens, é uma obrigação!
–Tudo bem...vamos.
Depois de várias e várias horas, as buscas terminam.
O comandante pega o rádio de comunicação e chama todos para o centro do acampamento.
Eles se reúnem lá.
–Alguma pista?
–Não senhor.
–Não…
–Nada? Nem um objeto...uma pegada, nada do tipo?
–Não senhor…
–Ah, vocês encontraram a trilha que aquele menino falou na entrevista?
–Não...a gente vasculhou tudo, até estamos molhados pois atravessamos o lago em busca da trilha, mas não encontramos nada senhor…
–Mas que droga! — Gritou o comandante, largando a arma e a lanterna brutalmente no chão e colocando a mão na cabeça. Ele começou a andar de um lado ao outro, pensando no que poderia ser feito -.
–Senhor…
–O Que?
–Não melhor a gente continuar as buscas amanhã?
–Tem razão, Ellis. Vamos voltar pra delegacia.
Os policiais, desapontados, voltam ao carro e dirigem o mesmo até a delegacia.
–Galera, faltam 7 dias pro meu aniversário! — Diz Scott, com um sorriso no rosto e de mãos dadas com Anna, que pergunta: -.
–Sério?! — Pergunta Anna, dando um beijo na bochecha de Scott -.
–Sim…
–Que legal cara! Já tô pensando em um presente…
–Deixa de ser tolo, Tonny...eu não quero nada!
–Mas eu vou te dar alguma coisa de aniversário...eu posso desenhar mesmo — Diz Tonny, rindo -.
–Mas eu não quero…
–Tio Cott, o que você quer de presente?
–Nada Beth...nada...obrigado, tá?!
–Ok…
Heloisa faz um sinal, chamando Tonny pra perto dela.
Ele chega do lado dela, que cochicha no ouvido dele:
–Que tal a gente fazer...sei lá...uma ‘’festa’’ surpresa pro Scott?
–Uhum, pode ser...mais tarde a gente conversa com os outros.
–O…
Heloisa é interrompida por um grito;
–OLHEM! LÁ NA FRENTE!
–O que?
–Uma ponte...bem grande...em cima de...água..., meu Deus!
–Credo, pra que dar um berro desse? Eu me assustei…
–Desculpa Anna — Disse Scott -.
Os jovens andejam até mais perto da ponte que era bem longa e bonita; era de pedra, com um grande e bonito rio com várias rochas na água e também ao redor da ponte, com árvores e folhas: A vista era linda, grandes árvores bem perto da ponte e uma montanha logo depois da bonita ponte.
–Vocês vão querer atravessar? — Perguntou Tonny, se virando pros jovens e olhando pra eles -.
De repente, uma voz:
–Eu quero!
Todos olham estranhamente para Hikawa; a voz parecia ter vindo dele.
–O que foi? Nunca viram um animal que fala?
–N-n-n-ãã-o-o...claro que...não…
–Jesus...ele fala!
–Sim, eu falo…
Elizabeth pisca para Hikawa, e , fazendo uma cara de medo corre até Scott.
Ela abraça a perna dele pois ela era bem baixinha. Ela diz:
–Tio Cott...eu tô com medo...me protege...por favor!
–Calma menininha, eu não sou do mal… — Disse Hikawa -.
–É Elizabeth, fica calma e vamos andar.
Gabriel e Mary nem se importaram muito com o acontecido, pois já estavam acostumados com acontecimentos do tipo.
–Ok gente...a gente vai atravessar ou não? — Tonny pergunta -.
–Vamos logo então!
Os jovens começam a andar vagarosamente por cima da ponte; não estavam nem no começo, a ponte era bem grande!
Depois de vários minutos, os jovens já cansados chegam no meio da ponte e percebem que ela estava quebrada.
–Aaaahhh nããooo! Tá quebrada! Merda…
–Calma Scott...a gente pode concertar maninho…
Gabriel se concentra e cria um pedaço de pedra com sua energia telepática para concluir o pedaço quebrado da ponte.
–Passem logo, antes que aquilo aconteça de novo…
Os outros correm e passam pro outro lado e Gabriel também e a ponte telepática some.
–A gente já tá no final...só mais um pouco e chegamos em terra firme…
Anna estava na frente de todos e andavam vagarosamente pois a ponte parecia antiga e estava caindo aos pedaços.
Tonny, aos fundos, percebe Anna lá na frente e grita:
–ANNA! Vem aqui pra trás e deixa eu ficar aí...é perigoso pra você!
–Tudo bem…
Os dois trocam de lugar…
Depois de alguns segundos andando na frente dos outros, Tonny pisa em um pedaço da ponte que aparentemente estava em bom estado, mas aquele pedaço cai e ele fica pendurado, segurando com as mãos no pedaço sólido.
–AAHHH! SOCORRO!
Scott corre até a frente rapidamente, empurrando todos os outros.
Ele chega onde Tonny está e se ajoelha no chão, esticando as mãos para Tonny segurar e voltar pra cima.
–Segura firme Tonny, vou puxar!
–PUXA LOGO! EU VOU MORRER!
Scott faz força e puxa Tonny pra cima da ponte.
Ele cai pra trás, aliviado.
–Ahh...aah…
–Foi por pouco…
–Sim…
–Gabriel…
Gabriel cria mais uma ponte telepática. Scott e Tonny se levantam e junto com os outros voltam a caminhar.
Eles chegam ao final da ponte, e lá, encontram algo parecido com uma casa.
–Finalmente chegamos…
–E aquela casa? A gente vai entrar?
No mundo normal, os policiais procuram pelos jovens, e as pessoas não param de falar deles.
O que será que há dentro da pequena casa?
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