O Reino Perdido
4 Capítulo 4 - Pequenas discussões.
Notas iniciais
Tonny está transformado em um cão, farejando o caminho de volta para o esconderijo, junto com os outros amigos, que estão vindo atrás e conversando.
Depois de andar por meia-hora e alguns minutos, os jovens encontram um lago.
–Pessoal, tem um lago aqui! — Diz Tonny, virando a cabeça pra trás e se transformando em um humano novamente — Venham ver!
Os jovens correm e andam rápido, chegando perto de Tonny e do lago.
–Espera, quando viemos pra cá...não encontramos um lago — Disse Scott, cruzando os braços — Estamos voltando pelo caminho errado!
–Relaxa, vamos tomar um banho de lago e depois pensamos nisso. — Disse Sebastian, tirando a camisa e o tênis juntamente com a mochila, e, largando os três no chão correu em direção do lago e antes de entrar, gritou: — VEM GALERA!
–Ah, eu vou. — Disse Anna, largando os sapatos e a bolsa no chão.
Scott senta na beira do lago, no solo.
Anna corre em direção do lago e dá um mergulho maravilhoso.
Scott paralisado e sentado no chão, observa a garota.
Tonny se aproxima e dando leves cotoveladas no braço de Scott, diz:
–Huuuuuum cara…tô ligado, em?
–O-o-o-q-q-ue? Que foi?
–Nada...deixa pra lá.
Scott se levanta, tirando o casaco e sua camiseta e também seus tênis e sua mochila, deixando tudo no chão. Ele corre para o lago e dá um mergulho no mesmo.
–Uoow! Essa água tá gelada!
–Verdade...mas tá boa assim! — Diz Sebastian -.
–É. — Disse Anna.
Mary, Heloisa e Tonny ficam do lado de fora, conversando.
–Acho que vou entrar também…- Diz Tonny, observando os outros três no lago — FUI!
Tonny se levanta, também tirando a camisa e o tênis, correndo para o lago.
–BOOOOOMBAAA! — Ele grita, e cai na água, espirrando gotas para todos os lados.
Mary percebe várias gotas vindo em direção de Heloisa, que está com um celular, tentando ligar para alguém, mas o sinal nunca pegava.Ela faz com que as gotas parem rapidamente no ar, e caiam no chão, exatamente no lugar onde pararam.
–Obrigado. — Diz Heloisa — Quase que meu celular vai pro pau.
–De nada. *risos*
Depois de alguns minutos, os jovens que estavam no lago começam à sair do mesmo.
Sebastian abre suas asas, abanando as mesmas contra os jovens molhados — eles se secam rapidamente (as asas de Sebastian são grandes e fortes, então não há problema se elas se molharem).
–Obrigado!
–Valeu!
–’’Brigado’’ cara.
Os amigos se vestem novamente e começam a caminhar, procurando o caminho para o esconderijo novamente.
Eles já estão andando por mais de 40 minutos, e estão muito cansados.
–Pessoal...eu trouxe uns salgadinhos e água na minha mochila...alguém quer parar, descansar um pouco e comer? — Oferece Heloisa — Eu tô muito cansada.
–Eu, eu quero.
–Eu também, tô morta de cansaço.
–É, eu também.
Os jovens se sentam e começam a comer e beber água, eles estão muito cansados.
Depois de comer, eles se levantam, colocam suas mochilas nas costas e continuam à caminhar.
–Bora galera, vamos.
Os seis se levantam e continuam a andejar.
Depois de caminhar por mais vinte minutos, Sebastian, que está na frente, ao lado de Tonny, percebe algo parecido com uma casa, um pouco mais à frente.
–Galera...olha aquilo! Corram, venham ver!
Os outros jovens correm até Sebastian, e percebem várias casas, é um tipo de vila.
–Uaaau...Uma vila… — Diz Anna.
–Parece estar abandonada… — Disse Scott, observando o local.
–Pois é.
–Mas gente...eu juro que nossos rastros estão aqui, mas nós não vimos essas coisas quando viemos pra cá… — Diz Tonny.
–É verdade…
–Esse mundo, é uma ilusão. Você passa por um lugar que parece normal, mas quando volta por ele percebe coisas que não tinha visto antes — Disse Mary, andejando um pouco à frente dos outros -. Por isso temos de tomar muito cuidado, aqui, nem tudo é o que parece ser…
–Pois é…
–Uow…é melhor passarmos logo por isso.
Scott levita Anna até ele, e põe seu braço no ombro dela.
–Fica aqui… — Ele diz -.
–Tá bom.
Eles continuam a caminhar, observando aquilo que parece ser uma vila abandonada, eles percebem que é mesmo o que pensavam ser e que pessoas moram ou moravam ali, pois existem lojas por lá.
–Eu não consigo...tenho que dar uma olhada nesse lugar — Disse Sebastian, parando e voltando pra trás.
–Calma Sebastian, é perigoso…
–Não, não é não.
Sebastian se dirige à uma das casas abandonadas, e adentra na mesma.
Tudo está quebrado e sujo, com paranhos de aranha por todos os lados, balcões com fotos todas empoeiradas e sujas, nem dá para observar a fotografia.
–Galera, venham ver…
Anna e Heloisa vão ao lugar onde Sebastian está, enquanto Scott, Tonny e Mary ficam do lado de fora esperando.
–Meu Deus! Que isso… — Disse Heloisa, com um rosto apavorado — Tá tudo quebrado….
–Pois é…
–Nossa...é melhor a gente sair daqui a voltar pro esconderijo. — Sugere Anna.
Scott está voltando para ver o que os outros estão fazendo lá dentro.
–Tá com medo, Anna? Deixa que eu te protejo — Diz Sebastian, abraçando Anna.
Scott vê os dois se abraçando e fica furioso, ele diz:
–Galera...vamos logo?
–Ok — Diz Sebastian. Ainda abraçado com Anna, os dois saem de dentro da casa.
Scott cruza os braços e fica emburrado, e eles continuam a caminhar.
Depois de andar por duas horas e de algumas paradas pra descansar, Tonny, que está à frente dos outros, farejando o caminho, percebe a árvore em que eles estão ‘’hospedados’’.
Ele se transforma em um guepardo e corre até a árvore, esperando os outros lá.
–Venham logo, seus lerdos. *risos*
Quando todos chegam na árvore, Tonny sugere:
–Pessoal, que tal fazermos uma reunião pra decidirmos algumas coisas?
–Tá bom.
–Pode ser.
–Concordo, é uma boa ideia.
–Bora.
Um de cada vez, sobem ao segundo andar e lá trocam de roupa, roupas que eles trouxeram na mochila.
Eles se sentam nas cadeiras ao redor da mesa, e começam a opinar.
–Bom, eu acho que a gente tem de procurar encontrar mais recursos pro nosso esconderijo, precisamos de segurança porque, como vimos, esse lugar não é nem um pouco seguro. — Sugere Tonny, que está muito cansado e com sono.
–É, Eu concordo.
–Eu também. A gente também precisa arranjar algumas coisas pra gente lembrar do caminho de volta pra cá, tipo, cascalho, pedras ou coisa do tipo. É chato o Tonny ter que ficar toda hora farejando o caminho, isso cansa né?! — Diz Heloisa, olhando para Tonny.
–Verdade. — Responde Tonny.
–É, mas eu acho que cada um tem que exercer um ‘’cargo’’ — Diz Scott.
–Como assim? — Pergunta Anna -.
–Não sei...por exemplo, o Tonny faz uma coisa ou procura alguma coisa, a Heloisa faz outra e etcetera.
Mary se levanta da cadeira e muito brava, aponta o dedo indicador ao peito de Scott e grita:
–AAAH! CALA A BOCA! VOCÊ QUER MANDAR EM TODO MUNDO! EU NÃO AGUENTO MAIS ISSO! PARA COM ISSO!
–Mas… — Diz Scott, olhando para os outros da mesa com uma cara de quem não está entendendo nada.
–CALA A BOCA! — Grita Mary — SABE O QUE EU ACHO DE VOCÊ? EU ACHO QUE VOCÊ É UM MERDA! NINGUÉM MAIS AGUENTA VOCÊ MANDANDO NA GENTE!
–Calma Mary — Diz Tonny, se levantando e segurando Mary — ela está muito agressiva — -.
Mary cria uma rajada cinética e atinge Tonny, fazendo ele ‘’voar’’ para longe.
Ela observa todos da sala, todos quietos e ela também. Depois de alguns segundos, ela desce do segundo andar e vai em direção do subsolo — sem falar nada.
Depois de ela descer, todos começam a falar.
–Meu Deus...o que foi aquilo? — Diz Anna -
–Eu também queria saber…
–Ela só pode tá ficando doida…
–Deixa isso pra lá, gente, vamos nos arrumar pra dormir.
Eles arrumam as cadeiras, colocando elas nos lugares e arrumam as camas e os sacos de dormir.
Scott larga a toca, a mochila e os tênis do lado do seu saco de dormir e deita.
Anna desce até o subsolo e entra, Mary está sentada na cama e Anna foi até lá e sentou também.
–Mary…
–’’Quié’’?
–Não se estressa, eu não vou falar sobre aquilo, tá?
–Ok…
–Você está aqui há tanto tempo mesmo?
–Sim, você acha que eu iria mentir porquê?
–Ah, deixa pra lá. Eu vou dormir. Boa noite.
–Boa noite…
Anna sobe para o segundo andar e deita em sua cama e comenta com Scott:
–Scott…
–Oi?
–Você ficou bravo pelo abraço que o Sebastian me deu?
–E-e-e-u? hahaha, eu? Eu não…
–Tá bom...sei…Boa noite.
–É Sério…
–Ok...boa noite.
–Boa noite.
A manhã chega e todos começam a acordar e se levantar, arrumando as camas e se vestindo.
Anna vai até uma das janelas, e percebe algo estranho lá fora, parece uma criança, obviamente um humano e então ela diz:
–Scott...vem aqui.
–Que foi?
–Vem cá!
–Tá bom…
–Olha lá fora...parece uma criança chorando, né?
–Verdade...mas você sabe, esse lugar é perigoso, não podemos confiar em tudo.
–Ah que saco Scott, é só uma criança, olha lá! Eu vou lá falar com ela. — Diz Anna, se virando e se dirigindo até a saída do segundo andar.
Scott puxa ela pelo braço e diz:
–Não Anna! É Perigoso! Fica aqui.
–Aff, tá bom.
–Deixa que eu vou lá…
–Hã? Você não disse que é perigoso?
–Mas eu vou...fica aqui.
Scott desce as escadas e caminha cuidadosamente até a criança, suas mãos ficam rodeadas por energia telepática caso a criança faça algo maléfico, ou que possa atingir ele e os outros jovens.
–Ei...você aí…?!
Scott só ouvia os choros da criança que aparenta ter uns 5 anos e é uma menina.
–Eeeei…
–Responde...você tá bem?
–*choro* Eu quero… a minha casa *choro*
–Calma...eu vou te ajudar a voltar pra sua casa, tá bom? Vem cá garotinha..
Scott se aproxima da menina e estica suas mãos pra ela, a menina se levanta e anda até Scott, que pega a menina no colo e começa a andejar até a árvore.
–Vai ficar tudo bem, tá? Nós vamos cuidar de você…
–Tá bom…
Scott leva a menina até o esconderijo e apresenta ela a todos, ela se chama Elizabeth.
Qual será o futuro da menina e dos jovens? Será que eles vão ficar bens...ou não?
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