O Reformatório
11 Big Brother
É como se eu estivesse no meio do outono. Naquele vento frio, mas gostoso, e assistindo as folhas caírem. É uma sensação boa que me faz querer mais. Tudo isso por um beijo. Não, não é um beijo. É o beijo. O beijo do Kurt, meu primeiro amor.
Assim que o beijo se intensifica, quase consigo ver a luta mental do Kurt. Ambos sabemos que se algo ficar mais sério e alguém que não é meu amigo desconfiar, teremos muitas coisas a perder. Principalmente ele.
Mas ele não para... Acho que ele também não consegue se controlar quando se trata de nós dois.
Nos deitamos na cama. Sua língua brinca com a minha e suas mãos sobem das minhas costas até meu cabelo.. Deixo minhas mãos repousarem sobre seu ombro já que sou inexperiente no assunto e quero que ele me guie. Quero que ele me indique cada passo que devo tomar e assim que ele tenta tirar minha blusa, eu o ajudo. Logo em seguida, ele se coloca sentado sobre mim com as pernas abertas.
–Olha o que você faz comigo, Blaine.
Eu sorriso para ele e logo continuamos a nos beijar. Ele tira a camisa dele e passo a mão sobre suas costas. São rígidas porém macias, musculosas porém delicadas. Como no sonho, ele beija meu pescoço e sinto aquela velha sensação só que muito melhor. Posso notar que ele sentiu minha ereção porque ele parou os beijos para olhar nos meus olhos e dizer:
–Vamos acabar logo com isso!
Ele me dá mais um beijo e morde meu lábio inferior. Kurt parece ser tão experiente, tão seguro sobre o que está fazendo que tudo que eu consigo pensar é em satisfazê-lo de uma maneira ou de outra. Ele sai de cima de mim, me coloca sentado na beirada da cama e se ajoelha na minha frente. Quando ele está começando a desabotoar minha calça alguém bate na porta.
Meu coração começa a acelerar e posso ver pela cara pálida e assustada do Kurt que ele também não está calmo. Ele se levanta em um pulo e coloca o ouvido na porta, dando um sinal para que eu perguntasse quem é.
–Er... Quem é?
–É o Puck! Eu preciso falar com você..
Eu e Kurt nos entreolhamos e ficamos sem saber como reagir. Se eu abrir a porta vai ficar na cara o que estávamos fazendo... Merda!
–Puck, pode indo para o seu quarto que eu já vou!
Puck cochicha alguma coisa mas só o Kurt, que está perto suficiente da porta, consegue ouvir. Depois de alguns segundos, ele faz uma cara de surpreso.
–O que ele falou?-Digo, também baixo.
–Ele disse que o seu irmão, Cooper Anderson, está querendo te ver lá embaixo. Ah, ele também mandou um oi... para mim.
Como Puck pode saber que o Kurt está aqui?
Nos recompondo do susto, eu coloco uma roupa mais apresentável para ver meu irmão. Kurt me observa enquanto está deitado na cama., totalmente relaxado e com as pernas cruzadas.
–O que foi?
Digo com um sorriso tímido no rosto.
–É que... Você é lindo.
O meu sorriso praticamente triplica de tamanho enquanto eu me aproximo dele. Eu apoio meus dois braços na cama e o beijo.
Ele sai primeiro do quarto e depois de uns dois minutos eu saio também. Puck está no corredor, conversando com as mãos na cintura do Sebastian mas assim que eles me vêem se colocam um do lado do outro, de braços cruzados e sorrisos no rosto.
–Blaine, Blaine... -Sebastian diz balançando a cabeça negativamente mas sem parar de sorrir.
–Isso pode gerar muitos problemas. Eu estou falando sério!
–Relaxa, Blaine.. Curta seu deus do sexo sem preocupações com a gente.
Assim que termina de falar, Sebastian segura na cintura do Puck e o guia até o quarto. Antes dele fechar a porta Puck ainda tem tempo de falar:
–Diz oi para o Coop por mim.
Assim que desço, Coop já está encenando uma de suas épicas poses e ensinando como apontar e gritar é importante para um ator expressivo. Assim que ele me vê fala que a aula vai ter uma pausa e vim diretamente na minha direção. Ele me abraça forte e eu retribuo genuinamente.
–Hey B. Como você está?
–Bem, eu acho... Isso não está sendo tão ruim quanto eu pensei. Está sendo até divertido por algumas partes.
–Que bom, maninho! Antes de vir para cá passei em casa. Mamãe falou que te ama muito e que virá assim que possível.
Sorrio porque quase que consigo ouvi-la dizendo aquilo.. Pergunto pelo meu pai mesmo sabendo que eu vou me arrepender.
–Ele está... indo.
Cerro os olhos porque sei que ele deve ter dito muito para o Coop sobre mim.
–Ele disse que você foi de um paraíso para o outro.
Infelizmente, eu consigo ouvi-lo dizer isso também.
–Maaaas eu vou te dar um presente! Além da minha presença, é claro!
Reviro os olhos mas sorrio mesmo assim... É bom ver que meu irmão não mudou.
–Eu pedi permissão para seu diretor para te levar em um passeio de um dia!
Disse ele com o maior sorriso que eu já vi alguém dar..
–Aonde você vai me levar?
–Isso é uma surpresa... Mas ele concordou contando que levassemos um funcionário dessa budega.
–Um funcionário?
–Sim... Ele disse um nome aí mas eu nem prestei atenção. O importante é que você vai dar uma volta com seu irmão Coop como nos velhos tempos!
Dou um sorriso nervoso porque quase consigo prever quem vai comigo e com o Coop no tal lugar.
–Blaine?
Me viro e dou de cara com o Kurt, todo vermelho e sorrindo para nós.
–Sim, Kurt?
–Sou eu quem vai acompanhar você e o Sr. Anderson no passeio.
Coop sorri e dá logo um abraço no Kurt, falando algo de estar aliviado por não ser um velho de 60 anos.
Então... Eu, Kurt e Coop saindo juntos e conversando sobre tudo.
De repente isso não me parece uma idéia muito boa.
Notas finais
gostando? :)
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