O Reencontro
16 Afinal, somos Perina
Notas iniciais
KARINA'S POV
Nos olhos de Pedro eu podia ver toda a esperança acumulada, todo o medo da decepção e bem lá no fundo eu via a promessa, a promessa silenciosa e só nossa de que tudo ia dar certo, eu não sei bem qual poder que Pedro exerce sobre mim, mas aquelas simples palavras, faladas diariamente por bilhões em todas as partes de mundo me tocaram de um jeito que nunca tocou ninguém em toda a história de nossa civilização. Ele me ama incondicionalmente, e é verdadeiramente recíproco.
Vendo o homem que eu amo, passando por cima de seu orgulho para me pedir em casamento, tendo em vista que o pedido foi recusado diversas vezes, e com palavras e trocas de olhares que me fizeram sentir única eu não podia pronunciar tais palavras que não fossem essa:
– Eu aceito- disse simplesmente, mas o sorriso gigantesco que já estava formado no meu rosto dizia tanto e os meus olhos que choravam de felicidade, mostravam o quanto eu estava feliz, e por mais que eu já me sentisse apaixonada por Pedro, essas simples palavras me fizeram me sentir diferente, me fizeram sentir completa.
Pedro tinha um sorriso tão grande em seu rosto que parecia que as suas bochechas se rasgariam se ele abrisse mais a boca, ele não disse nada, apenas me beijou apaixonadamente, ele me abraçava tão forte que parecia que ele temia que eu fugisse de seus braços, e eu nunca faria isso, eles são meu lugar favorito, em todo o mundo.
Pedro quebrou o beijo e saiu correndo pela casa, eu o segui, e só deu tempo de o ver todo atrapalhado tirando a roupa enquanto corria.
PEDRO'S POV
Ela aceitou! Ela aceitou! Eu não acredito nisso! Ela será minha, minha esposa, a mãe dos meus filhos, e minha eterna amante, pois ela já é a mulher da minha vida desde que nós nos conhecemos.
Foi correndo pela casa enquanto tirava minha roupa, até chegar o portão, já tinha derrubado todos os móveis da casa e meu dedinho já estava roxo de tanto bater nas quinas, mas nada importava, ela iria casar comigo.
Estava abrindo o portão, ainda com o sorriso mais verdadeiro e feliz que já dei em minha vida, este que não havia saído de meu rosto desde de que ela disse " eu aceito ", quando escuto a voz de minha noiva me perguntando:
– Pê, onde você vai só de cueca?
– Pagar uma promessa, meu amor!- disse com toda a convicção que aprendi na faculdade de direito e saí correndo pelas ruas gritando a qualquer ser vivo que pudesse me ouvir que ela tinha aceitado, de vez em quando eu olhava para trás eu ainda a via com o mesmo sorriso que eu, rindo da minha loucura, enquanto eu parava perto das pessoas que ainda transitavam pela rua em plena madrugada, apontando para ela e dizendo com todo o orgulho possível que aquela era a minha futura esposa.
Minha esposa, daqui a pouco tempo ela será minha esposa, a mãe dos meus filhos, ah, ela não sabe o quanto eu já sonho com nosso casamento, e com nossa pequena, futura grande família.
Ela não faz ideia do quanto eu a amo, e o melhor é que eu sei que é completamente correspondente .
Afinal, nós somos perina
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Dois ano e dois meses depois...
Como foi nosso casamento ? Se existisse uma palavra mais perfeita que perfeição, essa com toda a certeza seria a palavra que descreveria nosso casamento, estavam todos lá, meus padrinhos foram João e Sol, e os da K, Cobra e Bianca, a Mills parecia uma princesa de verdade, era impressionante, a semelhança dela e de Karina, mesmo elas nascendo de mães diferentes, e ela estava linda, era a visão mais perfeita,vê-la de branco, com seu buquê de Lírios e uma coroa de flores na cabeça, lembro que eu tive que aturar um Lírio bêbado falando que minha esposa desejava-o em sua cama, já que seu buquê era repleto de lírios, enquanto Karina e nossos convidados riam, eu me segurava para não socá-lo. Eu estava com meu terno e camisa social pretos, além da gravata, que também era preta, lembro-me até hoje da cara de minha esposa quando ela me viu inteiramente de preto, da mesma forma que eu não podia a ver, ela também não poderia me ver, e eu sabia o quanto homens inteiramente de preto a deixavam excitada.
Se antes mesmo de entrar no altar eu já estava pensando na lua-de-mel ? Mas é claro que sim, porra, a Karina é gostosa pra caralho, é só de pensar nela com aquela lingerie branca, contrastando com a sua pele bronzeada já me deixava louco ! E saber que ela estava da mesma forma que eu já me deixava mais aliviado, afinal não nos encontrávamos a dois dias, já que minha sogra e cunhada a sequestraram e me deixaram com duda, abandonados em nossa casa, resumindo: dois dias sem transar! Porra, nós fazemos amor todo dia ! Dois dias é quase uma abstinência !!
Ambos estávamos tão necessitados que depois de um dia separados, contra nossa vontade, já estávamos fazendo sexo pelo telefone, parecíamos adolescentes outa vez, mas sexo é sexo !
Nossa lua- de -mel foi no Havaí, lá fazia tanto calor que a desculpa de dormir nú pelo clima colava por ambos os lados, e essa era a desculpa perfeita para os rounds intermináveis que rolaram nos vinte dias que ficamos longe de tudo e de todos, só eu e minha mulher.
Hoje estamos casados a um ano e cinco meses, e nada mudou, para nossos amigos ainda somos aquele mesmo casal de jovens que odeiam rotina, Karina agora é Major e eu me tornei juiz, parece que depois que ele estrou definitivamente em minha vida tudo melhorou, ela é tudo pra mim.
– Amor, tá na hora- Karina falou me despertando de meu flashback pessoal, eu estava sentado em minha poltrona, quem diria que eu teria uma, a esperando se arrumar, hoje tínhamos um compromisso importante, que com toda a certeza definiria nossas vidas, estávamos esperando uma resposta positiva, que nos desse alegria.
Saímos de mãos dadas de nossa casa, e era ótimo, depois de um ano de casados, ainda vê-la admirando sua aliança enquanto esperávamos o elevador, da mesma forma que eu a admirava.
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