Notas iniciais
Oi meus cupcakes! Que acesso de doçura que me deu para começar com ´´Oi meus cupcakes``? Não sei. Ah, deve ser porque TEMOS 30 COMENTÁRIOS!♥ ♡♥ ♡ *.*♥ ♡♥ Gente, que alegria!!! Muito, muito muitíssimo obrigada a tooodos que comentaram um dia! Miss Jackson, Dudaah Zils, Gabriella Jackson, Thais2131, Izabella e Eleanor Liesel Grey! Obrigada ainda mais àquelas que comentam com frequência, deixando meu lindo coraçãozinho feliz! Obrigada aos que seguem, favoritam, acompanham... Todos lindos cupcakes enfeitados com glacê!!! Espero que gostem, e comentem! Kisses seus lindos!

Eu não queria me virar. E mesmo que eu quisesse, estava petrificada. Os nós de meus dedos estavam brancos pela pressão que eu aplicava sobre eles, uma maneira idiota e possivelmente inútil de tentar diminuir a pressão que crescia dentro de mim.

– O... O que você está fazendo, Katie?- sua voz soava confusa, embargada de tristeza, pois na verdade, ele sabia.

Virei-me lentamente, passando uma perna, depois a outra, e por último, inevitavelmente os olhos, que logo encontraram os olhos arregalados e verdes de Natan, com tristeza, angústia, medo... Logo me fizeram revirar e contorcer dentro de mim mesma.

–Natan... Eu- dei três passos mancos, pequenos e desajeitados para mais perto e tropecei no roupão de banho que eu havia tirado minutos antes.

–Que roupas são essas?- perguntou ele, dando um passo mais para o interior do quarto – para longe de mim.

–Natan, eu... Eu...- contorcia as mãos no perto do estômago, sentindo agora a brisa, antes agradável, se tornar um vento mais forte, que uivava de maneira medonha e nauseante, fazendo as cortinas se debaterem contra as portas de vidro, que batiam de um lado para o outro como se fossem animais ferozes aprisionados. Tudo isso causava uma sinfonia dramática, cortante e fatal.

Natan procurava meus olhos em meio a essa orquestra, e eu propositalmente os evitava. Mas sabia que ele merecia uma resposta.

–Eu...

Quando ergui os olhos a direção dos dele, percebi que ele focava algo atrás de mim, e foi quando senti uma mão quente em meu ombro. Seus olhos voltaram a me focar enquanto Conor se colocava entre nós, como que a me proteger.

–Temos que ir, agora-pressionou ele, mas eu não faria isso. Não assim.

–Pensei que ele estivesse morto- Natan falou, a voz séria como nunca ouvira. Ele focava Conor, mas eu sabia que suas palavras eram direcionadas a mim.

–Eu também.

Seus olhos estavam turvos. Fora por conta de um morto vivo que viera buscar sua noiva? Pelo fato de a noiva querer fugir com esse morto vivo? Tudo isso junto?

Conor puxava delicadamente meu braço, e eu sabia que ele estava certo. Foi quando Natan se aproximou de nós, e percebi que ele carregava uma espada – a espada de papai. Ele vinha em passos firmes e com olhos cravados nos de Conor.

–Natan, não...-murmurei desesperada enquanto Conor se postava em minha frente, para me proteger. Natan desembainhou a espada, mas não a ergueu. Ele apenas a segurou com as duas mãos e a contemplou por um segundo tenso, enquanto eu segurava com mais força os ombros de Conor, e ele me mantinha atrás de si segurando minha cintura. Ele estava tenso.

–O rei me deu esta espada há alguns dias. É de família, para que um Rei proteja seu reino, e seu bem mais valioso de todos; sua Rainha.

Ele deu um sorriso tristonho e torto, sarcástico, e nesse segundo percebi que em seus olhos, acima de tudo, havia lágrimas. Ele então continuou:

–Eu pensei que eu teria essa honra; de defender minha rainha e a família que teríamos. Desde o começo soube que o coração dela nunca seria meu, mas tinha certeza de que eu poderia, com o tempo, conquistar a maior parte dele... Eu estava enganado.

Ele ergueu os olhos para Conor, que o encarava com solenidade.

–Quero eu você faça isso. É um homem de sorte, Conor. Ela ama muito, de forma tão bela que nem compreendo por completo. Defenda-a, para onde vocês forem. Cuide dela, com todo o seu amor, sejam felizes.

Lágrimas banhavam meu rosto enquanto ele passava para Conor a espada. Natan era muito bom. Aproximei-me dele e o abracei. Receoso, ele passou os braços por mim.

–Obrigada, Natan. Obrigada. Te amo tanto por isso- e beijei seu rosto.

–E eu sempre vou te amar, pois eu posso não ter seu coração, mas você terá sempre o meu.

E com lágrimas nos olhos, ele me deu um beijo curto, breve. Eu diria um ´selinho`, mas teve mais significado que isso. Era um adeus, um obrigado, uma promessa, um selo de tristeza para ele e um passe de alegria para mim.

–Posso ajudar vocês a saírem daqui. Esperem lá embaixo, eu busco os cavalos. Dois cavalos para vocês. Abrirei o portão dos fundos, a entrada dos funcionários, para que possam ir embora. Apenas esperem, saberão quando ir.

E ele deixou o quarto. Virei-me para Conor e o abracei.

–Ele é um bom homem- sussurrou para mim.

–Eu sei...Espero que ele possa amar alguém como nos amamos, e que esse amor seja correspondido.

–Eu também-terminou Conor, beijando minha cabeça e acariciando minhas costas.

–Mas... Podemos confiar nele?

–Sim, claro que sim- respondi, mas na verdade, somente os próximos minutos revelariam quem era o real Natan.

Ele tinha tudo para nos denunciar. Tudo para nos ajudar.

Tinha dois destinos em suas mãos, e a escolha cabia, agora, somente a ele.