O Raiar Da Paixão

2 Cap. 1-Embarcando no avião do destino(Continuação)


Notas iniciais
Com a participação da minha melhor amiga (Isabella) e a minha também.

Não tinha muito tempo, então não resisti e comecei a correr no meio do aeroporto, tentei não tropeçar em nada, fixando o olhar na tabela dos voos mas não consegui ver direito o de Nova York e... tropecei numa mala.

Acordei num tipo de maca mas ao mesmo tempo, vi o infinito e a perfeição diante dos meus olhos, em um conjunto de constelações que me guiaram para o paraíso recém-criado por Deus, no entanto, vi que aqueles olhos pertenciam a um anjo, com a pureza tão grande que fazia meu sangue ferver, depois vi que ele era perfeito pra mim, porque o tempo ao meu redor parou e somente meu coração acelerou. Então ele falou:

-Oi, sou o Blaine – Ele botou a mão em minha cabeça para ver se eu estava bem, tive medo, e se ele percebesse que meu coração batia tão rápido quanto os meus pensamentos, que perto dele, voavam dentro da minha mente. – Acho que você está bem, caiu feio quando tropeçou na minha mala,e me desculpe por isso, antes que me esqueça. – Ele deu um sorriso que continha toda a pureza dos anjos, toda a inocência das crianças das crianças, e toda a felicidade contida em meu coração, que não parava de bater naquele momento. Eu podia falar que meu tropeço foi de muita sorte e que eu devia agradecê-lo por deixar a sua bagagem no meu caminho, mesmo sabendo muito, muito pouco sobre ele, eu poderia dizer, que aquela pessoa foi feita sob medida pra mim.

Levei um pouco de tempo, vendo se o Blaine era de verdade, de tão perfeito que ele era, por isso, só depois percebi que meu voo partia em cinco minutos, então, pulei da cama do nada, e por um segundo me senti zonzo, tudo estava acontecendo rápido de mais e ao mesmo tempo devagar de mais em minha mente que estava voltando ao trilhos depois da minha surpresa com o Blaine, porém, um segundo antes de eu cair, Blaine me pegou pelo braço, fiquei corpo a corpo com ele, me senti indefeso, ele me fazia perder o sentido, a consciência, e tudo em particular, não conseguia ficar normal perto dele então imagina se os braços dele estivessem nos meus, tentei disfarçar a minha respiração ofegante e meu coração que batia mais rápido que tudo em minha volta e ainda tinha meus pensamentos que estavam praticamente congelados... eu não falava nada, se ele fizesse qualquer outro movimento, eu poderia entrar em coma. Ele falou comigo com aquela voz calma e suave:

-Acalme-se, está tudo bem.

-Não, não está nada bem... o meu voo... parte em cinco minutos. – Tentei ficar de pé, mas ainda não conseguia, então quase cai de novo, mas por sorte, ele me segurou de novo, quase entrei em coma.

-Tente ficar calmo, qual o seu voo ? – Falou ele com aquele sorriso que fazia as minhas pernas ficarem ainda mais bambas, rapidamente respondi:

-Nova York , 12:30. – Ele deu um sorriso de empolgação bem grande, na sabia o que estava passando na cabeça dele, mas na minha só se passava ele.

-Meu deus! O meu também, vem, eu te levo até o avião.

Por um segundo, pensei que era uma brincadeira de Deus com meu coração, mas depois percebi que era só uma trama do destino agindo sobre mim, e querendo ou não, eu tinha que dançar conforme música. Tentei parecer normal perto dele, mas quem consegue parecer normal perto do amor da sua vida que você acabou de conhecer ? Sei que nem o conheço, mas sinto, que quero passar a minha vida inteira ao lado dele. Eu estava tão nervoso que nem sabia definir o que era direita e esquerda enquanto andava. Por sorte, conseguimos chegar bem a tempo, eram muitos rostos na minha frente, mas quem se destacava muito era uma menina de cabelos tons de chocolate com pequenos raios de sol concentrados nas pontas, eu a considerei muito bonita, no entanto não queria que ela desse nenhum passo perto do Blaine. Tudo estava muito bem... bem até demais, até que o destino fez sua trégua, eu e Blaine sentávamos em cadeiras separadas, mas o problema não era a distância, e sim a vadia com os raios de sol nas pontas sentada ao lado dele, ela vestia uma camisa escrita “The Ranuways” junto com uma jaqueta de couro, ela usava um short jeans e um sneaker preto e na cabeça um óculos estilo John Lennon, mas sinceramente, nem notei ela. Depois apareceu uma mais simpática, e que sinceramente, chamava muito mais atenção do que a outra ela tinha cabelos ruivos e estava usando um par de suspensórios junto com uma blusa com a estampa da bandeira da Inglaterra e um short de couro preto, no pé, ela também usava um sneaker preto, para a minha sorte, ela sentou do meu lado.

Com o passar da viagem aquela menina linda ficou ainda mais depos de descobrir que seu nome era Juliana Stanley... ela nasceu em Londres e estava em Lima, para visitar seus tios e que agora está indo para a cidade dos sonhos para a Semana de Moda de Nova York, por causa do seu grande sucesso em Londres como estilista. Mesmo tentando prestar atenção em Juliana, não resisti a tentação, olhei para o lado, e vi o Blaine conversando com “aquelazinha”, aproveitando, perguntei rapidamente:

-Juliana, você tem ideia, de quem seja... aquela pessoa ? – Tentei não demonstrar a raiva, e ela respondeu:

-Ah ! Aquela é a Isabella Grey, ela já entrevistou a Kristen Stewart e o Johnny Depp, ela é a mais popular jornalista da coluna de cinema do “New York Times”.

-Ah ! Bem... interessante ela... ela deve ser muito bem sucedida. – Tentei não gritar.

-Não sei muito bem da vida dela, só sei que ela faz muito sucesso.

O voo demorou praticamente 1 hora, durante todo esse tempo, Blaine não parava de conversar com senhorita Grey, comecei a ficar com medo, e se ele não fosse gay ? E se fosse hetero? Minha mente não parava de pensar nessa hipótese, ele era muito bonito, e poderia ter qualquer garota que quisesse, e ela também poderia ter qualquer garoto, isso quase me deu vontade de chorar, mas quando eu estava quase começando, o Blaine olhou pra mim e sorriu, meu coração começou a saltitar, pular, fazer tudo, porque aquele sorriso fez com que todas as minhas lágrimas fossem embora, era como se, mesmo ele estando com uma garota muito sexy e bonita, ainda lembrasse de mim.

Sinceramente, odeio voos, odeio, odeio, odeio, a pior parte, é aquele bate cabeça, e o pior é que não consegui encontrar o Blaine, então fui com Juliana pegar minha bagagem, demorou uns 30 minutos para achar a minha e a dela, ela me acompanhou até a saída, mas teve que ir embora logo, porque acabara de receber uma mensagem de sua amiga para ir correndo pro Empire State para ela ver a nova coleção de verão de Miami, fiquei sozinho por um momento, até que alguém me pegou por trás:

-Pensou que ia se livrar de mim é ?

-Blaine ? Pensei que tivesse ido.

-Não, eu não deixaria você sozinho aqui, e também, queria ter a chance de te conhecer melhor, o que acha da gente dividir um táxi ?

Tentei fingir que estava pensando, mas não consegui fingir por muito tempo e disse sim, ele rapidamente me levou até a saída e chamou um táxi, rapidamente nos aprontamos, ele disse o destino que ele queria, fiquei um pouco espantado porque ele disse a Quinta Avenida, não sei se estava falando a verdade ou não, mas aquele era o meu destino também.