Notas iniciais
Heeeeeeeey gente! *cricricri* Af, sei que demorei para caramba! Mas esse é oficialmente o último capítulo da FIC, não contando com o epílogo. Sintam minha dor por acabar com essa estória maravilhosa... Enfim, o que acham que vai acontecer? Naruto vai atrás da Hina? Ela vai casar-se com um estranho? Bem, leiam o último capítulo e descubram por si mesmo ;D' No começo, tem um link que é o vestido que imaginei a Hinata e achei-o a cara dela... Espero que gostem!

Quatro meses depois...

Por quanto tempo ela encarou-se por aquele espelho? Para Hinata, o tempo parecia não andar, não enquanto usava o vestido de casamento.

Seu vestido era estilo sereia, marcando todas as suas curvas, tomara-que-caia com um decote básico; com delicado drapeado na parte superior que terminava em babados intercalados com paetês. Seu cabelo estava preso no alto do cabelo com pequenos grampos e seu rosto tinha uma leve maquiagem, deixando-a linda sem ser muito extravagante.

Uma única lágrima saiu desceu por sua bochecha e secou-a antes de borrar a maquiagem. Já havia chorado demais e recusava-se a fazê-lo mais uma vez, contudo, qualquer um que olhasse seus olhos, veria uma tristeza sem fim. Era o dia do seu casamento... Ela não deveria ficar feliz?

Ouviu a porta ser aberta e Hiroko apareceu atrás do espelho, sorridente. O vestido longo de ceda azul marinho davam um destaque especial a seus olhos perolados, assim como seu cabelo preto-azulado preso em um coque alto. Viu-a fazer uma careta e virou-se para ir abraçar a mãe que, ao sentir o abraço, começou a chorar.

— Okaa-san... — sussurrou e mordeu o lábio para não acompanhá-la. — Eu vou chorar por sua culpa.

— G-gomen, anjo — a mais velha afastou-se e tentou recuperar a maquiagem em vão. — Você está tão linda, minha filha, mas é de partir o coração saber que... Você não estar se casando por amor.

Apressou-se a secar as lágrimas dela e beijou-a pelo rosto com gentileza, tentando animá-la. Quando sua mãe descobriu o seu plano e de seu pai, ficou extremamente arrasada. Não falava com nenhum dos dois e evitava olhá-los, quase como se não existissem e aquilo acabava com a morena aos poucos. Depois de três semanas, Hinata não aguentou e, pegando-a em um momento desprevenida, contou tudo o que estava sentido: o medo, a angustia, a insegurança. Despejou tudo o que carregava em seus ombros na mulher e chorou como uma condenada quando falou de possível perda de Hanabi... E do fato de ter deixado Naruto.

Balançou a cabeça e sorriu para a mais velha.

— Okaa-san, onegai... Já estou adulta e sei que você quer a minha felicidade, mas nem sempre o destino vai está a favor — colocou um fio de cabelo de sua mãe atrás de sua orelha e beijou sua bochecha. — Agora, pare de chorar e vamos retocar essa maquiagem.

Enquanto iam para o quarto do casal Hyuuga, Hinata pensava em como esses quatro meses passaram em um piscar de olhos.

Ao chegar, Hiashi deixou-a a par de tudo da empresa e tentaram reverter a situação alarmante que estavam pelas próximas duas semanas, porém era quase impossível e, exatamente por isso, seguiram com o casamento. Um mês mais tarde, o moreno arranjou um noivo e, para a surpresa de sua filha, ele resolveu seguir as mais antigas tradições Hyuuga: os noivos só se veriam no dia do casamento.

Claro que ficara revoltada! Ficou dias tentando convencer o pai que aquelas tradições não aconteciam há anos e citou como exemplo o próprio casamento dos pais, no entanto, Hiashi manteve-se firme e tinha um argumento:

— Talvez, se voltarmos as tradições antigas, a empresa melhore consideravelmente, como costumávamos ser...

Isso era injustiça, mas ele tinha um ponto.

Minutos mais tarde, as duas mulheres desciam a escada da mansão dos Hyuuga e encontraram Tenten, vendo algumas fotos da família, acompanhada por Neji. A moça vestia um vestido cor uva com alças grossas e um pequeno decote, marcando levemente a cintura e chegando um pouco abaixo do joelho. Seus cabelos, diferente do normal, estavam presos em uma trança lateral.

Notando-os tão distraídos para notá-las, Hinata pigarreou e falou apenas para constrangê-los:

— Atrapalho o casal?

Ambos viraram e ficou com vontade de rir ao vê-los levemente corados. A chocolate arregalou os olhos e sorriu de modo encantador, fazendo que um arrepio descesse por sua espinha e obrigando-a a engolir a seco quando viu-a aproximar-se. “Ela não vai me matar no dia do meu casamento... Vai?”, uma pergunta que não queria calar.

Em vez disso, a amiga pegou seus braços e examinou-a cuidadosamente. Abriu um sorriso e abraçou-a.

— Você está realmente linda, Hinata — Tenten murmurou e chegou bem perto de seu ouvido para sussurrar: —, mas, se não parar de me empurrar para o seu primo, vai ficar desfigurada, estamos entendidas?

A ameaça apenas a fez rir. Quando chegou, uma das primeiras coisas que fez foi ligar para a morena e explicar toda a situação. Como todos os outros, foi contra o casamento forçado e, mesmo assim, ficou do seu lado. Ao chamá-la para ser madrinha de seu casamento, a Mitsashi não pensou duas vezes e, faltando uma semana para a cerimônia, viajou para Fukuoka. Desde então, Hinata tentava fazer que Tenten e Neji ficassem relativamente próximos, afinal, eram seus padrinhos.

Na verdade, a Hyuuga havia chamado Naruto para ser seu padrinho, porém o mesmo recusou...

Balançou a cabeça. Não queria pensar nele, não naquele momento.

— Então, vamos? — perguntou após receber um elogio de seu primo. — Já está na hora, não?

— Na verdade, está cedo, Hinata-sama — Neji informou e mostrou seu relógio de pulso. Eram três da tarde e o casamento começaria às quatro, então, estava realmente cedo. — Acho que você arrumou-se rápido demais.

“Sério? Pareceram horas!”, reclamou internamente e deu de ombros. Ela deve ser a única noiva da Terra que arrumou-se rapidamente no dia do casamento. Suspirando, pensou como mataria esse tempo de uma hora até seu (odiado) casório e teve uma ideia.

— Será que podemos sair para passar o tempo?

(...)

O quarto branco do piso ao teto estaria silencioso se não fosse pelo som do aparelho cardíaco. A figura sobre a cama tinha os cabelos castanhos, o rosto branco e magro, quase imóvel e era assombrosamente parecida consigo, porém sua personalidade era totalmente diferente: forte, segura, brincalhona...

Ninguém nunca esperaria que Hanabi passaria por uma situação como aquela.

Entrar no quarto era sempre muito doloroso para Hinata, mais ainda quando aproximava-se e observava sua irmã tão vulnerável sem poder fazer nada. Como vinha fazendo desde sua chegada, sentou-se na poltrona ao lado da cama e estendeu a mão para tocar a da outra, sentindo os dedos finos.

— Quando será que vão acordá-la, okaa-san? — sua mãe apareceu do outro lado da cama e tocou no cabelo da mais nova, inclinando-se para beijá-la.

— Não sei, Hinata — a confissão era triste. O coma induzido era a única opção para que Hanabi passasse por todas as cirurgias sem muitas dores e, mesmo após terem se passado quatro meses, os médicos preferiam mantê-la naquele estado. — Espero que logo... Você quer falar com ela?

Apenas assentiu e viu-a sorrir, dando a volta na cama para ir beijá-la também. Quando a porta foi fechada, a morena suspirou e olhou para sua irmã.

— Estou com saudade — murmurou e deu um sorriso mínimo. — Muita saudade. Estes meses não foram fáceis e, hoje, não será um dia fácil... É o meu casamento, lembra? — já havia se acostumado a não receber respostas. — Estou muito bonita e vou tirar muitas fotos para, quando você acordar, não sentir-se tão mal por não ter ido. Eu... Eu ainda tenho esperanças que o Naruto-kun apareça lá e impeça o casamento, por mais que não me ame como eu o amo. Sei lá, impedir que me case forçadamente parece coisa que amigos façam, não é?

Enquanto falava, lembrou das seis semanas que o mesmo tentou falar com ela sem parar uma vez se quer. Ligava duas vezes ao dia para o seu celular e, como a covarde que era, não tinha coragem de atendê-lo, não depois da carta. E, também, por que atenderia? O que falariam? Será que ele queria tirar satisfações?

Ah, não. Ela preferia morrer a falar sobre a carta reveladora que escreveu... Nunca sentiu-se tão exposta.

Naruto só teve oportunidade uma vez, quando ela tinha descoberto que seu pai não contaria sobre seu noivo. Aquilo deixou-a com medo do destino e, quando o telefone tocou, nem olhou quem era, apenas atendeu... Ao reconhecê-lo, Hinata quis falar de tudo que sentia, porém estava cansada de pessoas falando que casamento não pode ser forçado.

— Já estou noiva, Naruto-kun — foi o que falou e jurava que tinha escutado prender o ar. — Não vou voltar atrás e nem quero!

— Você quer ser infeliz? — ele exaltou-se. — Você quer acordar com um desconhecido todos os dias?

— Se serei feliz ou não, acho que esse problema é meu... — sua voz fria surpreendera até ela mesma. Após alguns instantes de silêncio, tentou conversar novamente. — Naruto, eu...

— Se você quer ser infeliz, beleza! Mas não conte mais comigo ou com minha ligação ou até mesmo com a minha presença no seu casamento, porque, se é para te ver casar com um cara que não seja e... Alguém que você queira, só irei para atrapalhar, acabar com essa merda toda que você está fazendo!

Depois daquilo, ela tentou ligá-lo algumas vezes e, desta vez, era ele que a ignorava. Hinata, desde então, não tinha notícias de seu melhor amigo e até tentou chamá-lo para ser seu padrinho, recebendo um “Não, arigatou” como resposta.

Voltando para o tempo atual...

— Acho que nem sinto mais nada — comentou com a irmã e riu sozinha. — O que vou sentir? Todos estão contra essa ideia e, provavelmente, até você estaria. Talvez eles não percebam que eu não estou fazendo isso porque quero e, sim, porque preciso — aproximou os lábios da mão da outra e roçou-o ali, murmurando. — Se eu perder você também, acho que nunca mais irei querer sair de casa. Afinal, seria a segunda pessoa que deixei morrer por não estar presente. E, também, não deve ser tão ruim casar sem amor. Na Índia, eles fazem isso e é o país onde os casamentos mais duram, sabia?

— Hinata — Hiroko entrou no quarto e sorriu para filha. —, chegou a hora.

— Kami, parece que o tempo está passando muito rápido — levantou-se e depositou a mão de Hanabi na cama, mexendo em seu cabelo. — Desta vez, vereemo-nos em uma semana... Sabe como é, a lua-de-mel.

Essas três palavrinhas causavam arrepios.

(...)

Chegar na igreja foi a parte fácil; sair do carro era outra história. Sentiu toda sua vontade de ser forte e determinada esvair-se e tudo que mais queria era voltar para o quarto que sua irmã estava e ficar com ela.

— Você ainda pode desistir — murmurou sua mãe e voltou-se para ela, inexpressiva. — Nós todos entenderíamos...

— Eu não posso, okaa-san — interrompeu-a e olhou para a janela mais uma vez. — Hanabi é minha imouto e eu farei tudo que estiver ao meu alcance para não deixá-la ir antes do tempo. Será que a senhora não vê? Já perdi Andrew, sinto como se tivesse perdido Naruto... Se eu perder Hanabi, não serei capaz de sair da minha cama.

Antes que Hiroko pudesse processar suas palavras, seu pai abriu a porta da limusine e estendeu sua mão para servir de apoio, sendo aceita por Hinata. Hiashi inclinou-se e falou algo para a esposa que assentiu e também saiu, seguindo para a igreja.

— Como se sente? — o Hyuuga indagou e guiou-a em passos lentos até a entrada da capela.

— Farta... Okaa-san não parou de perguntar se eu queria desistir durante toda a viagem do hospital até aqui.

— Hiroko só quer a sua felicidade, assim como qualquer outro que desaprova esse casamento — pararam e uma moça entregou ao seu pai um véu lindo que combinava perfeitamente bem com o seu vestido. — Como dizem as tradições, você deve se casar com um véu que cobrirá seu rosto, ou seja, você só verá seu noivo depois que se casem.

— Outra vez esse negócio de “tradição”? — bufou e revirou os olhos, sabendo que não ganharia nada se reclamasse. — Está bem, mas, onegai, não desmanche meu penteado...

Minutos mais tarde, a marcha nupcial começou a tocar e anunciou a tão esperada entrada da noiva. Foi só assim que Hinata percebeu que já caminhava para seu casamento, pois não enxergava nada. Seu pai era a única coisa que orientava-a para que não caísse, tropeçasse, esbarrasse nos bancos ou fugisse dali. Sentia-se morta de curiosidade para ver quem estava ali, se ele estava ali, ainda que o mesmo tivesse confirmado sua ausência. Será que mudara de ideia?

Droga de tradição Hyuuga!

Quanto mais passos dava, mais seu coração parecia querer sair por sua boca. Tanta coisa passava por sua cabeça que ela não sabia no que pensava. Engolindo seco, sentiu Hiashi apertar sua mão de leve ao alcançarem o altar e sua outra mão foi pega por uma mão grande e quente que mandou um arrepio estranho para sua coluna.

Aquilo era um bom ou um mal sinal?

Com o decorrer da cerimônia, o nervosismo transformou-se em conformismo. Quando o padre perguntou se alguém tinha algo contra o casório, ninguém se pronunciou e aquilo só confirmou que Naruto não estaria ali. Bem, ela achava isso, afinal, ele falou que só iria para impedir o casamento.

Em um momento, forçou-se a virar de “frente” para seu noivo e repetiu as palavras ditas pelo sacerdote. O outro fez o mesmo e algo em sua voz deixou-a nostálgica, porque tinha uma semelhança com a voz do seu amado. Logo em seguida, chegou a parte do “Aceito” e ficou feliz por seu tom não ter mostrado toda a sua tristeza.

Só quando o padre falou “Pode beijar a noiva” que Hinata deixou as lágrimas escaparem. O Uzumaki não havia ido mesmo...

Até que seu véu foi levantado. Ergueu seus olhos para fitar o tão misterioso marido e sentiu-os quase pularem de seu rosto de tão surpresa que ficou. Ele sorriu com seus dentes branquinhos e perfeitos, colocou as duas mãos em seu rosto e secou suas lágrimas com os polegares simultaneamente. Quando o rapaz aproximava-se para selar o casamento, Hinata não conteve-se e deixou escapar o nome do seu não-tão-misterioso marido:

— Naruto-kun?

No segundo seguinte, seus lábios haviam sido tomados pelos o do loiro enquanto a igreja explodia em aplausos.

# — #

Assim que entraram na limusine, Naruto tinha medo da reação da morena e acabou sentando-se de frente para a mesma em vez de sentar-se ao seu lado. O lugar da festa era ali perto, no entanto, ele pediu para o motorista que desse uma volta pela cidade para que conversassem. Sim, teria muito o que falar.

Voltando-se para frente, viu Hinata encará-lo como se ele fosse de outro planeta e acabou sorrindo sem graça, coçando a sua nuca. Notou-a abrir e fechar a boca por algumas vezes e queria incentivá-la, porém não sabia o que falar. Então, seus olhos desceram para o vestido dela. Era fantástico, marcava todas as curvas deliciosas que ela tinha e ainda conseguia dar aquele ar de princesa que ela sempre teve.

— Você está perfeita — murmurou e fitou-a com um sorriso. — Não imaginei que conseguisse ficar mais bonita do que é, mas você sempre tem um truque na manga...

— Eu estou confusa — interrompeu-o e viu-a com o rosto vermelho por conta dos elogios. —, você falou que não viria no meu casamento e, agora, vo-você é meu... Marido?

— Hã... Hai — o sorriso não saia de seu rosto. Ainda era difícil de assimilar que havia se casado com Hinata, sua melhor amiga e amada. — Surpresa?

— Naruto... Ai, Naruto, você... Você só têm vinte anos! É muito novo para se casar, deveria estar curtindo a vida! E... E por que casou-se comigo? Você não me ama! Como pode se casar comigo? Foi por causa da carta? Escuta, eu escrevi porque não queria ir embora sem que soubesse dos meus reais sentimentos por você, mas isso não significava que você pudesse vir atrás de mim! Não acredito que você abriu mão de sua vida de universitário para se casar comig...

Antes que ela pudesse falar mais alguma coisa, ele pegou-a pelo rosto e puxou-a, beijando-a do nada. Sentiu-a ficar tensa e não respirar e afastou-se segundos mais tarde. Riu da expressão corada e surpresa da moça.

— Será que pode parar e me ouvir? — indagou e beijou-a na testa, descendo para o nariz e dando vários selinhos nos lábios. — Onegai?

— H-h-hai — a voz dela, de repente, era vacilante.

— Começou quando você foi embora — iniciou. —; digamos que eu cai em um tipo de “depressão”.

Algumas semanas atrás...

E, mais uma vez, o telefonema caiu na caixa de mensagens. Naruto suspirou cansado e colocou o celular ao seu lado na cama, fitando o teto de seu quarto. Ele não entendia como Hinata poderia fazer um negócio daqueles: declarar-se e não atender a bosta do celular para ouvir uma declaração de volta.

Fora que ela poderia estar conversando com seu “noivo” sobre o seu “casamento”.

Seu coração pesou de ódio e angustia. Sentia-se tão impotente. Já havia planejado tantas coisas e todas elas envolviam ir até lá...

Ouviu alguém bater na porta e resmungou algo, vendo sua mãe entrar. Após a ida de Hinata, o Uzumaki resolveu voltar para Tóquio com seus pais e amigos. Evitava sair do quarto para não encontrar seu irmão e, sinceramente, não tinha vontade de continuar a faculdade.

— Você não vai tomar café? — Kushina perguntou e foi quando notou que a mulher segurava uma bandeja com café-da-manhã. Deu de ombros e ouviu-a suspirar, sentando ao seu lado e colocando a bandeja sobre suas pernas. — Filho, você não vai sair do quarto hoje de novo?

Negou com a cabeça e sentiu-se mal por saber que tal atitude causava sofrimento a mais velha. Ele não saia do quarto para quase nada e isso acontecia desde sua mudança de volta, há cinco semanas.

— Tudo bem... Eu vou estar lá fora — a voz da ruiva era calma, tão diferente da qual sempre foi. —, qualquer coisa, chame por mim.

Quando deixou-o, Naruto sentiu-se o pior filho do mundo.

— Vai ficar ai? — outra voz fez presente e, desta vez, não era tão agradável quanto de sua mãe. — Vai ficar na porra desse quarto de novo?

Ergueu o olhar e os olhos de Nagato mostravam sua raiva. Sua vontade era perguntar: “E o que te importa?”, porém não queria gastar sua saliva. Seu irmão não valia isso.

— Olha, Naruto — chamou-o e o mais novo ignorou-o, começando a comer. —, você pode fazer o que quiser da sua vida... Como seu onii-san, eu deveria me importar e me importo, porém a vida é sua e você faz o que bem entender com ela. Mas esse “bem entender” está machucando minha okaa-san e isso eu não vou deixar!

Nagato sentou-se em sua cama e Naruto apenas fitou-o com raiva, sendo totalmente ignorado. Ninguém sabia respeitar seu momento de silêncio?

— Nossa kaa-san acabou de sair daqui chorando porque você não vai sair desse quarto. Ela não foi trabalhar nesse último mês por sua causa e, quando nosso tou-san chega, ela abraça-o e chora como se você tivesse morrido. — aquilo arrancou um pedaço de si. Sabia que Kushina sofria, mas não sabia que era tanto assim. — Você pode fazer o que quiser da sua vida, mas você não percebe que está machucando quem te ama?

— E por que você se importa? — balbuciou com a voz rouca pelo desuso.

— Porque não quero que sofra mais uma vez por amor. Porque, desta vez, você está causando o seu próprio sofrimento, já que não vai atrás dessa Hinata. Ela não falou que te ama? Ela não falou que, se pudesse, estaria com você? O que está te impedindo de ir atrás dela agora?

Naquele instante, seu coração bateu com mais força. O Uzumaki mais velho estava certo, afinal, Hinata não queria se casar e só estava fazendo-o por causa da irmã. No entanto, exatamente por algo que o outro havia feito, Naruto tinha medo de amar novamente e não conseguia ir atrás da morena por esta razão.

Nagato notou a hesitação do irmão e, sabendo o que o mesmo pensava, suspirou.

— Não sou a melhor das pessoas para falar isto. Se não fosse culpa minha, você não estaria tão hesitante. O que aconteceu entre eu e Shion foi uma tragédia, só que não significa que isto sempre vai acontecer contigo. Quando uma pessoa te ama de verdade, ela vai ser fiel. Segundo nossos pais, Hinata demonstrou o tempo todo o sentimento dela por você... Se dê mais uma chance. Se não der certo, estarei aqui para te tirar da cama mais uma vez...

Sem um pouco do peso que carregava no coração, Naruto não se conteve e abraçou o irmão que ficou meio surpreso com a reação. Quando afastou-se, sorriu e viu-o sorrir também.

— Talvez esteja na hora de ir atrás dela, não? — perguntou.

— Talvez seja uma boa hora... — afirmou o ruivo e bagunçou seu cabelo. — É bom tê-lo de volta.

Quando desceu as escadas da mansão, encontrou sua mãe na cozinha, cozinhando, enquanto secava algumas lágrimas. Encostou-se na entrada do cômodo e esperou-a erguer o olhar. Ao ver os olhos azuis em si, sorriu e foi até ela, dando-lhe um abraço.

— Gomenasai, okaa-san.

— Oh, Naruto, você voltou! — afastaram-se e Nagato riu com a cena. A ruiva olhou de um para o outro e seu sorriso alargou-se ainda mais. — Estão se falando?

— Sabe como é, Naruto-chan não vive sem mim — o mais velho abraçou-o pelo pescoço e recebeu um tapa na nuca. — Ai!

— É bom falar com vocês, mas tenho que ir — caminhou para fora da cozinha e foi chamado por sua mãe.

— Onde pensa que vai?

— Atrás da Hinata, oras!

(...)

Em quatro dias, Naruto conseguiu o endereço da mansão Hyuuga, na província de Fukuoka. Ter um amigo na polícia federal de Tóquio tinha lá suas vantagens... Com um jatinho da empresa de seus pais, foi para o Aeroporto da capital de lá e, com um carro alugado, viajou por alguns quilômetros para a cidade de Koga.

Naquele dia, ligou para Hinata mais de que o normal e, mesmo assim, a morena não o atendia. Quando chegou no endereço, foi impedido de entrar pelos seguranças e, após fazer um pequeno escândalo, um homem foi atendê-lo. Ele vestia um terno azul-marinho com a gravata preta, sua pose era ereta e aparentemente superior ao louro. Os olhos daquele homem, contudo, eram idênticos ao de sua amada.

— O que deseja, jovem? — o tom frio e sério dele não passavam uma boa impressão.

— Senhor, eu preciso falar com a Hinata! Ela foi minha... Ela é minha melhor amiga e está fazendo algo estupido! Não posso deixar que ela se case! — falava desesperado.

— Por que não pode deixar que ela faça algo... Estupido?

— Porque eu a amo! — exclamou e viu a expressão surpresa do outro. — Eu a amo e não consigo vê-la com outro homem! Não sendo infeliz! Eu quero me casar com ela e, se não for isso que ela quiser, eu peço divórcio em um ano... Juro que peço.

— E o senhor é quem para fazer uma proposta dessas?

— Sou Namikaze Uzumaki Naruto, filho de Namikaze Minato e Uzumaki Kushina, donos de uma das maiores empresas petrolíferas da Ásia. Eu sou apaixonada por Hyuuga Hinata e quero pedir a mão dela em casamento...

O homem fitou-o por um minuto inteiro e, do nada, acenou para os guardas, liberando sua passagem. Ao passar pelos majestosos portões, pensou em perguntar aonde Hinata estava. Só pensou mesmo.

— Então, senhor Namikaze, trataremos de negócios...

— Espera, cadê a Hina? Quero vê-la — olhou ao redor, procurando-a.

— Ela está no hospital com minha esposa, vendo Hanabi. Ela está em coma induzido... — o mais velho suspirou.

— Espera? Quem é o senhor?

O mais assustador foi a resposta do homem.

— Sou Hyuuga Hiashi, otou-san de Hinata. É muito bom saber que o senhor ama a minha filha...

Ai Kami-sama, ele não acreditava que havia acabado de declarar seu amor por Hinata na frente de seu futuro sogro.

Atualmente...

# — #

Engolindo seco, Hinata sentia que não conseguiria conter as lágrimas por muito tempo. Quase que ela não acreditava na estória de Naruto... Como assim, ele não queria sair do quarto sem ela? Como assim, sua ida fez que os irmãos Uzumaki voltassem a se falar?

— Você falou que me amava na frente de meu otou-san? — viu-o soltar um sorrisinho envergonhado e assentir e desviou o olhar para fora do carro. — Como você pode me amar?

— Ora, amando! — ele sentou-se ao seu lado e pegou suas mãos. — Hinata-chan, acho que só consegui esquecer o sofrimento que Shion me fez passar graças a você. Seu jeito tímido, seu sorriso, suas bochechas frequentemente avermelhadas, seus carinhos divinos — riu e sentiu sua mão ser levada para o rosto másculo dele. —, tudo, em você, é encantador demais, viciante demais. Nós só damos valor as coisas que temos quando perdemos e, para mim, você estaria sempre comigo. Quando você foi... Senti como se tudo o que eu pensava ter construído sozinho desmoronasse, porque minha princesa havia ido embora. Apenas quando se foi que eu vi: você é o meu ar, Hinata; minha vontade de encarar o mundo com a energia renovada; o motivo do meu sorriso. — os olhos azuis fitavam-na com tanta intensidade que a moça pensava ter sido engolida pelo mar. Ele encostou a testa na dela e passou a sussurra, com os lábios tão próximos aos dela que, se fizesse um bico, tocavam-se. — Não consigo ficar sem você, não posso e nem quero. Daisuki, aishiteru, koishiteru...

Perdeu completamente o ar de seus pulmões. Parecia um sonho que acabara de ouvir: Naruto murmurou os três “eu te amo” para ela. Daisuki, “eu te amo” de amigos; aishiteru, “eu te amo” de namoro sério; e koishiteru, o “eu te amo” que significa que alguém quer passar o resto da vida ao lado de outro alguém... Seu coração nunca bateu tão rápido em toda sua vida.

— Vo-você está falando s-sério? — droga de voz embargada!

— Claro que estou. Já me viu brincar com os seus sentimen...?

Ela não deixou-o terminar e roubou os lábios deles em um beijo amoroso. Abraçou-o com força e sentou em suas pernas, aumentando o contato. Ficou bagunçando ainda mais o cabelo arrepiado de seu marido com umas das mãos enquanto a outra apertava o ombro direito dele com força e, em algum momento desses, sentiu algo na sua coxa, fazendo-a parar o beijo.

— Naruto! — exclamou corada ao constatar que se tratava da ereção do rapaz.

— Foi você que me atacou! — as bochechas deles estavam levemente vermelhas e bagunçou ainda mais o cabelo com sua mão nervosa. — Merda! Como vou esconder isto agora?

Uma curiosidade (nada) inocente tomou conta de Hinata. Como seria o membro do louro? Quando fizeram amor, ela não pode ver muita coisa e, pelo que sentiu, ficou satisfeita. Segundo sua amiga Tenten, quanto maior, melhor... Ele seria grande?

— Por que você está fazendo essa cara de quem vai aprontar? — o Namikaze tirou-a de seus pensamentos e suposições e fitou-a com estranheza. — O que você tem em mente?

Em vez de responder, a morena inclinou-se para beijá-lo novamente. Durante o beijo um pouco mais caloroso que o anterior, descia a mão que estava no ombro dele lentamente e fazia um carinho leve para disfarçar. Conseguiu desafivelar o cinto sem ser notada e apenas quando abriu o botão da calça que Naruto percebeu o que ela tramava. Afastando-se do beijo, tentou pegar a mão dela e acabou soltando um gemido, pois ela já tinha adentrado a cueca e estava tocando sua ereção.

— Hinata... — ele fechou os olhos e tentou tirar a mão dela dali, prendendo o ar ao senti-la apertar levemente. — o-o que você está fazendo?

— Sentindo você — sussurrou de volta e desceu os lábios para o pescoço dele, sentindo-o estremecer com cada movimento que fazia com a mão. —, não gosta?

Ele soltou um gemido baixo que a fez concluir que gostava. Sua mão deslizou por ele todo desde a base até a ponta e ela notou que era quente, grande e, para sua total surpresa, pulsava em sua mão. Desceu e subiu mais uma vez e sentiu-o apertá-la contra si, escondendo o rosto em seu pescoço. Sentiu quando uma das mãos dele que começaram a descer de sua cintura enquanto a dela descia e subia com um pouco mais de pressa. Assim que percebeu que ele iria entrar com a mão em seu vestido, ouviram algo bater na janela do carro e afastaram-se assustados.

— Estamos aqui esperando, ouviram? Deixem a lua-de-mel para mais tarde! — Tenten gritou e riu.

Kami-sama, se o vidro não fosse fumê, ela juraria que a amiga tivesse realmente visto!

— Gom-men, N-Naruto-kun — balbuciou para o moço, olhando para um dos detalhes de seu vestido. — E-e-eu não sei o q-que deu em m-mim...

— Ei, ei, ei! — chamou-a e ergueu seu rosto, vendo-o mais vermelho do que nunca. — Pare com isso, somos recém-casados! Estamos nos conhecendo... — puxou-a para um beijo rápido e sorriu.

— E como você vai esconder i-isto agora q-que eu aticei mais?

— Acredite, tenho os meus truques... Agora vai indo na frente e manda Tenten ir beijar o seu primo em vez de atrapalhar vida de recém-casados!

(...)

O salão era lindamente decorado. Várias mesas redondas e de vidro cercavam a pista de dança que ficava diante à um palco pequeno. A mesa com o bolo de quatro andares estava mais ao fundo com docinhos e bem-casados decorando a mesa.

Quando entraram, o casal foi recebido com aplausos e assobios. Hinata ficou com uma vontade imensa de esconder-se atrás de Naruto, todavia, conteve-se e andou com o mesmo até os convidados. Os pais dele e dela aguardavam e, antes que pudesse falar com qualquer um deles, correu para abraçar seu pai.

— O que está fazendo? — Hiashi perguntou, sendo abraçado com força.

— Arigatou, arigatou, arigatou! — beijou-o na bochecha e afastou-se. — O senhor é o melhor otou-san do mundo!

— Só fiz o meu dever — respondeu com um sorriso.

— Anjo, não vai me apresentar para o seu noivo? — sua mãe indagou e Hinata lembrou-se que sua mãe também não sabia.

— Okaa-san, esse é o Naruto-kun — sorriu, vendo a mais velha arregalar os olhos para o moço que falava com os pais. —, aquele garoto que eu te falei...

— Kami-sama, Hyuuga Hiashi! Como você não me contou um negócio desses?

— Nani? Você seria a primeira a contar para Hinata! Deixa de drama!

— Chego em má hora? — Naruto abraçou-a pela cintura e, logo atrás dele, estavam Kushina, Minato e um ruivo que ela não conhecia.

— Lie, lie! Querido, venha me dar um abraço! — Hiroko puxou-o para um abraço e Hinata apenas riu da expressão do amado. — Você é o famoso Naruto? Nossa, Hina-chan, você falava que ele era lindo, mas não pensava que era tão lindo assim.

— Kaa-san! — repreendeu-a e foi abraçada por sua sogra que ria. — Kushina-san, quanto tempo!

— Hinata! Você não sabe como foi aturar o Naruto sem você, foi terrível! — reclamou a ruiva e recebeu um olhar desagradável de seu filho. — Nani? Estou mentindo, Minato?

— Lie, não está — o sogro abraçou-a e, ao afastar-se, sorriu. — É ótimo tê-la na família, Hinata. Chega de ruivos e louros!

— Ah, mas eu quero um netinho louro ou ruivo — Hiroko brincou e Hinata ficou vermelha. Eles haviam acabado de casar e sua mãe já estava falando em netos?

— Calma aí, né, gente. Os dois nem curtiram a lua-de-mel! — o ruivo fez-se presente e sorriu para ela, pegando-a pela mão e beijando esta como um cavalheiro. — Uzumaki Nagato, senhora Namikaze. É um prazer conhece-la, famosa Hinata...

— Sou famosa, é?

— Naruto falou tanto de você nesses meses que nos reaproximamos... É como já te conhecesse — confessou e riram. — E, Hinata, mesmo que você não tenha feito nada demais, arigatou.

— Por que?

— Graças a você, Naruto está falando comigo de novo. Depois do incidente com Shion, pensei que ele nunca mais olharia na minha cara. Mas, sendo sincero, sei que fiz o certo. Shion não o amava e, mesmo que todos falassem isso para ele, Naruto não acreditaria — o mais velho suspirou e a moça tocou em seu ombro, apoiando-o. — Foi uma coisa drástica, mas foi para o bem dele...

— Eu entendo; sei que, quando somos irmãos, nós sempre teremos esse instinto protetor, ainda que nosso próprio irmão não aprove. Mas, acredite, Naruto está em boas mãos — contou-lhe. — Eu o amo muito...

— Sei que ama...

— Atrapalho? — o louro chegou de repente e fitava seu irmão com suspeita. — Não está dando em cima da minha esposa, está?

— Bem que eu queria, mas os olhos dela não brilham quando falam comigo — piscou para a morena que corou levemente. — Arigatou outra vez, Hinata-hime...

— Por que ele estava agradecendo?

— Coisa de cunhados — beijou-o rapidamente. — Vamos falar com os outros convidados.

Após falarem com todos, foram arrastados para fora do salão para fazer uma sessão de fotos no jardim e tiraram tantas fotos que Hinata sentiu o rosto dolorido de tanto sorrir. Ao entrarem, Ino, Sakura e Tenten arrastaram-na para longe do seu marido, alegando que passariam uma semana juntos na lua-de-mel, e foram as quatro para a pista de dança.

O tempo passou em um piscar de olhos. Logo, já tinham cortado o bolo e, para o desespero de certo ruivo, Ino havia pegado o buquê – depois de muito lutar com Sakura. Despediram-se de todos os convidados, agradecendo pela presença, e, na hora que iriam embora, foram parados por Kushina e Minato.

— O que houve? — Naruto tentava disfarçar, contudo, demostrou um pouco de raiva ao ser parado, afinal, queria ficar sozinho com sua noiva desde o “incidente” no carro.

— Só queremos dar um presente para vocês — Minato respondeu enquanto a esposa entregava um envelope para o mais novo.

— Espero que gostem, porque caprichamos... Abram apenas pela manhã, ouviram? — a ruiva abraçou Naruto e, quando abraçou a nora, sussurrou: — Arigatou por ter se casado com meu filho e apague o fogo desse menino, onegai.

Não preciso nem dizer que Hinata ficou extremamente corada.

Outra vez no carro, a Hyuuga reparou que seu esposo mantinha-se levemente afastado e perguntou-se se ele estaria com medo dela, o que deu vontade de gargalhar. O motorista deixou-os em um prédio enorme que ficava bem no centro da cidade e, dentro, acenou educadamente para o porteiro que retribuiu da mesma forma.

Estava prestes a sair do elevador quando não sentiu os seus pés no chão e soltou um gritinho, ouvindo uma risada de Naruto. Demorou um segundo para notar que ele a carregava até o quarto que ficariam e encarou-o confusa.

— Diz a lenda que, se o noivo não carregar a noiva para dentro de casa, o futuro do casal não será promissor... — comentou o noivo e riu. — Ainda que não acredite nisso, prefiro não arriscar.

O apartamento que entraram era belíssimo e, para a total emoção da moça, era idêntico ao que tinham lá em Kyoto. A sala com dois sofás em formato de L virados para a TV mediana, a cozinha à direita da entrada, o corredor com três portas... A diferença era a linda varanda que, no antigo lar, não tiveram o privilégio de ter.

— É tão parecido com nossa casa — suspirou e tentou descer do colo do marido para explorar o local, sendo impedida pelo mesmo. — Nani?

— Depois... Ainda tem um lugar que quero te mostrar.

Foi carregada até o corredor e, abrindo a porta mais ao fundo, deparou-se com um quarto de casal, decorado com pétalas de rosas na cama e um champanhe dentro de um balde com gelo sobre um dos criados-mudos. Corou com a imagem e sorriu por saber que seu Naruto havia pensando em ser romântico.

Que fofo!

— Bem... Eu não sabia o que fazer, então, pedi ajuda para Ino e Sakura e deu nisso aí — o peitoral dele tremeu com a risada sem graça que dera. — Pensei que acharia clichê

— Achei meio clichê, mas é lindo, porque você tentou — saiu de seu colo e ficou na frente dele, esticando-se para beijar seus lábios. — Arigatou...

Iniciou um beijo calmo e carinhoso. Suas mãos começaram a subir pelos braços dele com lentidão e suavidade e, em vez de envolvê-lo no pescoço, desceu-as para o tórax rígido, sentindo-o estremecer e abraçá-la pela cintura com força. Chegou ao abdômen definido e, caramba, como queria tocá-lo sem a interferência infeliz da camisa. Quando o ar acabou, ficou arrepiada ao sentir a respiração ofegante e quente de seu marido em contato com seu orelha.

— Vai me atacar de novo, Hina?

Ele mordeu seu lóbulo, o que a fez estremecer, e começou a descer os lábios para seu pescoço em beijos molhados. As mãos másculas subiram por suas costas e tatearam até achar o zíper, descendo-o devagar. Foi impossível não ficar vermelha quando ficou apenas de roupas íntimas para Naruto... Mais uma vez.

O sutiã branco era tomara-que-caia rendado que deixava seus seios fartos espremidos a ponto de quase pularem para fora da peça, a calcinha era de renda, da mesma cor e grossa nas laterais (afinal, trata-se da Hinata, a timidez em pessoa ou deveria ser...), a meia sete oitavas estava ligada à cinta-liga, dando aquele ar de sensualidade e graça.

A morena ficou ainda mais corada ao ver que o Uzumaki não parava de encará-la com aquele olhar safado dele.

— N-Naruto-kun — chamou-o e desviou o olhar para o chão. Uma das mãos dele foi para seu queixo e puxou-o para cima, forçando-a a encará-lo.

— Como você consegue ficar mais perfeita do que já é? — o sorriso dele era lindo, como sempre. Ah, e claro que ela ficou mais vermelha se fosse possível, mas ficou encantada com o jeito dele. Não era à toa que era apaixonada por aquela pessoa há quase três anos.

Soltou outro grito e, desta vez, estava com as pernas abraçadas à cintura dele que ria mais uma vez da reação da moça. Gemeu baixinho quando notou que algo duro entre suas pernas e sentiu-se inteiramente quente. Algo em si fez que ela mexesse o quadril um pouco para frente e, ao fazê-lo, ambos gemeram. O louro fitou-a profundamente e apertou-a contra seu corpo, beijando-a novamente.

Sendo beijada e carregada até a cama, atentou-se que seu marido (ah, era tão chamá-lo assim!) ainda estava devidamente vestido e, por isso, adentrou suas mãos pelo paletó, forçando-o a tirá-lo rapidamente. Quando o ar acabou, desceu os beijos até o pescoço dele e começou a desabotoar a camisa, beijando a pele exposta a cada botão aberto até não conseguir mais e ouvindo suspirar a cada beijo.

Suas costas encontraram o colchão e Naruto ficou em pé, tirando a calça e chutando os sapatos para longe. Quando pensou que deitaria sobre si, viu-o agachar-se para tirar a sandália e começar uma trilha de beijos desde os pés até suas coxas, onde parou para tirar as meias e a cinta-liga.

— Será que eu não posso deixá-los? Você fica extremamente deliciosa com eles — a voz rouca dele deixou-a arrepiada e corada e, ainda assim, negou com a cabeça. — Tudo bem, se você quer ficar nua, quem sou eu para impedir.

Ofegou ao senti-lo tirar as peças lentamente e com os dentes e ele voltou a trilhar os beijos, parando, nesta vez, bem próximo a calcinha. Seu coração batia ligeiro e mordeu os lábios, ansiosa para ver o que ele faria.

— Quer que eu a tire também, é? — assentiu veementemente e sentiu o ar quente contra sua intimidade tampada com a risada dele, estremecendo por isto. — Talvez ela fique só um pouquinho mais...

Iria protestar e, todavia, gemeu quando Naruto beijou-lhe lá sobre a calcinha, voltando a subir. Ele passou a língua em volta de seu umbigo, fazendo-a apertar o lençol entre os dedos, e chegou aos seus seios, mordendo de leve a parte exposta pelo sutiã.

Era tão bom...

Os lábios dele, finalmente, tocaram os seus em um beijo luxurioso e faminto e, abraçando com as pernas, retribuiu à altura. Sentia o desejo que tinha aumentar consideravelmente a um nível diferente, fazendo-a querer aquele homem de forma libidinosa e, por incrível que pareça, sua timidez e sua consciência estavam ausentes num momento como aquele.

Começou a mexer suas mãos, que estavam agarradas ao lençol, e levou-as até suas costas, abrindo o fecho do sutiã. O louro sentiu seu movimento para tirar a peça e ambos afastaram-se para gemer quando sentiram os seios dela serem espremidos pelo peitoral dele. Observou-o erguer-se e fitá-los de maneira desejosa.

— S-só vai ficar olhando? — perguntou e quase não reconheceu sua voz de tão baixa e sensual que estava. Viu-o sorrir e gemeu ao sentir um de seus seios ser massageado.

— Calma... Queria apreciar a vista antes.

Que voz rouca era aquela? Kami-sama, como ele era perfeito!

Naruto abaixou a cabeça e lambeu o bico do peito que não era tocado, arrancando outro gemido da moça e fazendo-a erguer seu tronco para expor-se melhor. Em certo momento, ele passou a mordiscar o mamilo de um enquanto brincava com o polegar e o indicador no outro, deixando embargada de prazer. Especialmente quando o Uzumaki fez o mesmo tratamento no outro seio.

Sentiu a mão livre dele descer por sua barriga e, sem cerimônia, adentrar por sua calcinha, tocando-a em seu ponto sensível. Seus gemidos ficaram mais altos e a agonia que sentia era de matar, tentando libertar-se de alguma forma. Abraçou-o com mais força e arranhou-o com as unhas nas costas, chegando até o lombar e voltando para a nuca com a mesma violência. Estremeceu quando ele deslizou um dedo para dentro dela e deixou-o quieto.

— Você está tão molhada, Hinata... Olha que eu não fiz nada demais — o tom dele era malicioso e sufocado de desejo. Naruto penetrou-a mais um e ela apertou-o mais, gemendo. — Tão quente, tão minha.

Os movimentos com os dedos iniciaram-se devagar e foram aumentando gradativamente. A Hyuuga, conforme a sentia a velocidade mudar, sentia todo o corpo em combustão e não conseguia ouvir seus pensamentos com clareza, apenas os batimentos frenéticos de seu coração e os gemidos que soltava. O ápice veio e ela arranhou-o todo novamente, soltando um único grito e denunciando seu prazer.

Ela achava que nunca se acostumaria com a sensação inebriante que o orgasmo trazia.

Enquanto tentava normalizar a respiração, os beijos do rapaz moviam-se para baixo e soltou um gemido arrastado ao senti-lo em seu umbigo outra vez. Apoiando-se nos cotovelos, ficou mais vermelha do que estava quando viu-o tirar sua calcinha de modo vagaroso, beijando onde estaria o cós da peça, abrir seus pernas e ficar entre elas com a cabeça diante sua intimidade ainda pulsante.

— O-o-o que está fazendo, N-Naruto-kun?

— Te dando prazer, Hina-chan — observou-o desviar o olhar para baixo e fechou os olhos com vergonha de vê-lo fitar... Lá! — Relaxe...

— Mas, N-Naruto-kun, e-eu tenho ver... Ah!

Não conseguiu terminar a frase, não quando sentiu a língua dele em seu clitóris. Um choque intenso e fervendo espalhou-se por todo seu corpo e jogou a cabeça para trás, gemendo e contorcendo-se. Desta vez, agarrar-se ao cobertor parecia não ser o suficiente, então, pegou nos cabelos louros do marido e, inconscientemente, puxava-o para si, para que fosse mais fundo. Gritou ao senti-lo penetrar com a língua e tinha a sensação de estar sendo frita de tão abrasadora que estava.

O orgasmos veio tão veemente que ela revirou os olhos em puro deleite.

— O que achou? — Naruto falou na sua frente, porém aparentava ser em um mundo distante de tão fora de si que ficou. Ele lambeu os lábios e sorriu satisfeito ao ter deixado a naquele estado. — Hinata-chan?

— Es-estou sem palavras, N-Naruto... — sussurrou trêmula e fechou os olhos, tentando acalmar-se e concentrar-se apenas na voz dele. — Por que n-não fez isso na n-nossa p-primeira vez?

— Porque eu sabia que teria uma segunda — imaginou-o sorrir de maneira safada e não pode deixar de corar. — Ou seria terceira, nossa segunda foi depois da primeira, certo?

— Hai...

Não teve tempo para abrir seus olhos, porque foi beijada com volúpia. Por mais que sentia-se pronta, Hinata queria agradá-lo do mesmo modo e o “incidente” na limusine deixou isto claro. Queria senti-lo e deixá-lo feliz, afinal, não fazia mal nenhum deixar seu esposo satisfeito sexualmente...

Em um momento de coragem e, principalmente, força, empurrou-o para o lado e, quando notou que ele iria perguntar a motivo, deitou-se sobre o corpo dele, vendo-o os olhos dele brilharem de surpresa, curiosidade e excitação.

— Minha vez — sorriu para ele e inclinou-se, beijando seus lábios.

Seu beijo era menos urgente, entretanto, cheio de paixão e amor. Escorregou suas unhas pelos braços dele e sentiu-o arrepiar-se, sorrindo entre o beijo. Quando precisaram respirar, ela desceu para seu pescoço, onde beijou, chupou, mordeu de leve, o que fez Naruto suspirar e arfar, e foi mais para o sul, chegando ao peitoral maravilhoso dele.

Ficou beijando até chegar ao mamilo e, ali, passou a língua pela aréola, ouvindo, finalmente, o gemido rouco dele. Mordiscou sem machucá-lo e foi para o outro mamilo, repetindo o mesmo processo. Sentiu-o enterrar os dedos em seus cabelos e ergueu o olhar, fitando-o de olhos semicerrados, respiração anormal e boca um pouco aberta. Era tão bom saber que ele estava daquela forma por ela...

Descendo a sua trilha de beijos, passou a língua em volta do umbigo dele como vingança e sorriu ao ouvi-lo gemer outra vez. Na cueca, viu um volume considerável e, erguendo suas mãos até o cós da peça, começou a descer pausadamente, distribuindo beijos da virilha até o pé e ouvindo rosnar. A esse altura, Hinata já estava ajoelhada no chão e tinha a imagem privilegiada do corpo sob medida do louro.

Subindo devagar, foi direto para seu objetivo e lá estava ele, o membro grande e pulsante de Naruto. Mordeu o lábio inferior e levou suas mãos para ele, fazendo o mesmo que fizera no carro – subir e descer. Poderia ser coisa dela, mas ela sentia mais intensidade ao fazer isto do que da primeira vez, pois podia vê-lo, não apenas tocá-lo.

— Hinata... — o tom dele estava mais rouco do que antes e isto deixou-a satisfeita e feliz por saber que ela proporcionava prazer ao amado. Escutou arrepiada outro gemido dele quando envolveu-o com firmeza, subindo e descendo as mãos com força.

— Calminha, Naruto-kun. Só estou brincando um pouquinho com você, meu amor — ué, cadê a timidez dela?

Mirando o mastro dele, constatou que uma gota saiu da ponta da cabeça dele e sentiu uma vontade estranha de saber qual era o gosto. Curiosa e com água na boca, lambeu a glande e sentiu-o estremecer, prender o ar e gemer alto, gostando da reação. Será que, se passasse a língua nele todo, ele gostaria? Impulsionada a descobrir, tirou a mão e passou a lambê-lo.

Naruto tentava conter os gemidos e ela sabia disso, pois o mesmo mordia o lábio. E ela queria muito ouvi-lo gemer, então, seguindo mais vez os seus instintos, começou a massagear as bolas dele e, sem esperar qualquer reação, enfiou o pênis dele na boca de uma vez, deliciando-se com o gosto e com o grito dele e sentindo-o agarrar seus cabelos com os dedos trêmulos.

Seus movimentos iniciais foram lentos para que fosse pegando o ritmo aos poucos. Descia a cabeça até onde conseguia e, como não conseguia colocá-lo inteiramente na boca, passou a massagear o resto com uma das mãos já que a outra passou a arranhar o tanquinho invejável do rapaz.

Ficou extremamente jubilosa ao vê-lo tão perdido em prazer a ponto de revirar os olhos.

Aumentando a velocidade dos movimentos, sentia o membro cada vez mais pulsante e inchado e ouvia Naruto urrar, concluindo que ele estava chegando ao orgasmo. Ele puxou-a pelo cabelo e, quando ela resistiu, tentou novamente, chamando seu nome.

— Hinata, p-para... Ou eu vou g-gozar na sua boca.

Era exatamente isso que ela queria. Apertando-o e pressionando a cabeça dele com a língua, Hinata ouviu-a mais uma vez antes de sentir um jato quente e salgado em sua boca e moveu-se até que todo o gozo parasse de sair, engolindo-o de uma vez.

Ergueu-se e sentou-se sobre a barriga dele, vendo-o respirar com dificuldade e manter os olhos fechados por um tempo. Quando abriu-os, ela sorriu amorosa e corada.

— Gostou? — questionou e desceu o tronco até que ficasse deitada sobre ele.

— Não sabe como... — murmurou o Uzumaki e, pegando-a de surpresa, girou-a rapidamente, ficando sobre ela. — Acho que preciso foder você, Hinata.

Corou com o linguajar e, por mais estranho que pareça, ela sentiu-se mais molhada depois daquilo. Naruto beijou-a com avidez e pegou-a pelas coxas, envolvendo-as em sua cintura. As intimidades tocaram-se e gemeram entre o beijo. Maldosamente, ele esfregava-se em sua parte íntima e, quando parecia que entraria nela, fazendo-a prender o ar nos pulmões, ele não fazia.

— Naruto-kun, onegai — gemeu baixinho.

— O que você quer?

— Você! Dentro de mim, agor...

Antes que pudesse terminar, gritou ao sentir-se invadida de uma vez. Abraçou-o pelo pescoço e arranhou-o na nuca, sentindo-o entrar e sair devagar e aumentar gradativamente. Ele ia fundo, rápido, ritmado... As mãos dele tocaram seus seios e parecia que o prazer havia ampliado. E ela gemia, apertava-o contra si, tentava acompanhá-lo...

— Você não sabe como é apertada... — ouviu-o rosnar e ir mais rápido que podia.

Quando sentiu-se perto de gozar, puxou-o para um beijo para abafar os seus gemidos e arranhou-o com mais força. Então, o clímax veio de uma vez só, em uma onda de puro prazer. Ainda assim, Naruto não havia chegado lá... Foi quando ele mudou-a de posição. Ela ficou corada ao notar-se apoiada no colchão com os cotovelos e os joelhos com seu bumbum empinado e o louro não estava à sua vista.

Oh, ela nunca havia feito de quatro!

Hinata sentia-se muito exposta e ficou desconfortável com a situação. Queria pedi-lo para mudar a posição, mas deixou quieto. Ouvia a respiração dele acelerada e um suspiro escapar de sua boca e ela gemeu alto ao senti-lo passar a língua por sua intimidade tão... Bem vista.

— Hina-chan, você não sabe como está apetitosa nessa posição — o ar quente da boca dele bateu em si e ficou arrepiada.

Virou a cabeça e ficou vermelha ao vê-lo fitá-la com puro tesão. Viu o momento exato que ele posicionou-se atrás de si e pegou seu quadril, erguendo o olhar para encará-la nos olhos. Ele sorriu e ela pensou em retribuir, só que não deu tempo, pois Naruto já havia entrado completamente nela e arrancado seu ar e mais um grito seu.

O rapaz movimentou-se e sentiu-se tonta quando ele entrou com a mesma intensidade. Aquela vez não estava sendo como as outras, ele não estava sendo carinhoso e sim extremamente erótico e o mais incrível era que ela estava amando. Ele entrava e saia com força, apertando seu quadril em encontro ao corpo dele para deixar a estocada mais funda. Em certo momento, uma das mãos dele foi para sua intimidade e tocou-a no clitóris, fazendo-a gemer e apoiar a cabeça no travesseiro com medo que seus braços não aguentassem a intensidade.

Aquilo era bom demais e, internamente, era a sua posição preferida.

Sem querer, fez força em sua parede interna e ouviu-o gemer alto. Ah, então ela podia brincar também? Ele parou de acariciá-la e passou a penetrá-la com mais violência.

Logo, os dois explodiram em um orgasmo intensivo.

Caiu no colchão e sentiu-se cair sobre si, ainda dentro dela. Seu coração parecia a bateria de uma escola de samba, seus pulmões clamavam por ar, seu corpo parecia ter sido atropelado por cinquenta caminhões, porém estava feliz e satisfeita. Nunca sentiu-se tão bem.

Gemeu baixinho ao senti-lo sair de si e foi puxada para cima do peitoral do louro que sorriu para ela e beijou o topo de sua cabeça. Ficaram alguns minutos em silêncio e apreciaram a presença um do outro.

— Gomen se eu te ofendi alguma vez, Hinata — ele pediu e a moça olhou-o. — É que eu não consigo me controlar quando estou com tesão.

— Não me ofendeu — riu e abraçou-o, beijando-o no peito. — Na verdade, achei-o excitante.

— Sério, é? Sempre soube que era uma tarada, Hinata — brincou ele e deixou-a corada, recebendo um tapa e rindo.

— Baka... — xingou-o e aconchegou-se novamente, lembrando de algo. — O que era aquilo que seus pais lhe deram?

— Ah é! Vamos abrir? — sentiu um vazio quando ele levantou-se e, assim que voltou, fez questão de abraça-lo de novo. — Olha que gatinha manhosa...

— Para! Veja logo o que é isto!

O Uzumaki abriu-o e puxou dois passaportes e duas passagens. Examinando o papel, sorriu ao ver para onde era.

— Sabia que nossa lua-de-mel será no Hawaii?

— Mentira! AH, não acredito nisso! Naruto! Tenho que arrumar minha mala e... — foi interrompida ao senti-lo abraçá-la com força e beijar seus lábios.

— Já estão prontas, bobinha... Hoje, você é minha — ele subiu nela e sorriu sugestivamente. — Será que me aguenta?

Kami, aquilo não ia prestar...

Notas finais
Acabou... Então, gostaram? Achei extremamente fofo. Esse hentai ficou um pouquinho melhor, porque, né, eu tinha que me superar... Bem, quero agradecer de coração à todos os leitores. Sei que muitos não comentam e deixaram de comentar com a minha demora constate para postar os capítulos, porém agradeço imensamente por lerem e acompanharem o meu trabalho. Sem o apoio que recebi de todos, acho que não teria nenhuma vontade de escrever... De coração, agradeço à todos... Até uma próxima FIC!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!