O Querido Amigo Gay
2 Feliz "três anos de amizade"!
Notas iniciais
Três anos depois...
A porta do quarto foi aberta com força e Hinata pulou na cama, sentindo o coração na garganta e batendo velozmente. Olhou para a porta e fechou a expressão ao ver Naruto com as mãos escondidas atrás do corpo e olhando ao redor, como uma criança querendo ser sonsa após ter feito algo errado. Revoltada, virou a cara e deitou a cabeça no travesseiro.
— Lie, lie, lie! Nem pense nisso, dona Hinata — repentinamente, a cortina foi aberta e a moça soltou um gemido frustrado, escondendo o rosto sob o travesseiro. — Hyuuga Hinata, pare com isso!
O travesseiro sumiu e ela estava com vontade de matar aquele viadinho! Virou a cabeça para o outro lado da cama, onde Naruto se encontrava deitado com as costas apoiada à cabeceira, braços cruzados contra o peito desnudo e um sorriso sacana nos lábios. Mesmo sem sua permissão, sentiu o coração acelerar novamente, só que não era de susto desta vez.
— Qual é o seu problema, Uzumaki? — perguntou e gemeu, puxando o cobertor sobre a cabeça e sentindo-o sumir assim como o travesseiro. — Por que, meu Kami-sama? O que eu fiz para merecer isso?
— Nah, para de ser uma velha e abra esses olhinhos. — pediu ele e, vendo que ela não faria, sorriu malicioso. — Isso é um desafio, Hyuuga?
Quando notou o tom de voz dele, já era tarde demais. No segundo seguinte, Hinata se contorcia em sua cama enquanto gargalhava com o ataque de cócegas que Naruto lhe dava. Ela tentava afastar-se dele, tirar as mãos dele de sua barriga, porém o louro havia subido nela e prendido as grossas pernas da morena entre as suas. Ela tentou também empurrá-lo com as mãos, todavia, ele a conhecia: prendeu as duas mãos dela com uma sua e segurou-as sobre a cabeça da amiga, tendo apenas uma mão para fazer todo o trabalho sujo.
— N-Na... ru-uto... — tentava falar e não era de se espantar que não conseguia. — O-o-one... gai!
— Nani, Hinata-chan? — o rapaz parou de repente, deixando-a respirar. — Não estou ouvindo, quer que continue? Okay!
— Lie, lie...
E lá estava ela gargalhando como uma criança outra vez. Não conseguia abrir os olhos de tanto rir, contudo, tinha certeza que seu amigo sorria maldosamente. Naruto parecia adorar torturá-la daquela forma e, sempre que ela não fazia algo que ele queria, o louro dava um jeito de prendê-la e fazer cócegas. Após os segundos mais demorados de sua vida, ele parou e ela conseguiu respirar novamente. As lágrimas desciam pelas laterais de seu rosto, sentia o rosto quente e os pulmões e o coração pareciam querer sair de seu peito.
— Seu... Cruel... — começou enquanto tomava o ar. — Sabia que... dá para morrer... de rir?
— Não brinca? — o Uzumaki saiu de cima dela e deitou-se ao seu lado de novo, desta vez, apoiando a cabeça em um braço para poder ficar de lado e encará-la melhor. — Droga, deveria ter feito por mais tempo!
— Naruto-kun! — repreendeu-o e fitou-o, ainda segurando a barriga. — Você não consegue viver sem mim...
— Haha, iludida você, querida. É só aparecer uma garota mais humilde que eu te substituo...
— Você não teria coragem? — Hinata arregalou os olhos e fez um bico, caindo de verdade na brincadeira. — Faz isso comigo não, Naruto-kun!
Mal ela sabia que Naruto ficava todo abobalhado quando ela falava daquele jeitinho meigo e implorador. Com aquele biquinho então, se derretia inteiro. Ele sorriu para sua melhor amiga e puxou-a para um abraço, fazendo-a ficar sobre si.
— Claro que não tenho coragem! Você realmente acreditou?
— Não sei, você é meio bipolar, às vezes — ela riu da expressão indignada dele e parou abruptamente quando viu as mãos dele irem para sua cintura. — Lie, Naruto-kun! Você não é bipolar!
Hinata descansou a cabeça no peito dele e ouvia as batidas do coração forte e saudável do rapaz. Três anos... Uau, ela não acreditava que vinha aturando Naruto por três anos. No começo, quando ele alugou o apartamento, eles mesmos pensavam que aquela amizade não daria certo por serem tão diferentes, entretanto, acabou dando certo. O Uzumaki era bem divertido, companheiro e brincalhão, mas sabia ser sério nos momentos que exigiam. Ele sempre fazia questão de acordá-la cedo e...
A morena levantou a cabeça para encará-lo.
— Por que me acordou cedo? — indagou e ele pareceu lembrar o motivo, porque a empurrou para o lado gentilmente. — Ei, Naruto-kun!
— Calma! — viu-o sair do quarto e voltar minutos depois com um embrulho lilás com detalhes brancos. — Feliz “três anos de amizade”!
Hinata riu e o rapaz sentou-se na cama novamente, sorridente. A Hyuuga saiu da cama e, quando viu que ele iria reclamar, colocou o indicador na boca do amigo, deixando em silêncio. Em seguida, foi para seu closet e esticou-se para pegar na prateleira de cima o presente do melhor amigo. Voltando, riu da expressão de surpresa dele e sentou-se de frente para o mesmo, colocando o presente sobre as pernas cruzadas.
— Pensou que só você compraria, é?
— Claro, você vive esquecendo o meu aniversário — apontou Naruto e ela corou.
— Foi só uma vez e mal nos conhecíamos! — rebateu e bufou, entregando o embrulho alaranjado. — Feliz “três anos de amizade”, Naruto-kun.
Ele entregou o dela e rasgou o papel com violência, já a moça foi mais educada e foi tirando o papel com carinho, enquanto via a reação do amigo. Naruto abriu a caixa e arregalou os olhos, deixando-a feliz por ter surpreendido.
— Não é muito, mas... — tentou falar e ele impediu-a, dando um abraço de urso.
— Não é muito é o caralho! Puta que pariu, como eu queria um fone desses, Hinata! Daisuki, Hina!
Ela fechou os olhos e tentava não fazer seu coração não disparar, o que não adiantou. Já fazia dois anos que Hinata era apaixonada pelo Uzumaki, ainda que soubesse da preferência sexual dele. Era loucura, masoquismo! No entanto, ele foi um dos poucos rapazes que se mostrou preocupado com ela de verdade, além de seu pai e seu primo. E Naruto era cavalheiro, bonito, divertido... e gay.
“Acorda, ele gosta de mesma coisa que você”, repreendia-se e afastou-se do abraço de urso com um sorriso forçado que o melhor amigo nem percebeu ainda encantado com o presente. Terminou de abrir o presente e, ao tirar a tampa da caixa, Hinata arregalou os olhos e sentiu o rosto ferver. Olhou para o amigo que mandou-lhe um sorriso malicioso e corou ainda mais, dando um tapa forte no braço dele.
— Naruto-kun!
— Nani? Uma lingerie não faz mal para ninguém! — comentou e sorriu ao vê-la tirar o sutiã branco e rendado da caixa. — O próximo cara que você transar vai pirar se você estiver usando isso.
— Naruto! — ela bateu no peito dele com mais força e colocou a peça na caixa, sem coragem de ver a outra peça.
— Você nem viu a calcinha! É muito sensual e ficará tipo “me come” em você...
— Uzumaki Naruto, cale essa boca! — gritou e ficou, se era possível, mais vermelha.
O rapaz jogou-se na cama, gargalhando, enquanto a pobre moça fazia uma expressão raivosa e tristonha. Por ter se apaixonado por Naruto, ela não conseguia sair com outros caras sem compará-los com o amigo. Ela até ficava com alguns e chegou a namorar dois, contudo, não passava nem um mês, porque ela não queria ferir os sentimentos dos garotos. Exatamente por nunca dar certo, no seu quinto e sexto período das faculdades, Hinata passou a focar mais nos estudos e procurar estágios para seu último ano.
Ao notar que a amiga não fazia uma carinha raivosa e sim triste, o rapaz parou de rir e aproximou-se mais da amiga, puxando-a para seu colo e beijando sua testa. Com aquele gesto, a Hyuuga percebeu que era uma idiota por se apaixonar por um homem que nunca a amaria e começou a chorar, escondendo o rosto no peito dele. Sendo um bom melhor amigo, Naruto apenas ficou acariciando o cabelo dela e esperando-a se acalmar.
— O que houve, minha princesa? — perguntou e ela abraçou-o com força, escondendo o seu rosto agora no pescoço dele. — Era pra você me bater de raiva, não me abraçar porque está chorando. Gomen né...
— L-lie... Naruto-kun — sussurrou mansa e fungou, ainda sem forças para encará-lo. — Eu que sou... uma bobona por chorar.
— Mas por que chorou?
— É que... — engoliu seco e mordeu o lábio inferior, pensando em uma mentira. — Ah, Naruto-kun, ninguém quer ficar comigo.
— Nani? Está doida? Cega, talvez! — exclamou o rapaz e afastou delicadamente, pegando seu rosto molhado e vermelho e encarando-a nos olhos. — Hina, têm filas de homens atrás de você e você que descarta todos eles!
— Mas nenhum é o que... — ela desviou o olhar para baixo. — Eu quero.
— Nani? Para tudo! Como assim, Hyuuga Hinata, a destruidora de corações, apaixonada? Lie, lie, isso tá errado! Minha filha, você aceitou essa profissão desde o começo, não pode deixá-la de lado, assim, do nada!
A morena riu enquanto sentia suas lágrimas serem limpas pelo rapaz que sorriu fraquinho ao vê-la um pouco melhor. Assim que encarou-o, pensou que só conseguiria esquecê-lo quando outro alguém entrasse em sua vida e, mesmo sem amá-lo no começo, esperar para ver o que o destino faria.
— Quem é o sortudo, minha princesa? Hum?
— Hã... — ela não tinha pensado nisso e, então, falou o primeiro nome que veio em sua cabeça. — É o Kiba.
— Aquele nerd da Computação? — a expressão de Naruto era tão incrédula que ela riu um pouco. — Você é tão linda para aquele garoto sem sal...
— Naruto-kun, não fale assim dele!
— Você está até protegendo-o! Ai, meu Kami! Hinata, temos que conversar sobre os seus gostos, porque, nossa, você está precisando abrir os olhos para o mundo!
E o resto da manhã, ele ficou assim, fazendo-a rir de suas piadas. Quando ela iria se arrumar para o estágio, Naruto impediu-a, falando que havia ligado para o trabalho dela e explicado que só poderia voltar na segunda-feira, graças a uma gripe. Como ambos estavam de férias nas faculdades, o Uzumaki sorriu maliciosamente ao dizer:
— Hoje, você é só minha!
(...)
O dia foi extremamente divertido! Hinata que pensava não ter muita coisa para fazer em uma quinta-feira acabou se surpreendendo e curtindo da mesma forma como se fosse sábado.
Primeiramente, tomaram café da manhã em casa e fizeram uma guerra de comida. Arrumaram tudo enquanto empurravam um ao outro e foram tomar um banho para sair. Então, foram para o shopping e ficaram lá por horas, olhando as lojas e desejando ter dinheiro para poder comprar roupas e objetos caros que tanto amavam. Sim, eles tinham empregos, só que o dinheiro que recebiam não era em grande quantidade, ou seja, ficava apenas para a comida e para pagar o apartamento.
Foram ao cinema e viram dois filmes que estavam por lá. Depois, almoçaram e quem pagou desta vez foi Naruto, já que a morena pagara as entradas, as pipocas e os refrigerantes no cinema. À tarde, foram para um parque perto e apoiaram-se a uma arvore que os protegia do Sol. Ali, os dois ficaram lembrando de alguns momentos juntos.
— Lembra-se de quando começamos a trabalhar naquele restaurante? — perguntou Hinata e apoiou-se no ombro do amigo.
— Claro! Era muito engraçado ver você lavando a louça... Você fazia aquela carinha de nojo e pegava a esponja, reclamando: ai, como esse meu chefe é pão duro; o que custa comprar uma esponja nova e blá blá blá! — comentou o louro e ambos riram.
— Mas é verdade! Aquela esponja precisava de uma aposentadoria!
— E lembra-se de quando fomos a nossa primeira festa de faculdade? — Naruto sorriu.
— Como posso esquecer-me de ter ficado bêbada pela primeira vez na minha vida? — ironizou e o rapaz alargou o sorriso.
— Em casa que foi mais engraçado, você fez um striptease para mim! Se não fosse gay, te agarrava naquela hora mesmo!
— Naruto-kun! — corou e bateu no braço dele que gargalhou. — Também teve aquela vez que você ficou bêbado e ficou se molhando no chafariz do nosso prédio enquanto cantava “I’m singing in the rain”!
— Ei, isso é um clássico! E juro que tinha alguma coisa naquela bebida, eu sempre sei o meu limite para beber... E no nosso segundo natal juntos, hein?
— Aquele que fomos ajudar as crianças carentes? — sorriu encantada, recordando de como havia sido mágico aquele natal.
— Hai, aquele foi o mais lindo natal que presenciei... Principalmente quando você começou a ler algum livro para aquelas crianças.
— Prefiro a parte quando você chegou de Papai Noel e todas as crianças te atacaram, fazendo você, os presentes e as crianças rolarem no chão.
— Ainda bem que o travesseiro da barriga não havia caído ou, então, infeliz natal para todos, hou, hou, hou!
Ficaram rindo e relembrando os momentos até o Sol começar a sumir e foi quando decidiram alugar alguns filmes para passar a madrugada vendo. Chegaram a casa por volta das sete e, após trocarem de roupa, ajeitaram tudo para uma noite de cinema. Ver filme era uma coisa que os dois amavam fazer, ainda que seus gostos fossem diferentes.
Hinata terminava de fazer a pipoca quando ouviu a campainha tocar.
— Naruto-kun, pode atender para mim, por favor? — pediu da cozinha e ouviu-o levantar-se do sofá enquanto murmurava:
— Sim, madame...
Ouviu a porta ser aberta e logo depois um grito feminino. Franziu o cenho e desligou o fogo, ficando em silêncio para ouvir quem era.
— Naruto-kun! — gritou alguém e sua voz era chorosa. — Meu Kami-sama, que saudade!
— Namikaze Uzumaki Naruto! — outra mulher gritou e Naruto gemeu, o que fez Hinata pensar que o mesmo havia levado um tapa. — COMO VOCÊ OUSOU ME ABANDONAR, SEU FILHO INGRATO?
— Kushina, acalme-se. — a voz de um homem se fez presente e, antes que ele continuasse, a tal Kushina respondeu:
— Me acalmar? Minato, esse é o nosso filho! Ele sumiu por três anos! TRÊS ANOS! Você está entendo a gravidade da situação?
A Hyuuga, curiosa, chegou até a porta da cozinha e, ainda escondida, ficou observando a cena com apenas um olho. Naruto estava paralisado de costas para ela e sendo agarrado por uma loura que chorava muito enquanto uma ruiva olhava para o rapaz com os olhos queimando de raiva e tinha outro louro parecidíssimo com Naruto segurando-a pelos ombros e mandando um sorriso para o outro.
— Yo, Naruto, meu filho. Quanto tempo! — o louro desconhecido falou e soltou a ruiva que desfez a expressão raivosa e abraçou o filho, chorando como a loura.
— Seu ingrato! Seu infeliz! Seu sem coração... — exclamava e começou a chorar mais alto. — Como pode... me abandonar?
— Acharam ele? — uma mulher de cabelos róseos adentrou a sala e colocou as duas mãos na boca, surpresa e feliz. — Naruto...
— AI MEU KAMI! — exclamou outra loura que entrou logo depois a rosada. — Naruto, seu cretino!
“O que está acontecendo aqui?”, essa era a pergunta que rondava a cabeça de Hinata. Por que xingavam e abraçavam Naruto? Quando pensou que não entraria mais ninguém, dois homens passaram pela porta e o hall ficou lotado. Um dos homens era moreno e o outro era ruivo. Ambos arregalaram os olhos e abriram um sorriso que, para a Hyuuga, parecia ser algo que eles raramente faziam.
— Dobe, seu filho da mãe! — o moreno deu um peteleco na bochecha de Naruto que pareceu acordar para a vida.
— Você sumiu, Uzumaki — o ruivo deu de ombros. — Pensou que não viríamos atrás de você?
— MAS O QUE VOCÊS ESTÃO FAZENDO AQUI? — berrou Naruto e afastou-se tanto da ruiva quanto da loura, principalmente da loura.
— Nós viemos atrás de você, Naruto-kun...
— Não me venha com essa voz de anjo, Shion, porque ela não te mais efeito! — apontou o rapaz e a moça encolheu-se, recebendo um abraço da ruiva que olhava a cena espantada. — O que, diabos, você está fazendo aqui?
Hinata não soube o porquê, mas a voz de Naruto, tão fria quanto gelo, deixou-a arrepiada e temerosa. Ele não era assim, ela o conhecia e sabia que ele não era assim. No entanto, ao ver todas aquelas pessoas ali no hall, pensou se realmente o conhecia. O Uzumaki nunca havia comentado sobre sua família e, quando ela tocava no assunto diretamente, ele desviava. Será que eles eram a família dele? E, se fossem, por quê ele estava tratando-os assim?
— Naruto, não fale assim com Shion! — repreendeu a ruiva e encarou o louro com raiva. — Ela sofreu demais desde seu sumiço!
— Claro que sofreu, não tinha mais dinheiro para comprar roupa... — ironizou o rapaz e a ruiva apertou a moça contra o corpo, como se quisesse protegê-las das palavras dele.
— Naruto! — gritou a rosada, indo abraçar a garota que começou a chorar mais alto.
— Naruto... — chamou Hinata e saiu de seu esconderijo, recebendo oito pares de olhos sobre si. — O que está acontecendo?
— Hinata, eu...
— Quem é essa, Naruto-kun? — perguntou a dona dos cabelos rosados. E a outra loura, que havia entrado junto com a rosada, comentou com um sorriso irônico:
— Não me diga que voltou a contratar prostitutas, Naruto, porque isso não faz seu estilo!
A Hyuuga sentiu como se tivesse levado um soco no estômago. Abaixou o olhar e abraçou-se, pois pensava que sua roupa estava indecente: um short curto e uma blusinha larga. Sentiu uma vontade imensa de chorar e, quando pensou em dar as costas para aquela confusão, ouviu algo que deixou-a paralisada.
— Ino, cale essa sua boca, porque Hinata é uma garota direita, não uma vadia como sua amiga aí — e apontou para a chorosa que, ao ouvir a palavra vadia, arregalou os olhos. — E, além disso, é a minha namorada.
A morena prendeu a respiração e levantou o olhar, totalmente desprevenida com aquela notícia. E não fora a única, pois todos arregalaram os olhos e ficaram olhando para ele e para ela, alterando entre os dois. Naruto parecia o único a não se espantar com nada. Aproximou-se da “namorada” e abraçou-a pela cintura, sorrindo de forma como quem diz “Tudo vai dar certo”.
Hinata pouco entendia e, quando sentiu os lábios do louro roubando dos seus um beijo, fora muita coisa para assimilar. Ouvindo o coração no ouvido em uma velocidade incomum, sentiu todos os seus sentidos se esvaírem e sua última lembrança foi a expressão sacana do amigo gay se tornar preocupada. Repentinamente, tudo ficou escuro.
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