Os anos passaram depressa. Os doze tornaram-se quinze à espera dos dezesseis que viriam naquele 2016 e os ventos fortes da vida tornou seus passos mais ciliares. Curtiram juntos os fogos na orla de Capão.

Voltando para casa, depois de Tadeu precisar do banheiro, Renato sentou-se com Hugo na calçada. Tradicional, mas que, naquele dia, mudou para sempre.

As últimas labaredas explodiam no céu, quando Hugo selou os lábios nos seus antes de perguntar:

— Namora comigo?

Tentou botar para fora a resposta, mas foi interrompido pela presença de seu pai e sua garrafa de vodka vazia.

— Que porra é essa, Renato?!

Notas finais
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