O Que Está Além de um Olhar...
19 Capítulo 19
— Luciana nós podemos falar. — Alina aproximou-se da garota no pátio.
— Ham, tem certeza. — a morena olha para a outra em extrema desconfiança.
— É porque bom, nós estamos do mesmo lado agora. — Alina tentou argumentar.
— Alina é, no time porque na vida a gente continua em lados opostos. — Luciana agiu sincera.
— Tá bom Lu, eu prefiro mesmo tua sinceridade. — a loira dobrou-se.
— Ok Alina, trégua né, melhor mesmo. — Luciana propôs estendendo a mão a outra, talvez fosse melhor mesmo esquecer o que passou e olhar somente para frente.
— Bom dia. — Rodrigo sorriu alegremente interceptando Luciana no corredor.
— Bom dia, tá animado né. — Luciana o respondeu com ironia achando graça da felicidade.
— É to, um pouco sim, mais... — ele confirmou a fitando travessamente. — Mais você bem que podia me dar um beijo só pra contribuir um pouquinho com meu bom humor. — Rodrigo propôs tentando aproximar- se dela que sorriu se esquivando.
— Não pode beijo na escola lembra. — Lu lembra somente com o intuito de o provocar.
— Ih desde quando você é uma aluna exemplar e submissa as regras. — desdenha Rodrigo do argumento da garota que não se contém e ri alto de toda chateação dele por sua renúncia.
— Eu sempre fui tá, o rebelde sem causa aqui é você. — Luciana rebateu sem se render chegando perto dele e ajeitando a gola de sua cama do uniforme.
— Ai, essa doeu. — Rodrigo lhe lançou um olhar indignado. — Enquanto você discute e se faz de difícil a gente já poderia ter dado uns vinte beijos sem o Menelau saber. — alega ele rindo debochado.
— Rodrigo. — Luciana bateu no ombro dele com cara insatisfeita, só causando ainda mais riso no rapaz.
— Ah Lu, você não vai me deixar entrar no dojang assim tão desmotivado, eu vou acabar levantado uma voadeira daquele monte de ossos que vai lutar comigo no primeiro segundo vai. — o garoto choramingou dramático.
— Eu não conhecia esse teu lado chantagista sabia. — a morena desdenhou mas acabou foi rindo da expressão cabisbaixo que Rodrigo mantinha. — E se é um beijo que você quer, não precisa ser comigo, todas as meninas da escola incluindo também tua coleguinha de treino te fariam esse favor sem nem pensar viu. — ela zomba, junto a uma piscadela, em um olhar de puro deboche.
— Não, mais tem que ser você pra ter graça. — garantiu ele, e sem se quer que a garota reagisse o rapaz a puxou pelos braços a pressionando contra a parede e lhe beijando sem avisos.
— Se você sair de perto de mim, acho que meu coração para de bater sabia. — ele garantiu não escondendo o sorriso encantado que a lançava.
— Não põe tanta responsabilidade em cima de mim não vai. — Lu respondeu puxando o ar dos pulmões ofegante, enquanto parecia amenizar que também pudesse sentir-se exatamente da mesma forma, sem Rodrigo o mundo teria outro gosto, outra forma, e ela já pressentia isso fortemente dentro de si. Mudo, o rapaz apenas atreveu-se a beija-la novamente, reforçando ainda mais a confissão plena que continha na forma como ambos se encaravam.
— Tem um cantinho pra mim aqui. — Luciana perguntou aos sorrisos chegando até Lívia na arquibancada.
— Não falei que ela não perdia por nada essa semifinal Vera. — Lívia não pode deixar de passar batido a presença da moça ali.
— Pode zoar, me chamar de burra, mas eu vim mesmo torcer pelo teu irmão, ele é um chato marrento que não merece, mas o que eu posso fazer se eu não consigo desgrudar dele. — Luciana simplesmente sentou ao lado da garota ignorando o resto, talvez nem tivesse argumentos para fugir de tal situação.
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— Arrasou viu Rodrigo. — Flávia cumprimentou o garoto animadamente.
— Valeu obrigada. — respondeu ele continuando a arrumar suas coisas para ir embora.
— Oi. — Luciana afirmou se aproximando de Rodrigo, por mais que fosse evidente que Flávia o cercava.
— Oi Lu. — disse Rodrigo virando-se para ela.
— Então parabéns mereceu ganhar. — ela desejou sorridente.
— Muito obrigada Lu. — ele agradeceu sorrindo. — Então vamos conversar um instante. — Rodrigo pediu.
— Ué mais e a comemoração do pessoal, a gente tem que comemorar estamos na final Rodrigo. — interviu Flávia.
— Ah eu quero ir pra casa, to cansado, fica pra depois. — desculpou-se Rodrigo somente para fugir do programa. — Então bora. — convidou ele estendendo a mão a Luciana que apenas olhava para a loira atentamente.
— Ahum, tchau Flávia. — Luciana ousou se despedir saindo em seguida de mãos dadas com Rodrigo.
— O que essa ridícula tem de mais hein Ruben. — Flávia cruza os braços irritada, desabando sem querer com o professor.
— Eu diria tudo. — Ruben respondeu disperso apenas olhando os dois alunos se afastando entre risadas e conversas.
— Qual foi Ruben, eu sou muito melhor do que essa magricela metida, se acha. — Flávia desgostou ainda mais.
— Hay calma menina, a Luciana é uma ótima pessoa sim, só aos olhos do Rodrigo ela é muito mais interessante, tá na cara que ele é muito apaixonado por ela, nem consegue disfarçar mais. — Ruben tentou abrandar um pouco seu discurso.
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— Tua coleguinha não gostou muito de você ter faltado o programa dela. — Lu brinca conversando com Rodrigo no banco da praça.
— Ah Lu, vamos falar de outra coisa, pode ser, não banca a ciumenta não. — Rodrigo propôs alegremente.
— Não ok, e não é ciúmes, mais vai que amanhã ou depois ela te nocauteia e você mal sabe porque. — Lu concordou irônica.
— Boba. — Rodrigo rebateu não resistindo em lhe roubar um beijo. — Então vamos sair hoje. — propôs ele.
— Ué e o papo de que queria descanso somente. — Luciana o cobra rindo.
— Então era tudo truque. — Rodrigo riu admitindo. — Diz que sim vai. — ele a olha insistentemente.
— Tá mais onde. — Luciana questionou com ar curioso.
— Então essa parte é segredo, você vai ter que confiar. — ele alegou com um sorriso esperto.
— Séria melhor eu recusar né, olha lá hein a roubada que você vai me enfiar. — ela desconfia e olha severa. — Você sabe que eu cobro depois mesmo, e com juros. — alertou ela.
— Tá ok, as oito eu te busco então. — Rodrigo mal ligou apenas a beijando empolgado.
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— Olha o cheiro tá bom hein, não menti maravilhoso. – Luciana entrou em casa sendo guiada imediatamente até a cozinha, devido ao cheiro da comida do pai.
— Onde você estava posso saber, não devia ficar andando sozinha pela rua, você ainda esta sentindo tonturas né minha filha. – Jorge alertou super protetor.
— Eu sei, mais eu só fui ver uma blusa que eu tava querendo no shopping, e depois fiquei conversando com a Jéssica na lanchonete. – Luciana explicou atacando o prato com os pastéis do pai. – E a mãe?
— Disse que ainda ia discutir alguma coisa com o Samuel lá no Dão Fernão. – respondeu ele, atento ao que fazia. – Pois só nós dois pro jantar, pelo menos assim a Sueli não reclama comigo que eu ainda não achei um trabalho. – Jorge se divertiu ao tentar ver o lado bom da ausência da mulher.
— O pai, já já isso muda. – Luciana preocupou-se com a situação. – Bom ih me desculpa, mais eu não vou ficar também pro jantar, vou sair. – informou ela, torcendo para Jorge não lhe fazer um interrogatório.
— Ah essa hora. – Jorge falou não muito amigável.
— Pai, são sete horas. – Luciana respondeu calmamente olhando de relance para o relógio em seu pulso.
— Não importa minha filha. – Jorge afirmou desligando o fogão já nervoso, e indo de encontro a Luciana que não conseguiu ficar séria. – Por acaso essa tua saída misteriosa não tem a ver com a aquele moleque não né, porque a Sueli me disse que você e ele, estavam de namorico novamente. – ele indagou nervosamente arrancando gargalhadas de Luciana.
— Só isso que você quer saber pai. – Lu zombou não afim de responder.
— Bom no resto eu prefiro nem pensar. – Jorge retrucou com cara de espanto.
— Pai depois a gente conversa tá, sério preciso de um banho e depois vou me arrumar. – afirmou ela querendo mesmo fugir de qualquer pergunta, até porque sabia que Jorge não se contentaria somente com uma simples explicação, ele viria prontamente depois com um interrogatório ainda maior e interminável.
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—Pai tchau to indo. — Luciana disse após chegar a sala e ver Jorge assistindo televisão concentrado.
— Tem certeza, olha que amanhã você não acorda cedo hein, não quer desistir. — Jorge agiu impaciente.
— Não, o Rodrigo deve tá chegando já, fica tranquilo. — Lu riu.
— Então é com ele que você vai sair, não tá arrumada demais não. — ele reclama, talvez fosse mesmo melhor que a filha não tivesse confirmado suas suspeitas.
— Pai, boa noite. — Luciana achou mais recomendado apanhar suas chaves e sair logo antes que Jorge lhe proibisse de fato.
— Chaga tarde não viu, por favor. — aconselha ele todo receoso.
— Pode deixar, beijo. — Luciana sorri já saindo pela porta.
— Oi. — Luciana proferiu com um sorriso animado quando viu Rodrigo parar o carro em frente a sua casa, e tão logo abrindo a porta do carona para entrar.
— Achei que tinha chegado cedo. — Rodrigo respondeu não conseguindo conter o ar sorridente e deslumbrado com que a olha, lhe cumprimentando com um beijo no rosto.
— Na verdade eu é que preferi te esperar aqui fora, meu pai estava meio irredutível, acho que ele não aprovou muito esse teu convite não. — Lu riu ao lembrar a cara insegura de Jorge.
— E isso pode ser perigoso. — Rodrigo temeu se indispor com o senhor.
— Bom aí depende, mais eu aposto que ele tá na janela espionando a gente. — Luciana olhou para o portão de casa a sorrir.
— Ih é, tem uma sombra na cortina. — ele riu ao ter certeza do fato.
— Pra onde a gente vai. — ela indagou curiosa.
— Vai ter segurar essa curiosidade toda mais um pouco. — Rodrigo riu do fato se negando a dizer.
— Olha que eu chamo meu pai hein. — Lu ameaçou risonha, arrancando risadas de Rodrigo também. — Bora logo antes que eu desista mesmo. — Luciana previu.
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— Confessa vai, essa ideia de piquenique na praia a luz da lua não foi ideia tua não né. – Luciana quebrava o silêncio entre ela e Rodrigo não resistindo em guardar a implicância para si.
— Ah então quer dizer que é assim é, depois eu é que sou o grosso. – Rodrigo olha para ela ao seu lado fingindo estar totalmente descontente.
— E você acha mesmo que eu vou negar. – a garota ri alto ao constatar o semblante irado dele. – Tá bom, você não é grosso sozinho, eu também não sou fácil, na verdade meu pai tem razão quando diz que meu gênio só parece ser de uma flor. – a morena admite que as vezes também se excede com ele. – Mais isso também no quer dizer que você às vezes não mereça minhas patadas. – ressalva ela bem humorada.
— Eu acho que a gente faltou aquela aula dos contos de fadas, onde se ensina não xingar a pessoa amada. – Rodrigo riu das brigas sem fim dos dois.
— É, mais o que esperar de alguém que me irritou desde o primeiro segundo. – afirmou ele encarando Rodrigo com melancolia ao se recordar do inicio de tudo.
— Eu? – Rodrigo riu ao se recordar. – Eu achei que você ia me bater Luciana. – ele alegou lembrando-se da situação. – Eu confesso que eu fiquei com mais raiva ainda depois que eu tomei uma chamada do Menelau no primeiro dia por tua causa...
— Parece que isso faz tanto tempo né. – ela disse tentando ajeitar os cabelos que eram plenamente bagunçados pela forte brisa que parecia vir do mar.
— Parece mesmo. – concordou Rodrigo. – Mais foi também lembrando daquela cena, que eu percebi que você ficava ainda mais linda brava, acho que era por isso que eu tentava te irritar o tempo todo. – ela confessa, fazendo Luciana lhe encarar com ironia.
— É, e eu só te odiava não é, cada vez mais me certificava que você era o garoto mais chato do universo, me intrigava ainda mais em pensar que a Lívia era tua irmã, não dava pra acompanhar entendeu duas pessoas tão diferentes, ela toda meiga e você um marrento metido que só queria me infernizar. – retrucou Luciana.
— É só que pelo que eu me lembre você não ficava atrás não. –ele devolve a implicância. – Mais acho que mais do que isso, eu tava louco por você. – Rodrigo afirma seguido de um beijo.
— Ah então a Alina tinha razão, em ficar me atormentando por tua causa. – questiona Luciana a respeito das brigas com a loira.
— Talvez. – Rodrigo ri sem confirmar. – Eu acho que eu tive sorte sabia, porque se o Luan não fosse um vacilão, eu ia ter que te roubar dele, não iria ter outro jeito. – supõe Rodrigo.
— Hum, e quem disse que eu ia te querer. – Luciana desdenha sorridente.
— Ah Lu, vai confessa, você não me catou no pátio daquele jeito, só porque a Alina tinha te chifrado, aquilo foi só a deixa. – Rodrigo indaga a provocando.
— Eu não sei Rodrigo, eu tava com raiva, sei lá o que eu tava pensando, aí você praticamente me atropela, quando eu vi já era tarde pra mudar de ideia, na verdade até hoje eu não sei o que me deu. – Luciana mal sabe de onde vem uma explicação que fosse plausível. – Bom o que não dá pra negar, que talvez a Jéssica tivesse razão, eu nunca gostei de fato do Luan, ih... – Bom nós dois juntos sempre saiu faísca, seja para o bem ou para o mal, vai ver era mesmo atração sei lá, acho que eu to nova demais ainda pra entender... – Luciana riu de tantos devaneios.
— Muitas teorias talvez, mais de uma coisa eu tenho certeza, você foi a melhor coisa que me aconteceu esse ano, acho que nem eu esperava tanto, pra mim ia ser só mais um ano, ou o pior de todos, porque eu sabia que um pedaço de mim tinha ido embora junto com o João, eu voltei pra aquela escola imaginando que meu ano iria ser uma tremenda mesmice, e que eu nem queria estar por lá, mais depois que eu te conheci alguma coisa mudo de novo, por mais que eu tinha todos os motivos do mundo pra acreditar que você não iria querer nada comigo, e que a gente iria passar o ano brigando mesmo. – desabafou ele, a deixando a lhe fitar emotiva e sem reação.
— É mais que bom que algumas coisas mudaram e pra melhor. – afirmou Lu, com um meio sorriso querendo desfazer os pensamentos angustiados do rapaz.
— Eu te amo. – Rodrigo respondeu com um largo sorriso e um beijo.
— Mais não muda de assunto não, admite que isso aqui foi tudo ideia da Lívia. – Luciana voltou a pressioná-lo pela resposta inicial.
— Não, quer dizer mais ou menos. – ele retrucou não segurando o riso.
— Nem sabe mentir garoto. – Luciana implicou fazendo cocegas na barriga dele.
— Também não foi assim tá, ela só disse que se eu quisesse te convencer a ficar comigo, eu tinha que te surpreender, mais também se você não quer acreditar que eu fiz todo o resto sozinho, e me chamar de mentiroso, fazer o que... – acusa ele forçando seu desinteresse pelo assunto.
— Ah sim. – Lu arqueia uma sobrancelha já não contendo o riso. – Só que eu não ia falar isso, eu só iria confessar que você sabe ser fofo quando quer. – ela provoca com um beijo.
— Isso quer dizer o que. – Rodrigo indaga separando os lábios dos dois por alguns segundos.
— Sei lá. – ela ri votando a beijá-lo.
— Não tem problema, eu explico... – Rodrigo sorri resignado a não deixa-la fugir de lhe responder. – Que você vai parar de ser marrenta, e parar de me dizer que não sabe se vale a pena a gente voltar a namorar. – o rapaz afirma sendo plenamente direto. – Eu sei que você sente o que eu sinto também. – provocou ele, Luciana desfez o semblante sorridente o encarando séria apenas.
— É, teria sido mais fácil se fosse ao contrário né, eu teria sofrido muito menos se eu tivesse te esquecido, e vice versa, mais a verdade é que eu não quis, eu não quero, porque eu te amo, e pra ser sincera eu não sei até que ponto eu posso sobreviver sem esse amor, e isso me assusta um pouco pra não dizer muito, porque eu sei que eu nunca senti isso antes. – Luciana acaba confessando, somente deixando Rodrigo a lhe encarar radiante.
— Eu sei que a gente ainda vai ser muito felizes juntos. – Rodrigo garante sorridente e tão logo a beijando empolgado.
— Olha que a lua tá de prova hein. – respondeu Luciana fitando o céu escorada no ombro de Rodrigo.
— E vai estar pra sempre. – reafirmou ele, e os dois se uniram em um beijo que era totalmente guiado pelo amor que sentiam, que era também inebriado pela brisa, o barulho calmo do mar, e a lua que os vigiava naquele momento.
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— E a Luciana nada, e nem o celular atende Sueli, isso não está certo. – Jorge reclamava com a mulher que via sua novela concentrada do sofá.
— Daqui a pouco ela chega, não te disse que não chegava tarde então. – Sueli na verdade estava mais preocupada em prestar atenção em sua novela, e além do mais confiava demais na criação que havia dado a filha.
— Mais e porque ela não atende esse maldito telefone. – Jorge alegou contrariado com a paciência da mulher.
— Sei lá Jorge, vai ver ela esqueceu no silencioso, ou não viu só isso. – ela respondeu cansada do marido andando de um lado para o outro.
— Olha Sueli, isso vai acabar mal. – Jorge induz desgostoso.
— Que isso Jorge, você não confia na Luciana é. – ela rebate.
— Nela eu confio, já naquele moleque nem um pouco, porque eu deixei ela sair, afinal ela está namorando ele ou não, eu não gosto disso. – Jorge esfrega as mãos contra os cabelos já exausto daquela espera sem fim.
— Porque você não pergunta pra ela, e mesmo que eu concorde com você em parte, que nós não podemos deixar a Luciana tão livre, uma coisa eu, e você também vai ter que engolir, a Luciana não é mais criança Jorge, acontece meu caro. – Sueli diz. – Normal que ela pense em namorar, no futuro dela, e pense em outras coisas que você não quer nem pensar né. – a mulher tenta argumentar.
— Para, para Sueli, eu já vou passar mal desse jeito, você não me ajuda também, porque essa menina tinha que fazer dezoito anos, eu não estava preparado pra isso. – Jorge se assusta com as insinuações da esposa e senta no sofá atônito, enquanto Sueli maneia a cabeça rindo de seu jeito.
— O que não quer dizer nada, na idade dela isso aí que você tanto teme já aconteceu faz tempo, e agora me deixa ver minha novela que você está me atazanando com esse assunto. – Sueli tenta se livrar do marido.
— Me ajudou muito, vou dar uma volta, acho que to precisando. – Jorge diz caminhando até a porta abrupto.
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— Rodrigo. – Luciana interrompe o beijo dos dois o chamando.
— Que. – Rodrigo indaga a encarando concentrado, mas segundos depois se perde a beijar o pescoço dela.
— Já deve tá tarde né, eu nem sei que horas são, deixei minha bolsa lá no carro. – Luciana argumenta percebendo que os dois haviam perdido a noção de tempo, e talvez estivessem prestes a esquecer de onde estavam também.
— Lu não deve ser tão tarde vai. – Rodrigo a olha nada convencido, apenas os unindo em um beijo envolvente.
— E você não acha que a gente tá indo longe demais não. – ela sussurra sem ar.
— Porque se a gente nem saiu do rio de janeiro. – o garoto faz piada desconversando do fato.
— Mais isso depende. – Luciana rebate confusamente não resistindo em voltar ao beijo que acaba sendo empolgado.
— Pode ser, talvez dê mesmo pra flutuar só estando feliz. – Rodrigo falou beijando carinhoso o ombro dela.
— Mais, melhor a gente ir pra casa né, você tem o campeonato amanhã, ih bom o Ruben vai me matar se você não ir bem por minha causa. – Luciana afirmou em tom nervoso se esgueirando para o lado no intuito de afastar Rodrigo de cima de si, ao notar a falta de controle de ambos sobre suas ações.
— Ah é. – ele percebe a desculpa e não resisti em lhe olhar um pouco contrariado.
— É sério vai. – Luciana tenta argumentar se sentando a areia. – A gente não pode querer viver meses longe, em um único dia. – ela procura explicar ao vê-lo sentando ao seu lado.
— Com você eu vivia anos em segundos se desse, por mais curtos, mesmo assim seriam inesquecíveis. – Rodrigo garante a encarranco alegremente.
— Tá mais, tecnicamente a gente não precisa vai, tem muito tempo ainda. – esclarece ela lhe dando um beijo rápido.
— Ai meu deus, com muito custo mesmo, acho que eu vou ter que te levar pra casa, talvez a gente tenha mesmo se perdido no tempo, e se for assim, corre o risco do seu Jorge querer me esganar, e eu morro, e tanta coisa vai ficar só na minha vontade mesmo. – Rodrigo devaneia olhando em volta.
— Rodrigo. – Luciana olha para ele rindo indignada.
— Desculpa, desculpa, pensei alto, já passou. – o rapaz garante ajudando a morena a levantar-se.
— Vamos juntar tudo vai, que é melhor. – Luciana prefere não delongar ainda mais o assunto.
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