O dia já começava agitado no Leal Brasil...

— Gente pra mim é simples, esse lance aí da Luciana. — Dani estava reunida com Glauco, krica e Alina, em uma roda no pátio.

— Como assim. — Glauco não ficou entendendo o comentário da ruiva.

— Ué fácil, a Luciana com aquela cara de santa, já é mais rodada do que roleta de brinde de festinha de parque. — Dani explica cheia de deboche.

— É, tá muito estranha essa história, logo a Luciana. — Krica não sabia em o que acreditar a aquela altura.

— Sei não, sei não. — Glauco preferia não opinar.

— Pois eu acho que vocês estão de conversa fiada somente. — Alina ergueu o rosto para os três deixando as unhas por lixarem já exausta de ouvir tanta bobagem. — Também ninguém sabe o que houve. — ela argumenta com um olhar para eles se calarem.

— Ué tá defendendo a Luciana. — Dani indagou sem compreender a atitude intempestiva de Alina.

— Não. — a gata nega. — Eu só acho que em pleno século vinte e um, uma mulher criticando a vida íntima da outra, é pura aporrinhação, se a gente não se defender, vamos esperar que algum carinha idiota faça isso. — Alina afirma sem voltar atrás. — E, por favor, né gente, isso aí que vocês estão falando não tem nada a ver, ninguém sabe o que aconteceu com a Luciana direito, e se vierem falar mal dela por isso, vou continuar com a mesma opinião sim. — a loira ainda acrescentou impaciente.

— É papo de quem não teve pai mesmo né Alina. — Dani desgostou.

— É não tive mesmo, mais minha mãe sempre me bastou, pior é você que tá falando mal da Luciana, porque o Rodrigo vive correndo atrás dela, e nem lembra que você existe. — Alina atacou de volta sem papas na língua.

— O que tem eu aí. — Rodrigo se aproximava da roda de amigos quando viu Alina pronunciar seu nome.

— Então Digo, sabe aquele lance da Lu. — Glauco não soube muito como daria a notícia ao amigo.

— Todo mundo já descobriu que a Luciana com aquela cara de santa na verdade tem HIV, você sabe Rodrigo. — Dani cortou o rapaz, audaciosa.

— Foi você que espalhou isso por aí Glauco, porque eu acho muito bom que não tenha sido. — Rodrigo quis saber.

— Não, eu não, teve ter sido alguém lá da enfermaria que sei lá. — Glauco garantiu não ter fundamento à acusação. — Rodrigo não esperou que falassem mais nada e saiu apressado para ad dependências do colégio em busca de Luciana.

— Lívia cadê a Lu. — Rodrigo questionou a irmã que conversava com Vera, escorada na parede, próxima de uma das salas.

— Não sei Rodrigo, acho que ela não veio ainda, olhou na sala se as coisas dela estão por lá. — Lívia alegou, percebendo o irmão agitado.

— Já sim. — Rodrigo respondeu se referindo a sua busca sem sucesso. — Se você ver ela fala pra me procurar tá, é sério. — ele pediu a menina que apenas acenou em concordância.

— Gente bateu desespero. — Lívia afirma sorrindo depois que viu o irmão sair apressado novamente, não achando que fosse algo tão sério já que desde que havia chegado ao colégio com Rodrigo, só havia conversado com Vera.

— Oi. — Rodrigo saltou na frente de Luciana quando a viu se aproximando do portão de entrada da escola. Já que não lhe encontrava de modo algum resolveu esperar ali mesmo.

— Oi, tudo bem. — Luciana o cumprimentou, aparentemente sem estranhar o jeito tenso de Rodrigo.

— Então mais ou menos, mais você vai ter que vir comigo. — ele disse.

— Aham você ainda tá dormindo Rodrigo. — Luciana fez cara de quem não o compreendia.

— Não Lu, mais vem comigo que eu juro que te explico. — pediu o garoto tocando na mão dela. — Por favor. — a garota continua o olhando confusa.

— Lu vem. — insistiu ele com o olhar.

— Entendi né. — Luciana desconfiou, ao notar Glauco e Krica lhe olhando afoitos.

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— Você tá chateada com isso tudo né. — Rodrigo percebia Luciana distante olhando para o nada enquanto só se preocupava em suspirar.

— Bom tecnicamente feliz é que eu não to. – Luciana não esconde, olhando para ele rindo. – Mias se você quer mesmo saber, eu to mais preocupada com o Henrique. – afirma ela.

— É, no caso se explicar pra geral significa entregar ele, e com certeza a barra vai pesar ainda mais pro lado do cara, pessoal vai cair matando. – Rodrigo não tira a razão dela.

— Pois é. – concorda ela pensativa. – E eu não posso negar que a atitude dele comigo foi muito bacana Rodrigo, ele podia simplesmente nem ter me falado nada que eu nunca desconfiaria, e quando até percebesse alguma coisa podia até ser tarde né, pra se pensar em cura. – Luciana afirmou, não sabendo o que fazer, e nem como continuar mantendo a salvo o segredo de Henrique.

— O Henrique é muito bacana mesmo, definitivamente não merece um julgamento errado de ninguém. – diz Rodrigo, também se preocupando com a situação do rapaz.

— Vem cá, você já percebeu uma coisa, que toda vez que você me traz aqui, é porque alguma coisa muito bombástica, ou péssima aconteceu. – Luciana supôs olhando para o chão, se referindo ao fato dos dois estarem conservando sob o muro novamente.

— É pode até ser mais... – Rodrigo deu razão em parte, fitando ela com um sorriso travesso. – Mais também depois sempre acontece uma coisa boa. – ele disse sem desviar o olhar.

— Ah é. — Luciana afirmou arqueando a sobrancelha direita com um ar altivo. – Tipo o que. – ela indaga brincalhona. Rodrigo apenas ri sem responder, deixando o silêncio ocupar toda curiosidade que rondava a ambos.

— Melhor você atender. – Luciana sugeriu ao ver o toque do celular dele quebrando os instantes se silêncio.

— É a Lívia. – pronunciou ele tirando o celular da mochila. – Oi Lívia fala. – Luciana voltou a encarar o nada, enquanto o ouvia conversando com a irmã.

— Então você vai voltar pra casa agora. – questionava Rodrigo vendo Luciana fitando o céu distante, no mesmo instante que soltou o telefone dentro do bolso da mochila novamente.

— Eu não, vou voltar é pro colégio, pegar ao menos as duas últimas aulas. – ela respondeu decidida, a não dar motivo pra que os outros falassem e especulassem ainda mais.

— Como assim Luciana, olha eu posso até tentar te impedir, mas eu acho que eu não vou te impedir de fazer qualquer coisa que te leve a uma visita na sala do Menelau. – ele diz pressentindo que ela não ouviria nada quieta.

— Ah então tá, você tá com peninha de mim, me tirou de lá só pra mim não chorar sentada em um vão do banheiro feminino, ou tá mesmo achando que todo mundo tem razão. – Luciana rebateu com ar de ironia.

— Não, não, nem uma coisa e nem outra tá legal. – o rapaz negou com veemência. – Mais bom, você não costuma ter uma reação muito amigável, quando as pessoas te confrontam de maneira hostil. – Rodrigo acabou as risadas.

— Ai você não cansa de ser ridículo. – Luciana se estressou empurrando o braço dele.

— Ou para, que desse jeito eu vou cair lá em baixo. – Rodrigo riu se defendendo quase com um grito.

— Então eu vou pra casa né, chorar na minha cama, ao menos é quente, confortável e território conhecido. – a menina disse fazendo pirraça.

— Eu tenho uma ideia melhor pra te propor. – Rodrigo afirmou com um olhar esperto.

— Ah e o que seria hein. – ela o encarou sorrindo meio desconfiada.

— Que tal, nem escola, e nem casa, vamos ficar por aí, topa dar uma volta comigo. – convidou Rodrigo, fazendo um semblante de quem queria convencê-la.

— Ah tá, além de você querer faltar aula, quer que eu vá com você, e seja plenamente responsável por isso. – Luciana o confronta debochada.

— Não mais vamos combinar que... – Rodrigo tenta explicar, com um olhar convencido. — Mais se você não quiser, pode ir lá pra aquele colégio, naquela sala quase Claustrofóbica, o tédio então nem se comenta. — Rodrigo ironizava entre sorrisos enquanto tentava convencê-la.

— Será que você tá merecendo, essa moral toda hein. — Lu brinca fazendo — se de difícil, para aceitar o pedido do rapaz.

— Bom por mais que eu quisesse muito, tecnicamente é você que decide, e também depois não diz que eu não tentei. — o rapaz sorri brincalhão com semblante de mistério.

— Tá bom vamos. — Luciana desisti de renegar o pedido dele.

— Opa então partiu. — ele a encara totalmente alegre por ter a convencido.

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— Hahahaha, ai Rodrigo chega não. — Lu ria sem parar das suas tentativas de aprender a andar de skate com Rodrigo. — Eu vou cair de novo... — ela riu ainda mais ao perceber que desequilibraria mais uma vez.

— Não, não vai não, eu não deixo. – Rodrigo acabou rindo junto com ela, enquanto tentava a segurar.

— Foi um desastre sabia. – Lu continuou a rir se abraçando a ele para não cair.

— Ah não exagera vai, ao menos você não esfolou ou quebrou nada. – Rodrigo não ligou muito para o exagero dela.

— Ah tá, só quase cai uma duzentas vezes. – ela disse sem se convencer. Rodrigo ficou sem argumentar, apenas deslumbrado com o sorriso leve no rosto dela.

— Que foi porque tá me olhando assim. — Lu questionou ficando sem graça com o jeito que ele lhe encarava.

— Nada não, eu que tava distraído. — Rodrigo achou melhor disfarçar.

— Ahan tá. — mesmo não muito satisfeita ela preferiu não contestar. — Pera aí só um segundo. — Luciana pediu tirando o celular do bolso de trás da calça ao vê-lo tocando.

— É o Pedro. — Rodrigo indagou com olhar de decepção ao notar que ela parecia pensar antes de atender.

— Não Rodrigo, é só meu pai, deve tá querendo saber por que eu ainda não cheguei em casa pro almoço. — justifica ela discordando sorridente.

— Entendi você vai ter que bater em retirada. — ele respondeu bem humorado, não querendo que ela retornasse para casa logo agora.

— Não, eu vou fazer o seguinte vou dizer pra ele que eu não vou agora pra casa. — Lu falou prestando atenção no celular mandando uma mensagem para o pai. — Mais vamos dá um tempo do skate, e vamos comer alguma coisa. — ela sugeriu colocando o telefone no bolso novamente.

— Ah tá entendi, o urso que mora aí dentro da tua barriga, já está aos prantos não é. — brincou ele.

— Mais ou menos isso. — Luciana deu risada.

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— Sabe qual o legal de ser criança. – comentava Lu entre risadas com Rodrigo, apoiada no chão da pra de skates, enquanto os dois observavam o céu azul e coberto de nuvens revoltas.

— Hãm que. – Rodrigo indagou esboçando um sorriso, quando tira o olhar do nada para encará-la.

— Que você pode olhar pra céu e achar que as nuvens são todas feitas de algodão, e não ser nem um pouco idiota. – afirmou ela, deixando o riso anterior virar uma sonora gargalhada animada.

— Ou também, dizer que tudo é feito de açúcar. – contrapôs o rapaz, também rindo.

— Eu sempre achei que era mais fácil chegar lá em cima, sempre dizia isso pro meu pai. – continuou Luciana com a troca de confidencias.

— A gente sempre acha que tudo é mais fácil, na verdade só o tempo vai diminuindo essa certeza. – Rodrigo respondeu voltando a vislumbrar o céu onde as nuvens dançavam de um lado para o outro. – E aquela ali é uma ovelha, igualzinha. — opina ele.

— Então aquela outra é um coração. – sorriu Luciana apontando. – E a gente tá com cara de maluco, aqui desse jeito. – a menina se contorceu de dar risada, ao ver a face travessa do garoto a fitando.

— Posso de desapontar. – Rodrigo implicou risonho.

— Hãm? – Lu pronuncia deixando de olhar para o céu.

— A gente nunca foi muito certo. – gargalhou Rodrigo.

— Hum que ofensa. – Luciana virou o rosto fazendo uma careta para ele, só com a intenção de alfinetar. – Ai já deve tá tarde né, preciso voltar pra casa, meu pai já deve estar se perguntando se eu não fui raptada. – Lu pensou que Jorge deveria estar curioso com seu sumiço.

— Será que foi. – rebateu ele só para provocar. – Mais sério agora eu nem vi o tempo passar. – admitiu.

— É né e pelo visto a essa altura você perdeu mesmo o treino com o Ruben. – Luciana afirmou em um tom sereno, mais vendo que sol já se preparava para se pôr. – Ou não tinha. – pergunta ela.

— Olha até tinha, mais também tudo certo eu precisava de uma folga. – garante o rapaz.

— Hum tá, só não sei se tua companhia iria pensar assim. – Luciana joga no ar.

— Ahm e tu cismou mesmo com a Flávia é. – Rodrigo alfineta sem resistir.

— Não, mais não te garanto que ela não tenha cismado comigo, meio arrogante exibida tua amiguinha né. – provoca Lu sem se abater.

— Ai Lu. — ele ri. — E ela é só isso mesmo amiga no máximo. — Mais pro teu governo fona Luciana ela também não manda em mim, fora que esse negócio de respirar taekwondo nunca foi a minha. – confessou.

— Hum saquei. — Luciana levanta o corpo, com a face meio descompensada, querendo muito ignorar a dúvida que pausava sobre sua mente. — Olha não sei se eu devia te perguntar isso, mais já perguntando, vocês dois ficaram alguma vez. — ela acaba perguntando tão rapidamente que emenda as palavras umas nas outras.

— Oii, se tá bem. — Rodrigo indagou não crendo no que ouvia pondo a mão sob a testa dela, como se quisesse ter certeza que ela não estava mesmo doente. — Sendo tão direta desse jeito, olha que na maioria das vezes você prefere fingir que não tá com ciúmes.- alfineta ele. — Essa aí não é você não, foi a pizza meio frango e meia calabresa, a mistura não te caiu bem não. — a rapaz acabou achando graça, quando ela bufa afastando a mão dele de sua testa.

— Para de onda Rodrigo. — Lu mexeu a cabeça descontente pedindo que ele deixasse as piadinhas sem propósito para outra ocasião.

— A gente nunca teve nada não, no máximo trocamos um bom dia, olha eu sei que você às vezes desconfia, mais eu costumo ser educado com as pessoas, mesmo que a gente se estranhe desde sempre, desde o primeiro olhar, mais eu to sendo sincero. — Rodrigo respondeu sincero, querendo deixar claro que apenas não tratava grosseiramente a loira.

— Então isso me leva crer que o caso e um pouco pior. — diz Luciana com ar de brincadeira.

— Como assim maluca. — rebate Rodrigo imediatamente com um olhar de puro susto.

— Simples Rodrigo, ela tinha uma paixão platônica por você, você não reparava nem um pouco nela, e agora que ela deixou de ser a feia da sala, ela acha que você é praticamente obrigado a namorar com ela, já que antes não rolava só porque ela era gorda, tipo a última coisa que ela precisa pra deixar de ser una completa insegura e mal amada. — Luciana solta deixando uma pontinha de ciúmes transparecer junto com seu jeito ligeiro de proferir tais palavras.

— Você só tá zoando comigo não é possível. — indagou Rodrigo com um meio sorriso.

— Não eu estou afirmando com todas as letras que ela é afim de você. — Luciana insistiu em dizer.

— A Flávia. — ele repetiu sem crer.

— Minha avó é que não é, né Rodrigo. — Luciana acabou ironizando.

— Das duas uma, você tá viajando, ou é só mais um dos teus jogos pra me provocar. — Rodrigo solta não achando fundamento no que ela falava com tanta veemência.

— Não eu to sendo honesta, ela tá afim de você, como sempre foi. — Lu é teimosa em afirmar e não se dobra. — Não sei se vocês não veem esse tipo de coisa ou só fingem mesmo, pra continuar com a garota em cima, só por capricho. — especulou ela.

— Ah vai Lu. — Rodrigo desdenhava ao não conseguir acreditar nem um pouco.

— Rodrigo eu tenho certeza que eu não estou errada, eu sou capaz de perceber algo assim a metros de distância de mim, é muito fácil saber quando uma garota tá afim de um cara, e fica com esse joguinho de provocar exibida se fazendo de superior, só pra fingir que o cara em questão é só mais um que ela nem lembra da existência. — Luciana continua não escondendo o que pensava, e até deixando caretas de ira e impaciência com os feitos da outra garota ser evidente. — Ela é capaz de esperar séculos na espreita, só pra na hora certa ser percebida. — disse segura de si. — Pra ser mais objetiva, ela é falsa, cínica ao extremo. — ela expõe seus pensamentos a respeito de Flávia sem medo de retaliações, ou ser mal interpretada por Rodrigo.

— Ah entendi, e você me contando isso é um favor pra ela. — ele fala querendo compreender exatamente o que se passava na cabeça da morena.

— Não é só uma certeza. — Luciana rebateu astuta, arqueando a sobrancelha direita, olhando pra ele em extrema firmeza.

— O que nem me interessa, mesmo que isso fosse sério, eu não to afim dela e também sei que não vou ficar, por tanto não existe chance alguma disso deixar de ser somente um devaneio dela. — garantiu ele, desviando o olhar sem conter o ar de riso, pelo suposto ciúmes que poderia estar por trás das alegações dela. — Isso se tudo isso aí não for tudo loucura dessa tua cabeça aí né. — implica Rodrigo, Luciana olha para o nada lhe ignorando.

— Tá bom sei. — ela quebrou o silêncio não convencida.

— Mais mesmo que tudo isso fosse real, sério eu... — Rodrigo hesita, a fitando com a expressão tensa, talvez fosse mais difícil do que ele previa não se sentir tentado a beijá-la naquele momento. — Ia continuar sem dar muita importância, eu sei e acho que você também sabe... — Eu gosto de outra pessoa. — declarou Rodrigo olhando bastante sério para ela ao mesmo tempo que sorria travessamente.

Luciana ficou muda não sabendo muito o que responder. — Ali óh, aquela parece um violão. — ela mudou o rumo do assunto, voltando a deitar para trás, referindo-se a nuvem que passeava no céu. Rodrigo preferiu também não prologar o rumo do papo, apenas voltando a jogar seu corpo para trás.

— Tá mais pra baixo sabia. — brinca ele, fazendo Lu rir.

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— Então tá entregue acho. – Rodrigo afirmou quando os dois chegavam perto do portão da casa de Lu.

— É chegamos. – ela sorriu incerta.

— Bom é... – Tchau até amanhã. – ele foi se despedindo rapidamente com dois beijos no rosto de Luciana.

— Rodrigo. – chamou Luciana segurando na mão dele, quando Rodrigo virava-se para ir embora. – É... – Muito obrigada por hoje. – proferiu ela com um sorriso agradecido.

— Que isso, eu não fiz nada. – garantiu Rodrigo, sem conter o sorriso de alegria pela atitude dela.

— Não, fez sim, você podia se juntar a todo mundo e tirar as próprias conclusões, mesmo que nem muitas vezes as mais certas... – insistiu ela. – Você preferiu saber da verdade, eu não posso negar que o que você fez, foi um motivo a mais pra eu não ficar tão mal com tudo que tem acontecido. – confessou a menina, e os dois não conterão o sorriso bobo com o qual se encararam. Luciana foi tirada de seus devaneios, quando chegava ainda mais para perto de Rodrigo, ainda hesitando em beijá-lo, a garota só acordou de seus pensamentos confusos quando escutou a voz de Vanda a chamando no portão.

— Tudo bem Lu. – a vizinha cumprimentou a morena quando chegava em sua casa após mais um dia de trabalho no hostel.

— Oi dona Vanda, tudo bem com a senhora. – Luciana deu um passe para trás respirando confusa devido à situação.