Notas iniciais
Oi gente!! Tudo bem com vocês?
Olha só, tenho uma novidade hoje que talvez alguns de vocês já saibam, a minha amiga gente boa e editora está agora editando as minhas fics, e esta alguém é a Marina e quem quiser saber quem é ela pode ir nas notas inicias que vai ter o ID dela, e este capitulo foi editado por ela.
Outra coisa: Alguém viu o trailer de Mar de Monstros?? Quem viu: Não ficou foda??
Boa Leitura!!

Annabeth ainda tentava raciocinar o quê exatamente havia acontecido na semana em que esteve fora. Tudo aconteceu de forma rápida demais, então ela achou melhor não tentar raciocinar.

Nos dois meses anteriormente ocultados nesta presada história, Annabeth havia visto de perto seus pais brigarem de formas violentas, seus irmãos perderem o controle e voltarem para a reserva e então um pedido de divórcio quase automático de Atena.

Antes de ir para Los Angeles, as brigas aconteciam em menor frequência, de maneira que mesma fosse para sua cidade de cabeça leve. Mas logo que voltou, um dia antes do Natal, as coisas estavam piores e ela descobriu que sua mãe estava prestes a sair de casa.

Seu natal foi triste e frio e agora, naquela tarde de terça-feira ensolarada, Annabeth carregava caixas pesadas de papelão para dentro de seu mais novo apartamento, num prédio totalmente maravilhoso e chique no centro de NY. O barulho dos carros cercava-a 24 horas por dia e aquela sensação de nunca estar sozinha e abandonada a preenchia. Isso era o que a garota mais adora em NY.

Seu cabelo estava preso num coque alto e despojado, as mangas de sua blusa vermelha xadrez estavam arregaçadas até os cotovelos e um jeans largo e dobrado na ponta demonstrava que ela estava trabalhando – ou quase isso. O tênis All Star de cano médio vermelho combinava com sua blusa xadrez de botões pretos.

Ela foi com uma das últimas caixas para dentro do apartamento, enquanto sua mãe fazia uma tremenda bagunça, tentando organizar a mobília totalmente nova do apartamento de forma que totalmente diferente dos outros ali.

Uma mesinha de vidro fez um choque estrondoso ao ser colocada sobre o chão. Atena acabou tropeçando e batendo a cabeça no armário de madeira localizado na parede do apartamento, formando outro barulho estrondoso.

Annabeth riu enquanto jogava a caixa de papelão no chão.

- Mãe, tem certeza que não precisa de ajuda, não? – ela perguntou enquanto abria uma caixa e sorria feliz por ver seus livros dentro.

- Não, eu estou bem. Quantas caixas faltam?

- Só mais uma, mas ela é a maior. Eu vou lá pegar – Annabeth saiu correndo para o saguão. Pegou a última caixa com certa dificuldade e foi até o elevador, ouviu mais um barulho forte e soltou uma gargalhada ao adentrar o cubículo de metal.

Ao passar pelo corredor, notou que a porta do vizinho, provavelmente nervoso com toda a barulhada, se abria.

- Mas o que está acontecendo neste apartamento 510? – Perguntou, para surpresa da nação geral e até mesmo de Annabeth, Poseidon.

- Não acredito! – Atena pronunciou-se em frente ao apartamento. A expressão do homem não era das melhores.

- Só pode ser brincadeira! Quer dizer...

- Pai, o que está acontecendo aqui? – perguntou Percy indo até a frente. A boca do garoto ficou boquiaberta ao olhar para Annabeth com a última caixa de papelão em mãos.

- Você...

- Você...

- Você mora aqui? – Atena e Poseidon gritaram em uníssono. Percy arqueou a sobrancelha enquanto tentava esconder o sorriso. Annabeth gemeu por não receber ajuda alguma já que sua mãe berrava na entrada, andando pelo corredor com a última caixa e jogando-a em frente à porta do apartamento.

- É perseguição! Eu não acredito nisso! Só pode ser perseguição, quer dizer... Ele já está na mesma empresa que eu e ainda tenho que aturar dar bom dia para este canalha todos os dias!

- Olha como fala de minha pessoa, Atena! – respondeu Poseidon. – Canalha não!

- Calhorda, egocêntrico, estupido, ridículo, hipócrita, energúmeno!

- Eu nem sei o que significa energúmeno! – Poseidon respondeu – E você sempre me chama de energúmeno!

- Eu não posso ser vizinha deste projeto de homem. Venha Annabeth, vamos a gerência mudar de apartamento!

- Ah, obrigado, Senhor! – Poseidon respondeu, fazendo com que os olhos cinza de Atena faiscassem. Annabeth barrou a mãe no meio do caminho.

- Não mesmo! Eu não carreguei essas 50 mil caixas para você me fazer carregar de novo – Annabeth parecia com raiva. Percy riu. – Eu fiz academia por três meses nessas duas horas.

- Eu não acredito! Não acredito! Por que você me persegue, em, Poseidon? É algum tipo de ímã? – Poseidon riu sarcástico enquanto batia palmas falsas.

- Eu te persigo? – ele perguntou. – Eu te persigo, Atena? Eu que cheguei nesse prédio primeiro, como eu vou te perseguir? E outra coisa, quem chegou aqui depois foi você, então quem está me perseguindo aqui, Dona Atena, é você.

- Olha só, querido, não pense que vai ficar assim, ok? – reclamou a mulher. – Eu não quero saber de você chegando perto de mim, nem falando comigo, nem olhando para mim. Eu quero você a metros de distância de mim, ou o máximo possível disso, já que além de sermos vizinhos, trabalhamos junto. Se você me incomodar de qualquer forma, Poseidon Fisher, pode ter certeza que eu vou te estraçalhar e te processar por poluição do ar! – concluiu Atena.

- Hein? – Percy perguntou fazendo uma careta. – Mas o que exatamente poluição do ar tem a ver com isso?

- Preste atenção você também, Fisher Junior! – Atena exclamou apontando para o garoto. – Eu também quero você longe de mim e de minha filha, está entendendo? Eu sei que você a odeia e que tem planos maléficos para acabar com ela desde o começo do ano. A pobre coitada chegou em casa parecendo um Muppet, toda verde logo na primeira semana de aula e foi você que fez isso com ela! Eu sei que você também a fez pagar várias flexões naquela aula de E.F, que só aconteceu por sua causa além do mais – reclamou sem parar, Atena. – Minha filha ficou buzinando na minha cabeça por 72 HORAS e por sua causa! Então tome cuidado comigo, jovem! – a mulher estava sombria, apontando para Poseidon e Percy como se fosse pegar um revolver e matá-los sem dó. Ela puxou Annabeth com a caixa de papelão para dentro do apartamento, não antes de olhar para Poseidon e Percy, que estavam pasmos, apontando para eles novamente. – Cuidado comigo!

Ela fechou a porta e olhou para Annabeth, que por 5 segundos ficou séria e então caiu na gargalhada junto com a mãe, muito mais alegre que há uma semana, mas ainda triste e com resquícios da traição e da separação. As duas assentaram-se no sofá enquanto olhavam para as duas últimas caixas que precisavam ser arrumadas. Annabeth deu um sorriso maléfico enquanto olhava para a mãe.

- Será que vai dar certo nós sermos vizinhas deles? – Annabeth perguntou. Atena riu de lado enquanto ajeitava seu rabo de cavalo alto.

- Você ainda pergunta? – Atena respondeu – Obviamente não.

Poseidon, ainda meio pasmo, pegava uma coca diet em sua geladeira, sussurrando coisas inaudíveis e fazendo gestos que nem mesmo Percy conseguia entender.

- Atena é meio doida, né pai? – Percy perguntou desdém, mapeando os canais com o controle da TV e deixando na ESPN, onde passava um jogo de beisebol dos Yankees.

- Doida? Aquela mulher é esquizofrênica! Eu não sei porque ela ainda não foi para o manicômio – Poseidon assentou-se ao lado do filho, pegando o controle e mudando para um jogo de futebol americano enquanto Percy pegava a lata que estava na mão esquerda do pai. – Mas você fez a filha dela fazer várias flexões mesmo? –Percy riu maldoso.

- E dar 30 voltas na quadra! – gabou-se rindo com o pai. Os dois assistiam ao jogo atentamente. – Você não vai incomodar mesmo, Atena? Quer dizer, ela vai te processar por poluição do ar – Poseidon deu uma risada alta.

- Até parece que a gente segue regras, Percy.

*

Luke, Thalia, Nico e Megan riam escandalosamente enquanto Percy e Annabeth contavam a história do dia anterior. Era uma triste (porém engraçada) coincidência eles morarem de frente um para o outro.

- Aí Atena ficou louca e começou a apontar pra gente e dizer que ia processar meu pai por poluição do ar – Percy disse enquanto ria ainda mais. Annabeth balançou a cabeça, acompanhando-o no riso.

- Eu juro para vocês, que quando chegar em casa minha mãe vai estar reclamando algo sobre Poseidon – todos riram e comiam suas batatas recheadas com ketchup por cima.

Algumas pessoas vinham e perguntavam o que eles fizeram no feriado e eles sempre diziam a mesma coisa: que tinham passado juntos em Los Angeles. Todos os olhavam como se fossem reis e rainhas.

Então todo o refeitório ficou em silêncio, e todas as cabeças viraram em uma só direção.

Percy sentiu-se nostálgico sobre o primeiro dia de aula, porém ao invés de olhar para o lado e ver três lindas meninas, encontrou um garoto branquelo. O rapaz quase pegou uma faca e afundou no próprio coração quando viu Will com um sorriso de lado e a mochila nas costas. O filho de uma égua nem parecia estava mais branquelo, já que após sua temporada em Los Angeles, havia pegado uma cor bem bronzeada. Mas agora estava de volta e já não precisavam de sócios em L.A mais graças à junção das duas empresas.

Annabeth arqueou a sobrancelha ao olhar para Will. Ele, definitivamente, parecia outro. Estava mais esbelto, bronzeado, mais forte e mais bonito. Seus cabelos loiros agora caiam sobre seus olhos e as órbitas azuis pareciam faiscantes. Ele andou em direção aos seus amigos enquanto Megan assobiava.

- Quem é vivo sempre aparece – exclamou Megan depois de beber seu suco de laranja. Percy fez uma careta.

- Esse tipo de pessoa é a que não queremos que esteja viva – ele respondeu, enquanto olhava repugnante para Will. Não parecia possível, mas ele odiava ainda mais aquele garoto depois de meses sem vê-lo.

O sinal bateu e mais uma vez os boatos sobre Will corriam pelos corredores do colégio. Luke e Thalia riam quando perguntavam se Will e Annabeth estavam namorando, eles não respondiam nada, além de um “E o que isso tem a ver com sua vida?” soltado por Thalia.

Percy estava calmo e relaxado em relação ao assunto. Não sentia ciúmes de Will, pois sua relação com Annabeth estava firme e forte, mesmo que todos ainda achassem que o casal se odiava. Jackson decidiu fazer coisas importantes ao invés de pensar em boatos, como conseguir uma autorização do diretor para não fazer mais aulas de natação e pregar uma folha com a chamada para novos integrantes para o time de basquete – já que o campeonato estadual começaria dali a um mês.

Encaminhou-se para a sala de aula, olhando para sua antes odiada companheira de Química, agora amada, Annabeth Chase. Percy assentou-se ao seu lado sem trocar nenhuma palavra, já que todos esperavam que se ele falasse com Annabeth, seria para xingá-la ou para uma briga.

Após o silêncio total durante a aula, o sinal bateu e os animais caracterizados como alunos correram para sair da escola. Percy riu e conversou com o grupo sobre a viagem para L.A, até o ex-branquelo vir em direção ao carro de Thalia, onde todos se localizavam.

- Ei – Will disse com as mãos nos bolsos do jeans, não obteve nenhuma resposta. – Bem, Annabeth, eu posso ter uma conversa séria e em particular com você?

Notas finais
Quem é vivo sempre aparece não é mesmo?? kkk. E aparece para dar problemas, kkk.
Bem, espero que tenham gostado do capitulo, ok? Deixem seus reviews e tudo mais.
Beijos e até o próximo!! =)