Notas iniciais
Oi gente. Olha, eu tinha postado ontem à noite então sei lá o que está acontecendo com o nyah que ele decidiu não postar mais meus capítulos. Quero agradecer a thaísramírez e a Luana Mota pelas lindas recomendações! Obrigada, queridas. Este capítulo é único e raro, espero que gostem. Boa leitura.

POV Annabeth

Tá, certo, qual era a chance de Percy me deixar paralisada?

Verdadeiramente, desde que voltei eu tinha a total certeza que ele não iria me surpreender em praticamente nada, e foi dito e feito.

Até agora, é óbvio, em que eu olhava alternadamente igual uma retardada entre seus olhos verdes e a sua tatuagem encima do peito esquerdo. Eu e ele sem saber muito o que fazer (o que não é lá grandes novidades).

–Eu posso explicar — foi a primeira coisa que ele disse. Eu franzi as sobrancelhas.

–Explicar o quê? É a sua pele.

Ele me puxou pelo pulso, me sentando na sua cama. Cara, eu não vou mentir, eu sempre ficava arrepiadinha quando Percy me segurava. Até algumas semanas atrás eu tinha posto na cabeça que era apenas porque ele era extremamente atraente, logo, minha genitália de uma adolescente de 17 anos não sabia lidar muito bem com isto.

Ele respirou fundo, estava tremendo um pouco e também parecia assustado. Só duvido que parecia tão assustado quanto eu.

–Nós temos que conversar, frente a frente — ele anunciou.

Eu devo ter feito uma péssima careta. Nos últimos meses a última coisa que eu queria era conversar, ainda mais frente a frente. Eu preferia sentar e ficar calada, e que você, preferencialmente, fizesse o mesmo.

Infelizmente Percy parecia ser o extremo oposto. É imprescindível para ele estar sempre em comunicação, não deixando as pendências e assuntos importantes para trás.

Minha vida são pendências para trás.

Mesmo com todos estes esquisitos defeitos, e sua obviedade natural. Percy ainda era um cara diferente, ele era atencioso e lindo, charmoso e sexy. É claro que eu tinha uma queda por ele, uma grande queda por ele.

É claro que eu não consegui parar de beija-lo aquela noite, porque ele tem um beijo fenomenal e uma boca muito gostosa. E é claro que eu queria fazer isto agora, muito mais agora. Depois de eu ver “Annabeth” cravado em seu coração, como se ele fosse meu.

Eu sabia que não era bem assim, eu sabia que estava sendo tão ano passado. Mas ainda sim eu não conseguia deixar de ser estúpida quando o assunto era ele.

–Esta tatuagem tem um simbolismo para mim, sabe? — ele coçou o pulso. Eu arqueei a sobrancelha, isto foi uma coisa esquisita. Simbolismo? Era como se eu fosse uma exorcista e ele precisasse daquela tatuagem para deixar claro que eu já havia passado por ali — Você chegou na minha vida num momento não muito bom, é óbvio que você sabe disto. Meus pais estavam separando e eu estava um pouco em conflito com a minha personalidade. Aí você chegou, me deu conselhos e me fez ser forte.

Eu olhei para ele. Aquele não era o discurso do garoto apaixonado que falou comigo alguns dias atrás. E sem querer querendo, o discurso que eu havia adorado e ficado caidinha por ele.

–Sabe, eu juro que não te entendo. Eu não sabia que esta tatuagem significava tanto para você…

Ele se levantou, começando a gesticular igual um maluco.

–Eu não estou com esta tatuagem porque sou apaixonado por você ou porque não consegui te esquecer. Eu achava que era isto algum tempo atrás, mas agora eu sei que é isto… Este nome me dá forças, você não. Esta tatuagem.

–É o meu nome que está aí — falei pra ele, arqueando uma sobrancelha. Ele deu de ombros.

–Não quero saber, este é o meu discurso, ok? E eu vou te falar porque: Por que eu falei que estava apaixonado por você. Eu fiquei louco por você na festa e estava louco por você até uns três dias atrás quando você decidiu sumir.

Aquilo havia doído mais do que eu queria que doesse, eu tinha certeza que por fora parecia que eu não ligava para uma palavra do que ele dizia. Mas não era bem assim, pelo que parece, a única pessoa que pode realmente me magoar por aqui é ele. E ele é a pessoa que mais me magoa.

–Você está com um doido problema psicológico! — ele se sentou na minha frente, me fitando — Você sabe que não demonstra nem parece sentir nada? Você sabe que voltou parecendo um robô?

Eu abri a boca, querendo falar alguma coisa. Eu estava treinando minha expressão e personalidade robótica há quase um ano, que bom que alguém havia percebido. Infelizmente foi a pessoa errada.

–O que você está querendo dizer? — minha voz estava muito fina, como se eu tivesse acabado de inspirar gás hélio. Ele negou com a cabeça, passando a língua pelos lábios.

–Eu sei que tinha falado que era para nós ficarmos juntos e tudo o mais. Mas… Eu não consigo fazer isto. Eu não consigo gostar de uma pessoa que não sente nada por mim, que me odeia, na verdade. Eu achei que estava apaixonado por você, mas era fascínio pela nova e misteriosa pessoa que você é. E agora, eu estava com Rachel e…

Ri. Tomei na cara mais uma vez, como sempre.

–Você gosta dela?

–Ela me deixa confuso — ele admitiu — Não vou mentir e ser um falso com você. Você sabe que eu transei com ela.

–Todo mundo sabe.

–Ela está aqui para isto, é a pessoa da minha vida que eu não posso deixar de sentir alguma coisa.

Minha expressão robótica estava ativada no maior nível possível. Eu me levantei, não era exatamente o que eu esperava depois de descobrir que tinha um nome meu no peito do garoto que eu meio que estava mais uma vez apaixonada.

–Espero que você fique com ela neste restinho de ano — comentei, indo até a porta — Vocês dois combinam.

Ele assentiu, eu abri e fui embora. Tentei descobrir de alguma forma o que eu havia ganhado com aquilo, e porque exatamente eu tinha entrado naquela merda de varanda.

Ah sim, era para me desculpar sobre as babaquices que eu fazia.

E falar que era apaixonada por ele.

(...)

Fiquei quase três semanas sem falar com Percy depois do acontecido. Eu havia decidido ficar longe tipo… totalmente.

Eu ia e voltava sozinha para escola, lanchava fora com a desculpa de aulas extras. (O que não era mentira, já que o campeonato de futebol estava tomando totalmente meu tempo nos últimos dias).

Eu chegava a noite e ia direto para o meu quarto, às vezes minha mãe chegava do nada para falar alguma coisa, só que eu ignorava. Eu não gostava muito dela, nem de Poseidon. E agora, com Percy falando com Rachel, eu acho que não gostava de ninguém.

Nem de mim mesma.

Um dia, eu estava nos corredores, as pessoas continuavam me olhando como se eu fosse um fantasma. O que eu juro que queria que fosse já que eu estava sem uniforme e o meu uniforme havia chegado há praticamente um mês.

Nem nos meus sombrios tempos da doiconha e droga até o rabo nunca havia me sentido mal. Sabe, destas pessoas que olham para si mesmas e falam sinceramente “sou e estou uma bosta”.

Eu odiava pessoas inseguras, e percebi que estava ficando tão insegura quanto estas pessoas que eu odeio.

Uau, eu tinha que fazer alguma coisa.

Foi pensando nisto que eu fui para a aula de inglês, e por mais que fosse uma aula ligeiramente interessante, eu ainda estava com isto na cabeça.

Nesta coisa de fazer algo para não ser tão ridícula.

Percy havia chegado e olhado para frente, suspirando quando percebeu que a professora não havia chegado.

Eu não estava entendendo muito a relação dele e de Rachel, pelo que dava para ouvir nas fofocas matinais dos corredores, eles estavam “meio que juntos”. Mas eu nunca os via de mãos dadas ou se beijando ou até mesmo juntos sem o grupo maravilha de Percy estar junto também.

Neste dia quase a mesma coisa aconteceu, ele veio com o grupo maravilha e estranhamente Rachel estava junto.

Olhei para os fundos do meu caderno para não ter que encarar o poço de babaquice mais popularidade a minha frente.

Felizmente a professora chegou para que coisas piores não acontecessem. Como eu mandar os filhos da puta saírem da frente do quadro e irem se sentar.

Era uma professora nova e legal, e eu juro que nunca achei professores muito legais.

Ela chegou e escreveu no quadro “Futuro”.

Ia ser uma merda, já estava vendo.

–Do que eu estou falando? — ela perguntou retoricamente — O futuro é uma coisa abstrata, não é mesmo? É impressionante como tudo na nossa vida gira em volta de algo que é totalmente relativo. O que é o futuro? Amanhã? Daqui a dez segundos ou dez anos? Tudo isto é o futuro. E vocês, no ensino médio, estão estudando justamente para isto. E estão entrando na faculdade agora justamente para isto.

Ela sorriu, eu queria morrer com tanta chatice.

–Mas, será mesmo que tudo isto vale a pena? Será que, nós devemos não aproveitar nosso presente para termos algo no futuro? Será que, se fizemos esta coisa de pensar sempre no futuro, hm… Será que tudo isto não vai ser em vão e nós vamos morrer e a nossa vida passou sempre pensando no futuro?

Eu olhei para a sala. Todos estes panguás estavam de boca aberta, não entendendo porra nenhuma, acredito.

–Eu não estou falando para vocês não pensarem no futuro. Por favor, não pensem nisto. Não quero ser demitida por filosofia barata. O que eu estou dizendo é que temos que aproveitar o agora, sem ser irresponsáveis. Algumas pessoas demoram muitos anos para perceber isto, às vezes quando a vida está no final. E é este o nosso trabalho final, vamos comentar e escrever sobre pessoas que tiveram esta epifania sobre a vida, e escreveram um livro sobre isto.

Ela pôs dois livros nas suas mãos. Sorri, já tinha lido eles.

–É a prova final. Isto aqui é o passaporte para um bom futuro. Boa sorte.

O sinal tocou, eu não havia percebido o quanto a aula havia passado rápido, e o quão devagar ela havia falado. Fui a primeira a sair, como sempre. Eu estava um pouco incomodada com esta coisa de epifania.

Eu não havia aproveitado nada do meu senior year, na califórnia eu apenas cuidei do meu pai, e aqui eu estava muito preocupada tentando parecer estar despreocupada com tudo.

Foi com esta epifania na cabeça que eu liguei para minha mãe pela primeira vez. Escutando o bipe três vezes e depois a sua voz falando:

–Alô?

–Mãe?

–Annabeth? — ela parecia automaticamente preocupada — Aconteceu alguma coisa? Você está bem?

–Sim, eu estou — respirei fundo, apoiando-me na parede de um dos corredores vazios. Estava na hora do almoço — Mãe, eu preciso que você ache um psicólogo para mim, urgentemente.

Ela ofegou. E depois ficou um tempão calada, eu estava tentada a falar alguma coisa quando ela finalmente falou:

–Sim, claro. O que você está sentindo? — eu olhei para a janela. Lembrando da minha conversa com Percy.

–Eu não estou sentindo nada, mãe. Desde que meu pai morreu.

Meus últimos horários passaram com eu dentro do armário do faxineiro, pensando e pensando e pensando. Eu estava assim há algum tempo, pensando em várias coisas relativas ao mesmo tempo. Perguntas ridículas que não me levariam a lugar algum.

Naquele dia, eu voltaria para casa.

Quer dizer, era o meu plano. Até meu carro decidir não ajudar ninguém e parar de funcionar. Eu tentei mais uma vez, e nada. Bufei e revirei os olhos. Querendo chutar a carcaça desta mercedes inteira.

–Quer ajuda? — perguntou uma voz familiar, que eu não ouvia há um bom tempo. Eu dei um sorrisinho cínico.

–Para você pôr no seu jornal “Filha de Atena Paternos tem um carro que não liga” — Clarisse riu, fazendo com que eu arqueasse uma sobrancelha.

–A bateria acabou, eu te dou uma carona e nós pegamos uma bateria nova na oficina.

Franzi a sobrancelha, ela não era um pedófilo ou algo que o valha, mas ainda sim eu não confiava nela. Não muito.

Respirei fundo e fui com ela para longe, trancando meu carro enquanto via olhares estranhos sobre nós. Ela usava a saia do colégio, o que para mim era algo engraçado.

Nós duas entramos na sua caminhonete ferrada e cheia de estilo. Ela sorriu para mim e girou a chave do carro.

–Odeio a Rachel — ela falou quando saímos do estacionamento do colégio — Não entendi que diabos ela veio fazer aqui.

–Pegar o Percy de volta, é claro — eu queria parecer uma gênia revolucionária. A verdade é que eu tinha ouvido a conversa dela e de Percy no topo da escadaria da mansão seis estrelas da minha mãe.

Clarisse parecia pensar, eu também não queria puxar muita conversa. Nós duas ficamos em silêncio o resto do caminho até a oficina.

Não demorou praticamente nada para pegarmos a bateria, eu sabia o modelo do meu carro e havia sido guiada a um bom lugar. Eu e Clarisse nos entreolhamos quando estávamos no caminho de volta, ela pigarreou enquanto olhava para frente.

–Então, fiquei sabendo que você é um sucesso no ataque do nosso time…

Ela queria uma entrevista? Eu não sabia, na realidade com Clarisse ninguém sabia até que ponto os interesses eram pessoais ou não. Mas eu adorava falar de futebol, foi estranhamente a única coisa boa que aconteceu comigo neste último ano em Los Angeles. Por isto, decidi falar.

–Eu gosto muito de jogar, me sinto bem lá.

Tá, isto foi o que eu falei. Mas eu já havia falado o bastante, até demais no meu ponto de vista. Chegamos no colégio depois de mais uma onda de silêncio, agora apenas o pessoal com aula extra (a maioria do sênior year) que estava saindo do colégio.

Eu peguei minha bateria e fui embora, eu sempre fui boa nestas coisas de mecânica, na maioria das vezes sou eu mesma que dou o check-up no meu carro. Foi uma surpresa eu não ter visto que a bateria estava acabando.

Quando saí da caminhonete, Percy me olhou confuso de longe. Ele havia acabado de sair do prédio do colégio.

Ele não estava me evitando, nenhum pouco. Na realidade era o contrário, eu meio que dava meia volta no lugar em que o via. E eu acho que depois de alguns dias ele percebeu que eu não queria vê-lo mais.

Demorei mais tempo do que queria trocando a bateria, cerca de dez minutos. Mas ainda sim o grupo maravilha continuava pelo estacionamento. Pelo que parecia, eles não tinham mais muito o que fazer da vida.

Acelerei para longe dali, agora sem o teto plastificado do carro (fazendo-o ficar totalmente conversível). Amigo, foi a coisa mais divertida passar subindo a poeira naquele pessoal encostado no carro. Vi Thalia me lançar um olhar revoltado, mas eu apenas ri e acelerei ainda mais.

Cheguei na casa da minha mãe em tempo recorde, na realidade eu queria ir para o meu quarto e dormir até o próximo dia de manhã. O minimo de conforto que eu tinha na mansão tinha ido embora quando eu e Percy brigamos.

Agora, estávamos no fim do mês. Eu fui até o meu quarto, indo no calendário e pegando a caneta vermelha. Faltavam menos de três meses para o meu aniversário e enfim liberdade. Em Agosto, daqui a seis meses, eu provavelmente já estarei morando na minha nova casa e estudando arquitetura na universidade.

Bem, bem longe de Nova York e Los Angeles. Num lugar totalmente novo.

Eu estava um tanto ansiosa.

Pouco tempo depois disto, minha mãe chegou arrombando a porta do meu quarto. Respirando fundo e se sentando na minha frente.

–Eu contratei o melhor psicólogo para você, ele está vindo da Inglaterra para ter um caso exclusivo que será você — revirei os olhos. Começando a me arrepender profundamente de ter ligado para minha mãe.

–Eu queria um psicólogo normal, não um velhaco com o prêmio nobel vindo para cá — minha mãe sorriu de lado, pela primeira vez em muito tempo olhando nos meus olhos.

–Acho que você vai se surpreender.

Então ela se foi, finalmente estava aprendendo que eu não gostava muito de conversa. Então ela voltou, não estava aprendendo porra nenhuma.

–Estou muito feliz por você ter me ligado — ela se sentou mais uma vez. Não aprendeu mesmo — Eu vi que nestes últimos dias você está regredindo tanto. Percy está chateado porque você não fala com ele nem para xingar. Aconteceu alguma coisa?

Ri pelo nariz, querendo muito revirar os olhos. Ele estava chateadinho, é?

–Eu odeio tanto ele que meu ódio foi para outro nível: da irritação geral a ignorância geral.

Atena deu de ombros. Eu também dei.

–Ele gosta de você, sabe? Ele não fala, mas eu vejo o quanto ele fica sentido quando você sai correndo igual doida por aí.

Eu fiz um gesto com a mão para ela ir embora. Era a minha cota máxima para trocar palavras com as pessoas. Esta cota que estava diminuindo gradativamente com o passar dos dias.

Eu não vou mentir, sou um pouco cdf. Eu gosto de estudar e também de fazer deveres de casa e tudo o mais. Não vou falar que só tiro notas boas, seria uma mentira. Mas eu sinto prazer em estudar.

Fiquei até mais a noite do que deveria fazendo trabalhos para o fim do semestre. Além disto, eu comecei a reler o trabalho sobre futuro da professora de inglês. Provavelmente esta merda de trabalho está na grade curricular de todas as escolas do país.

Ouvi alguém bater na porta, estava tentada a não atender nada. Então as batidas ficaram mais fortes, quase enraivecidas.

–Entra — eu falei mesmo sem querer, arrumando meu camisetão que estava na metade da minha barriga.

Percy entrou, mordendo o lábio inferior de cabeça baixa, um boné estava virado para trás nos seus cabelos negros.

Ele estava com uma roupa nas mãos.

–Ei — ele falou, eu olhei para ele e voltei a olhar para o meu livro. Tem que ser muito bosta para sair do seu quarto para ficar cinco minutos batendo na minha porta para depois falar “ei?” — Hm, bem… Eu trouxe uma camisa do time para você, acho que é do seu tamanho.

Fiquei o encarando sem expressão, não estava perdendo minha leitura por causa daquilo.

–O que te faz pensar que eu quero uma blusa destas?

Ele parecia já saber que eu iria perguntar aquilo. O que não era legal.

–Bem, ano passado você foi uma das torcedoras mais fiéis do time. Agora é o Senior Year e o campeonato mais importante é agora. Não vejo motivos para você não ir.

Eu dei de ombros, voltando a olhar para o livro e esperando a batida da porta para se fechar. Isto aconteceu, mas Percy continuou no quarto.

–E além do mais… — ele veio mais para perto, suas bochechas pareciam vermelhas. O que era algo raro — Eu vou em todos os jogos do seu time de futebol.

Fechei o livro, com raiva. É óbvio que ele já havia descoberto tudo. Filhos da puta estes merdas do colégio, nada pode ficar em segredo?

–A Rachel me contou hoje — ele deu uma risadinha — Por mais que eu já desconfiasse disto bem antes quando você chegava cheia de grama e morrendo de fome.

Eu dei um pequeno sorriso de lado. Olhando para ele por meros 15 segundos (sim, eu contei). Voltei a olhar para o meu livro.

–Será que tem como você voltar a falar comigo? — ele perguntou cruzando os braços, a camiseta de basquete do time realçava seus músculos. Não que eu estivesse reparando, claro.

–Não.

–Porque não?

–Não quero ficar de mal com a goleira do meu time.

–Eu e Rachel não temos nada oficial.

–E eu não ligo para o que você tem com ela.

Peguei meu livro que estava do lado da cama. Havia me esquecido em que página estava e isto acabou me irritando, Percy pegou no meu pulso quando eu estava folheando as páginas.

–Eu estou me sentindo meio mal desde que você não fala mais comigo. Acho que… Sinto um pouco sua falta.

Eu olhei para ele mais uma vez, ainda indiferente. Só podia ser brincadeira com a minha cara, né?

–Fala sério, somos quase adultos. Eu estava nervoso aquele dia e falei mais coisas do que deveria, você sabe disto… Será que tem como você sentir um pouco mais de afeto pelas coisas? Não precisa ser tanto, pode ser igual você estava antes. Eu só não aguento te ver tão afastada de tudo.

Eu assenti com a cabeça.

–Eu vou tentar voltar a respirar no mesmo ar que você, pode ir embora agora.

Ao contrário do que eu esperava, ele sorriu de lado. Eu voltei a ler meu livro, e foi uma grande surpresa quando vi meus lábios serem contaminados pela quente pele de Percy, e a carne de seus lábios encostarem-se com os meus num beijo rápido.

–Vamos parar com isto, tá legal?

Eu estava meio grogue pelo beijo, então fiquei de olhos fechados por um bom tempo. Ouvi a porta do meu quarto ser aberta. Abri e olhos e Percy sorria.

–Annabeth…

Revirei os olhos de novo.

–O que foi?

–Adorei sua calcinha de renda.

Ele piscou, batendo a porta atrás dele. Sorri de lado com as bochechas fervendo, idiota.

Notas finais
Sim, eu dei um break em percabeth. Era necessário para o decorrer da história. Mas não se esqueçam: um passo para trás para dar dois para frente. Ou o contrário? Ah, sei lá. Espero que tenham gostado da narração da Annabeth, ela será bem rara. Ah, gente! A MrsDaddario linda fez um desenho exclusivo percabeth para a fic, olha que legal http://25.media.tumblr.com/593016912f625ab10da83d94bde3c5e4/tumblr_n1kkphphZm1s4oo88o1_1280.jpg Haha, legal né? Deixem seus reviews, fala sério, o último capítulo ficou cheio de fantasminhas. Isto não é nada legal. Até o próximo!