O Que Eles Veem Em Você? 2
35 Excitados
Notas iniciais
Thalia
Como era de se esperar o dia que a porcaria da premiação chegou foi um estardalhaço do caramba, de repente eu tinha saído do meu milagroso sono das nove horas e jogada no chão por uma Annabeth Chase totalmente descontrolada, precisando urgentemente de um manicômio ou umas chineladas na cara.
–Mas que porra é essa Annabeth? Tá virada na pombagira?! – massageei o topo da minha cabeça que provavelmente tinha dado um galo enorme, Annabeth andava para lá e para cá que nem uma maluca, fazendo maluquices.
Olhei para ela ainda sem entender o que ela estava fazendo, a doida abriu um pedacinho da cortina e olhava para baixo como uma psicótica. Acompanhei seu olhar ainda sentada de bunda no chão, com a minha cabeça doendo por causa da sua bela forma de acordar a melhor amiga.
–Olha aquilo... – sussurrou a desvairada, me fazendo se levantar com muita preguiça – Vem logo, Thalia!
–Calma! Eu hein, vê se dá um jeito nesse seu espirito perturbado... – parei enquanto olhava para baixo, na quadra de vôlei de areia estava Nico, Percy, Luke e... Megan. Ela era da dupla com Perseu e parecia muito íntima dos meninos, coisa que não éramos desde quase um ano – Foi por isso que você me acordou? Pra me mostrar essa traidora logo antes do meio dia?
–Não, Thals, é o dia da premiação e Megan andou sussurrando alguma coisa com os meninos sobre isso e estou ficando desconfiada que eles estejam querendo nos pregar alguma peça – cruzei os braços para Annabeth, enquanto minha expressão se fechava num possível “o que você fumou hoje de manhã?”.
–Você definitivamente não está nada bem, olha... Você e Percy não estão meio que... Hum... Transando agora? Ele não tá mais com esse pensamento de inimigos desde que você voltou a dar pra ele, pode ter certeza.
–Sempre tão delicada, às vezes até me surpreendo com sua educação – sorri com gosto de sua ironia.
–Resquícios do meu berço de ouro – suspirei – Tá, o que você realmente está querendo?
Annabeth sorriu daquele jeito que eu sabia que ela tinha conseguido o que queria. Atrás de uma das suas mãos estava duas fotos, e eu suspirei ainda mais forte quando vi o que era.
–O primeiro vestido, com certeza.
Fui descendo as escadas, depois de ser interrompida do meu sono precioso para escolher qual vestido se adequaria melhor ao corpo perfeito de Annabeth Chase, e me vi tomando café com nada mais nada menos que Zeus Olympus; perdi a fome na hora.
–Senta aí – meu pai falou daquele jeito imperialista que eu tanto amava. Sentei-me ao seu lado tentando não fazer contato visual, de repente vi que ele tinha parado de tomar seu café enquanto olhava distraidamente para a página de economia do New York Times. Seus olhos azuis gélidos estavam parados diretamente a mim – Nenhum comentário mal humorado pela manhã?
Revirei os olhos, não era possível que ninguém conseguia me deixar em paz para variar.
–Se começar a puxar papo com certeza vou começar a ficar mal humorada – encarei rapidamente sua figura cheia de pompa e poder, e voltei a passar geleia na torrada light. Ele ignorou totalmente meu último comentário, me perguntando:
–Como estão as coisas na universidade?
–Você não quer realmente saber – respondi de súbito, depois percebi que havia falado alto demais e que ele estava do meu lado. Seu olhar gélido e intransferivelmente malvado me travou, eu sabia que a partir dali coisas boas não poderiam acontecer.
–Bem, se eu perguntei é porque quero realmente saber, se você não quer responder o problema não é mais meu. Pelo menos eu tentei.
Ri, não era possível que estava ouvindo aquelas palavras. Ele estava insinuando, de alguma forma que nem eu ao menos conseguia discernir, que era um bom pai?
–Você não pode estar falando sério. Tentou? Obrigada por demonstrar interesse na minha vida pela primeira vez desde os meus doze anos, muita delicadeza da sua parte.
Ele colocou o jornal de lado, suas mãos se entrelaçaram em cima da mesa como se estivesse numa reunião de negócios, mais uma vez seu olhar ficava perfurando meus olhos, tentando ler minha alma. Meu pai tinha essa estranha mania de olhar nos olhos das pessoas, talvez fosse isso que o fizesse ser um bom administrador.
–Só dei inicio à conversa para deixar claro que não quero você se engraçando com Luke novamente, está na hora de ser responsável e começar a cuidar do seu próprio nariz. Não me importo de namorar um garoto qualquer daquele campus, mas repito, Luke Castellan não. Terá problemas sérios comigo caso eu saiba que está envolvida com ele.
Olhei para a minha torrada com geleia, meu coração batendo descompassado e minha mão tremendo. Minha mente gritava “Pai, porque você fez isto?”, mas não com medo do que ele poderia fazer, mas sim da sua despretensão ao fazer a psicologia reversa mais idiota de todos os tempos. Naquele exato momento, a única coisa que eu pensava era como eu queria muito ter Luke novamente.
Olhei para meu pai, que realmente me conhecia muito pouco. A pior coisa que poderia ter feito para me afastar de Luke era falar que era proibido ficar com ele. Até porque, não existe nada mais prazeroso do que infringir as regras.
Não era meu objetivo ser rebelde tão automaticamente, mas meus olhos não podiam deixar de encarar o belo corpo de Luke Castellan quando o vi entrar na piscina algumas horas depois, era impressionante como tínhamos algo em comum: muita pouca paciência para preparativos.
Enquanto todos estavam arrumando os trilhares de detalhes para a premiação logo à noite, havia decidido não ser uma louca paranoica e dar um pulo na piscina – de longe a coisa que mais gostava em todo aquele sítio.
Tinha um formato original e uma cascata de água no fim, um pouco a frente da cascada tinha espreguiçadeiras dentro da água para se sentar, espreguiçar e principalmente relaxar. Era lá que estava quando meus olhos acompanham descaradamente o torso bem definido de Luke, que andava relaxado envolta da piscina.
Era outro. Luke tinha um vício em esportes e academia no ensino médio, aumentado proporcionalmente de tamanho provavelmente pelo fato de não ter muitas coisas que pensar. Depois das férias, voltou muito mais magro, o aspecto extremamente forte do seu corpo foi substituído por músculos apenas definidos.
Percebi o quanto minha bochecha começou a arder quando ele me olhou de volta, reparando provavelmente na baba que escorria no canto da minha boca. Decidi fechar os olhos e ouvir o barulho da cascata, por mais que a sensação de ter Luke por perto não era nada interessante – diria até que insuportável.
–Olá – ele sussurrou ao meu lado, me fez estremecer e ter um pequeno ataque de meninice, meu coração batendo descompassado. Luke se encontrava no banco ao lado, os cabelos loiros agora molhados e passados desajeitadamente para o lado, o corte levemente repicado fazendo-o cair por seus olhos.
Pensei novamente nas palavras do meu pai. Luke não estava com a melhor das imagens para com meu precioso Papi. E caso eu me metesse com ele, tinha certeza que meu pai ia ficar puto da vida.
–Oi – sorri levemente, ignorando o fato que parecia extremamente insensato me aproximar dele depois dos ocorridos em Durham. Além dele ter sido muito mal educado, tinha grandes chances de ter pegado uma sífilis com tantas mulheres diferentes que o vi rodear na cidade.
Mesmo assim, eu sabia que uma parte de mim adorava ter Leo na mão, e principalmente na frente de Luke. Acho que é o motivo mais óbvio que eu não havia o superado, ainda. Mesmo sendo de profunda satisfação irritar o meu pai, tinha meu pé atrás com Luke, quando eu costumava dar um pequeno pedaço da minha afeição por ele, por fim dava todos os meus sentimentos. Se eu quisesse me aventurar com Luke tinha que ter a profunda certeza que de forma alguma, em nenhuma hipótese, voltaria a me apaixonar por ele.
–Como está voltar ao sítio de infância? – sua voz rouca me tirou das indagações sobre a vida, o universo e tudo o mais.
Seu semblante era calmo, como se estivesse finalmente em paz (algo que não era visto com muita frequência em Durham), seus cotovelos sustentavam seu corpo, que estava levemente inclinado para frente – não o fazendo ficar completamente deitado, como eu – o que fazia o seu abdômen parecer ainda mais definido, naquele bronzeado que deixava qualquer garota suspirando pelos cantos. Seus olhos azuis me fitavam com uma pequena dose de divertimento, percebendo o quanto os meus olhos demoraram em seu abdômen.
–Uma merda, isso tudo aqui tem o dedo da minha mãe — também me inclinei um pouco, apontando para o salgueiro metros a frente – Ela que plantou, gostava muito de jardins e tudo, claro que ela fez isso em Los Angeles, mas meu pai trouxe a planta para Nova York, e agora ela está até que grande.
Dei um pequeno sorriso, por mais que a minha mãe tenha sido uma bêbada maníaca e controversa no final da vida depois que meu pai se separou dela, eu gostava de deixar apenas as boas lembranças na minha mente. Como quando eu acordei no meio da noite e percebi que ela era a fada dos dentes, ou quando no primeiro dia de aula ela falou para eu atormentar os professores limitadamente, entre risos. Ela me entendia, sempre entendeu. E meu pai divorciar dela, e ainda com suspeitas de traição – acho que foi demais para ela aguentar.
–Ela parecia ser sensacional – Luke continuava me fitando – Assim como a filha.
Olhei de volta, droga, era disso que eu estava falando. Quando ele falava essas coisas, quando tinha um quê de paixão em tudo que falava, quando ficava olhando diretamente pros meus olhos. Meu Deus, eu tinha quase um surto.
–O sol está me queimando – ele completou em seguida, depois de um tempo que ficamos nos encarando – Vou dar um mergulho, você vem?
Neguei com a cabeça, vendo-o ajeitar a bermuda e dar um mergulho de ponta, alguns segundos depois ele apareceu no outro lado da piscina. Saí dali, abalada por várias porcarias de sentimentos controversos, mas assim que olhei para a casa em que todo mundo andava de um lado para o outro, procurando um brinco ou o melhor penteado de cabelo – aquela gravata preta (ouvi Percy gritar) simplesmente girei os calcanhares em direção a sauna. Impossível ficar perto daqueles insanos.
Sentei enquanto sentia o ar ficar um pouco mais quente, mas muito saudável. Pensei novamente nas atitudes de Luke em Durham, e ele pediu desculpas, mais de uma vez. O que era realmente algo fora da sua natureza. Eram atitudes que eu não conseguia guardar na minha mente, sempre apagava as coisas ruins que tinha sobre Luke, a única coisa que pensava era o seu tom de voz cheio de compaixão, o modo que me olhava, sempre olhou, o jeito que me escutava e ria da minha “rebeldia” que todos acham tão inconsequente.
Ele entrou na sauna, seus olhos liam os meus pensamentos, e eu sabia exatamente o que ele pensava. Não demorou muito tempo para eu me levantar e dar passos rápidos até ele, beijando-o do jeito que eu sempre amei, minhas duas mãos nas suas bochechas, enquanto suas mãos apertavam minha cintura, puxando-me para perto.
Separei ofegante, tanto pelo beijo quanto pela sauna, e olhei para seu rosto tão diferente daquela primeira vez que o vi. Agora mais magro e com o maxilar mais aparente, os vinte anos agora muito mais atraentes que aqueles dezesseis, a barba que antes não existia mal feita roçava sensualmente pela minha pele, os cabelos antes grandes agora cortados repicados. Diferente, mas seus olhos eram os mesmos, e parecia ainda gostar de mim como nunca vi ninguém antes gostar.
Ele sorriu, e eu sorri também.
–Se você não tomasse nenhuma atitude, eu faria – arqueei a sobrancelha, rindo.
–Sei, acho que não Castellan – sussurrei de volta, meu coração batendo rápido (mas eu tentava, juro, não ligar para as sensações bestas). Foi a vez dele arquear a sobrancelha, totalmente incrédulo.
–Você pelo jeito já se esqueceu de como sou, Srta. Grace? – suas mãos apertaram minha cintura com força, batendo minhas costas contra a parede gelada da sauna, gemi baixo, fechando os olhos e abrindo-os rapidamente de excitação.
Seus olhos azuis claros estavam me fitando maliciosamente, suas mãos contornaram meu corpo, parando nas minhas costas e desamarrando meu biquíni. Engoli em seco. Ele caiu no chão, meus seios agora à mostra.
Seus beijos desceram pelos meus ombros, indo até os meus seios e chupando-os lentamente. Revirei os olhos enquanto tremia da cabeça aos pés. Gemi seu nome involuntariamente – e seus olhos me fitaram mais uma vez, agora mais escuros que o normal.
O gemido o fez ficar furioso e bravo comigo, o que me fez morder o lábio de excitação, sorrindo. Suas mãos passaram rapidamente pelas minhas pernas, me levantando e fazendo-me entrelaçar as pernas na sua cintura.
–Transar na sauna? Não é um tanto arriscado? – sussurrei, meus dedos tiveram que passar por aquele abdômen lindo, os poucos fios louros fazendo o trajeto do paraíso até seu pênis. Ele olhou para mim como se estivesse se divertindo bastante.
–Eu achei que Thalia Grace ainda era a rebelde nata que eu conheci – meu quadril involuntariamente fazia movimentos de vai e vem entre sua bermuda, que ficava cada vez mais volumosa.
–Continuo a mesma de sempre, Castellan... Ou quase isto – beijei furiosamente seus lábios, mordendo-os e os chupando pela saudade de fazer aquilo (imagine se acostumar a fazer isto todos os dias, e de repente não fazer por meses, era sufocante).
Meus dedos percorreram até o cós da sua bermuda, brincando com o elástico. As mãos dele foram até a bermuda, para descê-la inquietamente. Aí a porta da sauna se abriu, com uma Annabeth divertida olhando a cena à sua frente.
–Eu não vou nem falar nada, vocês estavam aqui enquanto eu procurei na porcaria da floresta por vocês – Luke subiu sua bermuda rapidamente, enquanto eu pegava a parte de cima do meu biquíni não tão rapidamente. Era a segunda vez que Annabeth fazia uma burrada, no dia. Praticamente imperdoável.
–Onde eles estão? – ouvi a voz masculina de Percy por fora, e então olhou a cena a nossa frente – Ah...
Minhas bochechas envermelharam-se de vergonha, enquanto Luke olhava para o chão.
–Gente – Percy falou, sorrindo. E Annabeth tampou a boca tentando não rir – Eu sei que a sauna é maneira, mas vocês não vão querer transar aqui dentro. Acreditem em mim, a experiência é melhor numa cama comum mesmo.
Annabeth ria, enquanto eu sabia que as minhas bochechas estavam muito vermelhas, porque estavam ardendo. Ele foi embora, acompanhado por Annabeth que deu uma piscadela para mim antes de sair.
Bufei, irritada e pus a mão na maçaneta para ir embora, mas não sem antes receber um longo beijo de Luke, o que melhorou em 100% meu humor.
Por fim, e depois de longas quatro horas enrolando, tive que começar a me arrumar para a premiação.
Megan
Saí correndo do meu quarto até o banheiro, pegando o lápis preto e consertando uma pequena parte da minha maquiagem, ainda estava de robe e escolhendo entre os três vestidos propostos para que eu usasse quando esbarrei com a pessoa mais indesejada daquela casa.
–Thalia – ela revirou os olhos para mim, não respondendo o cumprimento, dei de ombros, e ela parecia enojada. Segundos depois, cruzando os braços e me encarando daquele jeito durão que eu sabia que era só fachada, ela murmurou:
–Traidora
–Nojenta – murmurei de volta quando a vi passando atrás de mim. Ela esbarrou propositalmente no meu ombro, quase deslocando ele do lugar com aquela violência toda, dei um leve empurrão de volta – Vê se não encosta em mim, vagabunda.
Thalia arregalou os olhos, e nem eu acreditei no que eu falei. Eu devia ter um pouco mais de classe, mas era, veja bem, era a minha melhor amiga e eu não conseguia ser muito polida com ela.
–Você falou o quê? – ela perguntou algumas oitavas acima do meu tom de voz, me olhando de cima para baixo do jeito que somente as mais mimadas faziam (que querendo ou não era o caso de Thalia Grace).
–Foi o que você ouviu! Quem defende vagabunda também é vagabunda. Ou tenho que chamar o Leo para ficar mais claro?
Naquela hora, eu já sabia que estávamos cheio de expectadores. Luke, Percy e Nico olhavam para cena totalmente sem entender nada.
–Fala de novo, repete que eu vou te dar o um prêmio antes sequer da premiação que vai ser arrebentar esse seu rosto com dez quilos e meio de maquiagem – sua boca chispou em pura raiva, cheguei mais perto dela, sorrindo maquiavelicamente.
–Terminar com o Leo pra que? Vocês dois são igualmente sujos, da próxima vez acho até que você pode gostar do estupro... – parei porque ela me deu um empurrão forte que me fez bater na parede. Minha raiva me fez querer mata-la, vi vermelho e vi sangue. Então avancei pra cima dela, arranhando sua bochecha e os braços, mas visando seus cabelos. Nico e Luke apartaram a briga, ficando entre a gente e tentando nos afastar. A gritaria agora era de vários cantos.
Assim que puxei o cabelo de Thalia e ela me deu um tapa estalado no braço Nico meio que perdeu a paciência, me jogando contra a parede e pressionando meus pulsos lá.
–Vê se vai à merda, sua mimada ignorante! – Thalia gritou, os braços de Luke eram a única coisa que não a faziam me atacar, além, é claro, do fato que Percy estava no meio de nós, como um juiz, os braços abertos.
–Se você ficar implicando comigo de novo pode ter certeza eu faço da sua vida um inferno, você sabe que eu posso e vou fazer isso se eu quiser! – gritei de volta.
Ela sabia do que eu falava. Eu sei todos os seus segredos, é óbvio que eu não iria falar nada, mas apenas o fato de eu ameaça-la com isso a fez arregalar os olhos e abrir a boca, em espanto. Ela tentou mais uma vez em vão me atacar.
–Como se você fosse à única por aqui! Eu sei tudo sobre você, oh doce e ingênua Megan, ingênua o meu pau! – me debati contra Nico, tentando de tudo para chegar perto dela ou chutá-la tanto faz.
–Levem elas pro quarto – Percy falou, calmamente. Nico pegou nos meus braços me fazendo ter quase um acesso de raiva, e me jogou contra a porta, abrindo e a fechando em seguida. Ele trancou o quarto, a chave na sua mão.
–Ridícula, odeio ela! Te odeio sua RIDÍCULA! – ouvi um “vai te catar” bem sonoro em resposta, depois de uma risada de Percy, que era seguido por Nico e Luke. Olhei para ele revoltada – Será que dá pra parar de rir?
Ele ainda gargalhava, o corpo na frente da porta. Fez que não com a cabeça e percebeu que o barulho no corredor foi totalmente sanado. Depois de um tempo, ele voltou a sua seriedade de sempre.
–Não vou nem perguntar por que você decidiu implicar com a Thalia – ele murmurou seriamente.
–Implicando com ela? Ela que está implicando comig-
–Eu já disse que não quero saber – ele respondeu, e depois deu um meio sorriso – Eu nunca te vi desse jeito, atrás de briga. Não parece muito da sua natureza...
–Ah, você não sabe da minha natureza, querido! Mimada, nojenta... Ela sabe que são os adjetivos que eu mais odeio – ele olhou para o chão, tentou não dar um sorriso.
–Essa é a parte merda de brigar com seu melhor amigo, ele sabe do que você não gosta.
Bufei, olhando para os três vestidos na minha frente, não tinha tempo para lidar com Thalia agora. E como estava sem amigas para me ajudar a decidir o que vestir, optei por usar o que tinha no momento.
–Qual você acha mais bonito? – perguntei o mais delicadamente que pude, Nico juntou as sobrancelhas e deu uma olhada para baixo. Tinha um vestido preto, azul e vermelho na cama, e eu precisava escolher um deles, o que era uma tarefa extremamente difícil. Os três eram esplendorosos.
Ele pensou por um minuto, e depois respondeu:
–Esse você veste agora – ele pegou o vestido preto, e depois o vermelho – E esse aqui você veste na premiação.
Ri, olhando-o para ver se falava sério.
–Porque eu vestiria o preto se vou com o vermelho pra premiação? – sim, fiz a pergunta mais óbvia de todos os tempos, mas ele deu um sorrisinho diante a pergunta.
–Esse aqui você usa para eu ver, e o outro porque eu sei que é o mais elegante – ele cruzou os braços, olhando para mim. Não tinha banheiro no quarto, e a chave estava em sua mão. Vi na hora o que tentava fazer.
–Tudo bem, mas fica lá na parede.
–O que? – ele perguntou, dando um sorriso surpreso – Meg, por favor, quantas vezes eu...
–Eu sou uma garota direita e muito bem educada, nada de nudez na sua frente – ignorei na minha mente a última vez que transamos, no tapete, igual dois... Selvagens. Totalmente mal educados e desprevenidos... A coisa mais excitante que já fiz. Mas isso não vem ao caso.
Ele encostou a cabeça contra a parede.
–Educada? Não acho que brigas estejam no manual das debutantes... – ele deu uma risadinha.
–Shiu – falei em seguida, vestindo a peça preta que ele pediu. Por fim, entendi exatamente o que ele queria, o vestido era extremamente curto e colado, além do seu decote que mostrava praticamente todo meu seio — Pode sair.
Ainda olhava para baixo, incomodada com tudo aquilo. Mesmo com o salto ainda estava centímetros abaixo da altura de Nico, seus olhos negros estavam sérios, assim como sua expressão dura.
–Você nunca poderia usar esse vestido na premiação...
–Claro, totalmente deselegante tamanha apelação sexual, além é cla-
–Eu morreria de ciúmes de qualquer outra pessoa que pudesse olhar suas pernas maravilhosas – ele passou a língua pelos lábios, era como um lobo, que vinha à caça. E eu raramente conseguia não ser caçada. Ele me puxou contra o seu corpo, ainda me olhando de cima abaixo – Mas seria muito conveniente no meu quarto, na minha cama, e provavelmente você fora dele alguns segundos depois.
Vi que meu braço arrepiou-se, meu corpo clamava por uma segunda rodada daquele sexo louco. E eu sabia que eu provavelmente não iria negar. Seus lábios roçaram nos meus, os olhos misteriosos ainda não mostravam o que iria fazer.
Passei a mão na sua bunda, por dentro do bolso da calça, fiquei na ponta dos pés para ficar na mesma altura que a dele. Ainda o empurrando lentamente para frente.
–Você pode tirar sempre que quiser, eu o colocaria com muito... Muito prazer. Mas o caso, Nico – eu o olhava de cima a baixo, passando a mão por seu abdômen – É que você só vai me ter quando eu quiser, e não vai ser sempre, e agora, eu não quero.
Abri a porta do quarto com a chave que roubei do seu bolso, o empurrando em seguida. Ele deu um sorriso de lado, maquiavélico, e eu não consegui ver outra coisa porque fechei a porta em seguida, trancando-a. Meu corpo todo tremia... Além do fato de eu estar mais excitada do queria. Mordi o lábio.
–Autocontrole, Megan O’Connel, muito autocontrole – sussurrei, por fim ouvi meu celular soar entre as milhares de coisas na minha cama. Uma mensagem. Arqueei uma sobrancelha ao ler o conteúdo.
Era algo que todos deveriam saber, inclusive Thalia. Certeza que todos iriam ficar um tanto preocupados, mas decidi ser um pouco mais calma e cautelosa por não saber a fonte da informação, e mesmo que isso realmente acontecesse, era melhor todos verem com os próprios olhos.
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