O Que Eles Veem Em Você?
52 O quase fim de ano.
Notas iniciais
Gente, eu estou tão feliz com vocês! Sério, o último capítulo foi especial em quesito participação.
Só para começar chegamos aos 2.000 reviews! Caralho. Isto é muito review! kkkkk
E eu tive três recomendações! Muito obrigada a annieodair, a Katherine Martell e a Kemilly Condack pelas recomendações! Fiquei muito feliz mesmo!
Bem gente, boa leitura.
Percy ficava impressionado com o quanto seu pai era parecido com ele.
Os mesmos olhos verdes, cabelos negros, até o sorriso bobão.
Pela primeira vez em muito tempo Percy o via tão preocupado. O que lhe mostrava as poucas rugas de expressão e um olhar amedrontador.
-Eu acho que vou lá – sentenciou Poseidon. Percy assentiu enquanto acabava de comer sua lasanha de frango. Pôs a mão no ombro do pai, invertendo os papeis por míseros segundos.
-Ela precisa de você – Percy confirmou, seu pai batucava a mesa incessantemente. Assentiu e se levantou, depois negou e se sentou de novo.
-Você precisa de mim – respondeu ele enquanto cruzava os braços. Percy riu enquanto olhava para o relógio, ele tinha que dar uma entrevista para o jornal escolar pela vitória no campeonato dali a quarenta minutos.
-Eu já consegui digerir isto há algum tempo – retrucou o filho – E eu tenho certeza que o choque de uma mãe descobrir que a filha vai ficar com o pai é muito maior do que a de um ex- namorado.
Poseidon assentiu triste.
-Ela me disse que era como se ficasse sem chão. Quando perguntaram para Annabeth com quem ela iria ficar e ela disse “meu pai”, Atena me falou que ela parecia trincada por dentro – Percy engoliu sua lasanha em seco. Não gostava que Atena estivesse sentido tudo que ele havia sentido aquela tarde no estacionamento.
Depois de jogar a lasanha na boca o mais rápido possível, Percy limpou os farelos de lasanha do jeito que deu e pegou sua carteira encima da mesa e o celular, colocou o telefone no bolso da bermuda caqui e deu um beijo na bochecha do pai.
-Eu estou indo dar uma entrevista para o colégio. Vá falar com Atena, ok? Ela é a sua namorada e precisa de uma força – Poseidon assentiu, parecia ainda mais triste.
-Outra coisa que eu não pude ver: O final do campeonato. Você deveria estar com a sua mãe, não comigo...
-Ei Pai. Eu não ligo. Até porque eu estou no segundo ano e o meu basquete não é tão importante quanto o do terceirão. Ano que vem o nosso time vai ser o principal e aí você poderá ver todos os jogos. Tudo bem? – Poseidon concordou tristemente enquanto via seu filho ir embora.
Suspirou fundo e se levantou. Indo ao apartamento da frente e pronto para ver a tristeza que ele deveria estar. Annabeth Chase havia se mudado para Los Angeles três dias atrás, e Atena não ia para o trabalho há três dias.
E enquanto isto, Poseidon se decidia de algo muito importante. Que agora infelizmente haveria de ter que adiar.
(...)
Percy fechou a porta do carro enquanto sentia o vento não tão mais frio em seu rosto. Era fevereiro, aquilo só poderia significar uma coisa: O verão enfim estaria chegando. Dali a três meses as férias enfim viriam e com ela muita paz para pôr os pensamentos em ordem.
Mas por enquanto Percy apenas andava pelo estacionamento do colégio, atravessando-o e indo a redação. Um lugar que nunca gostou muito de estar, provavelmente pelo fato que a garota que mais o odiava era a “chefona” dali.
Quando se ganha um campeonato tem que se deixar tais barreiras para trás, e aceitar que um evento importante precisa de uma mídia importante. E estas duas coisas tem que se casar para o colégio ter o renome que merece.
Percy abriu a porta do prédio com certo cuidado, parecia vazio à primeira vista. Mas logo depois de varrer o local com o olhar, o moreno percebeu que Clarisse digitava igual uma louca no computador.
-Toc, toc – Percy disse enquanto sorria de lado. Clarisse continuou olhando para o computador e digitando algo que parecia ser importante.
-Sente-se – decretou ela ainda com seu olhar na tela. Percy assim fez, apoiando seu cotovelo na mesa e o punho no queixo. Clarisse virou sua cadeira rapidamente, ficando frente a frente com ele – Percy Jackson.
-Clarisse Le Rue.
-Prometo que a entrevista será rápida e indolor – Percy riu. Batucando os dedos na mesa descompassadamente. – Tudo bem, começando. Qual é a sensação de ser o ganhador do campeonato estadual de basquete?
-É ótimo. Sempre é bom ser recompensado de alguma forma por algo que você lutou muito para ter – Percy já sabia que ela iria perguntar isto. As perguntas na maioria das vezes não mudam muito de ano para ano.
-E qual é o futuro do time agora?
-O de qualquer time do segundo ano. Ir para o time principal, que é o do terceiro, e ganhar os campeonatos.
-Você, como capitão, tem algum tipo de técnica para trazer o time de volta à quadra num momento complicado?
-Tudo à base do grito – respondeu Percy e Clarisse deu um sorrisinho – Na maioria das vezes eles não estão bem por que não dormiram direito, foram numa festa no dia anterior. O importante é acorda-los.
- E quais são as expectativas para uma universidade, talvez?
-Bolsa em basquete, claro, sempre com o pé no chão para escolher uma boa universidade tanto para o estudo quanto para o esporte – Percy era bom para essa coisa de entrevistas. Clarisse assentiu enquanto escrevia tudo em seu bloquinho.
-E como se sente em relação à saída de Annabeth Chase?
-Bem... Espera. Quê? – Percy franziu as sobrancelhas – O que isto tem a ver com o campeonato de basquete?
-Nada. Mas estamos aqui para representar a curiosidade do público. E é disto que o público quer saber.
-Não, não tem nada a ver, não irei contar nada, não te interessa.
-Um interesse muito grande nela, por isto você não conta nada, já que nada consegue ver sem ela. Entendi – Percy abriu a boca pronto para responder algo. Depois percebeu que Clarisse nada anotava. Apenas sorria de lado enquanto olhava para ele.
-Você é boa nisto.
-Eu sei – ela jogou o bloquinho de lado – Depois de muito tempo eu fiquei realmente com dó de você pela Annabeth ter ido embora, foi triste.
Percy fechou a expressão, extremamente irritado.
-Eu não preciso da dó de ninguém, muito menos da sua – Clarisse o parou com as duas mãos, intervindo-o na sua saída da redação.
-Não é uma dó do tipo “ai que dó desse panaca’’ e sim uma dó do tipo “ele não merecia isto” – Percy voltou, com as sobrancelhas franzidas para ela, cruzou os braços encima do peito, ainda em pé e com raiva.
-Você contou a nossa história para Annabeth. Falou que eu troquei você pela Rachel, que eu fui o “quebrador de corações”. Mas eu duvido que tenha dito a sua parte naquilo tudo. Duvido que tenha dito que deu o boato de que meus pais estavam se divorciando para aquele presidente de merda do grêmio. Tudo para ficar no lugar dele.
Clarisse mordeu o lábio inferior enquanto olhava para o chão, Percy dificultava muito o seu objetivo com aquela entrevista.
-Admito que nós dois fizemos coisas ruins um com o outro em todo este tempo – decretou ela enquanto se levantava também – Mas o ano está acabando. O próximo ano é o nosso último e pelo menos até agora, Percy, o seu ano foi excepcional. Você não humilhou ninguém no 3 de Janeiro, não traiu duas garotas com outras cinco. Se você quer saber de uma coisa? Em um dado momento foi como se a Rachel nunca tivesse implantado esse chip de besteira na sua mente.
Percy ainda tinha a expressão fechada.
-O que você quer dizer com isto?
-Uma trégua – Clarisse disse apenas – Eu não vejo nada de ruim em você mais, e isto foi uma coisa que a Annabeth fez, mesmo que no final tenha feito a grande merda. Mas o que importa é o seguinte: Você amadureceu. Virou um cara correto, e eu tenho que te parabenizar por isto.
Percy semicerrou os olhos por um momento, desconfiado. Logo depois abriu um leve sorriso e estendeu a mão para Clarisse.
-Amigos? – perguntou ele.
-Colegas – decretou Clarisse com outro sorriso. Mesmo assim apertou a mão do garoto camaradamente.
-Você vai parar de escrever coisas ruins sobre mim? – a morena estalou os dedos.
-Vamos ter um bom avanço neste quesito – Percy a olhou torto – Tudo bem, eu vou parar de escrever coisas sobre você.
O moreno sorriu enquanto se virava, indo para a porta de saída da redação. Mesmo assim não pode deixar de balançar a cabeça em negação quando ouviu o sussurro de Clarisse:
-Eu não prometo nada.
Notas finais
E só para falar uma coisa legal que não falei nas notas iniciais, foram 80 reviews só no capítulo passado, essa fic foi um sucesso e eu estou muito feliz mesmo com tudo isto.
Não deixem de comentar nesta reta final, por favor!
E CARA O PRÓXIMO É O ÚLTIMO. Que loucura!! kkkk
Beijos e até o próximo!
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