O Que Eles Veem Em Você? 2
29 Luau.
Notas iniciais
POV Annabeth
A coisa mais estranha daquele luau foi o fato que nós nos encontramos com os garotos apenas lá, sendo que morávamos juntos e enfim, morávamos juntos. Era estranho como repetidas vezes tínhamos a sorte de apenas nos encontrar nas festas, como acontecia, por exemplo, no colegial.
Eu como boa californiana já havia ido a luaus épicos, que entraram literalmente para a revista “luaus mais épicos” (de própria autoria). Então eu fiquei impressionada como eles conseguiram imitar o aspecto praiano do oeste do país.
A areia era artificial, eu que vivi toda minha vida na praia sabia, mas era quase impossível reconhecer. O lugar tinha várias mesas de madeira, cheias de frutas e bebidas loucas e chamativas. Também conhecido como o primeiro lugar que eu fui parar.
A única coisa que distinguia aquela festa de um luau normal era o fato de que o lugar era enorme, tipo, uma rua. E tinha tanta gente que era quase impossível se achar no meio daquele povo. Além do mais, no fim do mar de pessoas uma banda estilo beach boys tocava. Algo meio grandioso para uma festa universitária.
De onde Leo conseguia tanto dinheiro? Eu estava curiosa.
Na realidade eu estava bem curiosa com tudo que rondava este garoto, Thalia estava apaixonada e por isso não enxergava muito bem, Megan é uma lerda tapada que acredita em todo mundo. Mas eu não, eu via que ele parecia fugir de alguns assuntos importantes.
Como, por exemplo, de onde ele conhecia Percy, Luke e Nico.
No meio da multidão e da música de praia eu reconheci Perseu, estava com uma blusa branca e calça da mesma cor, seu cabelo estava molhado e penteado para trás. Eu me odiava todos os dias por acha-lo a coisa mais linda do mundo.
Eu estava caindo na rede do filho de Poseidon, de novo. E o pior, na hora errada. Ele havia deixado bem claro que queria “pegar geral por aí” e eu sabia pela nova personalidade dele que com toda certeza ele não admitiria nem se estivesse, que está gostando de mim.
Era ruim porque ele estava bem maduro naquilo que queria, então eu me sentia sem razão, e nem se quer poderia ter raiva dele.
Com ele, consegui reconhecer uma ruiva de meia estatura, com os dentes alinhados e tão brancos que doíam nos meus olhos. Ela usava um vestido longo vermelho, com flores brancas. E era relativamente bonita. Dependia muito do ponto de vista.
Revirei os olhos e comecei a beber tudo que tinha na mesa. Foi a partir daí que comecei a perder memória do que estava acontecendo. E tenho até hoje a certeza que algumas coisas estão bem erradas nas minhas lembranças.
Como por exemplo, a hora que eu vi Thalia encima de um cavalo, andando pela festa enquanto gritava “iihaaaa”. Ela me jurou no próximo dia que estava encima da prancha de brinquedo, tentando equilibrar-se para ganhar o desafio.
(Ou seja, com toda certeza minha memória estava distorcida).
No meio da festa, saí cambaleando entre as pessoas, tentando achar desesperadamente o banheiro. Em dois becos, havia achado finalmente um lugar com letras grandes escritas num pedaço de madeira “BANHEIRO FEMININO”.
Saí andando rápido (eufemismo para correndo) até lá, e quando saí fui pega de surpresa por um homem desconhecido. Meu corpo gelou, meu coração bateu mais rápido do que deveria. Eu estava sozinha num beco, e era de madrugada.
Tinha me esquecido totalmente da regra “vá ao banheiro com sua amiga”, e agora estava com os olhos arregalados.
O homem na minha frente não era feio nem bonito, era mediano. Seus olhos azuis me fitavam com um misto de raiva e excitação. Minhas pernas estavam tremendo muito.
–Então eu peguei a Chase... – seu sorriso de lado me deixou assustada. Como ele sabia meu nome? Aquilo ia virar um sequestro, nas primeiras semanas de aula eu iria ser sequestrada. Minha mãe ia me matar – Vamos ver se você gosta disso.
Sua mão foi para baixo da minha saia branca, jogando minha calcinha para baixo lentamente. Dei um chute na sua barriga e mordi sua mão, tentando me desvencilhar daquele idiota claramente bêbado demais.
Ele bateu meu corpo contra a parede, e eu tinha quase certeza que havia quebrado uma costela. Sua boca mordeu meu pescoço com força, e sua mão esquerda foi para o meio seio, apertando com tanta força que doía. Lágrimas de raiva e medo começaram a cair no meu rosto. Eu ia ser estuprada, eu nem estava acreditando.
–Você tá gostando, não tá? – ele perguntou, sorrindo, seus dedos estavam quase me penetrando, e sua boca mordia minha bochecha com força. Fechei os olhos enquanto o via abaixar a calça. Pior noite da minha vida.
De repente seu corpo tinha se desvencilhado do meu, e eu abri os olhos assustada. Alguém havia o empurrado para longe, tão longe que ele havia batido a cabeça no banheiro.
–Qualé Jackson! Você já pegou a ruivinha – ele deu um sorriso malvado – Deixa a gostosa comigo.
–Tira a mão dela – Percy estava calmo, como se estivesse falando com um amigo de uma desconhecida. Balancei a cabeça, com raiva. Me recompus pronta pra sair dali. Eles faziam crachá de propriedade com as garotas? Mesmo?
O outro garoto se levantou.
–Ela é minha, e está gostando. Toda molhadinha só pra mim – o sorriso maldoso dele me fez estremecer. Percy o pegou de surpresa com um soco cruzado, que provavelmente tinha quebrado alguns ossos.
–Não, ela não é sua. Ela é minha – ele se abaixou – Serve pra você e pra todos seus amiguinhos estupradores. Ela é minha, se vocês tocarem nela... Vão se ver comigo.
Arregalei meus olhos, Percy olhou para mim sem expressão nenhuma. Eu já estava ficando acostumada com aquele olhar.
Sua mão passou na minha cintura, e eu e ele saímos andando para um lugar que eu não conhecia mais. Mas era a festa.
–A ruiva não vai sentir falta de você não? – perguntei quando estávamos mesmo a alguns metros de distância da festa. Percy ficou alguns minutos sem responder.
–Você não para de se meter em confusão não? – ele perguntou na resposta. Mas ele não parecia com raiva, muito pelo contrário, parecia até mesmo brincalhão. Eu estava começando a ficar com raiva, ele estava agindo com muita naturalidade num quase estupro – Não que eu não goste de fazer papel de ser seu herói...
–Você não é meu herói
–Ah é? — ele levantou uma sobrancelha, cético — E porque não? Se eu não tivesse chegado por lá você tinha sido comida sem dó por aquele idiota. Por nada.
–Provavelmente fugindo da ruiva não é? O que foi? Ela queria casar e ter filhos? Apaixonar e ter a história de amor mais épica de todos os tempos?
Percy riu. E foi legal por um momento aquilo, ele não havia tirado a mão da minha cintura. E agora não estávamos mais na praia artificial, e sim a algumas ruas de distância. A festa estava tão lotada que até ali tinha carros estacionados, e pessoas indo em direção à festa.
Pela primeira vez eu olhei para o céu, a lua estava linda, e as estrelas pareciam infinitas, coladinhas umas nas outras. Percy também olhou para cima, e sorriu.
–Isso me lembrou uma coisa – eu vi suas bochechas ficarem coradas. Eu dei meu meio sorriso curioso.
–O quê?
–Nada
–Fala logo
Ele me olhou rapidamente, e depois mordeu o lábio.
–Me lembrou do topo do Word Trade Center – eu olhei para ele de volta. Quando namorávamos, o topo daquele prédio foi nosso refúgio para muitas coisas ruins que aconteceram na época. Eu não posso contar às vezes que fomos para lá e bem... Fizemos coisas não tão bonitas no lugar bonito.
–Eu não fui lá no ano passado – comentei, e era verdade. Na minha fase louca da vida eu realmente não havia ido para lá. Já havia pensado em ir várias vezes, mas em nenhuma das vezes eu fui mesmo. Era como se não fosse certo eu ir sem Percy para lá.
–Eu também não – ele parou, e nós havíamos chegado num lugar tão afastado que não se via nada além de árvores. Ele pegou na minha mão, me puxando para dentro daquelas árvores todas. E se não fosse Percy, eu já poderia imaginar que iria ser estuprada de novo por ser um lugar tão escuro.
Mas nós acabamos chegando numa coisa inacreditável. Tinha um píer de madeira que ia até praticamente o meio do lago da cidade. O lugar estava deserto, mas era maravilhosamente lindo.
Mangues e outras árvores do tipo eram a única coisa que se via envolta do lago. O píer parecia sair do meio do nada, e o barulho da água era fenomenal. No céu, era o lugar perfeito para olhar as estrelas e a lua. Assim como o topo do Word Trade Center.
–Eu encontrei esse lugar alguns dias atrás, e fiquei pensando que parece um refúgio maravilhoso.
Ri.
–E aí você traz uma pessoa para o seu refúgio?
–Não qualquer pessoa, você – vi suas bochechas ficarem mais vermelhas – Quer dizer, você faz parte dos meus refúgios. Assim como o Word Trade Center.
Nos sentamos na beira do píer, nossos pés tocavam de vez em quando na água gelada do lago. E aquela estava sendo minha melhor experiência na cidade.
–A ruiva era muito pegajosa, não servia pra mim – respondeu ele a minha pergunta, enfim. Minha expressão se fechou.
–Lamento.
Percy olhava para mim com uma expressão divertida.
–Você mente muito mal – eu ri também, e estava especialmente com raiva pelo fato de que não conseguia ficar com raiva dele. Ficamos um tempo sem falar nada, apenas olhando para aquele lugar maravilhoso – Você está outra coisa do ano passado, e do ano antes desse. Eu gosto da mais nova Annabeth. Ela é elegante, e sincera, e competente, e não tem medo de amar.
Olhei nos seus olhos, e ele me parecia sincero.
–A viagem fez muito bem pra você, Sabidinha. Você não sabe o quanto estou feliz por você ter finalmente se encontrado.
Fiquei séria, aquilo havia me lembrado de coisas que martelavam na minha cabeça já há algum tempo.
–É uma pena eu não poder falar a mesma coisa...
–O quê? – ele perguntou confuso. Olhei para seus lábios perfeitamente rosados, sua barba negra por fazer, e seus olhos verdes parecidos com a cor do lago. Num musgo maravilhoso. Tão lindo, eu não conseguia vê-lo dentro das hipóteses que se formavam na minha cabeça. Mas ao mesmo tempo, as pessoas mudam. Assim como eu mudei.
–Eu não posso falar a mesma coisa de você sobre a sua viagem. Em algumas coisas você melhorou... me parece maduro e sem saco para aquelas bobagens do ensino médio. Mas, o México não me parece ter sido uma viagem boa, no sentido literal da palavra. Ou pior, eu não sinto que ela te tornou uma pessoa melhor.
–Annabeth, você não sabe o que está falando...
–Sim, eu sei. Percy, eu te conheço há anos. E sei quando tem algo que o incomoda, e esse algo é Leo Valdez – sua expressão se fechou por um momento, mas logo voltou a ficar inexpressiva – Eu não sei o que você arrumou por lá. Mas só não me meta nos problemas, nem eu e nem as garotas. E por favor, não me machuque. Em todos os sentidos possíveis.
Ele tinha os olhos arregalados. Parecia surpreso com alguma coisa, mas eu não sabia o que era. Por fim ele concordou.
–Vocês não vão ter nada a ver com isso – ele deu um meio sorriso – E lembra, eu te protejo sempre.
Sorri levemente enquanto olhava nos seus olhos.
–Você é meu herói, é verdade – sua mão se sobrepôs a minha. Olhei para nossas mãos juntas, e depois para Percy novamente– Você quer conversar sobre a nossa transa?
Ele riu.
–Conversar o quê? Eu já sei o que aconteceu comigo.
–Com você? Como você conseguiu se lembrar de alguma coisa?
Seu sorriso aumentou, e ele chegou perto de mim de uma forma que eu não lembrava dele ter feito nos últimos anos.
–Eu não lembro – juntei as sobrancelhas, não entendendo nada – Mas tenho certeza que segui o meu instinto, o instinto que eu sempre tenho e que sempre se opõe a minha razão, o instinto de fazer isso.
–Isso o quê?
Seus lábios se colaram aos meus, tão repentino que por uns segundos fiquei sem reação. Mas logo fechei meus olhos e retribui o beijo, meu coração batendo fora do normal dentro do peito. Minhas mãos foram até os seus cabelos, e foi naquele dia que o píer tinha virado o nosso novo lugar.
(...)
Thalia e Megan andavam atrás de Annabeth, mas estranhamente ela havia sumido. Thalia, que já não estava em suas melhores condições, deu de ombros.
–Ela deve estar ficando com algum menino, e caramba ela já tem 18 anos e sabe se cuidar. Vou encontrar o Leo – ela riu, saindo cambaleando entre as pessoas. Megan suspirou e bebericou um pouco da sua bebida. Aquela festa estava cheia e um porre. E não conseguiu encontrar ninguém de interessante.
Por isso decidiu voltar para casa, não queria segurar vela de Thalia e pelo que parecia, de Annabeth também. E não queria ficar bêbada o suficiente para não poder voltar dirigindo.
Depois de um engarrafamento monstruoso por causa da festa conseguiu depois de uma hora e meia voltar para casa. Sua cabeça latejava por causa da bebida e estava triste porque não tinha conseguido se soltar o suficiente para se divertir. Abriu a porta da casa e seu coração bateu descompassadamente ao encontrar Nico.
Ele estava sentado desleixado no sofá, trocando de canal tediosamente. Seu olhar recaiu em Megan.
–Achei que você estava aproveitando a festa – ele comentou.
Megan não sabia o que exatamente responder. Desde o beijo e o ataque de raiva de Nico os dois andavam se evitando e aquela tinha sido a primeira palavra frase que ele se dirigia para ela desde então.
–Eu achei que você estava aproveitando a festa – respondeu. Passando direto até a cozinha, atrás de uma aspirina.
–Eu não fui.
Megan não quis comentar, mas sentia que isto tinha algo a ver com Valdez. Talvez uma rixa entre mulheres ou sei lá o quê que ele tinha com Leo. Megan estava cansada demais para entrar nas loucuras do seu ex-namorado.
Ela deu uma olhada rápida para ele, usava um moletom cinza e uma blusa simples preta. Seu cabelo não estava meticulosamente arrumado como ele fazia todos os dias. Seu corte estava bagunçado e caindo nos seus olhos. Ele olhou para ela de volta. Um pequeno sorriso surgiu em seus lábios.
–Vai ficar parada aí?
As bochechas de Megan ficaram vermelhas, ela talvez não tivesse percebido quanto tempo estava olhando. Suas mãos soaram e ela gaguejou um pouco.
–O-o que você está vendo?
–Pulp Fiction, tinha anos que eu não via – Megan deu um sorriso – É o seu filme favorito do Tarantino não é?
Ela assentiu.
–Senta aí e vê também – poderia ser um convite se ele não fosse tão seco e inexpressivo, como se estivesse falando com um cachorro. Megan revirou os olhos, odiava esse jeito novo de falar dele.
–Eu só vou trocar de roupa, o salto tá me matando.
Quando voltou, o filme já estava mais que no meio. Mas ela estava feliz porque tinha tirado a roupa desconfortável e principalmente o salto. Poderia parecer idiota, mas ela estava feliz como nunca no seu pijama de coração rosa. Seu cabelo estava solto e desarrumado.
Nico olhava diretamente para a televisão, mas Megan percebeu quando ele olhou para suas pernas e engoliu em seco.
Ela não aguentava esses joguinhos dele, uma hora ele parecia gostar dela, mas em outra era seco e inexpressivo e ela sentia que era nada mais que um incomodo para ele. Uma pedra em seu sapato.
Talvez fosse a bebida misturada com o remédio, mas ela tinha um plano divertido para se vingar dele.
Ela se sentou ao seu lado, as pernas esticadas e a cabeça apoiada no sofá. Sua mão foi propositalmente para a própria coxa, descendo pela virilha. Os olhos de Nico não conseguiram se desviar daquela vez.
Sua outra mão subiu a blusa da camisola, passando a mão perigosamente perto dos seios. Nico tinha a boca levemente aberta.
–O que você...?
Megan olhou para ele finalmente, dando um meio sorriso maldoso. Rapidamente subiu encima do seu colo, sentindo sua ereção endurecer embaixo dela.
–Eu também sei jogar– ela sussurrou. Saindo de cima dele em seguida, pronta para subir para seu quarto. Porém Nico pegou em seu pulso, trazendo-a de volta para o sofá.
–Então joga até o fim – ele sussurrou em seu ouvido. Tirou a camisola dela que tanto o incomodava. E ficou positivamente surpreso ao vê-la sem sutiã. Ele se lembrava dos seios grandes e fartos, eram seu fetiche de namoro.
Sua boca foi até eles, chupando seu mamilo enquanto suas mãos desciam pelo corpo dela, apertando sua cintura com força.
Um gemido satisfatório saiu da boca de Megan, um rastro de saliva foi deixado em seus seios já duros, e o short de pijama foi jogado para longe junto com sua calcinha. Nico penetrou sua língua nela, molhando-a ainda mais.
Megan se agarrou no sofá, revirando os olhos. Ele estava bom, muito bom. Seu dedo brincou com o clitóris, e era um saco porque aqueles olhos negros não paravam de olhar nos seus olhos. Divertidos e maldosos.
Odiava e amava aquele homem, um híbrido que a deixava com raiva e excitação ao mesmo tempo. Seu gemido longo e forte foi acompanhado de um orgasmo que ela não tinha em meses.
Seus cabelos curtos caíam por seus olhos, e seus mamilos continuavam duros e excitados. Nico estava bem mais sóbrio do que ela, mas sonhava com aquela imagem de vez em quando. Megan nua, na sua frente. Talvez naqueles saltos agulhas de patricinha que ela tanto adorava, os cabelos curtos e loiros sempre tão arrumados todos bagunçados, e o tom de voz sempre tão ponderado e elegante gemendo por ele.
Megan o empurrou para trás, jogando-o no chão. Ela parecia uma felina pronta para atacar. Seus dentes morderam a bochecha dele, para logo depois roubar um beijo selvagem. Suas mãos tiraram a blusa cinza do seu corpo, vendo aquele abdômen definidíssimo que a deixou molhada naquele dia que se escondeu no seu armário.
Suas unhas grandes arranharam todo aquele abdômen maravilhoso, sua boca o beijava com vontade, era aquilo que Nico não havia sentido em momento nenhum em Cancun, paixão. Ele sentia paixão em cada movimento de Megan.
Os olhos dela ficaram negros quando chegou ao fim do abdômen, a tatuagem que ele havia feito em sua viagem finalmente aparecendo.
Ela não conseguia reconhecer tudo, mas tinha quase certeza que era o mar, e algumas coisas que realmente não faziam sentido. Nico levantou um pouco o tronco, esperando ansiosamente a reação de Megan diante a tatuagem.
Ela nunca gostou deste tipo de garoto, então estava preparado para receber um fora naquele momento. Megan olhou para ele, um pouco pasma, mas não tanto já que havia o visto seminu (totalmente sem querer) no quarto.
Ela deu um meio sorriso, seus beijos descendo até a tatuagem, Nico sorriu, abismado e ainda mais excitado. Por fim, ela chupou seu pau, igual um picolé. Com força e muita sucção. Ele arregalou os olhos e os fechou em seguida, segurando para não gozar de primeira.
Sua boca abriu para um gemido, que acabou virando um rosnado, Megan chupou seus testículos, o fazendo curvar para frente e puxar seu cabelo.
–Se você continuar eu vou gozar na sua boca – sua fala foi entrecortada, e seu corpo já estava coberto por uma camada de suor. Megan sorriu de novo, agora parecia bem drogada ao modo de ver de Nico. A bebida que havia tomado não lhe caiu bem com o remédio.
–Goza – ela beijou a ponta do seu pênis, chupando levemente em seguida. Ele revirou os olhos e trocou as posições em seguida. Ficando por cima dela. Ele beijou seu colo, e depois as bochechas rosadas e fofas.
–Meg, você está tomando pílula? – ela mordeu os lábios.
–Ainda bem, vou te sentir todinho – agora era definitivo, ela estava drogada. Nico sorriu maldoso. Chupando os seios dela em todos os lugares possíveis, ele a penetrou.
Não foi nada fofo, como eles faziam antigamente. Não teve beijinhos e sorriso, não teve juras de amor e elogios. Quer dizer, houve alguns “elogios”
–Você é muito... – foi a primeira vez que ouviu Megan falar tantos palavrões. Ele ficava assim com ela, descontrolado. Fora de si. Queria fuder, e queria ser o romântico de novo. Queria ela, e queria todas. Mas queria ela, principalmente. Era isso que o matava, não conseguia ter foco, não conseguia ficar com outras garotas do mesmo jeito que antes, tudo isto porque agora ela estava por perto.
Ele meteu mais fundo, com raiva. Com raiva dela. Mas a única coisa que viu em resposta foram seus gemidos altos e seus olhos se revirando. Ela mordeu seu pescoço com força, arranhando as costas dele até chegar em sua bunda, onde apertava com força, aumentando ainda mais o choque entre os corpos.
Se algum terceiro chegasse por ali, teria quase a certeza que estavam vendo dois animais procriando. Eles estavam estranhamente selvagens, se comendo, se arranhando, se mordendo. Aquilo era a definição literal da palavra fuder.
O que sentiam na verdade eram saudades, saudades um do outro, saudades de estar um com o outro. Tinham sido dois anos de namoro, dois anos agarrados. E de repente estavam longe novamente, como dois desconhecidos.
Era ódio e amor, eles não combinavam igual antes, mas agora combinavam mais. Estavam loucos e precisavam se resolver. Mas naquele momento, estavam tendo a sensação que não tinham há meses.
Porque Nico poderia ter pegado Cancun inteira, México inteiro. Mas nenhuma outra garota o fazia sentir aquilo. Aquela sensação tão boa que até mesmo refletia no sexo, o deixando mais intenso, mais gostoso, mais sexy, porque envolvia os sentimentos da sua cabeça até o seu coração.
O último gemido foi tapado com um beijo, e os dois vieram juntos. Os gozos se misturando, os olhos fechados e a sensação que chegaram ao paraíso.
Nico foi para o lado de Megan, arrastando a mesinha de centro enquanto respirava fundo. Ele ia falar alguma coisa, mas não sabia o quê. Era a pessoa mais misteriosa e fechada já existente na Terra. Temia que fosse assustar sua morena com algumas palavras fortes demais.
Depois que já tinham normalizado a respiração, Nico decidiu fazer alguma coisa.
–Você...
–Pode deixar, isso nunca aconteceu – Megan fechou os olhos – Você não precisa socar tudo que vê e voltar para as suas vadias de Cancun. Eu não vou ligar de você dormir com mais quinze hoje além de mim, não vou ter ciúmes, não vou ser a ex-namorada chata.
–O quê? – Megan se levantou, enrolando-se numa coberta numa das poltronas. Jogou um lençol mais fino encima de Nico.
–Não significou nada, eu capitei. Pode deixar.
Nico revirou os olhos.
–Megan... – ele levantou o tronco.
–Não sou uma das suas vadias, Nico! – gritou ela. Nicolas arregalou os olhos, que iam para todos os cantos da casa. Porque ele estava sendo tão óbvio? Ele trazia garotas para a casa e transava com elas no quarto. Ele nem havia reparado no fato que Megan percebia tudo aquilo.
Se fosse o contrário, bem... Ele já teria matado o próximo que entrasse ali dentro.
–Não, Megan- seu tom era sério e duro. Ele pegou em sua mão e a trouxe para perto – Você sabe que isso não é verdade.
Os olhos dela estavam marejados, e ela se odiava toda hora por estar daquele jeito. Era carne fraca, era toda fraca. Seu coração mandava em todas as suas ações. E se odiava todos os dias por isso. Nico a puxou para um abraço apertado, o rosto dela apoiando-se em seu peitoral.
–Você está todo dia com uma diferente – ela sussurrou – Porque você está assim, o que aconteceu com o meu Nico?
Nico olhou para um ponto. Boa pergunta, ele havia sumido em alguma parte do México, e não voltava nunca. Apertou Megan mais forte.
–Fica bem comigo, linda – sussurrou ele em seu ouvido – Me desculpa, o seu Nico não existe mais.
POV Thalia
Era o caralho que eu dava bola pra Luke ainda.
Annabeth e Megan, enquanto andavam pelo MEU quarto, ME julgando, tentavam me fazer acreditar que eu na realidade ainda gostava de Luke, e não de Leo.
Era óbvio que era mentira, Leo me fazia sentir bem, feliz, eu gostava de ficar com ele, beijá-lo... E só faltava uma única última sensação.
Tudo isso, toda essa besteira fora do normal totalmente desnecessária, era por causa de um pequeno acontecimento no luau...
Estava com meu querido Leo Valdez, bebendo vodca se não me engano, quando ao meu lado Luke passa com uma loira fora do normal. Alta, magra, e com os peitos grandes de mais para seu aspecto magrelo. A poucos metros de distância, o vi dando encima dela descaradamente. Foi assim que minha raiva saiu do normal, e eu senti que ia mata-lo ou mata-la a qualquer momento.
–Ei, Leo, eu vou pegar uma bebida mais fraca pra mim, ok? — Leo já estava meio bêbado, e apenas assentiu rindo um pouco. Fui até a mesa de bebidas, ainda com o meu copo de vodca se não me engano, e um coquetel.
Olhando para trás (totalmente desproposital) acabei trombando e jogando a minha bebida de vodca se não me engano em alguém. Infelizmente era a loira gostosona.
Luke arqueou uma sobrancelha pra mim, cético. E a garota deu um belo piti porque a blusa dela era branca e dava pra ver totalmente seus seios. Ela saiu em passos pesados. E Luke me olhou com raiva e foi atrás dela.
A minha maior raiva seja talvez a raiva de Luke. Tinha milhares de desculpas para minha pessoa ter agido daquela forma, mas ele nem sequer prestou atenção. Sua raiva era maior que tudo. Porque ele era assim? Porque ele tinha tanta raiva de mim?
A pior parte era saber a história das outras garotas, caramba.
Annabeth tinha beijado Percy, num novo lugar maravilhoso.
E Megan havia conseguido finalmente quebrar a barreira com Nico, vendo um filme com ele. Todos os outros meninos se abriam, cada vez mais, mas Luke continuava lá, cheio de ódio no coração.
No fim, era como se fosse um grande complô contra mim. Tudo tinha que ser diferente para... Não é como se realmente me importasse com Luke, estava feliz com Leo. Mas era ruim saber que tinha uma pessoa que me odiava morando no mesmo teto que o meu.
Às vezes pensava se isto não havia sido quem sabe culpa minha. Se estivesse esperado mais um tempo para ficar com Leo... Mas ao me lembrar de Luke com aquela loira não consegui sentir remorso.
Em algum momento da minha vida, sentia que poderia quem sabe tratado Luke de alguma forma diferente, talvez pior. Para tentar justificar seu ódio, mas em minha mente não me lembrava de realmente nada.
Annabeth continuava a andar no meu quarto.
–Thalia, isso é bom, sabia? Quer dizer que você não é um robô. Não é difícil assim parar de gostar totalmente de uma pessoa. Para mim, é meio que impossível. E sabe, eu também acho que você deveria ir devagar com Leo...
Arqueei uma sobrancelha, porque todo mundo me falava isto?
–Por que você acha isto?
–Bem... – Annabeth parou por um segundo, talvez pensando nas melhores palavras – Eu acho que você combina com a vida de solteira, e tinha vindo para o campus com esta intenção.
–E estou!
–Então vai com calma! – ela revirou os olhos. Megan tinha a cabeça na lua desde que tinha contado para gente do filme. Annabeth riu enquanto olhava para sua cara abestada. – Meg, o que você acha?
Nenhuma resposta. Revirei os olhos.
–Animal! O que você acha? – Megan arregalou os olhos.
–Tanto faz pra mim! Eu hein, eu vou me arrumar, porque agora eu tenho um show maravilhoso para ir.
–Todas nós temos – retruquei. Megan era totalmente lerda na maioria das vezes, mas estava exagerando dessa vez. Olhei para Annabeth, arrependida por ter chamado Megan. Ela apenas riu e foi embora.
Meu coração ficou apertado depois que fiquei sozinha no quarto. Minha cabeça se embaralhava apenas com a possibilidade de passar um show inteiro ao lado de Luke Castellan.
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