Notas iniciais
Olá! Gente, amanhã eu tenho uma prova bimestral de física e decidi postar aqui. Por favor, levem isto em consideração antes de me ameaçarem nos reviews. Aqui veremos um pouco mais sobre nossos boys e também vocês vão perceber que não existe personagem perfeito nesta fic. Boa leitura!

Annabeth entrando ali sentia-se simplesmente entrando numa casa com todos os pecados capitais possíveis. A música tecno embargava seu ouvido e parecia que a casa tremia, por mais que não houvessem tantas pessoas pulando.

Ela achou que tinha ido em festas suficientemente loucas, no ensino médio ou quem sabe na sua viagem. Mas aquilo, aquilo era simplesmente uma total loucura.

A música continuava cada vez mais alto, todas aquelas pessoas pareciam simplesmente viajando no seu próprio mundo, mas ao mesmo tempo viajando no mundo dos outros. Todos estavam drogados e se divertindo.

Annabeth sabia o quanto aquilo era divertido, por mais que soubesse que não podia mais usufruir do poder das drogas. Ainda sim, ela ainda era a favor do álcool, e ao pegar uma cerveja no fundo do refrigerador sabia que ia se divertir muito.

Olhou para o lado, a casa tinha mais ou menos uns dois andares. Ela não sabia ao certo as características do lugar que estava já que estava tudo totalmente escuro, em algum lugar da sua mente ela sabia que tinha um cara olhando diretamente pra sua bunda. Ela definitivamente não ligava.

Megan e Thalia haviam sumido.

Megan e Thalia estavam procurando o tal do Valdez, por algum motivo a única coisa que a punk conseguia pensar era em encontrá-lo, quem sabe ter uma conversa. Mas ele, sendo um dos planejadores da festa… Era bem difícil encontrá-lo.

Ela saiu da casa pela porta que ia até o jardim. Não era bem um jardim, apenas um lugar com um gramado e alguns bancos.

Uma fonte no meio e era lá que estava seu loverboy.

Megan pegou no ombro de Thalia, mordendo o lábio inferior de ansiedade.

–Ele está fumando — disse Megs para sua amiga, quase como num aviso. Thalia reparou um pouco melhor no grupo.

Tinha Leo, alguns garotos e algumas putas, literalmente, estavam sem roupa e se jogavam para cima dos garotos. Ele fumava um cigarro de maconha e bebia algo esquisito que Thalia não quis realmente saber.

Ela bufou, era óbvio que ele não era perfeito.

–Vamos — comentou a punk, dando meia volta.

Megan assentiu, aliviada. Mas não sem antes ver uma mão no ombro da sua amiga. Fazendo-a dar meia volta.

–Grace — a palavra saiu perfeitamente dos lábios de Leo, quase como uma nota musical. Megan arqueou uma sobrancelha, sem o cigarro na mão e o seu grupo estranho ele até era interessante.

Os cabelos castanhos eram ondulados e desgrenhados, os olhos eram espertos e maliciosos. O corpo uma delícia.

No pensamento de Megan.

–Leo — Thalia respondeu quase num sussurro — Eu não sabia que você tinha me visto.

–Eu não achei que você viria — ele respondeu, rindo. O riso dele era contagiante.

Thalia riu também.

–Nem eu.

Megan pigarreou, lá dentro a música parecia ter aumentado o volume e por algum motivo todos começaram a gritar, contentes.

–Eu vou te mostrar o lugar, vem — Leo riu, pegando na mão de Thalia.

Megan parecia séria, com uma sobrancelha arqueada. Mas foi puxada por Thalia e sentiu que não tinha outra coisa a fazer senão segui-la.

(...)

O sol parecia cada vez mais irritante para Annabeth, por mais que ainda fosse seis horas da manhã, seu salto agora parecia apenas agulhas em seus pés e a vontade súbita de deitar na rua e esperar se decompor era comprovação de que ela não estava nada bem.

Finalmente havia chegado em casa, queria de alguma forma bater nas suas amigas por terem deixado ela sozinha na festa, mas ao mesmo tempo estava preocupada por não tê-las visto mais por lá.

Pegou as chaves na sua bolsa, quase como uma zumbi. Demorou alguns minutos para saber qual era a chave que abria a porta da frente, mas enfim havia conseguido girá-la.

Gritou de susto ao se debater com uma garota dentro da sua casa.

E não eram Thalia ou Megan.

A moça parecia assustada, mas não disse nada. Tinha uma blusa social masculina no corpo e saltos na mão. Saiu correndo dali.

Annabeth parou por um momento, a boca aberta e a cabeça doendo. Só poderia ser uma ilusão, delírio de uma garota que ficou horas bebendo e ouvindo música muito alto.

Jogou as chaves na mesinha de centro da casa, a cabeça latejando de dor. Quase deu um grito mais uma vez ao ver os três garotos já acordados, tomando café na cozinha.

Eles pareciam animados e talvez até felizes, apenas Nico usava camisa. O que era algo realmente triste no ponto de vista de Annabeth.

Era muito difícil concentrar e formular uma frase diante daquela visão.

–Vocês também viram aquela garota sair daqui? — perguntou a loira, a única coisa que conseguia pensar era sua cabeça latejando de dor.

Percy sorriu.

–Sim, nós vimos.

Annabeth ficou um tempo parada, esperando mais algumas explicações. Eles faziam ovos e bacon e tomavam leite. Ela saiu dos saltos, sorrindo um pouco.

–E…?

Percy olhou para o lado, mas precisamente para a janela já coberta por raios solares.

–E…?

–Ela saiu da onde? Ou ela caiu aqui de paraquedas com a blusa de um de vocês três?

Luke coçou seus cabelos loiros cortados, bebendo mais um gole de leite.

–Não, ela saiu da minha cama.

Annabeth parou por um momento, quase num choque repentino. Franziu as sobrancelhas e depois olhou para os garotos. Os três olhavam diretamente para o seu rosto.

Ela deu um meio riso. Eles pareciam tirar um sarro da cara dela. Eles não haviam deixado bem claro que não era para vir garotas e garotos estranhos dentro da casa? Não, eles não haviam falado sobre aquilo. Mas Annabeth achou que aquilo era praticamente óbvio.

–Olha, Luke… Espera — depois veio na cabeça da loira o mais óbvio: Eles não ficaram presos em casa sem fazer nada como ela achou que eles ficariam. Eles haviam saído para algum lugar e Luke até trouxe uma garota para casa — Gente, vocês não viram a Megan e a Thalia chegando?

Nico parou de beber leite, quase engasgando.

–Megan não está com você?

Annabeth coçou os cabelos, voltando a pegar na sua bolsa.

–Não, ela não está comigo. Na verdade ela e Thalia estavam com o carro e eu com as chaves da casa…

Luke se levantou.

–E vocês se separaram por…? — ele olhou para o lado, os meninos se entreolharam preocupados. Annabeth agora começava a ficar nervosa.

–Eu não sei, Thalia ia encontrar com um garoto e eu fiquei na festa… Megan estava com ela. Aí simplesmente as duas sumiram.

–Garoto? — perguntou Luke. Annabeth não tinha certeza, mas ela sentia um toque de ciúmes no seu tom de voz, mas predominantemente tinha preocupação — Que garoto?

–Ah, ela conheceu um dos presidentes da fraternidade ou algo do gênero. Eu juro que não prestei atenção.

Nico agora já havia vestido uma jaqueta por cima da blusa preta.

–Porque Thalia estava se enfiando com presidente da Beta?

Annabeth revirou os olhos.

–Não sei! Porque a terra é redonda? Porque o tempo passa? Porque Thalia se mete em confusão? Perguntas difíceis.

De repente os três já não estavam mais calmos e felizes, e sim tensos e agitados. Percy pegou as chaves do seu carro. Luke já calçava os tênis.

–Porque vocês não podem simplesmente esperar elas chegarem? Eu também estou preocupada mas não é pra tanto… Elas sabem se cuidar.

Luke riu.

–Eu acho que não, se elas se meteram com o grupo que eu estou pensando que é… Se for com aquele maldito V…

A porta se abriu num baque mudo, Thalia ria igual uma louca e era seguida por Megan que também ria.

Annabeth expirou fundo, aliviada. Luke parou o que estava fazendo por alguns segundos, parecia assustado demais por vê-la ali. Era como se tivesse visto um fantasma.

–Como…? — a pergunta dele pairou no ar. Thalia parou de rir e olhou para os outros.

–O que aconteceu? Parece que viram um fantasma, credo. — ela voltou a rir. Subindo as escadas de casa.

Megan colocou uma mão no ombro de Annabeth.

–Por onde você se meteu? Foi muito divertida a nossa noite!

Nico olhava diretamente para ela, tentando quem sabe ler alguma coisa em seus olhos ou a sua mente. A cabeça de Annabeth agora latejava sem parar, como se houvesse alguém batendo num sino com muita força dentro da sua caixa craniana.

–E-eu… Os meninos… — ela queria dizer “Os meninos quase tiveram um treco de preocupação!” mas sua frase foi interrompida por Nico:

–Vai dormir Megan, seus olhos estão vermelhos.

Seu tom de voz foi tão autoritário que Annabeth não quis falar mais nada. Megan deu de ombos e subiu as escadas, assoviando de felicidade.

Os ombros de Percy relaxaram, ele coçou seus cabelos negros e olhou para Luke e Nico quase como se os fuzilasse com os olhos. Depois subiu as escadas.

Annabeth o seguiu.

Antes dele bater a porta do quarto na cara dela, ela pôs o pé na fresta da porta.

–Eu quero dormir, Annabeth — ele cruzou os braços — E você também deveria.

–Você vai ter a cara de pau de não me explicar o que aconteceu lá embaixo? — Percy riu, aquele sorriso molha calcinha que desconcentrava qualquer uma.

–Não sei do que você está falando, Annie.

(...)

–Puta merda hein! — quase gritou Percy. Luke abanou as mãos.

–Fica quieto! As meninas estão dormindo. — Nico estava deitado na cama, mexendo no seu celular centrado. Não sabia se achava ruim ou bom o fato que naquele momento as coisas estavam começando a pegar fogo.

–Ficar quieto? Você acha que Annabeth é burra? Ela já deve estar mais que desconfiada. Vocês foram… Foram… Amadores lá embaixo, sabia? Foi ridículo.

–Eu não sei. Pra mim eu achei que Thalia poderia estar sendo estuprada ou sei lá o quê — Luke coçou a testa — Foi uma reação, eu não sou um robô, ok?

–De acordo com os relatos ela ficaria muito feliz em ser estuprada — comentou maleficamente Perseu. Nico deu um meio sorriso, também malvado. Luke cruzou os braços, rindo sem graça.

–O que você está tentando dizer? Está falando que por algum acaso eu estou com ciúmes? É isso?

Percy riu, dando de ombros.

–’’ciúmes” eu não havia mencionado esta palavra em momento algum… — Nico riu, agora uma risada óbvia. Luke ficou com as bochechas vermelhas de raiva.

–Então espero que ninguém mencione a palavra ciúmes quando comerem o cu da sua loirinha — Percy ficou sério, engolindo o riso.

–Eu não ligo de comerem o cu da Annabeth, Luke.

O loiro parou por um segundo, agora sua vez de dar um sorriso malvado.

–E em que momento eu mencionei “Annabeth”?

Nico fez um “oww” e depois voltou a rir. Tudo estava ficando tão engraçado que ele até deixou seu celular de lado.

–Não seria meio triste se por algum acaso eu quebrasse este rostinho que você usa pra traçar umas garotas? — perguntou Percy agora com as bochechas vermelhas. Luke colocou as mãos para cima num gesto de rendição e riu, agora rodando na cadeira giratória do quarto de Nico.

Os três ficaram em silêncio por um instante. Nico voltou sua atenção para o celular, respondendo algumas garotas e bloqueando outras.

– Você acha que elas estão se metendo com gente perigosa mesmo? — perguntou Percy, agora sério. Nico se levantou por um momento, apoiando-se na cama pelos cotovelos.

–Tsc, tsc. Acho que não. Os caras não ficam assim tão visíveis. E mesmo que se fossem, elas nunca ficariam sabendo.

–Ou talvez sim. Talvez eles saibam que elas são ricas, que são as futuras fodinhas da Olympus ou sei lá o quê — comentou Luke, cruzando os braços. Percy assentiu.

Nico, porém, negou. Deu um sorriso de quem estava pensando em algo genial.

–Tem alguma coisa errada nesta história que os papis contaram. Eu acho que as meninas não falaram com ninguém sobre a empresa ainda, na realidade eu acho que Thalia fez tudo menos estágios e qualquer merda destas nas férias…

–O que você está querendo dizer? Que eles iriam inventar isto do nada? Coisas que poderiam até prejudicá-las?

–... Eu estou querendo dizer que eles poderiam fazer de tudo para nos parar. Inclusive nos fazer ficar contra as meninas para que elas pudessem nos vigiar — Nico se levantou, andando de um lado para o outro — Eu sei que Megan fica de olho naquelas ações na Olympus. Olha como ela anda agora, como ela age, veste. É a próxima herdeira. Eles sabiam que a gente chegaria aqui e veria ela, veria Annabeth toda centrada e que isto nos confundiria. Mas não me confundem, as meninas sabem o tanto ou até menos que a gente sobre o que acontece lá em Nova York.

–Você está querendo dizer que elas realmente saíram para se divertir ontem e não simplesmente fizeram aquilo para nos irritar? — fora a vez de Perseu perguntar, agora com as sobrancelhas franzidas.

–Talvez para irritar a gente sim, mas não no propósito que você está pensando.

–E isto está começando a me irritar! — Percy desencostou-se da mesa — Elas cooperam com eles sem perceber, e elas provavelmente cooperariam caso soubessem também. Muito bem armado.

–É claro que começa a irritar, elas são irritantes. Elas atiçam e… — passou pela cabeça de Nico algum universitário maconheiro comendo a cabeça da perfeitinha Megan O’ Conell. Isto o fez tremer da cabeça aos pés — E é por isto que estamos todos aqui.

Nico deitou-se mais uma vez, já aceitando o fato que era por isto que iriam passar dali pra frente. E que era uma armadilha que ninguém além deles mesmos sabiam que foi montada, e que eles mesmos iriam cair nela.

Ao entardecer, todos por algum estranho motivo haviam se juntado na sala de televisão. Um jogo pode fazer isto com as pessoas, além do mais quando é um time de nova york contra um time californiano.

As chances das pessoas ali se matarem era quase 100 em 100.

Yankees e Dodgers, era praticamente impossível aquilo dar certo.

–Isso é brincadeira, deste quando vocês gostam de beisebol? — perguntou Annabeth, o boné dos Dodgers, o melhor time da Califórnia, rodando em suas mãos. Percy riu, como se aquilo fosse brincadeira.

–Yankees é praticamente cultura em Nova York, você só pode estar brincando se estar surpresa de nós torcermos para ele.

–Vocês são os caras do basquete!

–E…?

–Eu odeio torcida adversária — respondeu ela, cruzando os braços. Thalia chegou com um balde de pipoca, rindo ao lado de Megan.

–O jogo já começou?

–Não — responderam Annabeth e Percy em únissono. Nico continuava concentrado no seu telefone, como se lá houvesse algo precioso. Pelo menos era isto que Megan pensava, Luke quase dormia no sofá.

No fim do jogo, todos estavam acordados e vibrando. O jogo estava pau a pau, mas no fim o Yankees acabou ganhando.

–E… acabou! — gritou Percy, rindo. Annabeth bufou, saindo da sala até a cozinha e pegando uma garrafa de cerveja.

–Eu acho isto ridículo, era óbvio que aquilo tinha sido um home run!

–Não existe argumento num home run, Annabeth! — comentou Nico, rindo um pouco. Pela primeira vez desde sempre, eles estavam sentados: Rindo e conversando.

Percy tinha um boné do yankees voltado para trás, o que só irritava Annabeth ainda mais. Ela gostava mesmo de beisebol, e eles haviam arruinado seu dia com seus agouros e a derrota.

Já havia anoitecido sem eles perceberem, e assim continuaram bebendo e bebendo.

–Eu juro que vou jogar esta garrafa na sua cabeça se você continuar falando deste jogo, Perseu! — gritou Annabeth, já um pouco fora de si. Percy riu, levando suas mãos acima da cabeça. Nico parou todos, agora sério.

–Eu tenho uma ideia melhor para esta garrafa!

Megan estava um pouco bêbada, mas não o suficiente e conseguia distinguir totalmente a sobriedade de Nico.

–Fala logo, Nico. — comentou Thalia, rindo. A mais bêbada da roda. Nico deu um meio sorriso, malvado.

–Que tal um jogo da garrafa?



Notas finais
Yeah! Adoro um jogo da garrafa! Escrever, é claro. O próximo capítulo será totalmente dedicado a este jogo e suas gostosas consequências. Deixem seus reviews, isto é um ânimo a mais para eu escrever. Beijos e até o próximo!