O Quarto Bloco - Coleção Strike.
3 Capítulo 2 - Os integrantes do Quarto Bloco
Notas iniciais
– “Tudo bem, que tal na Terça?”
– “Não! “
– “Na Quarta?”
– “Não!”
– “Quinta?”
– “Não!”
– “Sexta, Sábado, Domingo?”
– “Não!” – Minha última resposta. Nada contra Blake Carter mas ele não fazia meu tipo. – “Blake, eu já disse, você não faz meu tipo!”
– “Como quiser, O cara a sua esquerda se chama Oliver Janner, Ele é o diretor da Companhia. – Disse, na tentativa de mudar de assunto.
Meus olhos acompanharam a descrição de Blake, um homem descia de uma limusine preta, estava sendo fotografado, vários jornalistas o rodearam, na área que ainda eram permitidos enquanto ele sorria e acenava para sua plateia, Divisórias de cordas vermelhas separavam os demais jornalistas e curiosos do tapete vermelho em que Oliver Janner começava a caminhar. Trajando Black tie, era branco, tinha por volta de um metro e setenta e completamente grisalho. Ele voltou seus olhos para mim.
– “Ótimo, ele está olhando para você, Faça-o responder algumas de nossas perguntas.”
– “Blake, não precisa narrar tudo, estou vendo.”
– “Encare-o Mocinha, ele é a sua missão.”– Uma voz diferente surgiu em minha cabeça.
– “Quem disse isso?” Pensei.
– “Paul está aqui!” – Um soco acertou meu estômago – “Era para você está trabalhando de mordomo na festa.” Pensei, pouco exaltada.
– “Bom, Parece que o cara que roubei a identidade se demitiu hoje de manhã, eles me chutaram para fora.”
Uma risada um pouco aguda ecoou pela minha cabeça. – “Lili?”
– “Já estou aqui dentro Megan! Sou ‘acidente’ corporativa da empresa de cosméticos.”
– “Acidente?”
– “Assistente” – Ela se corrigiu – “Desculpem.”
Acabei rindo, mas transbordou de meus pensamentos, Segurei o riso quando um casal ao meu lado me olhou assustado, saí de perto, segui para uma fila que recolhia nomes.
– “Blake?”
– “Tudo bem, Paul colocou seu nome lá, ontem.”
– “Oi?” Ele disse um pouco perdido.
Oliver era o diretor da companhia Janner, Beirando os sessenta, tinha um vasto histórico com a corporativa, fornecia medicamentos para sessenta por cento dos países. Hospitais, pet shops, farmácias e postos de saúde.
– Nome, Por favor?
– Jannet Pills.
Ele revirou a lista e liberou a entrada. Entrei por uma entrada próxima da parede, onde o tapete vermelho se encontrava com um grande portão de vidro. Um dos mordomos abriu a porta para mim, agradeci e em seguida entrei.
– “A sim! O nome, eu botei lá ontem pela noite.” Paul se encontrou - “Lili estou dentro!”.
– “Megan, no canto esquerdo, ao lado da coluna com pinturas de Oliver Janner.”
Finalmente parei para olhar o lugar, Um grande salão redondo, com o chão de mármore e paredes de calcário, O salão estava cercado por colunas, cada uma com um quadro do mesmo homem em posições diferentes, Oliver Janner sentado em uma cadeira estofada e olhando seriamente para frente, ou segurando o chifre de um touro. Por toda aquela área espalhavam-se um aglomerado de pessoas, todos vestidos a caráter. Lili ela estava encostada perto de uma dessas pinturas, seus cabelos pretos e sua pele morena estavam radiantes junto ao seu vestido amarelo e lindas joias em seus dedos, pescoço e orelhas.
– “Você está Linda!” – Pensou Ela. – “Obrigada! Você também!”
Olhei um pouco para a esquerda em direção à um espelho. Meus cabelos estavam volumosos e com brilho em seu tom castanho claro, presos por um prendedor em formato de coroa, meu vestido longo que começava azul claro e terminava azul escuro, com uma pequena doze de purpurina, de forma que parecia uma Nébula Azul. Não aparentava ter dezenove anos.
Por um certo momento minha visão falhou, vi um computador, onde câmeras estavam apontadas para certos pontos da festa, um beco onde um mendigo compartilhava um sanduiche com um desnutrido vira-lata, e outra na frente da rua Vinnegan onde vários carros estacionavam, e no segundo seguinte minha visão voltou ao normal. Me assustei quando esbarrei em um mordomo que carregava um prato com bebidas, que agora, desabaram ao chão.
– Me desculpe – Me desculpei com o mordomo, me abaixei para tentar ajuda-lo. Mas ele recusou – “O que foi isso?”
– “Vocês estão Lindas!” Pensaram Paul e Blake Juntos.
Blake Carter tinha o dom de entrar na mente das pessoas, e as vezes extrapolava nisso, ele acabava assumido a consciência da pessoa e muitas vezes não conseguia controlar, era um efeito colateral da ligação que ele fez entre nossos pensamentos, mas isso não fora o caso.
Lili começou a rir mas no estante seguinte parou.
– “Oliver Janner entrou na festa!”
Muitos aplausos começaram, todos voltados a Oliver, ele agradecia levantando seu braço esquerdo, um mordomo apareceu trazendo um microfone.
– É necessário agradecer a todos pela sua presença. Eu, Oliver Janner, dou as boas-vindas a nova sede da empresa Janner.
Mais aplausos.
Quando Finalmente Oliver Janner acabou com seu discurso, Fiz o possível para ser notada, todos os convidados se dispersaram e Oliver não era mais o centro das atenções, apenas outro convidado. Ele voltara a cumprimentar pessoas. Em especial, ele me olhava, e minutos depois começou a seguir em minha direção. Era Lili? Talvez. Seu dom a permitia influir sentimentos o que afetava drasticamente no comportamento da vítimas. Atrás de Janner, Lili estava sorrindo para mim, e
– Senhorita! Ele estendeu sua mão.
– Senhor Janner! É uma honra. — Eu entreguei a minha e ele se curvou, a beijando. — Gostaria de agradece-lo por sua iniciativa em expandir a empresa para o ramo veterinário!
– Nós a ajudamos de alguma forma? Ele perguntou.
– Sim! Profissional e Emotivamente falando, sou Proprietária de uma cooperativa veterinária, onde em uma das filiais, um cachorro chegou trazendo uma doença que se alastrou por todos os outros, sua empresa foi essencial para salvar a vida de todos.
– É esse o nosso compromisso, senhorita...
– Jannet Pillsbure.
– É um prazer conhecê-la.
Dei um doce meio sorriso.
A festa continuava, já se passava das duas da madrugada quando Oliver fez o convite esperado.
– Vamos ao meu escritório? Posso mostrar alguns projetos, e talvez ouvir algumas de suas ideias. Ele falava de um assunto que conversamos durante a noite.
– “Já?” Pensou Blake
– “O sujeito “tá” quase se transformando em cinzas e “pega” mais mulheres que você, Blake carter.”
– “Cale-se, Paul idiota”. Ele falou, Lili Deu risadas.
Chegamos ao escritório rapidamente, me assegurei que Lili ficasse o mais próximo possível de nos dois, caso precisasse controlar Oliver, assim que subimos, ela nos seguiu.
Fomos pelo elevador, subimos apenas alguns andares. Imaginei que o escritório de Oliver fosse no último andar, o que não era verdade. Entramos por uma recepção e depois por uma porta acinzentada com barras de aço. Janner pegou em uma delas e a abriu, revelando outro grande salão, redondo, com uma mesa no fim, próximo as grandes janelas de vidro. Andei até a cadeira atrás da mesa, sentei e cruzei minhas pernas.
– Que tal um pouco de privacidade. Apontei para as câmera nos cantos da sala.
O próprio Oliver as tirou, com força das parede, a do canto esquerdo, a do direito ele prendeu uma figurinha que estava em seu bolso. Logo, veio a meu encontro, ele sentou em uma poltrona estofada, era a mesma poltrona de uma das pinturas que estavam na festa, Oliver pediu para mim ir até ele, fui em sua direção e sentei em seu colo. Deslizando minha mão sobre seu braço, cheguei ao pescoço. Apertei em um ponto e ele desmaiou.
– “Cinco minutos”. Disse em minha mente.
– “Ok!”, tem um plug de pen drive na CPU apenas encaixe-o e....
– “Eu sei como se encaixa um pen drive Blake!” Pensei, fazendo força para mostrar estar com muita raiva.
– “Ok garota!”
O computador tinha um sistema operacional diferente, próprio da empresa, para entrar em algumas pastas o computador pedia senha, mas Blake as tinha.
– “Ok, pode fazer sua mágica”. Disse.
Vi um programa completamente preto se abrir, tinha letras brancas e estavam sendo digitadas sozinhas.
– “Pronto. Acessei, pode cair fora Megan.”
– “Onde está Paul?” – Perguntei à Blake – “Ele já foi busca-las”.
– “Lili, vamos embora” – Informei em minha mente – “Lili?”
Levei um susto com um Baque na porta, dois homens uniformizados de preto carregavam armas, eles atiraram em mim.
Acordei com um impacto em meu rosto.
– Devo assumir nossa fachada, senhorita Pills, não fazemos medicamentos para animais. Garota estúpida! Agora diga: quem mandou você aqui?
– Onde está minha amiga? Disse, ainda zonza.
Ele deu espaço para esquerda e minha visão alcançou Lili.
– Ei, agente, acorde! Ignorei a dor de cabeça, lembrei do protocolo, identidade oculta o máximo que pudermos.
– Estou bem. Ela levantou seu rosto, estava suada, e seu rosto inchado, eles bateram nela. Sem dúvidas o homem que estava atrás dela, alto e moreno, ele tinha uma tatuagem em forma de dragao, que vinha do rosto, ao lado esquerdo, passava pela careca e depois para as costas, era difícil descrever, já que ele estava de frente para mim.
Rosnei.
– Eu vou acabar com vocês.
– Não, não vai, Vocês estarão mortas antes do amanhecer. – Mas antes vou fazer vocês falarem.
Ele estalou os dedos.
O homens tatuado pôs as mãos na cabeça de Lili. Fiquei com medo, pensei que pudessem quebrar seu pescoço.
“Por favor, não a mate” pensei, e antes que pudesse dizer outra voz surgiu em minha cabeça.
– “Megan?”
– “Blake?”
– “Graças a Deus, onde estão?”
– “Nos pegaram e....” Meus pensamentos foram engolidos. Avistei outro homem sentado no escuro, no lado direito, ele me olhou, como se estivesse me compreendo.
– “Tem um...”
– “Homem ouvindo vocês?” Uma nova voz falou em nossas mentes, Um homem alto e magro, de cabelos lisos e incríveis olhos azuis piscou para mim.
– “O que foi isso?”
– “Interrompa a ligação, Blake! AGORA!” Um som ecoou, algo como uma ligação sendo encerrada.
– Desgraçada. Disse o homem, ele andou furiosamente em minha direção e me deu um tapa com as costas das mãos.
Ignorei a dor.
– Você é um....
– Outra aberração! Como você e sua amiguinha. — O encarei
– Ora, ora, ora, mas que conveniente. Oliver disse, em seguida estalou os dedos.
O homem continuava com as mãos na cabeça de Lili, e algo aconteceu, suas mãos ficaram vermelhas, carregadas com.... Calor.
Os gritos foram ensurdecedores, foram, aterrorizantes e agonizantes.
– PARE! Gritava, mas não deu nenhum resultado, ele continuava, e em certo momento vi que os cabelos de Lili começaram a cair, seus lindos cabelos pretos agora estavam fumegando e abrindo feridas em suas orelhas e no couro cabeludo, Ela gritava.
– Eu falo, tudo que você quiser, Eu falo, Eu falo!
Ele parou.
– Nos contrataram – Disse ofegante. — para roubar arquivos que liguem vocês ao tráfico de pessoas.
Oliver riu. – Vou facilitar as coisas para você, não traficamos, querida Megan! — Ele deu ênfase no nome, delatando seu conhecimento sobre nós duas. — Nós sequestramos! e não são pessoas, São aberrações! Como vocês quatro. Ele se afastou. A princípio pensei que falava de Blake e Paul também, mas percebi que falava do homem da tatuagem, o homem magro e nós duas.
– Vão pegar as malas! Ele disse, por fim, e os dois homens sairam do quarto escuro.
Lili não parava de chorar em silêncio, aquilo estava doendo em mim.
– “Eu sinto muito”. Pensei.
– “Tudo bem – Ela respondeu — não foi culpa sua”.
– “Blake deixou nossa comunicação. Lili, preste atenção, seu dom, transporta emoções para as pessoas. Você precisa se concentrar agora, tente ignorar a dor, Olhe para mim! E sinta minhas emoções, faça o processo reverso.”
Ela há havia feito algo parecido, quando treinávamos nossa mira, ela era péssima, mas conseguiu sentira felicidade em Paul. E fazer a mesma coisa.
Ela olhou. Oliver Janner falava algumas coisas, não demos atenção.
– “Ok.”
– “Preciso que você sinta algo em mim, lembra do treinamento? Preciso que você nostalgie certa lembrança. Consegue entender?”
– “Sim!”
Comecei a pensar, pensei em uma aula de balé que tive quando criança, quando finalmente aprendi a fazer um piquê. Percebi que estava dando certo. Lili sentiu a felicidade desse dia, ela sorriu, e vi seus pés fazendo as mesmas coisas.
– “Agora a próxima!”
Lembrei das aulas de atletismo, onde corria com Meu pai pelas florestas e praias. Próximas de casa
– “Mais uma Lili, aguente firme.”
Por final lembrei das aulas de capoeira, onde aprendi a me esquivar quase que perfeitamente de qualquer ataque.
Os dois voltaram, segurando duas maletas prateadas eles deixaram na mesa e voltaram para seus respectivos lugares, O homem que fazia fogo com as mãos voltou para trás de Lili e o outro, voltou para a cadeira em que estava, no centro da sala.
Oliver fora a caminho das maletas, as abriu e de lá tirou uma espécie de telefone.
– Temos encomendas Novas! Disse ao telefone.
– “Lili, AGORA!” Gritei em minha mente.
O segundo homem virou para mim, e para ela, confuso.
Ela usou a ponta dos pés para a cadeira se mover 20 graus para trás, o suficiente para se jogar para trás, se afirmando no homem da tatuagem ele a empurrou e ela conseguiu fazer um pique, com a cadeira, de certa forma, que ela aproveitou a força do homem a ponto de se impulsionar para frente, pular, foi força o suficiente para quebrar a cadeira, Uma sorte inimaginável aquela cadeira ser tão frágil.
Ela fez tudo aquilo tão rápido que os três homens ficaram apenas olhando, ela se equilibrou com apenas a perna, sem as mãos, ela se levantou, tentou correr mais cambaleou, o homem loiro tentou soca-la, mas ela se esquivou como na capoeira, deslizou sobre o braço e jogou-se de cabeça em minha direção, quebrando a perna da cadeira e criando uma dor suportável em minha canela.
O impulso foi certo, assim que a perna da cadeira quebrou, eu apenas usei a raiva para fortalecer o chute que dei no rosto do homem magro. Ele girou.
– Vadia, ele gritou, vindo novamente para cima de mim.
Meu chute, fora suficiente para virar e cair de lado, a cadeira quebrou, mas as algemas não. Lembrei de movimentos de dança, Hip Hop. Girei as pernas acertando ele no rosto com meu calcanhar, me equilibrei de costas e depois com a cabeça, Meus pés se juntaram no alto, depois, juntos cairam para frente, eu me impulsionei e fiquei de pé. O homem loiro desmaiou.
– O que diabos é você? Perguntou Oliver.
– Meu dom me permite aprender tudo, mais rápido que o comum, eu nunca me esqueço de nada!
– Incrível. Clear Fire, pegue-a, mas não a mate, quero os dons dela!
"Quero os dons dela" Aquilo ecoou na minha cabeça.
Pela visão periférica vi Lili desacordada no chão, a pancada na cabeça com a minha perna e a cadeira com certeza havia causado o desmaio.
– Corri em direção ao homem chamas. Nunca vi ninguém como ele, nossos poderes eram mais básicos, como capacidade mental, mas os dele? Era sobre-humano.
Ele jorrou fogo em minha direção, me abaixei, deslizando pelo chão de joelhos, por debaixo das chamas, as luzes eram muito fortes, mas eu estava fora de seu alcance de visão. E antes das chamas cessarem dei uma rasteira e ele caiu para trás batendo sua cabeça no chão com força, me afirmei com o braço no chão, girei e consegui impulso para levantar.
Oliver estava no canto da sala, assustado. Me levantei.
– Por favor, eles me obrigaram.
– Não sou idiota, Velho estúpido.
Me aproximei dele e com toda força que ainda restava em minha perna, o acertei.
Assim que saímos daquela maldita sala, deixei todos aqueles monstros desacordados, e o homem fogo, morto.
Tivemos sorte de não termos saído das propriedades do hotel, estávamos no porão. E uma pequena janela para entra ventilação avistei a rua, estava amanhecendo.
– “Blake, Blake? Você está ai?”
Nada, Ele não respondia. Precisava de ajuda, Lili estava pesada, Rasguei um pedaço do meu vestido para conter pequenos espaços que saiam sangue, em sua cabeça.
– Megan?
– Lili, Graças a Deus você está bem? consegue andar?
– Sim – Ela se apoiou sozinha e com minha ajuda continuamos a andar por um pequeno corredor cheios de canos nas paredes. -Temos que sair daqui, não consigo falar com Blake!
– Fiz ele interromper nosso sinal, um daqueles homens podia ler nosso pensamentos, igual a ele.
– Aquele homem, fazia fogo, aquilo não era normal.
– Parece que nossos conhecimentos com dotados de habilidades são leigos.
Lili tropeçou quando chegamos a uma escada de poucos degraus.
– Vamos Lili só mais um pouco. Estamos quase lá fora.
Ela continuava tentando se equilibrar e com sucesso, chegamos a um último corredor, onde a palavra ‘saída’ estava escrita em um adesivo, próximo à ela.
Não soube o motivo, mas meus pensamentos alcançaram uma lembrança, um tipo de dejavu, Lembrei da última vez que vi meu pai, quando ele me deixou na sede do quarto bloco para uma missão.
A porta foi aberta pela minha mão esquerda, Lili ajudou com a sua direita. Dois carros pretos aguardavam Oliver, presumi, Três homens trajando ternos pretos conversavam, um deles tinha um sinal de nascença perto da sobrancelha, uma mancha preta do tamanho de um polegar. Sacaram as armas.
– Paradas! – Avisaram eles. – Parados vocês. – Retrucou um garoto no começo do beco. Moreno de cabelos lisos e rosto largo, usando óculos escuros e com uma camisa verde de Hockey, ele ficou parado no meio do beco. — Vão embora, Imediatamente. – Disse Paul aos homens.
Ele me olhou e em seguida para Lili, ele não mostrou emoções por sua irmã, mas dava para sentir o ódio em suas veias.
– Foram esses cara que fizeram isso com ela? – Perguntou — Não, eu cuidei deles!
Um dos homens gritou, em protesto. — O que? Ele levantou a arma e disparou em minha direção.
Fechei os olhos, não podia me esquivar, se fizesse, Lili cairia ou seria atingida. Ouvi um disparo e outro em seguida. Quando abri os olhos novamente, duas balas foram impactadas contra o chão, formando um ‘T’ a bala de cima estava amassada.
Paul estava com a arma na mão, ele havia feito aquilo de novo, interceptou a bala no ar.
– O que diabos é... O sujeito não terminou de falar. Um tirou acertou seu peito e no dos outros dois homens de terno. — Vamos embora.
Paul era o mais velho da equipe, tinha dezenove anos mas ainda uma criança, ele e Blake, sempre levando o nosso trabalho do jeito mais infantil possível, só que, acho que seja sorte, todos os quatro estarmos sempre em um entendimento, apesar de serem infantis cumpriam seus trabalhos sempre muito bem feitos.
A habilidade de Paul se resumia a seus olhos, uma delas permitia enxergar coisas como ninguém mais, a habilidade ‘olhos de mosca’, vira o mundo de uma forma diferente, dizendo ele, consegue ver tudo em câmera lenta, o treinamento de atirador fora moleza pra ele, outra habilidade que havia adquirido ao decorrer da juventude, era sua mira certeira, que NUNCA falhava. A segunda era a Habilidade ‘olhos de águia’ Enxergava muito além de qualquer um, ele sempre disse que acompanhava suas balas, nunca a perdia de vista.
Subimos no grande carro preto de Paul, com dificuldade ajeitamos Lili no banco de trás, Paul cedeu sua camisa de hockey para conforta-la. Achamos melhor deixa-la deitada. Removi o banco do carona, e o botei no porta malas, de forma que ficava sentada na chão do carro e conseguia manter Lili consolada. Em certo ponto, começou a ficar difícil, a Sede do quarto Bloco ficava três quilômetros fora da estrada, por onde percorremos não era asfaltada, então o carro tremia muito.
– Para de balançar o carro Paul! — Disse Lili. — Estou tentado.
– Vai ficar tudo bem. — Eu tentava acalma-la passando um pano em seu rosto, enxugando suor e sangue que as vezes saia de deformidades em sua cabeça.
No fim da rua se encontrava um largo muro repleto de plantas que cresciam neles, tinha quatro metros, O portão de madeira estava sendo aberto revelando o rosto de Blake, um pardo, alto e forte garoto nerd. Dentro dos muros, estava nossa casa de três andares, a sua esquerda ficava nossa academia e uma garagem e a direita Três painéis solares, eram nosso modo sustentável de energia. Assim que entramos o portão fechou.
– Finalmente vocês... — Ele parou de falar quando peguei Lili no banco de trás.
Um pensamento me veio à cabeça, as aulas de enfermagem que tive alguns anos atrás, quando estava em treinamento. — Abra a enfermaria Blake, preciso fazer a dor de Lili parar.
Algumas horas mais tarde Lili já estava bem, Foi difícil, ela não conseguia ficar parada e infelizmente tivemos que raspar seus cabelos, ela chorava, mas acho que não era dor, e sim tristeza, ela amava seus cabelos. Por sorte, sua pele não sofrera muito e em algum tempo ela voltara a ter aqueles lindos cabelos de volta.
– O que aconteceu? — Blake me parou na saída da enfermaria, Paul havia ficado com Lili.
– Fomos apanhadas, Parece que a expansão de ramos é apenas uma "fachada".
– Droga! — Ele me olhou, percebendo que não era uma boa ideia reclamar daquilo naquele momento.
– Conseguiu pegar os arquivos? – Perguntei, tentando esquecer um pouco o que havia acabado de passar — Sim! Estão todos salvos.
– Precisa cuidar desse olho. – Ele disse, Falando a verdade, nem lembrava que tinha ferimentos, foi apenas Blake comentar que a dor veio, por sorte, não passavam de pequenos arranhões.
Respirei fundo, o mais fundo que podia.
– Lili quase fora morta, e se não fosse por ela mesma eu estaria morta também.
Ele me abraçou, quando comecei a lagrimar.
– Foi assustador, os gritos dela foram horríveis. – Não conseguia parar de chorar. — Já passou, vocês vão ficar bem!
Foi bom ser confortada por Blake, ele era sem dúvida o melhor amigo que tinha, ele sempre sabia como me abraçar e muito mais, ele cuidava de mim. Depois de alguns minutos ali, me recuperei o suficiente para chegar a uma conclusão sobre Blake Carter.
– Terça! — Disse, em seguida ele me pegou pelo braço e me afastou. — O que? Mas e....
– Precisamos saber mais sobre os mutantes. – Mudei de assunto. — E.... mas....
– Ligue para Jill Verano, Blake finalmente entendeu que tinha conseguido o que queria, então decidiu não tocar no assunto. – Do departamento de informações secretas?
– Sim! Diga que pertence ao Quarto bloco! Ele tem dívidas com o meu pai. – Disse — Ele nos dará informações.
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