O Quanto Eu Te Odeio
6 5. Pintores nada profissionais.
Notas iniciais
— Acorda, Bela Adormecida. — DC gritou.
— Já acordei. — gritou de volta enquanto se espreguiçava.
— Bom dia. — acenou. Magali se deparou com folhas de jornal espalhadas pela sala. Do Contra arremessou um pincel para Magali. — Você é eficiente, hein? — ela sorriu.
— Blé. — DC mostrou a língua para ela.
— Amarelo? — perguntou surpresa.
— Não gosto de amarelo. — respondeu emburrado. Magali apenas deu de ombros.
***
— Opa. — ele murmurou rindo. — Foi mal.
— O que?
— Tinta. Seu cabelo. — DC disse enquanto descia da escada. — Vou te ajudar a limpar.
— Você deixou a tinta pingar no meu cabelo? — Magali apontou o pincel sujo de tinta amarela.
— Bem... Isso sai com água, certo?
— Não, não sai. — respondeu séria.
— E agora? — a voz de DC quase não saiu.
— Seu imbecil. — Magali pintou uma parte do cabelo negro do rapaz. — Não sai mais, DC.
— Por que diabos você pintou o meu cabelo?
— Sou uma pessoa muito vingativa. — a gulosinha sorriu. Então ela não agüentou. — Como você é idiota Do Contra. — Magali riu. Ela caminhou até a cozinha e encheu um copo de água, derramando na cabeça do rapaz.
— O que você...? — ele bufou.
— Nossa, nossa! Não sai mais. Ai, meu Deus. Por quê?
— Ah, é? Você vai ver. — DC correu com uma lata de tinta.
Eles correram pela sala, como crianças brigando por um brinquedo bobo.
***
— Nossa, estou com fome. — Magali disse alisando a barriga.
— Eu também. Mas não tem nada pronto aqui. — DC deu de ombros. — Além de biscoitos e salgadinhos. — ele disse pensativo.
— Podemos sair e jantar em uma pizzaria. — o rosto de Magali se iluminou.
— Está me chamando para sair? — o rapaz arqueou uma sobrancelha.
— Nã... — a moça sorriu maliciosa. Ela não tinha um centavo sequer. — Geralmente os homens pagam a conta nos encontros, certo?
— Sim. — DC respondeu inocente.
— Ok. É um encontro.
— Mas você me chamou para sair. Você paga. — ele apontou.
— Não. O único homem aqui é você. Seja cavalheiro.
— Ta aí uma coisa que eu nunca fui. — o rapaz riu.
— Por que eu divido um apartamento com você mesmo? — perguntou irritada.
— Por que você me ama, e me acha gatinho.
— Não, eu não te amo, e não te acho gatinho.
— Sério?
— Sério. Eu não sei como eu te agüentei por três meses.
— Já disse. Por que você me ama, e me acha gatinho.
— Arruma essa sala. E vê se toma um banho. Não vou sair com você nesse estado. — ela apontou, jogando o cabelo para trás. DC abriu a boca para retrucar, mas a moça já tinha entrado no banheiro.
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