O Quanto Eu Te Odeio

12 11. Jantar e namorados.


Notas iniciais
só para apimentar as coisas. hahaha

Quando Do Contra abriu os olhos encontrou a gulosinha do seu lado. Sua cabeça no peito nu do rapaz. DC acariciou os cabelos negros sorrindo. Ele levantou, deixando a moça sozinha no sofá. Seguiu para o banheiro lentamente, praticamente arrastando-se.

Magali rolou para o lado esquerdo, mas acabou caindo no chão. Ela se sentou coçando os olhos. Achou seu vestido preto jogado ao chão, juntamente com os sapatos e a camisa de DC. Levantou-se para procurar o moreno. A gulosinha caminhou para o quarto, ela fez um esforço para lembrar o que aconteceu na noite anterior. Sem sucesso. Ela voltou para sala quando ouviu um barulho vindo de lá.

— Bom dia. — ele acenou.

— O que fez comigo ontem? — questionou estreitando os olhos.

— O que nós fizemos ontem, você quer dizer. — respondeu esboçando um sorriso malicioso.

— Não minta, DC. — ela rosnou.

— Não estou mentindo. — sorriu naturalmente, dando de ombros.

Magali bufou furiosa e correu para o quarto. Na verdade eles não fizeram nada, mas DC não deixaria a oportunidade de fazer uma “brincadeirinha” com ela ir embora assim tão rápido.

***
--Uma semana depois--

— Eu quero te apresentar uma pessoa. — Do Contra murmurou.— Uma das suas vadias?— Magali rosnou enquanto descascava o esmalte preto das unhas.

DC arqueou as sobrancelhas rindo. — Surpresa.

— Não gosto de surpresas. — respondeu emburrada.

— Vamos jantar hoje. Nós três.

— Desde quando você toma decisões por mim?

— Até mais tarde, Mags. — ele sorriu e pressionou os lábios na testa da moça.

Como Magali estava de férias, ela resolveu sair com as amigas. O que era estranho, pois ela havia trabalhado apenas quatro meses.

Talvez as coisas sejam diferentes quando a sua “patroa” é a sua melhor amiga. Quando a gulosinha abriu a porta do apartamento, seus olhos castanhos cravaram em um enorme prato de espaguete. É claro que havia outras coisas em cima da mesa, mas Magali nem notou.

Em canto da cozinha, DC estava agarrando uma loira. Magali pigarreou, mas foi ignorada. Ela caminhou até a mesa, e derrubou um copo propositalmente, dividindo o mesmo em vários caquinhos de vidro. Do Contra pulou assustado, então ele abriu um sorriso aliviado quando percebeu que era a sua colega de apartamento.

— Ah, é você. — ele suspirou e abaixou-se para juntar os pedaços do copo. Magali sorriu secamente. Ela encarou a loira e se controlou para não voar em seu pescoço.

— Eu já volto. — disse entre dentes, lançando um último olhar para o casal.

Quando saiu do banheiro, ela concluiu que se voltasse para a sala mataria Carmem com as mãos nuas. Para completar daria os órgãos da moça para os vira-latas que ficavam em frente ao prédio.

Então ela teve uma ideia brilhante. Agarrou o celular e discou um número bem conhecido.

— Alô?

— Cas! É a Maga. Você está livre hoje? — perguntou enquanto roia o esmalte das unhas.

— Hey, Maga. Achei que você soubesse há muito tempo que eu sou um vagabundo. Portanto, sempre estarei livre. — ele riu.

— Passa aqui em casa, então.

— Certo.

Magali abriu um sorriso, e fez mais uma de suas dancinhas patéticas em frente ao espelho.

Quando ela ouviu a campainha tocar, correu para fora do quarto gritando. Ajeitou a roupa antes de abrir a porta.

— Bem, eu estava num barzinho aqui perto e... — Cascão murmurou, mas a gulosinha interrompeu jogando-se nos braços do sujinho.

— Que bom que você veio.

— O que ele está fazendo aqui? — DC sussurrou.

— Ué, você pode trazer uma visita e eu não? — ela fez um bico.

Notas finais
espero que gostem :333