O Príncipe e o Sapo

1 Promessas Não-Cumpridas


Notas iniciais
HELLO, INÊX! Saiba, antes de ler a fic, que eu te amo muito, e se cê não gostar, é só avisar que eu faço outro presente right away. Eu tô meio ashamed do que escrevi, mas se cê gostar, eu vou ficar ultra happy (ok? ok) Either way, fiquei muito feliz de tirar alguém que eu gosto muito, mas nervosa de ser alguém que I hold in such high steem q Sabe, queria te dar um ótimo presente, mas ultimamente não tenho gostado nem um pouco da minha escrita, então não tem nada que eu possa fazer, realmente, a respeito, sem deixar de te entregar o presente D: Bem, espero que goste xD (Não foi revisado, but will be soon!)

Ao longe, ouvia o relinchar de cavalos, os cascos batendo no chão, e mulheres conversando. Não estava focado nisso, entretanto; sua mente estava cansada, e se focava em coisas mais simples, como o fato de que a água do lago tremulava sob seu toque assim como a lama estava escorregadia sob suas botas.

Príncipe Tomás estava longe de casa, longe das montanhas do Sul, e completamente entediado. Não estaria assim não fosse um pequeno fato; príncipe Filipe, seu suposto anfitrião, estava desaparecido.

O palácio inteiro tinha entrado em caos quando a notícia saiu; era justamente a semana de aniversário da princesa Rosalina, quando muitos convidados importantes chegariam. Mais importante, quando muitos pretendentes viriam, e sem príncipe Filipe para recebê-los, tudo acabaria em desastre.

A princesa tinha ficado inconsolável com o sumiço do irmão e tinha se recusado a ver qualquer um de seus pretendentes, afirmando que preferia só vê-los quando seu irmão estivesse de volta.

Tomás era um desses pretendentes, e teria chegado só dali dois dias, se seu pai não tivesse vindo junto para ter certeza que seu filho chegaria adiantado. Protestara, mas sem sucesso. No fim, fez um acordo com o pai; iria ao baile de debutante da princesa do Oeste, porém só se o pai lhe desse o relógio de bolso de ouro de seu bisavô mais cedo. Era uma tradição de família dá-lo na coroação, mas realmente o queria.

― Só lhe dou, filho ― ele dissera, com o olhar sério. ―, porquê esse casamento será extremamente vantajoso. Precisamos da comida que estas terras férteis nos darão, e uma esposa lhe fará bem.

― Não lhe dou garantias de que o casamento se concretizará, pai ― tinha respondido. ― A princesa pode acabar não me escolhendo.

Mas seu pai não lhe deu ouvidos, e Tomás não exatamente fazia questão disso.

Abriu o tal relógio; era, realmente, muito bonito. O ponteiro era de rubi, os números de prata e todo o resto em ouro. Uma herança de um tempo antigo, em que seu povo era tão rico que ninguém ousava chegar perto de suas terras. Mesmo que hoje não tenha, exatamente, ficado pobre, seu reino tinha definitivamente empobrecido. A família não podia se permitir tantas luxúrias quanto antes.

Passavam das seis da tarde. Não se acostumaria com os dias mais longos daquele lugar. Sua terra era fria e nevoenta; o calor era uma companhia rara. Ali, ele era uma constante.

Mas nem tinha erguido o pé para se levantar, escorregou. O cansaço da viagem tinha deixado seus reflexos mais lentos, e acabou caindo de cara no pequeno pântano à sua frente, o relógio saindo de sua mão e de sua vista.

Do seu lado, um sapo coaxou.

Levantou-se e permaneceu encarando o local onde tinha caído o relógio, sem ver nada. Embora a água mal alcançasse seus joelhos onde estava, podia sentir que o chão descia vertiginosamente adiante. Tomás estava quase se agachando e tateando o lodo ao seu redor em busca de seu tesouro quando uma voz o interrompeu.

― Eu posso procurar para ti, sabes.

Era uma voz de homem, e ela vinha de um sapo. Tomou um susto tão grande que caiu novamente, e o tal sapo riu.

― Como podes falar? ― As palavras custaram a sair de sua garganta, mas quando o fizeram, seu tom era acusatório. ― És um sapo!

― Sou um tipo especial de sapo. E não vais conseguir achar teu relógio sem minha ajuda, humano.

― Então apressa-te!

― Não sem algo em troca ― o sapo retrucou, ficando mais ereto em sua pedra. O Sol ainda estava alto, mas Tomás sabia que ele logo se poria, e sem lanternas ou servos, não conseguiria voltar ao palácio, e não poderia voltar agora sem o relógio.

― O que desejas? Dou-te todo o ouro e todas as joias que tiver, só me traz meu relógio!

― Não desejo nada disso. Transforma-me em teu companheiro e leva-me contigo ao palácio, e trarei teu relógio.

Tomás, sem pensar realmente nas consequências, aceitou.

O sapo, então, mergulhou na lagoa, e passou poucos segundos debaixo da água, trazendo de volta o tal relógio. Depositou-o na margem, e o príncipe o pegou, grato.

― Agora, leva-me contigo e... ― Foi interrompido pelo chute de Tomás. O sapo voou para a água, onde caiu e afundou.

― Como se eu fosse pegar em uma criatura tão nojenta quanto tu! ― E saiu, não sabendo que estava sendo seguido por quem tinha maltratado.

― Mas, Alteza, fizestes um trato comigo! ― o sapo gritou, seguindo-o pela floresta. ― Não cumpres tua palavra?

–X-

Chegaram ao palácio meia hora depois. Tomás estava cansado e já tinha tentado chutá-lo para longe de novo, mas sem sucesso. O sapo parecia ter aprendido com seu erro e não deixava mais sua guarda baixa.

Entrou pela porta das empregadas; não queria ser visto todo sujo de lama. As tais empregadas, de tanta surpresa por ver um dos convidados tão desarrumado, o deixaram entrar sem mais perguntas e falharam em perceber o anfíbio que o seguia. O príncipe pediu que preparassem seu banho, limpassem suas roupas e chamassem seu pai. Depois, seguiu direto para seu quarto.

Lá, foi despido cuidadosamente por algumas serventes, enquanto outras enchiam a banheira. A maioria corou com sua nudez, e no lugar de envergonhar-se, Tomás sentiu seu ego inflar. Não era à toa que era considerado o mais bonito entre os pretendentes da princesa Rosalina.

Afundou-se na água quente e límpida depois de ter pedido que lhe esfregassem toda sujeira. Sentia-se um novo homem, tanto que esqueceu do tal sapo até que o ouviu pulando na banheira.

Gritou, e agitou-se tanto que acabou derramando água pelo banheiro inteiro. As empregadas entraram correndo, mas gritaram mais que o príncipe ao ver o sapo. E, no meio de tanta gritaria, finalmente o Rei do Sul, que estava esperando seu filho no quarto, apareceu.

― Mas que que há? ― gritou o rei por cima de todos, que se calaram imediatamente.

― U-um sapo, Majestade! ― uma das serventes mais corajosas gaguejou em resposta, apontando para o ser que tinha permanecido calmo durante toda a confusão. Tomás, só então se lembrando de sua existência, levantou-se rapidamente da banheira. As empregadas, assustadas com o movimento, gritaram novamente.

― Ah, por Deus, cubra-te, Tomás! ― o rei irritou-se, vermelho de cólera. Depois, virou-se para as empregadas: ― Saiam, saiam!

Todas deixaram o cômodo apressadas, os saltos de suas botinas ecoando pelas paredes. Nenhuma ousou chegar perto do rei, que olhou-as com ódio, e isso continuou até que os dois estavam completamente sozinhos.

O pai jogou para Tomás uma toalha, que logo usou para cobrir sua intimidade. O sapo, que até então permanecera quieto, se pronunciou:

― Majestade, estou aqui por causa de uma promessa não cumprida.

O Rei, que até então estivera no processo lento de se acalmar, ficou branco. O sapo não perdeu tempo, apressando-se para explicar.

― Sua Alteza perdeu seu relógio em um lago, e eu o peguei, em troca de me tornar o companheiro dele. Mas Vossa Majestade pode ver que ele não cumpriu sua parte da promessa.

― O sapo fala! ― foi a única reação que o rei conseguiu ter.

― Em troca do que teu filho me prometeu, desejo outra coisa, Majestade.

― Cala-te, sapo! ― o príncipe exclamou, com raiva. ― És um mero sapo, não tens o direito de falar conosco, a realeza!

― Não fales com um sapo falante assim, Tomás ― seu pai o repreendeu, pálido. ― Não sabes que sapos falantes são mágicos?

O príncipe se empalideceu.

― Na verdade, Majestade ― o sapo interviu. ―, não sou um sapo! Sou Filipe, o príncipe desaparecido, e fui enfeitiçado!

–X-

Depois de uma explicação detalhada da situação, tanto o príncipe quanto o rei tinham concordado em ajudar sob uma condição; Filipe daria a mão de Rosalina para Tomás.

Entrar escondido no quarto da princesa tinha sido mais fácil que Tomás esperava. Os guardas estavam desatentos, e os que os viram não se suspeitaram de suas intenções. A própria Rosalina só notou sua presença quando Filipe a chamou.

― Irmão? ― Virou-se rapidamente, com um sorriso no rosto cheio de lágrimas, mas logo se assustou com o que via; um príncipe desconhecido com um sapo na mão. Tomás ficou aliviado ao ver que ela era deslumbrante; teria de se casar com ela, no fim das contas. ― Que fazes aqui?

― Sou eu, Rosalina! ― Filipe exclamou em sua mão, rapidamente pulando desta para a cama, onde a princesa se encontrava sentada. ― Filipe!

― Um sapo! Guardas! ― ela gritou, assustada, caindo pra trás da cama. Tomás logo foi empurrado para frente quando a porta atrás de si foi aberta sem cerimônias pelos guardas, que vieram ver se havia algum perigo.

― Não! Rosalina! ― Filipe gritou, pulando para salvá-la por instinto, mas tinha se esquecido que era um sapo, e foi arrastado para o chão com ela. Na confusão, beijou-a, e se transformou em humano.

Tomás, do chão, observou o príncipe Filipe. Ele estava nu, como tinha dito que estava quando foi amaldiçoado. Suas costelas estavam roxas, provavelmente do chute que ele tinha desferido no lago, mas fora isso, imaculado. Sua pele, ligeiramente bronzeada, brilhava em comparação ao vestido escuro de sua irmã. Seu nariz era reto, e seu cabelo castanho. Seus traços eram angulares e fortes, mas bonitos.

Seus braços, flexionados pela posição, pareciam musculosos. E Tomás já estava descendo o olhar pelo resto do corpo dele quando reparou que ele ainda beijava a irmã.

Ela gritou novamente, o empurrando para longe. Filipe parecia assustado com tudo que tinha acontecido, seus olhos completamente arregalados, mas logo se recompôs, puxando os lençóis da cama para cobrir-se. Rosalina, ao ver o estado de seu irmão, desmaiou.

O pai de Tomás entrou dali a pouco, expulsou os guardas, e colocou a princesa na cama.

Presunçoso, ele a chamou de nora.

–X-

O casamento foi grandioso, e as bênçãos foram dadas por Filipe, mesmo. A noiva estava sorridente, mas isso nem se comparava com a alegria do noivo.

Era estranho o modo como Tomás, sempre que o olhava, não importava onde, enxergava-o da mesma forma que o tinha visto pela primeira vez; nu, deitado em cima da irmã, com os olhos arregalados e as costelas roxas.

Foi um prazer, depois do casamento, ver que elas tinham curado.

Notas finais
Ahn, sorry q Queria ter te dado um presente melhor, mas rolou muita treta na minha vida, e quando vi, faltavam dois dias pro AS. Corri contra o tempo, e deu nisso. Sorry, again q Coloquei Lime, mas nada mais, já que nem rolou beijo, mas eu acho que a última frase deixou bem implícito que eles fizeram mais, então não sei (?)Preferi final implícito porque, meu Deus, como que eu vou fazer esses homis se pegarem?? Non sei, só sei que rola, e rola bem rolado q
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