O Príncipe e a coroa- Interativa- Vagas Abertas
2 Capítulo I
Notas iniciais
Finalmente ele tivera dado o anúncio, algo tão esperado pelo público, por todos aliás. Julie tentava entender o quê o irmão sentia, mas não chegava nem perto. Izzy e Emma corriam pelo corredor imitando aviões e fazendo barulhos com a boca, Kat lia sua revista de moda, folheava as páginas sem interesse.
—Philip, acho que agora é sua vez.- Simon cutuca Julie.
—Minha vez de quê?- Philip não entende.
—Ué! Eu vou ter de participar dessa competição medievalista, Julie está noiva do russo e você?- explica Simon.
—Eu não sei, e nem quero saber. Com licença.- ele se esquiva do assunto, um guarda passa olhando para Philip, que retribui o olhar.
—Que dia ele confessara?- Julie negava com a cabeça.
—Não sei, talvez o dia que ele aceitar que é.- Simon dá de ombros, Julie assente e solta um suspiro frutado.
—Vamos brincar!- Julie larga correndo para alcançar sua irmãs, dessa vez foi Katherine quem bufou.
—Oba! — Izzy pulava em cima de Emma, que ajeitava a saia de seu vestido pomposo lilás.
—De quê?- Julie pergunta alargando um sorriso.
—Pega-pega!- Izzy gritou.
—Não! Uma princesa não brinca disso! Vamos brincar de bonecas.- Emma fala e Izzy revira os olhos com a bobagem que a irmã fala.
—Já sei, vamos brincar de...- Julie faz suspense.
—De?- as gêmeas perguntaram curiosas.
—De pique-esconde!- grita Julie eufórica. — Eu conto!
Enquanto Julie corre para uma parede do corredor, Izzy e Emma corriam para se esconder no imenso palácio, Julie começa a contar e acaba tirando a concentração de Katherine na revista.
—O Rei o chama no escritório real.- um serviçal fala para o Príncipe.
—Ok. Tchau Kat.- o Príncipe fica curioso.
—Tchau.- Katherine nem sequer olha para o irmão.
Enquanto o Príncipe caminha pelos imensos corredores que pareciam não ter fim, pensava no que seu pai falaria. Antes de bater á porta do escritório real ouve algumas falas rudes de seu pai.
—Não quero saber se sua filha estava doente, você trabalha para mim, e tem que cumprir com suas obrigações.- o Rei esbraveja.
Bato duas vezes na porta e ela é aberta por um serviçal assustado, passo pelo serviçal e sento na cadeira a frente do meu pai que andava de um lado para o outro.
— Quero falar primeiro sobre o anúncio, você cumpriu com sua obrigação, então faça valer o tempo em que gastei com você. Mas acho que você poderia esbanjar mais expressões alegras quando falarem sobre a Seleção, principalmente durante o anúncio, você pode ter estragado tudo por isso. Então hoje a noite no Baile Pós-Anúncio, esbanje alegria. E esta noite seus primos virão, então se comporte e não faça nenhuma bobagem.- o Rei contém uma expressão severa.
—Quando que você gosta de algo que faço?- murmura o Príncipe irritado.
—O que disse?- o Rei pergunta.
—Nada.
—Tudo bem. Então estamos intendidos?- o Rei ergue uma de suas sobrancelhas.
O Príncipe é dispensado com um aceno pelo pai, que rapidamente torna sua atenção para os papeis na sua frente.
Aleluia ele teria alguém que lhe entendesse, seus primos estariam a caminho com toda certeza e quando chegassem eles lhe entenderiam.
Eles sempre entendem.
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