O Prometido

16 Visita inesperada... Ou não


Notas iniciais
Gente, milhões de perdões pela demora. Meu pc coiso legal esse fim de semana e eu só peguei ele ontem antes de ir pro colégio. Mas eu voltei, e vocês vão querer me matar, então eu vou fazer maratona hoje e sábado.
Aproveitem e não me matem, por favor!

– Ártemis? – exclamei.

Ela sorriu – Olá... – ela parou quando percebeu que eu não estava corretamente vestido. Eu corei até a raiz dos cabelos – Bela cueca. – completou.

Se fosse outro deus, eu estaria frito. Mas era Ártemis, nós já havíamos dormido juntos e ela rasgou meu uniforme laranja no peito e nas costas. Me ver com uma boxer vermelha não seria nada. Infelizmente...

– En... Entra. – gaguejei. Comecei a sentir meu rosto queimando enquanto ela passava por mim olhando para minha cueca. – Pode esperar aí? Vou terminar de me vestir.

– Não precisa. Só vim te falar uma coisa – Ela disse em tom doce.

– E o que seria? – disse me sentando ao seu lado, nossas pernas se encostando. Tive medo de perder o controle e agarrar ela ali mesmo na sala.

– Você vai ter uma pequena surpresa amanhã. Vai sentar na sua direita na primeira aula. – ela disse. Então segurou minha coxa com a mão direita e me beijou. – Cuide-se.

E então se foi.

Subi as escadas com o sabor da boca dela dançando na minha, uma mistura de uvas e menta, doce e fresca ao mesmo tempo. Terminei de me trocar e desci para comer alguma coisa.

Peguei o telefone e pedi uma pizza meio pepperoni meio brasileira. Vinte minutos depois eu estava comendo uma fatia enorme de pizza brasileira e tomando Coca. Quando terminei fui escovar os dentes, vestir meu pijama e dormir. Papai provavelmente iria dormir na casa da nova “amiga” dele.

Enrosquei-me nos cobertores e dormi pesadamente, sem sonhos, vozes ou imagens desconexas, apenas com a voz e as imagens DELA.

Acordei com o despertador tendo um ataque epilético no criado mudo. Ele beijou a parede. Peguei o celular e digitei uma mensagem rápida pra Erika:

Acorda Capivara, eu ainda não te vi de uniforme!

A resposta veio à altura:

Capivara é teu pai, e você não vai me ver de uniforme, ouviu Halzito?

Pulei da cama, tomei um banho rápido, me troquei e desci as escadas. Preparei a cafeteira e a torradeira. Enquanto elas faziam o trabalho delas fui pro meu quarto pegar a mochila e tirar o Ipod do carregador, depois fui no quarto do papai ver se ele estava lá. Havia apenas um bilhete.

Hal, saí com a mãe do Jake. Não fica bravo comigo, é só hoje, eu acho. Prepara alguma coisa ou pede uma pizza pra jantar porque eu talvez durma com ela. Papai.

– Ook! Como se não soubéssemos disso papai. – joguei o papel no lixo.

Saí do quarto ajeitando meu fone e desci as escadas para tomar café, ou quase isso.

Agora, tenho que admitir, café de cafeteira é um pé no saco! Fica fraco, frio e claro. Prefiro quando papai faz café com um coador, é rústico, mas sai muito melhor. Eu não sabia fazer café assim, então me contentei com uma “água de batatas” como diz papai. Ele aprendeu a usar coador na viagem ao Brasil. É uma história engraçada, e papai a deixa mais engraçada ainda.

Terminei de comer e olhei no relógio. Estava atrasado. Passei a tipóia no braço direito e fui em direção a casa da Erika. Ela estava sentada na varanda ouvindo música. Vestia uma camiseta preta com o símbolo das relíquias da morte em branco, jeans e All Star bege. A alça da mochila era cheia de botons de bandas.

– Oooi! Vamos. – ela pegou meu braço e me puxou. – Viu, você não vai me ver de uniforme.

– Vou sim, um dia! – ri. Erika bateu em mim.

Chegamos na escola só para ver Jake e Jane se amassando.

– Jake, Jane. Ah cara, não aperta a bunda dela! – falei.

Jake mostrou o dedo do meio para mim e eu entrei na escola.

A escola parecia normal, ou quão normal é uma escola no primeiro dia de aula. Todos os alunos estavam conversando, alguns me olhavam quando eu passava quase correndo em direção a secretaria para pegar os horários.

Erika parou na porta da diretoria e me encarou – Eu bato e você fala?

– Não mesmo, se vira – disse batendo na porta.

A diretora Minerva abriu a porta. Foi estranho, ela quase nunca saia da diretoria e nunca sorria. Mas hoje ela estava com um sorriso de orelha a orelha, o batom manchado e espalhado por toda a sua boca e respirando pesadamente.

– Pois não? – ela disse sorrindo ainda mais. Ok, aquilo era bizarro!

Pigarreei para espantar a crise de risos que queria vir – Desculpe o inconveniente, diretora, eu vim aqui pegar meu horário de aulas.

– Ah, claro. Esperem um pouco. – e fechou a porta.

Olhei para Erika, que fazia um esforço monstruoso para não rolar de rir – Que houve com ela?

– Hal, acorda, só uma pessoa faz isso com a Minerva. O safado do seu pai foi na casa dela ontem à noite. Eu vi ele entrando de fininho quando eu tava abrindo a porta de casa. Ela mora em... – a porta se escancarou e a diretora saiu, agora limpa, segurando dois papeizinhos com os horários.

– Os dois estão no Segundo F? – ela perguntou ainda sorrindo.

– Sim senhora. – falamos em uníssono.

Ela nos entregou os papéis e nós fomos embora fingindo compará-los. Quando dobramos o corredor e passamos para um paralelo a direita Erika caiu na gargalhada. Nos sentamos no chão e rimos como dois loucos. Quando demos conta de que estávamos na escola, vários alunos nos olhavam curiosos querendo saber porque estávamos rindo. Jake e Jane nos olhavam balançando a cabeça miseravelmente.

Então meu coração deu um golpe de judô contra minhas costelas. Ela entrou radiante na sala da Profª Smith, passando por mim. Me levantei de supetão e entrei na sala dizendo desculpas para todos. Erika, Jake e Jane me seguiram para dentro e o sinal bateu.

Não podia ser ela! Ah, deuses, eu amo vocês!

Notas finais
Então, esse é o primeiro. O segundo eu vou postar de noite.
Mais uma vez, mil perdões pela demora, mil perdões pelos erros, mil perdões por ser chato.
Masenfim, mereço reviews? Comentem seus lindjos!