O Primeiro Forasteiro

10 Capítulo 17 e 18


Notas iniciais
Amores, mais capítulos para vocês. Amanhã ou no domingo serão os últimos que postarei aqui. preparem o coração. Beijos


Capítulo Dezessete

Os minutos que se seguiram até chegarem a casa do forasteiro foram de uma luta interna para o rapaz. Após as palavras de Bella sobre sua “responsabilidade” não foi fácil para ele não se martirizar ou se culpar pelo acontecido no passado, contudo estava disposto a deixar aquilo de lado e tentar ser feliz. E principalmente fazer a mulher a seu lado feliz.
— Se tiver desistido... tudo bem. Eu posso ir embora.
A voz de Bella o trouxe de volta a realidade. Nem percebeu que estavam parado em frente a casa dele.
Olhou para a garota a seu lado e viu nos olhos dela apreensão. Com certeza achava que ele, mais uma vez, desistia dela. Ela não podia estar mais errada.
Estendeu o braço e pegou a mão dela trazendo até seus lábios. Após um leve beijo sempre com os olhos presos aos dela disse:
— Me desculpe. Eu não quero desistir, eu apenas... — respirou fundo. — Terá que ter um pouco de paciência, Bella. Você sabe que sou um homem complicado, mas quero muito tentar. Quero que essa noite seja perfeita.
A garota com os olhos brilhantes novamente, como quando ele a viu quando abriu a porta de casa, lhe sorriu.
— Certo..., mas por que estamos na sua casa?
Foi a vez de Edward ficar inseguro. E se ela não gostasse do que ele havia preparado? Afinal Jasper a havia levado a um caro restaurante. Todavia não podia dizer a ela, ainda, que evitava ser visto em público, e por isso, não a levara a um restaurante.
— Pensei que nosso primeiro encontro poderia ser aqui...
— Ah — ela disse estremecendo e desviando o olhar do dele.
— Ei! — a chamou, — não estou pensando em nada mais que jantar e passarmos um tempo juntos — alegou percebendo o alvoroço dela. — Não precisa ficar nervosa.
— Tudo bem.
O forasteiro notou que ela relaxou um pouco.
— Espero que goste do que preparei.
Edward falou saindo da picape e fazendo a volta para abrir a porta para ela, ato esse que Bella achou extremamente sedutor.
— Obrigada... — agradeceu ao sair do carro. — Você cozinhou?!
— Não! Se eu o fizesse provavelmente teríamos que passar o resto do encontro no hospital mais próximo — brincou enquanto a conduzia para dentro da casa. — Eu encomendei a refeição de um restaurante. Chegou pouco antes de eu ir buscar você. Referi-me a se você iria gostar disto — falou quando abriu a porta que dava acesso a área interna da propriedade.
Próximo à piscina uma mesa havia sido preparada. Ela tinha uma toalha branca que descia até o chão. Estava decorada para um jantar refinado com taças de cristal e louça de porcelana francesa.
De onde a mesa estava posta, a beira da piscina se via o jardim interno da casa e do outro lado o mar. Certamente o local perfeito para um jantar romântico.
— Nossa! — a garota exclamou, nitidamente espantada.
— Gostou? — Edward perguntou interessado na resposta dela.
— Sim, está tudo lindo.
— Como a noite está agradável pensei em jantarmos aqui fora.
— Não poderia pensar e nada mais perfeito — respondeu a ele sorrindo.
Gentil, Edward puxou a cadeira para que ela se sentasse.
— Vou buscar nosso jantar.

Ambos partilharam a refeição em clima cordial. Não entraram em temas delicados. Acabaram falando mais sobre o relacionamento inusitado entre Emmett e Alice e sobre a recuperação da mão machucada dele. No fundo sentiam medo de estragar o momento com qualquer assunto mais serio.
Quando Edward viu Bella estremecer com a brisa do oceano a convidou para entrarem. Na sala confortável, a viu observar o lugar. Eles haviam dormido ali na noite em que ela o levara para cuidar de seu ferimento.
— Essa casa é incrível — comentou.
— É sim.
— Por que resolveu ficar aqui? Há casas mais próximas do centro da cidade.
— Eu a escolhi por que é mais afastada.
— Hum... pelo jeito você realmente procurava sossego — sondou.
— Sim. Você sabia disso... Bella... Eu já disse a você, sou um homem complicado. Terá que ter paciência para eu ir me abrindo com você.
Ela o encarou.
— E você irá fazer isso?
— Sim, eu vou, mas é difícil pra mim... há seis anos eu vivo sozinho...
— Tudo bem, eu não quero estragar nosso jantar pressionando você.
Ele se dirigiu para a estante equipada com a tela plana e aparelho de som de última geração, e antes que ela pudesse se sentar, uma canção começou a tocar Edward estendeu a mão.
— Acho que faz parte de todo encontro... — falou incerto — dança comigo?
Não tinha ideia se aquilo era verdade, inventou aquilo apenas para ter a chance de ter Bella em seus braços sem que ela se sentisse pressionada.
Ela suspirou assim que a musica começou a tocar e foi para os braços dele. Ficaram colados com os olhos grudados um no outro enquanto moviam quase em câmera lenta.
A mão dele, ainda com a tala na cintura dela e a outra segurando a mão da jovem com delicadeza. Em nenhum momento desgrudavam os olhos um do outro. Era como se tivessem sido enfeitiçados.
— Eu estava decidida a esquecer você — Bella disse — ontem quando estava com Jasper... estava decidida a me entregar totalmente a ele...
— Bella... — tentou interromper. Não queria escutar aquilo. Que por sua culpa quase a perdeu.
— Mas então essa musica começou a tocar... a canção que sempre me lembrou você — os dois pararam de dançar e apenas se fitavam intensamente. — Naquele momento não era Jasper que estava mais comigo naquele quarto de hotel... era você..., e eu — suspirou — não pude continuar...
Edward a segurou junto a si colocando uma das mãos na nuca dela não deixando a moça tempo para recuar antes da boca masculina tomar a dela em um beijo ousado e exigente enquanto a musica reverberava em ondas aquecendo os corações do dois.

Diga que me ama na minha cara
Eu preciso disso mais do que o seu abraço
Apenas diga que você me quer, é tudo o que importa
O coração está ganhando espinhos dos seus erros

Porque eu não quero me apaixonar
Se você não quer tentar
Mas tudo o que eu estive pensando
É que talvez você seja meu
Baby, parece que estamos fugindo das palavras para dizer
E o amor está flutuando para longe


Assim que os beijos e caricias entre os dois foi abrandando, Bella abriu os olhos encarando o forasteiro com mais um de seus olhares brilhantes que tanto deixava o rapaz encantado.
— Eu vou te dar uma chance, Edward, mas se você me magoar...
— Não vou! — alegou confiante. — Minha doce menina...
Voltaram a se beijar seguindo para sofá onde ela caiu sobre o estofado com ele por cima.
Os olhos de Edward a avaliaram de cima a baixo e a garota sentiu como se ele a acariciasse apenas com o olhar.
— Eu sei que falamos em ir com calma... — ele iniciou.
— Quero estar aqui — ela se apressou em dizer, — quero estar com você.
Ele colou a testa contra a dela respirando audivelmente, em busca de controle.
— É ótimo ouvir isso, mas acho que devemos ir mesmo com calma. É a sua primeira vez... tem que ser especial.
— Será especial se for com você — respondeu ela convicta.
Queria que fosse com ele, já havia decidido desde que se descobrira apaixonada por ele.
— Minha menina, não fale assim... eu não tenho todo esse controle.
— Não se controle — ela disse provocativa e depois mordeu o lábio inferior para não rir do rosto torturado dele.
Ele apoiou os cotovelos no sofá, as mãos foram para os lados do rosto dela.
— Por mais que eu queira, e você não faz ideia de como eu quero, acredito que você deva ter certeza disso...
— Eu tenho.
— Mesmo assim... eu ainda estou com a mão machucada e quando eu te fizer minha, quando fizermos amor eu quero ter as duas mãos livres por que vou tocar em você de todas as formas possíveis.
Ela hiperventilou quando imagens do que ele disse passaram pela mente dela como um filme.
— Mas... — ele continuou — não quer dizer que hoje não possamos fazer outras coisas — terminou com um sorriso malicioso.
— Então, me beije.
Ela pediu e não teve que esperar muito para ter seu pedido atendido sentindo seus lábios serem acariciados por lábios firmes. Fechou os olhos apreciando a sensação dos lábios dele vaguearem para seu pescoço, para a sensação deliciosa do corpo duro dele pressionando o seu. A mão de Edward acariciou a lateral do corpo dela fazendo Bella soltar leves suspiros de prazer.
— Posso fazer você se sentir bem, Bella — Edward sussurrou no ouvido dela.
— Me sentir bem?
— Sim... você sabe? Fazer você gozar.
As bochechas dela esquentaram além de outras partes do corpo.
— Você se toca não é? — ele levantou a cabeça a observando.
— Eu sou virgem, Edward, não uma freira — respondeu com um revirar os olhos.
Ele escondeu o rosto no pescoço dela rindo.
— Então, minha menina você quer? — voltou seu olhar abrasador para ela.
Queria sentir as mãos dele sobre si mais que tudo, contudo se sentiu intimidada em admitir. Nunca esteve intimamente com um homem.
Como não conseguiu dizer nada apenas assentiu. Fitando-a intensamente Edward aproximou o rosto e voltou a beijá-la.
— Não sabe como desejo você... — murmurou ele, com a boca colada a dela. — Como quero tocar em você, sentir você. Mas acho que devemos esperar um pouco mais. Você precisa me conhecer melhor, confiar em mim.
Eu confio, ela pensou, mas não disse. Principalmente por que ele começou a beijá-la de um jeito que deveria ser proibido. A jovem sentia que seu corpo se preparava para entrar em ebulição se logo não chegasse ao prazer que ansiava.
Edward deslizou a boca pelo pescoço dela seguindo pelo ombro afastando a alça do vestido deixando exposto um dos seios.
Seu corpo oscilou ao sentir a língua molhada e firme lhe acariciado no mesmo momento que a mão masculina lhe afagava delicadamente em seu recanto mais íntimo.
Ela se agarrou com força a ele, e fez força para tirar a camiseta que ele usava. Queria sentir a pele de sob seus dedos, no entanto Edward se retraiu desacelerando as caricias.
— Bella, minhas roupas têm que ficar — advertiu.
— Por quê?! Eu quero tocá-lo... — resmungou ofegante.
— Se você me tocar... eu não vou conseguir me controlar — avisou.
Ela iria contestar, porém ele voltou a lhe tocar a fazendo esquecer-se de tudo quando sentiu dedos grossos, os mesmos que viu dedilhar o violão tantas vezes. Naquele momento o corpo dela era o instrumento que ele tocava conseguindo arrancar suspiros e gemidos.
Bella sentiu o calor, sentiu a pressão em seu baixo ventre e mesmo tímida por ser tocada daquela forma pela primeira vez por um homem, se deixou levar fechando os olhos e emitindo um gemido de satisfação.
Ela tentou estabilizar a respiração antes de olhar para ele e ver um sorriso de orgulho masculino estampando no belo rosto dele.
— Você está ainda mais linda agora — ele disse fazendo-a sorrir.
O barulho do celular dela amenizou o clima de sedução no ar.
— É o meu pai — comunicou após olhar o aparelho. — Acho melhor eu ir.
A garota assistiu o forasteiro se sentar ajeitando o jeans, muito mais apertado na frente do que antes. Enrubesceu ao imaginar como ele deveria estar naquele momento.
— Vamos lá! — levantou animado. — Vou levar minha namorada cedo para casa para o pai dela saber que pode confiar em mim.
A garota sentiu o coração disparar.
— Namorada? Não me lembro de você ter me pedido.
— Bom, acredito que esse encontro é a prova que você precisava de que quero você de verdade. Que desejo ser seu namorado.
— Então é assim que termina todos os seus encontros? Com você pedindo a garota em namoro? — brincou, mas estava em júbilo.
Ele se aproximou fitando-a apaixonadamente.
— Não. Nunca houve nenhum encontro. Você é a primeira... a única, Bella.

Capítulo Dezoito

Acreditava que seu olhar entregava a todos a felicidade que estava sentindo.
Pela manhã Bella foi ao supermercado e jurou que as pessoas a olhavam de forma diferente. Talvez fosse o brilho no olhar dela que entregava que estava mais feliz do que o normal.
Tinha certeza que assim que Alice a visse iria reparar. Estava preparada para as perguntas indiscretas que a amiga faria. Nem isso poderia tirar o sorriso de seu rosto.
Chegou no horário para a limpeza do pub naquele dia. Estava ainda mais animada, pois a noite estaria ao lado de Edward. Dessa vez ele não seria apenas seu colega de trabalho, mas também seu namorado. Não conseguia evitar sorrir cada vez que pensava nisso.
Como de costume prendeu os cabelos em um coque ligou o som para iniciar a limpeza, mas parou o que iria fazer quando o viu parado a entrada do bar.
— Não consegui ficar longe de você — disse enquanto caminhava lentamente para ela — e saber que você estava aqui assim... — olhou para o corpo dela sugestivamente. — Não resisti em vir aqui.
Quando Edward terminou de falar Bella respirava ofegante. Feliz por vê-lo ali, mas muito mais excitada pela forma como a olhava.
Parou a frente dela, o que a faz olhar para cima já que ele era muito mais alto que ela.
— Gostou da surpresa.
— Adorei.
A mão dele se infiltrou no cabelo castanhos dela desfazendo o coque que há pouco tinha feito.
— Quando vi você aqui daquela vez, com essa roupa — passou o dedo sobre o pescoço dela descendo até o vale entre os seios — e dançando aquela musica... não sabe o tesão que me deu.
Bella estremeceu cada vez mais estimulada por aquelas palavras.
— Posso fazer uma dança daquela especialmente para você — provocou colocando as mãos sobre os músculos do peitoral dele — minha cunhada foi dançarina profissional, aprendi uma coisinha ou outra.
— Porra! — ele ciciou.
— Vai me beijar ou vai ficar ai...
Ela não terminou de falar. Sua boca foi consumida pela boca dele.
O jovem agarrou-a pelas coxas a colocando sentada sobre uma das mesas, colocando-se entre suas coxas deixando a posição altamente sugestiva.
Ela se aproveitou do momento e tocou a pele dele por baixo da camiseta sentindo os músculos rígidos.
— Bella...
Na voz dele não se identificava se o tom estava alertando-a ou implorando.
Os beijos se seguiram por um tempo até que ambos juntos resolvessem amenizar o clima quente.
— Eu quero você — confessou, sem se intimidar dessa vez.
— Minha menina... isso vai acontecer, em breve. Eu prometo.

Naquela noite pouco antes de começarem mais uma noite de trabalho, Emmett propôs um brinde ao mais novo casal.
— Eu sempre soube que você era a fim dela — disse o dono do pub matreiro.
Todos riram. Um clima leve estava no ambiente, e principalmente entre os jovens.
— Hoje com certeza a noite promete — Alice foi quem se manifestou maliciosa.
Bella apenas riu não se deixando tomar pela timidez.
— Vai cantar esta noite, Edward? — Emmett perguntou apontando para a mão dele ainda machucada.
— Sim, eu vou. Isso aqui não vai me impedir.
Mais tarde quando o forasteiro tomou seu lugar naquele pequeno palco com o violão em mãos Bella sentiu que tudo o que passara em sua vida fora por uma razão. Estar ali naquele momento.
— Olá, pessoal. Eu sou o Edward como vocês já sabem — os clientes riram das palavras do forasteiro. — Vou cantar algumas canções para vocês, mas hoje vou começar com uma em especial. Essa musica é dedicada a uma pessoa...
Os olhos dele buscaram e sorriu para ela, que pela força da emoção quase não conseguiu retribuir o sorriso.
Alice a cutucou para que demonstrasse algo para o homem que a fitava com o violão em mãos.
— Ah Deus! Ele vai cantar para você — Alice exclamou entusiasmada.
— Essa pessoa é muito especial para mim — ele continuou sem desviar o olhar de Bella. Algumas pessoas começaram a sorrir percebendo sobre que ele falava. — Ela começou a mudar a minha vida desde o minuto em que coloquei os olhos nela, então esta canção que se chama Kiss Me do Ed Sheraam, e é para você... — terminou sorrindo para ela.

Fique comigo
Me proteja, me abrace carinhosamente
Se deite ao meu lado
E me envolva em seus braços

E seu coração encostado em meu peito
Seus lábios pressionados ao meu pescoço
Estou me apaixonando pelos seus olhos, mas eles ainda não me conhecem

E com um pressentimento de que esquecerei, agora estou apaixonado

Me beije como se quisesse ser amada
Quisesse ser amada, quisesse ser amada
É como se eu estivesse me apaixonando
Me apaixonando, nós estamos nos apaixonando

— Isso é que se pode chamar de uma bela apresentação — a voz conhecida fez Amada olhar para o lado.
Jasper a encarava não escondendo o quanto estava magoado.

***

De olhos fechados o forasteiro se entregou a canção. A letra dizia tudo o que ele sentia por aquela garota que o conquistou de maneira irremediável e queria que ela soubesse o quão fortes eram seus sentimentos.
Contudo assim que abriu os olhos, quando encerrava a canção, seu coração foi tomado pela insegurança ao ver Jasper ao lado de Bella.
O que ele queria ali? Já não deveria ter ido embora? Será que veio contar a verdade a ela?
Eram as perguntas que passavam pela cabeça de Edward enquanto cantava. Seu olhar praticamente não desgrudava dos dois que pareciam concentrados na conversa que desenvolviam.
Por mais que estivesse temeroso, sabia que Jasper não o prejudicaria. Conhecia o caráter do amigo. Na verdade ele estava era com ciúmes. E se ela voltasse atrás e se desse conta de que ficar com ele não valia a pena? Jasper era um cara muito mais fácil.
Apresentava a última musica da noite, quando viu os dois se dirigirem para a saída do bar. Para onde iriam? Quase não conseguiu encerrar a exibição atormentado por não saber onde Bella fora com Jasper.
Assim que terminou, após agradecer rapidamente os aplausos que recebeu, saiu atrás dos dois.
Na noite escura foi possível vê-los perto do carro de Jasper. Ainda conversavam. Edward sabia ser errado escutar a conversa, mas não resistiu ao escutar Bella dizer:
— O que está querendo dizer, Jasper?
— Nada... apenas quero que saiba que se precisar de qualquer coisa... pode contar comigo.
— Não. Por que disse pra eu tomar cuidado? — Bella insistiu.
— Não é nada demais... é só... Você sabe que ele é um homem complicado apenas tente não se machucar.
— Ele é seu amigo.
— Sim, é. Eu... estou apenas magoado, Bella. Não dê tanta atenção ao que digo.
— Jasper... eu sinto muito por magoá-lo.
— Eu sei, linda. No fundo não é sua culpa. A gente não pode escolher por quem se apaixonar não é?
Aquela conversa fosse o que fosse já havia ido longe demais, decidiu Edward. Andou até os dois revelando sua presença.
Jasper nada disse de inicio, apenas encarou o forasteiro.
— Edward... nós estávamos... — Bella tentou explicar.
— Eu estava me despedindo — Jasper interrompeu-a.
O forasteiro se colocou mais próximo possível de Bella deixando clara a sua intenção de intimidar o advogado. Um lembrete.
— Pensei que já tivesse partido.
— Ainda não... — respondeu encarando Edward — eu queria me despedir de Bella corretamente.
Estava nítido que Jasper não se intimidara com a postura do forasteiro.
Ao olhar para Bella ele percebeu que ela estava sem graça.
— Bella disse que estamos namorando? — perguntou inesperadamente.
Observou Bella lhe olhar espantada. Sabia que estava agindo como um garoto infantil, mas não conseguia encontrar em si razão para agir de forma diferente.
— Sim. Ela me falou. Surpreendeu-me visto que apenas algumas semanas atrás você me garantiu que não tinha qualquer interesse nela.
A provocação era visível na voz do advogado, porém antes que o forasteiro pudesse responder Jasper se antecipou se despedindo.
— Está na minha hora — falou e depois dirigiu seu olhar para a jovem. — Se cuide e se precisar sabe como me encontrar... tem o meu telefone — voltou a encarar Edward.
Era um aviso, o forasteiro concluiu.
— Edward.
— Jasper.
O rapaz entrou no carro partindo em uma nuvem de poeira que pôde ser vista mesmo com a escuridão da noite.
Edward permaneceu parado até que os sinais do carro sumiram.
— Por que disse aquilo?
A voz de Bella o fez olhá-la. Ela parecia chateada.
— Como é?
— Você praticamente esfregou na cara dele que estávamos juntos. Não precisava disso...
— Ah me desculpe se magoei os sentimentos dele — ironizou. — Mas ter que sair do pub às pressas por que minha namorada saiu com outro cara talvez tenha me deixado insensível. Por que está tão preocupada com ele? Está arrependida da escolha que fez? — indagou também zangado, com ciúmes.
— Quer saber? Você é um imbecil! E pode ser mesmo que eu esteja arrependida — respondeu enquanto começava a caminhar em direção ao bar.
— Isso é fácil. Você tem o telefone dele. É só ligar que ele vem correndo feito um cachorrinho — disse com escárnio. Queria mascarar o quanto sentia medo de perdê-la.
Ela parou e se voltou para ele colocando a mão na cintura.
— Por que está falando assim? Pensei que ele fosse seu amigo!
— É meu amigo... ou era — respirou fundo tentando se acalmar. — É difícil ser realmente amigo de um cara que deseja a sua namorada, e que ainda fica falando mal de você pelas suas costas.
— Ele não disse nada que você mesmo já não tenha me dito: que é um homem complicado.
— Por que está o defendendo tanto? — não conseguiu esconder o ciúme no tom de voz.
— Ele é um cara legal que eu magoei, é por isso — ela explodiu.
Os dois ficaram em silêncio por um tempo.
— Olhe só pra gente! Um dia de namoro e já estamos brigando... — um suspiro escapou dos lábios dela. — Eu não sei... Será que vai ser sempre assim?
Edward reagiu. Com passos largos chegou até ela rodeando a cintura delgada com um dos braços. Na mesma hora Bella o abraçou colocando os braços nos ombros dele.
— Não! Isso não vai sempre acontecer... o que aconteceu hoje foi apenas eu sendo um idiota ciumento.
— Não precisa ter ciúmes — ela disse.
Ele colou a testa contra a dela.
— Eu sei. Como falei antes eu não sei nada sobre esse lance de namorar. Nunca me envolvi desse jeito antes com alguém. Pode me perdoar?
Em resposta ela o beijou. O encontro de lábios e línguas foi explosivo, como sempre acontecia quando estavam juntos. As mãos dela, instantaneamente foram para os cabelos dele sentindo a textura grossa entre seus dedos.
Encerraram o beijo, ofegantes.
— Me perdoe por ser um babaca. Eu estava fora de mim... cantei aquela musica idiota, achei que você estava gostando...
— Eu gostei! — ela o cortou. — Na verdade eu amei. Edward... nunca me senti tão emocionada... foi lindo.
— Gostou mesmo? — Ele parecia não acreditar que ela tivesse entendido o que ele queria dizer com aquela musica. — Eu sempre pensei em você quando escutava aquela musica — confessou um pouco tímido.
Ela riu do jeito dele.
— Isso é timidez, forasteiro?
Ele acabou rindo também. Em seguida ficou sério, intenso.
— Vem comigo para minha casa.
— Como?
— Depois do trabalho — pontuou — quero que passe a noite comigo.
Ele sentiu a hesitação dela.
— Sem promessas... apenas passe a noite. Poderá dormir no quarto de hospedes se desejar. Ou apenas dormir nos meus braços... quero apenas você perto de mim.
Suas palavras tiveram o efeito esperado. A jovem sorriu acenando positivamente.
— Sim, eu vou passar a noite com você.