O Preço
1 Prólogo.
Numa tarde de sábado, ela se encontrava sentada na varanda, contemplando o pôr-do-sol. Ela não sabia o motivo, mas o sol lhe incomodava... talvez fosse apenas sua palidez extrema, sim... talvez. Todos os dias, Minami ficava sentada na cama, observando o céu e o sol indo embora... para ela, era algo triste, solitário. Era como se algo mudasse de repente, uma icógnita.
Minami tinha 16 anos e estava no primeiro ano colegial, tendo o privilégio de estudar na conhecida Academia Silver. O colégio era conhecido por disciplina e 95% de aprovação na faculdade, com sucesso garantido. Era uma escola privada, onde os alunos dormiam na mesma e só visitavam os pais nos feriados ou férias escolares. Era uma disciplina rígida, porém privilegiada. Não era todo aluno que tinha dinheiro e inteligência para frequentar a Academia. Minami era a filha adotiva do diretor Kaien, uma pessoa respeitada na sociedade e muito rica, no entanto, amável.
A garota era de uma beleza estranha, mas sedutora. Cabelos longos, lisos, grandes, olhos violeta e pálida, muito pálida. A brancura da menina era tanta que os preconceitos contra ela eram diários, o que a fazia ficar cada vez mais isolada... só. Sim, Minami era uma pessoa sem amigos, sem ninguém. Falava pouco e apenas o necessário e quando solicitado. Era inteligente, mas não a melhor de sua classe. Era responsável e sempre agia de maneira correta, nunca desrespeitando as ordens de seu \"pai\".
- Takahashi-san, limpe para nós, ok? — Dizia o representante de classe, referindo-se a limpeza semanal da sala. — Temos coisas mais interessantes pra fazer.
- Sim, Representante. — Ela falava sem surpresa; era o que sempre acontecia, semana após semana.
Manami não ligava para o que acontecia, simplesmente obedecia, pois sabia que não tinha jeito: não tinha amigos para defendê-la daquelas injustiças.
Naquela tarde de sábado, Manami estava chorando novamente. Ela não mostrava expressão alguma, apenas deixava que as lágrimas caíssem e molhassem seu rosto. Eram lágrimas frias e transparentes de tal modo que deixava claro o sofrimento da menina.
- Eu sou sozinha... não sou? Kami-sama, o que eu fiz? — Perguntava a garota.
E logo a garota dormia, debaixo da luz das estrelas e da lua, aparentemente sua única amiga.
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