O Preço do Poder
9 Conhecimento
Notas iniciais
Os cavalos chegaram à entrada do castelo e os protestos de Merida chamavam a atenção por onde passavam, mas o jovem Macintoch aguentava tolerante aos tapas que a princesa exercia em si, chegaram no estalo e desceram do cavalo. Merida tentou correr em direção à saída com a intenção de retornar a guerra, mas o jovem não a permitiu.
–Princesa, acalme-se! – Ele não gritava, mas seu tom era tão alto quanto à atmosfera agitada do local. Ele a segurou pelos ombros com certa brutalidade já que Merida não tinha intenção de lhe dar ouvido.
–Por que fugiu? Podíamos ter ajudado Dingwall, ajudado os outros soldados que agora estão mortos! – Retrucou a ruiva, passando os braços com força no antebraço do rapaz quebrando o contato que ele tinha realizado.
–Nos não fugimos se ficássemos estaríamos mortos também. – Ele argumentou por fim, Merida estava ofegante e passou as mãos no cabelo tentando procurar a instabilidade de seus sentimentos naquele momento. E no fim, percebeu que só estava fazendo o que ela tentou evitar que os lordes fizessem que era, justamente, causar a própria morte sabendo o que aguardava se fizessem um movimento em falso. Aquilo era uma guerra afinal.
Jovem McGuffin observou de canto, seu olhar era atormentado, e ele preferiu adotar o silencio diante da discussão dos dois a sua frente. Estava chocado pela morte do amigo e rival e sua dislexia não ajudaria a ninguém naquele momento, ele foi o primeiro a perceber a presença dos lordes e da rainha que assustados com a gritaria saíram, no intuito de entender o que acontecia.
Elinor encarou os três, observou a aflição nos olhos da filha, seu coração doeu, mas assim como os lordes ela tentou entender a falta de um dos jovens no retorno. A rainha já tinha entendido, porém achou melhor que Lorde Dingwall dissesse a primeira palavra naquele momento.
–Onde está meu filho?
E de fato foi como aconteceu, até aquele momento Merida lutava com suas lagrimas, ela realmente não tinha apego emocional algum com o dessedente do clã Dingwall, mas se não fosse a sua inexperiência em campo de batalha o jovem ainda estaria vivo, se ela não tivesse tentado impedir os lordes de guerrear contra os poucos vikings e seus dragões ele ainda estaria vivo. Por fim, ela soube, a morte de Dingwall era sua culpa.
Ela andou com passos largos passando entre os lordes e sua mãe, que estavam parados próximos a entrada, ela tentou ser rápida, mas ao ouvir a voz da mãe chamar seu nome ela parou no começo da escada. Elinor se aproximou e teve a sensibilidade de não perguntar o que tinha acontecido no momento em que Merida abraçou-lhe procurando conforto, Elinor retribuiu o abraço, passando a mão carinhosamente nos cabelos rebeldes da filha.
.
Merida estava em seu quarto, a um bom tempo estava ali, e não sairia nem tão cedo, pensou consigo mesma. Talvez fosse melhor daquele jeito. Sua mãe, os lordes, todos, afinal estavam certos desde o começo, Merida ajudaria seu reino apenas se se casasse, não tinha outra utilidade aquele deveria ser o seu destino no final das contas.
Seria melhor daquele jeito.
Ela estava em sua cama, pode ouvir a movimentação do lado de fora de seu quarto, passos apressados passavam de um lado para o outro, mas Merida não queria ouvir, ela queria simplesmente desaparecer, esquecer-se da guerra, dos vikings, do mundo.
Merida nunca tinha se sentido daquele jeito, ela não se importava com seu futuro, por mais que seu coração tentasse converter sua mente perturbada de que ela não precisava delirar. Sua vida. Sua existência. Como se nunca tivesse corrido ou sentido o vento bater forte contra seus cabelos, sua liberdade, tudo tinha o seu preço. Merida soube naquele em sua quase loucura que deveria encher seu peito de coragem antes que o tempo lhe sucumbisse e levasse embora sua existência. Quem seria por ela se ela mesma não lutasse por si?
Ela estava confusa, mas guardaria seus sonhos e os seus por quês ou se fingiria de “mais um” e tentaria ser feliz daquele jeito, queria lutar pra mudar o seu destino e o destino de seu povo, eles não estavam perdidos seus destinos não estavam traçados. Não enquanto ela pudesse respirar. Pelo menos era o que o seu coração dizia, mas por frações de segundos ela estava decidida a ir contra seus ideais e aceitar sua sina.
Três batidas na porta foram o que a fez ver que seu corpo ainda se encontrava em seu quarto, e sua mente retornou em um sobressalto. Ela olhou a sombra em baixo da porta tentando decifrar quem podia ser, mas sem sucesso ela caminhou até a porta abrindo a sem cautela.
Era jovem Macintoch, que no momento ainda estava com o braço levantado para realizar mais batidas, olhava para baixo, e arrumou sua postura rapidamente quando viu que a princesa lhe encarava confusa e levemente irritada, mas ela não tinha nada em mente, nenhum dos jovens nunca chegaram ao ponto de incomodá-la no quarto então ela não sabia o que pensar.
–É... Oi princesa. – Ele pareceu nervoso, e Merida não deixou de reparar isso, ela tentou fingir que não sabia que provavelmente o pai dele tinha o mandado para se desculpar ou falar alguma coisa sobre o ocorrido pela manhã, mas ela não conseguiu quando revirou os olhos involuntariamente soube que quaisquer pensamentos de casamento teria que esperar sua próxima reencarnação.
–Você não precisa fazer isso. – Ela disse vendo que depois dos seus recentes movimentos só agravaram o nervosismo do rapaz que deixava claro que não sabia o que dizer.
–Não! Não foi culpa sua, ninguém vai te culpar pela morte de Dingwall. – Ele disse rapidamente colocando o pé evitando que Merida fechasse a porta de seu quarto, ela o fitou irritada. Mas ele continuou.
–Desculpa, eu deveria ter tido a sensibilidade de não te tratar da forma que te tratei hoje.
Os membros do clã Macintosh geralmente eram orgulhosos e extremamente arrogantes e essa descrição não era um exagero, uma vez que seus próprios integrantes assumiam tais características. Se jovem Macintosh estava usando aquele pedido de desculpa como estratégia para alcançar a princesa ele estava sendo muito esperto. E ele chegou a perceber o olhar surpreso de Merida que não demonstrou reação nenhuma, o jovem sabia que os Macintosh eram a melhor escolha ao trono, mas também sabia que não podia obrigar a princesa a escolhê-lo, infelizmente.
–Apenas vamos esquecer. – Merida disse depois de alguns segundos boquiaberta. Ficou mais alguns segundos para ver se o rapaz tinha mais alguma coisa a dizer, mas como ele ficou quieto, ela apenas voltou a fechar a porta do seu quarto, tentando intender aquela reação do rapaz.
[...]
O olhar de Soluço era raivoso, ele encarava o mar e seu horizonte apesar de sua mente estar trabalhando a mil. Ele não queria pensar em Minaz no momento. Já bastavam as lembranças de um dos melhores guerreiros de Berk, Soluço lembrava-se que em sua infância Minaz era muito próximo a Stoico e a Bocão, ele era ouvido. Tinha estratégias boas contra os inimigos e principalmente contra dragões.
Ele lembrava claramente do dia em que o homem estava à procura do ferreiro em Berk, ele próprio, para que o mesmo fizesse um elmo a partir do crânio de um perseguidor. Soluço o admirava naquela época. Mas muita coisa tinha mudado desde que ele ensinara a todos tudo o que sabia sobre dragões. E desde o dia que a arena fora transformada em uma academia, a lembrança de ver Minaz nas atividades em Berk eram quase extintas.
Soluço não tinha a capacidade de deixar Berk para trás, pelo simples fato de ser o líder, e saber exatamente o que era melhor para seu povo, se fosse tardio a decisão final de Berk, tudo bem. Soluço estava decidido a esperar por eles. Ele só desejava que eles não virassem os bárbaros que o povo de Merida acreditava que eram. Afinal, aquela era o primeiro reino que conheciam sem ser vikings.
–Banguela... – Ele chamou e o dragão que estava distraído com os peixes jogados no chão, levantou o olhar atento para ele.
–Eu sei que a ideia de partir e ir com Valka é tentadora, mas não posso esquecer a missão deixada por meu pai. Vamos voltar. – Ele disse um pouco vacilante, mas o dragão balançou a cabeça assentindo com a ideia e terminando rapidamente sua refeição se aproximou de Soluço e esperou que ele subisse antes de alçar voo.
Tanto Soluço quanto Banguela já estavam cientes do percurso até Dunbroch e já tinham até mapeado as terras que quando bem perto, sempre era possível enxergar o castelo grande de pedra, que Soluço interpretou ser a casa de Merida. Ele sabia que não era apropriado chegar formalmente. Primeiro: Merida escondia alguma coisa a ponto de não falar com seus amigos na presença de um viking como ele, segundo: ela se aproximou do castelo na companhia dele e fez questão de se camuflar nas folhagens para que os guardas não os vissem. Ele tinha conhecimento, e não devia ser nada sério.
Então silenciosamente ele observou aos arredores do castelo, viu varias tendas espalhadas e se desviou delas, olhoo dentro da primeira janela. Tinha um homem de cabelo preto e bagunçado conversando com um loiro tão alto quanto Stoico, e pode ver um menor, ele parecia triste e inconsolável, o que despertou a curiosidade de Soluço, mas alguém apareceu na janela, entretanto Soluço fora rápido em se abaixar e Banguela entendeu o recado e começou a descer lentamente para desviar dessa janela e continuar subindo para a próxima mais ao alto.
Tinha um homem na cama seus olhos estavam fechados e uma mulher de meia idade conversava com ele. O olhar dela era triste, mas ela tinha uma postura impotente, ela parecia mais atenta que os outros então Soluço decidiu passar rápido por aquela, indo a próxima que estava vazia, tinha apenas uma tapeçaria grandiosa, que Soluço não entendia muito bem os significados dos desenhos, e alguns outros trabalhos não terminados. Desanimou por segundos, mas ainda estava disposto a encontrar a garota ruiva, então foi à próxima.
Era uma escada e ele observou os três meninos ruivos correndo com uma expressão que parecia que estavam prontos para aprontar alguma travessura. Ele ouviu abaixo de si alguns guarda, ele olhou bruscamente para aquela direção, mas não era nada com ele, ele deu um tapa amigável para que Banguela continuasse e assim ele fez.
Finalmente. Ele viu a garota ruiva de cabelos cacheados dentro do quarto, ela parecia pensativa e andava de um lado para o outro enquanto resmungava sozinha como se estivesse brigando com alguém, Soluço bateu de leve a janela, e viu Merida se assustar no quarto olhando em direção da janela, ela correu perturbada até a mesma. Soluço deu um meio riso e apontou para cima. Ela entendeu a mensagem dele e assentiu com a cabeça, antes de ver o dragão desaparecer na sua janela.
Merida deu um pequeno belisco em seu braço para confirmar se não estava sonhando, depois caminhou apressada para fora de seu quarto foi em direção as escadas e deu de cara com Macintosh mais uma vez. Ela pensou se ele fora comandado a estar de sentinela da princesa.
–Princesa você está melhor?
–Claro! Eu tenho que ver a minha mãe. – Ela disse tentando parecer não estar nervosa, o que não deu certo, assim que ela passou por ele ele virou para a direção que ela tinha ido e retrucou.
–O quarto da rainha é para o outro lado... – Ele comentou desconfiado. Merida se perguntou por que de repente ela estava preocupada com alguém como aquele jovem, mas mantendo a calma ela se virou para ele.
–Macintosh... – Ela se preparou para responder, mas a presença de seus irmãos a impediu.
–Príncipes. – Cumprimentou o jovem e Merida lançou um olhar de ajuda aos irmãos, que intenderam o recado. Os trigêmeos sabia que Merida não queria casar, e sabiam que o rei logo ficaria bem e a coroa passaria para um deles, como era o normal, então eles não se importavam por incomodar os pretendentes da primogênita, desde que ela quitasse esse debito. Hubert lançou um olhar aprovativo a irmã, e, em seguida moveu calmamente um pouco ao lado enquanto segurava uma corda. Harris habilidoso pegou a espada do jovem e apenas correu. Ele encarou incrédulo e deu um passo para trás sem ver a corda que os outros dois seguravam, mas levantou-se rápido e correu em direção ao outro.
–Depois combinamos isso. – Disse Merida apressada, correndo as escadas abrindo o alçapão e vendo Soluço e Banguela encarando a moça um pouco impacientes. Ela parecia irritada para variar. Soluço subiu em Banguela e foi acompanhado pela ruiva que não disse nada.
Banguela levantou voo e quando já estava em cima o suficiente para não ser visto por ninguém no castelo ele foi em frente e apenas esperou que Soluço desse o sinal para descer.
Soluço estava confuso, não intendia as reações de Merida, que estava quieta, porém ele sabia que ela só esperava uma oportunidade para falar, se ele sentia que não ia se agradar do que ouviria ali. Ele disfarçava estar arrumando a calibragem de uma mola em sua roupa, ele ouviu Merida passar as mãos em seu vestido enquanto virava para ele com os braços cruzados e esperando ele se virar. Ele passou a mão em Banguela antes de se virar e dar de cara com os olhos azuis embaixo de sobrancelhas contraídas que o fitavam.
–Você não teve nada com o ataque de hoje também?
Era difícil acreditar que com tantos ataques ele não tinha nenhuma culpa, Merida custava a acreditar nas palavras dele, ela queria acreditar que podiam estar em paz, mas desejava que ele se colocasse no lugar dela, ou de qualquer outro de seu reino.
–Ataque?
Soluço parecia realmente confuso, ele arregalou os olhos e olhou para Banguela, ele respirou fundo e reconsiderou partir para resgatar dragões. Mas Merida continuou.
–Uma pessoa importante para o reino morreu. Era unigênito de um clã. E foi culpa minha. Vocês vikings com dragões, são forte sim. Era isso que queria ouvir? Eu sei que não somos páreos para vocês...
Merida não sabia o que dizer, depois do dia todo pensando na morte que presenciou, a única coisa que queria era esquecer. Uma coisa boa, pelo menos veio a lhe acontecer, sair do castelo. Mesmo que com um viking que ela esperava que nunca mais viria a vê-lo.
Mas já que o destino lhe concedeu.
–Eu sinto muito. – Soluço tentou uma aproximação, mas Merida se afastou e fechou os olhos tentando impedir que os mesmo viessem a marejar, ela negou com a cabeça.
–Foi minha culpa, se eu não tivesse entrado na frente de uma batalha que eu sabia a resposta ele estaria vivo.
Soluço congelou, afinal era aquilo que aconteceu com seu pai, se ele não tivesse entrado em uma batalha que ele sabia a resposta Stoico estaria vivo. Seria um bom e respeitado líder que ele não era. A culpa da morte de Stoico não era de Banguela, ou de outro inimigo. Era sua. Mas ele não sabia o que dizer para ela.
–Está tudo bem. Eu vou ficar aqui, até o sol raiar, eu não sei porque veio até a mim de novo, mas apenas não fale nada.
Ela disse com sinceridade e se aproximou do penhasco, o vento soprava frio a ponto dela passar as mãos em seu braço, mas ela se deitou a grama e encarou o céu estrelado com poucas nuvens. Aquilo acalmava a alma dela, o simples fato de ver a imensidão da natureza fazia ela se sentir melhor a ponto de não perceber quando Soluço também se deitou na grama perto dela, ela o olhava de canto, desconfiada.
–Dizem às historias que as estrelas são os olhos de um gigante que lutou bravamente levando seus olhos ao céu antes de morrer. Os deuses ofereceram todas elas a Skadi, sua filha, já que eles não queriam um confronto. As estrelas são os olhos dele. – Soluço disse tentando começar uma conversa, ele era pensativo e Merida percebeu isso enquanto o encarava, vendo que ela ficaria quieta ele continuou.
–Eu gosto de pensar que as estrelas são como os olhos do meu pai também. Eu me sinto confortado assim. – Ele terminou e olhou para Merida que apenas assentiu e voltou os olhos as estrelas, ela nunca tinha parado para enxergar as estrelas como olhos, mas era bonito pensar daquele jeito, isso queria dizer que Dingwall tinha seus olhos sobre ela, e que em breve, seu pai logo os teriam brilhando no céu também.
–Isso que você disse foi muito bonito. – Ela comentou com um sorriso. Continuou.
–Talvez em outras condições, teríamos sido bem próximos, quase amigos.
Merida tinha orgulho o suficiente para não conseguir ser amigável, Soluço que deu risada do comentário dela. Olhando rapidamente a expressão divertida da ruiva.
–Eu deveria agradecer? – comentou divertido e um pouco sarcástico.
–Não sei. Soluço, o destino te trouxe até aqui, você deve ter um papel importante para nós.
Merida disse sem pensar, foi quando percebeu que era a primeira vez que falara o nome do estranho rapaz, que pareceu estar tão surpreso quanto ela a ponto de se sentar e a encarar surpresa, Merida apenas desejou não estar corada pela sua ousadia, ela tinha chamado pelo nome, isso significava que ele tinha uma identidade agora? Ela não soube o que pensar a esse assunto.
–Obrigado, Merida. – Ele disse sorrindo enquanto se abaixava de novo, ele encarou Banguela que estava próximo e apenas lançou lhe de volta um olhar brincalhão o que fez Soluço rir-se um pouco mais, antes de voltar a deitar completamente.
[...]
–Finalmente terra firme. – Comentou Astrid para seus amigos que concordaram, ela olhou para o resto da população. Todos trabalhavam como nunca, tiravam tudo cuidadosamente dos grandes navios enquanto outros começavam a montar o acampamento.
Dessa vez ela seria elogiada, não era porque conseguiu pegar a ovelha negra em uma corrida, seria elogiada por ser uma viking.
Ela sabia que os outros vikings pensavam da mesma forma. Ela olhou em direção ao barco principal. Minaz tinha um sorriso ambicioso estampado no rosto, ela correu em direção dele, e ele percebeu a preocupação estampada no rosto dele.
–Algo te incomoda, Astrid? – Ele perguntou.
–Você vai manter a palavra que deu a Soluço não é? – Ela sabia como lidar com os vikings, ela era tão guerreira quanto ele, e tão respeitada quanto. Ele riu desgostoso.
–Vamos só pegar o líder. – Ele disse sarcástico, mas realmente estava falando serio, ele também tinha interesse em escravos, tanto para vender quanto para o seu povo.
–E suponho que já saiba quem é. – Astrid respondeu igualmente irônica, como se já soubesse a resposta, esperando que Minaz se contradissesse ao que tinha proposto na embarcação, entretanto o argumento de Astrid não diminuiu o sorriso do viking.
–A ruiva valente, Merida.
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