O Preço do Amor
23 Jogo de Sedução
Notas iniciais
A frustração estava se instalando dentro de mim lentamente, enquanto automaticamente eu fazia com que meu corpo continuasse a cumprir o roteiro de todas as noites.
Jogueis as diversas almofadas que estavam sobre a cama no chão sem cuidado algum e puxei com uma força demasiada o edredom, pronta para me lançar sobre a cama e ficar ali deitada e inerte durante toda minha vida.
Infelizmente, Klaus adentrou o quarto como um furacão me obrigando a olha-lo por algum tempo. Ele me fitava com intensidade, enquanto, travava uma batalha dentro de si.
Ri amargamente quando vi ele tencionar os ombros contrariado e caminhar em minha direção. Automaticamente levantei minha mão em resposta a sua proximidade e bufei irritada, sabendo exatamente o filme que se desenrolaria novamente seu me permitisse.
Desta vez eu não deixaria que ele me fizesse ceder com sexo, novamente. Ele parou próximo demais e ergueu as sobrancelhas curioso.
"Não." Ouvi-me dizer, enquanto desviava meu olhar dele. "Você não vai se atrever a toca em mim...Até que tenha aprendido a discutir nossos problemas como pessoas normais fazem, Klaus." Olhei-o corajosamente e recuei automaticamente quando vi um sorriso desdenhoso forma-se em seus lábios a medida que o entendimento surgia em sua mente.
"E o que te leva a pensar que isso fara diferença, Caroline?" Sua voz rompeu com minhas certezas, desestabilizando todo meu corpo. Suspirei cansada e dei de ombros desleixada. Ele não se importa! Como pude imaginar o contrario algum dia?
"Nada. Porque você e incapaz disso...Porque você certamente tem uma pedra no lugar de um coração... Porque sem duvidas alguma eu não represento nada para você, além do ridículo acordo que foi selado antes mesmo de sermos adultos." Suspirei ao ver a tempestade duvidosa que desenhava-se dentro de seus olhos.
"Que bom que você não e uma garotinha iludida, que certamente iria supor que sua declaração seria capaz de mudar alguma coisa dentro de mim. Certamente terá que lhe dar com o fato que nunca lhe devi fidelidade dentro desse casamento e, que agora que me nega o que obviamente tinha direito darei menos importância a isso do que algum dia dei!" E então ele se afastou tão rápido quando havia surgido e me deixou completamente quebrada diante de sua grosseria.
As lagrimas banharam meu rosto no momento em que captei o som da porta batendo com força e cai sentada sobre a cama.
Quão ingênua eu poderia ser? Como poderia ao menos supor que algum dia ele se importaria com os sentimentos que me recusei a aceitar durante todo esse tempo? Como pude ser que cogitar a possibilidade de vivermos em paz durante os anos que se seguiria e que pelo menos respeito ele seria capaz de demonstrar diante disso?
Engoli o choro, negando-me a parecer uma mulher fraca e respirei fundo afastando toda dor que esmagava e sufocava meu peito.
Minha cabeça latejava irritantemente, enquanto meus olhos acostumavam-se lentamente com a claridade que sobressaia da janela. Suspirei lentamente e movi-me tranquilamente na cama, enquanto arrastava-me para fora dela, me negando a me mostrar fraca para o homem que dormia tranquilamente ao meu lado.
Assim que me vi no chão, encaminhei para o banheiro e tratei de fazer todo meu ritual matinal. Voltei para o quarto pouco tempo depois e encontrei-o sentando na ponta da cama perdido em seus próprios pensamentos. Ao contrario do que ele sempre fazia, manteve seus olhos distantes da minha presença e completamente envolvido dentro de seus próprios devaneios. Ignorei sua presença e adentrei o closet em busca de uma roupa.
Passei algum tempo distraída com a quantidade de roupas que possuía desde que me casei com Klaus e mau perceber que ele me seguia com um olhar curioso, como se tentasse adivinhar o que se passava em minha mente, assim como havia feito durante tanto tempo.
Ignorei seus olhos curiosos sobre mim e voltei minha atenção para as roupas que estavam lá. Rebekah era muito prestativa e havia organizado tudo de uma forma tão funcional que chegava a irritar.
Entretanto, mesmo tentando não me afetar com a forma como o homem acompanhava meus movimentos, encostado sobre o batente da porta do lugar, eu me afetava.
Ele sorriu satisfeito ao perceber que eu finalmente havia parado e virando-me sua direção, lhe dando a atenção que certamente esperava. Provavelmente ele pensou que eu falaria algo e decepcionou-se quando isso não aconteceu. Ele bufou irritadamente, enquanto seus olhos buscaram pelos meus com agilidade.
"Temos um evento as nove da noite." Ele começou tranquilamente, enquanto sustentava sua mascaria habitual de frieza. "Esteja pronta antes das oito e meia." Ele esperou calmamente que eu lhe respondesse, entretanto, me virei novamente em direção as roupas dispostas em ordem de cores e dei de ombros.
Ele suspirou pesadamente atrás de mim e pude ouvir seus passos arrastados se afastarem do closet, algum tempo depois.
***
Estava jogada sobre o enorme do sofá de couro na sala da espalhafatosa mansão, enquanto sentia o sol quente e acolhedor aquecer minha pele lentamente, enquanto tentava inutilmente esquecer toda as sensações que insistiam em continuar ali: pulsando dentro do meu peito.
Rebekah entrou pela enorme porta principal de madeira envelhecida, sorrindo alegremente enquanto caminhava em minha direção, determinada.
"Que bom que está vestida adequadamente, cunhada." A animação ficava cada vez mais explica em sua voz e eu apenas dei de ombros desatenta. "Vamos sair para almoçar no centro de Nova Orleans...Está na hora da imprensa conhecer a esposa do bilionário Klaus Mikaelson, e depois iremos comprar um vestido adequado para festa beneficente que terá que comparecer com Nik, mais tarde.
Olhei-a com atenção nesse momento, analisando minuciosamente suas informações e suspirei irritada.
"Não estou interessada, Bekah." Falei, dando de ombros, enquanto sentava-se confortavelmente sob o sofá.
"Não perguntei se estava interessada, Caroline." Sua voz soou brava e eu sorri abertamente pela primeira vez no dia.
"Tenho vestidos suficientes para essa noite, você mesma os comprou." Apontei, enquanto ela bufava.
"Não tem não. Essa noite, será a noite que você e Klaus irão aparecer pela primeira vez como um casal! Não tem nada a altura disso, querida." Ela sorriu de canto de lábios e puxou-me pela mãos.
Levantei a contra gosto e puxei o ar lentamente.
"Não sabia que se importavam com imprensa." Comentei, enquanto ela me carregava porta a fora.
"Nossa imagem e importante, Caroline. Somos uma família fundadora e antiga de Nova Orleans, precisamos ter uma imagem perfeita diante de toda cidade...Obviamente eles não conhecem os negócios sujos de nossa família, mais apreciam nossa fortuna e autoridade aqui." Ela falou tranquilamente, enquanto me empurrou para dentro do carro e apenas com um aceno para o motorista, autorizando-o a dar partida.
"Certo." Resmunguei contrariada, quando ela se distraiu com uma mensagem em seu telefone.
Me limitei apenas a observar a paisagem pela janela do carro.
Estávamos no centro de Nova Orleans próximo ao bar de Kol, em um dos restaurantes mais caros do lugar.
Rebekah tratou de comunicar toda Imprensa que estaríamos no centro comercial tornando assim nossa aparição publica. Havia alguns fotógrafos espalhados estrategicamente por todo o centro.
Estava me sentindo realmente exposta diante daquilo, entretanto, a mulher a minha frente parecia muito confortável com a situação.
"Não fique com essa cara, Caroline." Ela vociferou em minha direção. "Sorria!" Resmungou baixo, enquanto bebia um pouco de vinho de sua taça.
"Não tenho motivos para isso... Sem falar no fato do quão desconfortável e estar sendo observada o tempo inteiro." Sussurrei irritada, enquanto alongava-me lentamente sob a cadeira.
"Não sei como não percebeu eles antes...Você vem dominado os tabloides desde o dia do casamento, querida." Olhei-a atentamente e ergui as sobrancelhas confusas.
Ela sorriu docemente, remexeu dentro de sua bolsa e tirou de lá duas revistas e entregou-me prontamente.
Observei a primeira capa que tinha estampada uma foto minha sorrindo vestida de noiva.
"Onde Klaus foi buscar a beleza em pessoa? E o que todos em Nova Orleans estão se perguntando desde que fotos do seu casamento vazaram!"
Bufei irritada e olhei Rebekah sorrir abertamente a minha frente.
"Abra." Ela deu de ombros, enquanto eu fazia o que ela havia me dito para fazer.
Puxei o ar com força quando ao abrir a revista percebi mais algumas fotos minhas e de Klaus durante a cerimonia.
"Fontes seguras nos disseram que a Princesa de Nova Orleans, Caroline Forbes Mikaelson, morou em Mistic Falls praticamente toda sua vida e, que durante muito tempo manteve um relacionamento com o Príncipe, Herdeiro principal de Mikael e Esther. De qualquer forma, podemos enxergar com nossos próprios olhos agora, o quanto ela se encaixa perfeitamente a família. Discreta, bonita e muito elegante! Tenho certeza que toda a população feminina de Nova Orleans daria tudo para estar no lugar dela não?"
Olhei mais atentamente as imagens que estavam ali e suspirei. Realmente parecíamos um casal que compartilhávamos de um sentimentos único que nos unia, naquelas fotos. Klaus sorria abertamente e mantinha-me sempre ao seu lado, toda vez que alguém tirava fotos nossas. Lembro-me de ter ficado tonta diante de tantos flashes naquele dia. Agora conseguia entender bem o porque daquilo.
Abri a outra revista folheando-a rapidamente até encontrar uma imagem minha sob a mesa de bar de Kol. Um sorriso furtivo desenhou-se em meus lábios e me vi curiosa para ler a matéria.
"Escolha errada?
Bom, certamente que toda Nova Orleans acordou histérica ao deparar-se com as fotos da nova senhora Mikaelson estampada em todos os jornais... Parece que a mulher frustrada por não ter tido a lua de mel que esperava, resolveu afogar suas magoas no bar do seu cunhado e dançar sensualmente em cima de uma mesa. Como será que Esther está lhe dando com isso? Logo nossa querida magnata que sempre se portou perfeitamente diante de Nova Orleans, fora arrumar uma nova tão inconsequentes...Será que pela primeira vez a escolha dela em relação a suas noras fora errada? Quais facetas iremos descobrir ao longo do tempo de nossa querida, Caroline?
Afinal parece que a mulher não ira se dobrar diante dos caprichos da família do marido e nem mesmo de Klaus...Até porque ela parece enfrenta-lo de queixo erguido nessa ultima foto, não?
Tão orgulhosa quanto ele. Parece que finalmente teremos algo interessante para falar em Nova Orleans agora!"
Joguei a revista sob a mesa e dei de ombros, enquanto bebericava um pouco do vinho que estava sob a taça.
Escolha errada? Quanta irônica falar de escolhas já que claramente eu não usei o direito de fazer a minha.
"Precisamos desfazer a imagem que você criou de inconsequente, Caroline. Nova Orleans precisa ama-la e odiá-la de forma igual." Rebekah sorriu passiva, enquanto analisava-me minuciosamente.
Ela suspirou derrotada, enquanto me olhava com atenção demasiada.
"O que houve, Caroline?" Sua voz estava assustadoramente controlada e isso me lembrava seu irmão. Embora, eu ainda não esteja completamente certa do que Rebekah pode representar, de alguma forma, me sentia acolhida e segura ao seu lado.
"Nada." Dei de ombros, observando o restaurante.
"Não seja tola, conte-me? Sabe que pode confiar em mim!" Ela insistiu. Olhei-a por algum tempo e suspirei derrotada.
"Posso? Posso mesmo confiar em você? Ou será que tudo que eu lhe falar você repassara para seu irmão?" Antes mesmo que pudesse controlar minha boca, as palavras já haviam fluido rapidamente.
Ela revirou os olhos como se esparasse por isso e deu de ombros, indiferente.
"Confie em mim! Não irei falar nada para Nik. Ele é meu irmão e não meu dono!"
"Ele parece mandar em todo mundo nessa merda de cidade." Resmunguei e ela riu. "Nos brigamos novamente! Isso foi o que aconteceu!" Dei de ombros, tentando esquecer tudo que ele havia me dito noite passada.
"Vocês brigam o tempo inteiro, Caroline." Ela apontou rapidamente. "Ele fez algo pra você ficar assim tão...triste?"
Olhei-a com mais atenção e me perguntei o quanto deveria confiar naquela mulher a minha frente. Amaldiçoei-me mentalmente por estar tão necessitada de desabafar naquele momento.
"Sua mãe esteve em minha casa ontem...Com um discurso feito, dizendo que eu poderia trazer seu garotinho de volta e..." Respirei fundo e vi ela sinalizar tranquilamente para que eu continuasse. "E eu acabei me contagiando com aquilo e resolvi ir conversa com ele em seu escritório." Tomei um ar e a vi se endireitar em seu assento. "Achei que poderia conversamos com duas pessoas normais, entretanto, esqueci que apenas eu sou normal nessa relação. No fim acabei saindo decepcionada de seu escritório e ele me seguiu pouco tempo depois afim de fazer com que nossa discussão acebasse em sexo! Como estava acontecendo com bastante frequência desde o casamento!"
"E você não permitiu..." Rebekah sussurrou mais para si própria do que para mim. "Isso explica o seu mau humor." Ela sorriu abertamente me fitando.
"E eu disse que ele não me tocaria até que aprendesse a conversa como uma pessoa normal e resolver seus problemas." Dei de ombros, quando vi os olhos dela se arregalarem e um sorriso divertido desenhar-se em seus lábios.
"E ele fingiu não se importar." Ela supôs.
"Não. Na verdade ele não se importa e deixou claro que não se fará fiel nesse casamento e se antes ele tinha alguma consideração, agora que lhe tirei seu direito, não se privará!" Terminei irritada, vendo Rebekah sorrir compreensiva.
"E ele fará...Certamente, Caroline. Ou fará parecer isso..."
"Não entendi?"
"Ele sabe que você vai até o fim nessa historia de greve de sexo, então, ele vai apelar para o seu lado ciumento."
"Eu não tenho lado ciumento, Bekah."
"Todas temos querida! E ele vai tentar usa isso contra você." Ela puxou lentamente o ar e me olhou fixamente. "E pelo pouco que conheço você ele já está conseguindo lhe martirizar com isso. Você esta abalada!"
Me retesei automaticamente e bufei irritada. Desviei o olhar e puxei o ar para os meus pulmões, me negando a aceitar o fato de estar com ciúmes dele.
"Não seja ridi..."
"Nem ouse negar...Esta na sua cara." Ela cortou-me prontamente. "Escute, eu conheço meu irmão! E vou ajuda-la a engolir o que lhe disse!" Ela sorriu diabolicamente e eu encolhi os ombros, temendo o que ela estava pensando.
"Não se preocupe. Digamos apenas que você o deixará tão louco, sexualmente falando, que no fim dessa noite ele estará implorando para que você esqueça essa historia!"
Olhei-a com atenção por algum tempo considerando sua ideia, e suspirei me rendendo rapidamente. Não havia nada nesse mundo que me daria mais prazer do que fazer Klaus engolir cada palavra que ele havia me dito na noite passada e seu tivesse que apelar para seus extintos sexuais, eu o faria.
Entretanto, depois de me ver dentro de toda a situação que Rebekah estava me obrigando a entrar, temi seriamente.
Deus até onde eu iria para simplesmente me vingar de Klaus?
Bekah havia me feito voltar para casa para me produzir conforme seu plano. E eu estava começando a querer voltar atrás nessa decisão maluca, entretanto, ela simplesmente se recusava a me escutar depois disso.
Nunca vi a mulher tão animada e determinada quando naquele momento. Ela estava a alguns minutos dentro do meu closet passando por entre as milhares de prateleiras que ela mesma havia organizado, enquanto, eu ficava cada vez mais tensa.
Ela sorriu ironicamente e voltou-se para mim, entregando-me uma calcinha fio dental azul rendada, enquanto voltava-se para uma blusa apertada e decotada. Pegou a mesma, enquanto analisava minhas calças jeans por algum tempo demorado e, por fim pegou a mais apertada e displicente que havia ali. Virou-se novamente em minha direção e me entregou as peças.
"Vista-se rápido!" Eu assenti automaticamente, enquanto me encaminhava para dentro do banheiro. Suspirei, frustrada, enquanto fazia como ela havia me dito.
Encarei-me no espelho por algum tempo demasiadamente longo e balancei a cabeça em negação. A imagem refletida ali, lembrava-me uma Caroline inconsequente e displicente quando adolescente.
Definitivamente essa não era a imagem que eu esperava encontrar no espelho. Eu não era mais uma adolescente para entrar em joguinhos de sedução, com um homem como Klaus. Afinal o que eu estava fazendo da minha vida? Que merda eu tinha na cabeça ao me permitir abrir-me de forma sincera para Rebekah?
Sai do banheiro antes que minha frustração me dominasse por completo e encontrei-a sorrindo, enquanto, observava meus sapatos. Ela me analisou por um tempo longo e sorriu satisfeita pouco tempo depois.
"Esta perfeita, Caroline." Entregou-me uma botinha de cano baixo de salto alto agulha.
"Isso é ridículo, Bekah! Estou parecendo adolescente novamente." Resmunguei contrariada.
"Essa é a intenção, querida. Você já sabe de todo o contrato que envolve seu casamento com meu irmão não sabe? Então sem sombras de duvidas deve saber que sempre estivermos de olho em você...Ou se não sabia, agora sabe! E definitivamente, Klaus adorava sua rebeldia na adolescência! Incluído a forma ousada e displicente que você vestia-se!" Pisquei algumas vezes processando suas palavras.
"Vocês me vigiavam?" Me vi perguntar, antes de poder controlar minha curiosidade e pela centésima vez me amaldiçoei.
"Vigiar não...Isso nos tornaria algum tipo de maníacos...Apenas cuidávamos de sua segurança, Caroline." Assenti lentamente me negando a me aprofundar nesse assunto.
Eu não estava pronta para entender que toda minha vida fora uma mentira e que certamente boa parte das pessoas que estiveram nela eram na verdade, tão mentirosos quanto a vida que um dia julguei ser real.
A vontade que eu tinha era de trucidar a mulher ao meu lado. Onde estava a minha cabeça quando aceitei ajuda dela?
Estávamos dentro do galpão onde os negócios sombrios da família Miakelson acontecia e, todos, definitivamente todos os homens pareciam me comer com os olhos.
E de fato era compreensível a reação de todos eles. Afinal era homens e eu estava definitivamente sexo sob pernas. Além da roupa extremamente apelativa que estava vestindo, tinha os meus cabelos soltos e extremamente bagunçados me deixando extremamente descontraída e com ar de pós foda e, como se não fosse o suficiente, Rebekah havia feito uma maquiagem extremamente delicada e inocente, em contra partida, de todo visual. Como se quisesse passar a impressão de que eu era apenas uma adolescente que mau sabia o efeito que poderia causar nos homens vestida daquela forma.
Porém, eu sabia exatamente o efeito que estava causando neles e isso me deixava completamente irritada.
Estava parecendo uma vadia!
Estávamos ali a exatamente uma hora e o plano dela dava indícios claros que falhado, porque não havíamos visto nenhum sinal de Klaus em todo aquele tempo. Olhei-a sugestivamente e suspirei derrotada, pronta a ir para casa, quando Marlon — um dos seguranças pessoais de Klaus — surgiu em meio ao Stand de tiros e caminhou em minha direção.
"Sra. Mikaelson." Ele me chamou e eu bufei irritada com a forma que ele havia me chamado. O homem soltou um breve sorriso e reformulou-se rapidamente. "Caroline."
Eu sorri abertamente desta vez, enquanto depositava minha atenção para o mesmo.
"Klaus está lhe chamando em sua sala, imediatamente!" Ele falou calmo, enquanto virava-se de volta a saída. Olhei Rebekah e ela sorriu segura em minha direção.
Segui o homem tranquilamente em todo caminho, tentando não me atentar aos olhares significativos que recebia durante o trajeto. Poucos segundos depois me vi dentro da sala de Klaus e percebi que ele não estava ali.
Suspirei aliviada por alguns segundos e me aproximei da sua mesa, observando alguns documentos de transações da Máfia, inclinei-me um pouco para observar melhor do que se tratava e ouvi um pigarrear atrás de mim, fazendo-me saltar de susto. Ergui meu corpo lentamente me aproveitando da oportunidade, suspirei rapidamente, e virei-me lentamente para encara-lo.
Perdi momentaneamente o folego ao ver o olhar intenso e questionador que Klaus me lançava. Sorri vitoriosa ao vê-lo engolir em seco depois de analisar-me minuciosamente.
"O que está fazendo aqui, Caroline?" Sua voz sairá mais rouca do que ele gostaria e pude ver o descontentamento explicito em sua expressão.
"Rebekah me pediu para ajuda-la a treinar tiros." Falei lentamente, fazendo com que seus olhos queimassem em meus lábios. Ele parecia hipnotizado, acompanhando todos os movimentos.
"Hm..." Foi tudo que ele respondeu. Passou-se alguns minutos até que ele finalmente voltasse a me encarar com curiosidade. "Sabe o que a maioria dos meus homens estão comentando essa tarde, Caroline?" Sua voz assustadoramente calma finalmente apareceu e eu me vi engolir em seco e temer momentaneamente.
"Porque deveria saber, Klaus?" Perguntei tranquilamente, escondendo meu nervosismo e sorri desafiadora. Ele soltou um suspiro longo e aproximou-se rapidamente. Prendi a respiração automaticamente e olhei-o atenta.
"Que a minha querida esposa, estava desfilando por ai, de uma forma tão sensual e fodidamente inocente que deixaria qualquer homem de pau duro." Sua voz soou tão rouca e baixa que todos os pelos do meu corpo se eriçaram automaticamente em resposta.
Afastei-me um pouco e puxei o folego com força. Sorri inocentemente.
"Que ridículo...E"
"Ridículo, Caroline!" Ele cortou-me prontamente, enquanto suspirava irritadamente. "Ridículo e o fato de você sair de casa vestida desse jeito e achar que não vai causar esse efeito em um homem!" Ele pausou demoradamente e dei de ombros.
"Eles estão exagerando, Klaus."
"Eu estou de pau duro, Caroline" Ele vociferou em minha direção e eu prendi o ar, olhando-o surpresa.
Por um momento eu pensei que fosse ceder diante dele e me lançar sob seus braços e esquecer tudo que ele havia me feito na noite passada, entretanto, como se imaginasse que eu pensaria nisso, Rebekah rompeu pela sala, fazendo com que eu me afastasse rapidamente.
Ela sorriu sapeca, sabendo claramente o que estava acontecendo ali e nem ao menos se abalou com o olhar raivoso e inquisitivo de Klaus em sua direção.
"Nos ainda precisamos comprar um vestido para você, Care." Ela sorriu passiva para Klaus. "Desculpe Nik, preciso deixa-la perfeita para hoje a noite." E antes que ele pudesse retrucar ela já havia me puxado para fora de sua sala novamente.
Respirei aliviada e sorri agradecida para ela.
***
Rebekah definitivamente sabia como deixar uma mulher bonita. Eu simplesmente deixei que ela escolhesse desde o vestido ao mínimo acessório da noite. Não estava interessada em nada daquilo, entretanto, ela fazia tudo com tanta vontade e animação que deixava claro o quanto estava satisfeita por tê-la deixado comandar a situação toda.
E a julgar pela imagem refletida no espelho, havia de fato valido apena me deixar ser conduzida por ela. Estava vestida num vestido longo vinho, com uma fenda tentadora até minhas coxas, tomara que caia e com um decote generoso e polido ao mesmo tempo. Meus cabelos estavam presos em um coque frouxo e desajeitado com fios escapando, dando-me um ar despojado e divertido e, na maquiagem ela manteve aquela linha inocente e contida. Olhos esfumaçados de cores neutras e pasteis, lápis de olho e mascara para cílios e nos lábios um batom rosa bebe.
Definitivamente eu estava realmente me sentindo extremamente bonita e sexy. E fazia bastante tempo que não me sentia tão poderosa como agora. Entretanto, toda minha segurança adquirida durante o resto da tarde depois daquele momento na sala de Klaus se esvaiu quando fui informada que encontraríamos apenas no evento.
Aquilo me atingiu em cheio e me deixou completamente desanimada. Pensei por algum tempo em simplesmente me livrar de todo aquele visual e me enfiar em baixo das cobertas durante toda noite e, me preparar para enfrentar a ira de Klaus pela madrugada.
Suspirei, derrotada, quando me vi entrar no carro que me aguarda a algum tempo do lado de fora da mansão. Não fiz menção nenhuma de conversar com o motorista e ele apenas fez seu trabalho em absoluto silencio. Quando finalmente o carro estacionou e eu tive noção do quão luxuoso e grandioso era aquele evento, agradeci mentalmente por estar vestida a altura e me frustrei ao perceber que teria que enfrentar tantas jornalista desacompanhada.
Puxei o ar com força, bloqueando todos meus sentimentos e preparei-me mentalmente para o que aconteceria a seguir, e sai do carro assim que a porta foi aberta. Surpreendi-me ao ver que fora Klaus e não o motorista que abriu a porta e sorri satisfeita por isso.
Uma sensação de alivio dominou minhas entranhas quando seus olhos me analisaram minuciosamente e um sorriso de satisfação predominou em seus lábios. Percebi seus olhos demorar-se na fenda do meu vestido e ele suspirar pesadamente, enquanto suas mãos alcançaram minha cintura de forma possessiva e protetora.
"Lembre-me de matar Rebekah." Ele rosnou baixo, enquanto me direcionava para entrada principal do salão. Onde havia milhares de câmeras e jornalistas apenas nos esperando.
"Não vejo o porque." Respondi perdida em meus próprios receios.
"Oh, eu vejo querida. E como vejo...Agora sorria e faça eles acreditarem que somos o casal mais apaixonado de toda Nova Orleans." Ele sussurrou lentamente em meu ouvido, fazendo com que todo meu corpo tremesse.
Sorri o mais abertamente que consegui assim que chegamos finalmente em frente a entrada e senti todos os flashes em nossa direção. Puxei o ar calmamente, enquanto tentava, não demonstrar o quando aquilo me incomodava.
"Caroline...Caroline, por favor, nós de um segundo do seu tempo..." Eu ouvi a mesma frase de diversas pessoas diferentes e me senti completamente perdida em meio aquela pequena multidão amontoada.
"Como se sente ao saber que é dona do coração do homem mais desejado de Nova Orleans?" Aquela pergunta se sobressaiu dentre todas as outras que estavam sendo proferidas. Senti o amargo se espalhar pela minha boca e meus olhos encheram-se de lagrimas rapidamente.
Dona do coração de Klaus? Quanta ingenuidade!
"Feliz. Certamente que toda a população feminina de Nova Orleans gostaria de estar no meu lugar, entretanto, eu fui a escolhida, acho que posso me permitir sentir-me realmente importante por isso, não?" E novamente antes que eu pudesse controlar minha língua, as palavras haviam fluido com facilidade.
Klaus me olhou incrédulo e parou de caminhar quando percebeu que eu estava disposta aquilo.
Na verdade eu não estava disposta. Havia agido por impulso novamente. Tudo que eu gostaria era me enfiar dentro daquele lugar e arrumar algo forte o suficiente para me deixar tonta, para beber.
"Como a relação de vocês começaram? Quer dizer, antes de vocês subirem ao altar nunca nem havia tido boatos de que existia um noivado?" A mesma jornalista perguntou, enquanto todos os outros esperavam ansiosamente por uma resposta.
"Somos reservados...Gostamos de privacidade!" Respondi automaticamente, enquanto Klaus sorria ao meu lado.
"Reservado? Então o que foi aquilo um dia depois do seu casamento no Bar do seu cunhado?" Olhei-a embasbacada com a audácia da mulher e bufei irritada.
"Ora, Jessica, acredito que você como mulher deve entender bem o quanto vocês fazem atos impensados quando estão brava com seus conjugues." Klaus veio ao meu socorro se pronunciando pela primeira vez na noite.
Respirei aliviada ao seu lado e sorri agradecida.
"Vocês já estão pensando em herdeiros? Certamente que deve haver um pressão sob vocês sobre isso, Klaus precisa de herdeiros e família e estritamente tradicional nessa parte!" Engoli novamente em seco, sentindo todo meu corpo tencionar e busquei o ar com força.
"Teremos tempo para isso." Respondi rapidamente. "Acabamos de nos casar, com certeza a família tradicional de Niklaus entende perfeitamente isso." Suspirei, ao ver que o homem que havia feito a perguntar considerar a resposta.
"Klaus, você concorda com sua esposa?" Ele insistiu e pude ver o homem ao meu lado tencionar os músculos em reposta. Definitivamente Klaus não era o tipo de homem que pensava em constituir família, porque eu nunca vira ele tão pálido quanto naquele momento. Entretanto, rapidamente ele voltou a sua frieza habitual e sorriu tranquilo para o jornalista.
"Certamente. Como já foi pontuado, nem mesmo a lua de mel tivemos tempo para concluir já que tivemos que voltar por conta de negócios importantes! Quem sabe daqui a alguns anos, não e querida?" Ele me olhou fixamente e eu sorri sem jeito diante daquele olhar incriminador.
Ele estava certamente me culpando por ter dado espaço para eles ali. Suspirei aliviada quando ele voltou sua atenção para as pessoas ali e sorriu cultamente.
"Bom...Se nos derem licença, agora!" E antes que pudesse respirar novamente, ele havia me puxado em direção ao salão.
Depois disso ele simplesmente não dirigiu se quer um olhar em minha direção. Me largou completamente sozinha em um canto qualquer dentro daquele enorme lugar lotado de pessoas completamente desconhecida e se misturou com a multidão.
Sorri aliviada ao ver Roger caminhar calmamente em minha direção algum tempo depois.
"Você está magnifica, Caroline!" Ele sorriu abertamente, enquanto me estendia um copo de Whisky. Já que claramente eu não era o tipo de mulher que me contentaria bebendo swapping.
"Obrigada." Sussurrei, dando de ombros.
"Ei, anime-se...Isso ainda e uma festa!" Ele sorriu, enquanto analisava as pessoas próximas. "Gostaria de conversar mais reservadamente com você, explicar-me! Só que a imprensa está em todo lugar." Ele suspirou cansadamente.
"Não tem nada para me explicar, Roger."
"Sim. Eu tenho, sim." Ele insistiu. Dei de ombros e sorri diante da ideia que me ocorreu. Klaus estava do outro lado do salão com um copo de bebida em suas mãos, conversando com Elaijah.
"Você poderia fazer algo de útil e me animar, que acha?" Perguntei sorrindo. Ele me olhou fixamente por algum tempo e soltou um suspiro.
"Você quer provoca-lo?" Ele perguntou somente para confirma. Assenti lentamente. "Não deveria."
"Ele merece, Roger! Por favor!" Insisti, me aproximando lentamente dele. Ele assentiu a contra gosto e pegou em minha mão me encaminhando para pista de dança.
Parei em sua frente assim que uma musica suave e lenta começou a tocar e sorrir, ao sentir suas mãos envolverem minha cintura, firmemente. Enlacei meus braços em seu pescoço e deixei que ele me guiasse lentamente.
"Sabe, Caroline...Você definitivamente não deveria estar me usando para isso! Porque se existe alguém que consegue irritar Klaus nesse aspecto, sou eu!" Ele sussurrou lento e baixo em meu ouvido, arrancando-me arrepios. "Quando éramos adolescentes, tínhamos a mania de disputar sempre a mesma mulher." Ele continuou sussurrando. "Era realmente divertido, ver a cara irritada de Klaus quando outras assim como você, me usavam para lhe deixar com ciúmes!"
Suspirei pausadamente e olhei-o fixamente. Seus olhos extremamente azuis me fitavam com intensidade e por um momento pensei que ele fosse me beijar. Eu desejei que ele o fizesse, mesmo sabendo que era errado.
Ele aproximou-se lentamente e selou minha testa carinhosamente, fazendo-me suspirar ainda mais. E Klaus atravessou-se em nosso meio, fazendo-me entender sua atitude. Ele estava se despedindo.
Ele sorriu enquanto se afastou do meu corpo e trocou um olhar longo e cheio de palavras não ditas com meu marido.
Afastou-se pouco segundos depois se misturando a multidão de pessoas, enquanto Klaus me olhava furioso. Fiz menção de sair da pista de dança, quando as mãos de Klaus me deteve e envolveram minha cintura, trazendo meu corpo para próximo do dele.
"O que você esta pretendendo, Caroline?" Ele rosnou baixo, causando-me arrepios instantâneos. Todo meu corpo queimava em contato com o seu e minhas mãos suavam excessivamente. "Acha que não estou vendo o seu jogo querida?" Ele sussurrou, enquanto sus mãos me apertavam a cintura. "Sei o que esta fazendo e não estou gostando disso!"
Sorri debilmente em sua direção.
"Problema seu, querido."
"Oh, Caroline, no fim dessa noite você vai estar implorando para me ter dentro de você!" Ele sussurrou calmo e lento.
Eu sorri desafiadoramente e dei de ombros desleixada.
"Não antes de você implorar por mim, Klaus"
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