O Preço da Traição.

2 O primeiro encontro.


Notas iniciais
Olá Cupcakes! Mil desculpas pela demora em atualizar, não foi a intenção, mas infelizmente imprevistos aconteceram e impossibilitaram a atualização rápida que prometi. Tentarei ao máximo fazer com que isso não se repita. Obrigada ao pessoal que comentou, foi incrível a receptividade de vocês logo no primeiro capítulo! Sem mais delongas, boa leitura!

Os olhos de Emma analisavam-me, procurando alguma brecha, alguma denuncia de que o que eu acabara de dizer não passava de uma piada. Ela não iria encontrar, pois minha decisão já estava tomada. Eu sabia quais eram meus objetivos, minhas dúvidas a serem respondidas. O passo seguinte pertence a ela, em uma dança onde eu mal podia esperar para entrar. Parte de mim se surpreendeu ao notar o quanto era de meu desejo que a resposta de Emma fosse positiva, talvez não totalmente pela comprovação de que meu marido é um adultero, mas pelo jogo. Pelo prazer de jogar com a senhorita Swan. Minha respiração se mantinha estável, meus olhos acompanhavam a análise feita por aquela imensidão esverdeada. Ela levou sua taça à boca e molhou os lábios com o líquido, recolhendo-o lentamente com a ponta da língua.

― Para você? ― ergui uma sobrancelha, mostrando meu desentendimento ― quer contratar meus serviços para você, majestade? ― seus olhos faiscavam em um desejo silencioso, que não passou despercebido por mim.

― Não ― meu tom foi frio ― para meu marido ― a decepção em seu rosto era notável, mesmo que ela tentasse ser impassível.

― Você escolhe mulheres para ele? ― seu questionamento era banhado em ironia.

― Na verdade… ― endireitei-me no banco ― quero que você o seduza. Quero comprovar sua infidelidade.

Swan me encarava, um tanto quanto incrédula. Eu pude notar que minha convicção em seguir em frente a assustou. Não era de meu conhecimento o tipo de pessoa com quem Emma trabalhava, mas ela esperava que eu me esquivasse ou não quisesse prosseguir, coisa que não aconteceu e não iria acontecer. Não sou o tipo de pessoa impulsiva. Eu planejo, traço metas, não dou pontos sem nó. Nada em minha vida é feita de forma impensada, tudo é calculado. Por isso eu não iria recuar. Não agora. Era tarde demais para ir por outro caminho diferente daquele. Seu silêncio começou a me incomodar.

― Entenderei se não quiser aceitar ― abri a bolsa em busca de minha carteira ― me procure para dar sua resposta, meu escritório fica…

― Eu sei onde fica ― seus olhos estavam em minha boca.

Concordei com a cabeça, sem demonstrar a surpresa que ela havia causado em mim ao cortar minha frase. Afinal, quem era Emma Swan? Sua profissão, para mim, não era mais um mistério. Voltando aos meus dados iniciais, agora eu sabia também o que ela fazia durante sua permanência no hotel.

― Até amanhã, Srta. Swan ― coloquei o dinheiro sobre a bancada e sai, sem esperar sua resposta.

***

“A vida é um pêndulo que oscila entre o sofrimento e o tédio”. A mais ou menos um século atrás essa afirmação era feita por Schopenhauer. Mesmo o homem sendo considerado um pessimista, é inegável a verdade contida nessa frase. Os seres humanos tendem a sempre buscar uma saída para seus sofrimentos, um botão de escape que os tire magicamente de suas angustias, esse seria um extremo do pêndulo. Eles buscam a estabilidade emocional, a segurança em suas relações, um meio sem desavenças. Entretanto, ao sair do sofrimento, nós tendemos a cair em um tédio, a uma falta do que alguns chamam de “emoção”. Uma prova disso acontece quando lemos um romance, mesmo a obra sendo feita para nos provar o amor, nos provar que a busca pela felicidade é recompensada ao final, todo bom livro carrega consigo um drama, um clímax, existente no meio da história. O sofrimento traz movimento a nossa existência. O que seria da felicidade sem um bom sofrimento que a fizesse valer a pena? No entanto, o excesso de felicidade, o excesso de amor, nos leva ao tédio? Eu nunca fui muito fã da monotonia, embora a minha vida tenha caído em uma. Talvez fosse a hora de balançar meu pêndulo para outros extremos.

O dia havia passado de forma tranquila. Nenhuma correria, nada que fugisse de sua normalidade habitual. Eu encarava o relógio, faltavam poucos minutos para a Srta. Swan chegar ao hotel. Confesso que ela havia me surpreendido com a demora, na verdade, pensei que ela viria minutos após minha saída, mas não, ela estava me fazendo esperar. Algo que desaprovo. Se a sua resposta fosse negativa, ela com certeza já a teria decretado, de forma que essa ausência de um retorno não era de todo um mal, dava-me certa esperança. No fundo eu sabia que ela iria aceitar. Swan, assim como eu, gostava de jogar. Eu podia ver isso no seu olhar, na forma como me desafiava com aquelas órbitas verdes, que filmavam cada movimento de meu corpo, cada ação, sem deixar passar nada.

A brisa fria que chegou ao meu rosto me lembrou da janela aberta. Fui até lá com a intenção de fechá-la e foi quando eu a vi. Ela parecia em dúvida, como uma criança tentando decidir entre qual doce escolher em uma loja cheia deles. Ela olhou para o hotel, pareceu respirar fundo e atravessou a rua, caminhando em direção ao meu consultório. Corri até o espelho, retoquei o batom vermelho que me cobria os lábios, conferi se meu cabelo continuava perfeitamente preso ao coque. Por fim, satisfeita com meu reflexo, caminhei até a cadeira e sentei, esperando por ela. Só então me dei conta do que havia feito, procurei uma resposta para questionar minha aparência quando soube que Swan viria, mas não encontrei. Não era necessário. Eu sou uma mulher madura, bem estruturada, querer estar bela não é algo que mereça questionamentos, independente de para quem seja. Não demorou muito e logo minha secretária estava na porta, anunciado a chegada da mulher, dei ordem para que a deixasse entrar e segundos depois ela estava lá.

― Olá Regina ― pensei em questionar sua forma de tratamento, afinal, eu nunca havia lhe dado liberdade para me chamar pelo nome, mas preferi ignorar.

― Olá, Srta. Swan ― seus olhos analisavam-me, algo com o qual eu já havia me acostumado e, que de uma forma inatendível, muito me agravada ― creio que tenha uma resposta para me dar ― apoiei os cotovelos sobre a mesa e esperei sua resposta.

― Tudo bem… ― ela coçou a nuca, parecia nervosa ― eu aceito.

Sorri vitoriosa. Eu mal podia esperar para o jogo começar. Peguei minha bolsa e fui em direção à porta.

― Aonde vai? ― sua expressão era confusa.

― Para casa… meu marido me espera ― ela sorriu com o canto dos lábios e balançou a cabeça negativamente ― amanhã eu irei ao seu encontro ― ela fez menção a falar, mas a interrompi ― não se preocupe, sei onde lhe encontrar.

Sai do consultório, deixando para trás uma mulher confusa. Isso poderia ser encarado como desnecessário, eu poderia ter acertado tudo com ela ali mesmo, mas o controle era essencial. Emma só saberia meus planos quando eu quisesse, só começaria a fazer tudo quando a ordem partisse de mim. Está ai algo crucial para a estabilidade humana: o controle. Algumas pessoas o dispensam, vivem a vida de forma intensa, até que o controle se faz necessário e a regra falha. Quando cheguei à porta do prédio, ouvi meu nome ser chamado, Emma estava logo atrás de mim.

― Regina… ― sua respiração estava pesada, ela havia corrido ― eu preciso que você me ajude, que me fale sobre seu marido, preciso estar pronta. Afinal, não queremos que ele desconfie de nada ― ela me olhou de forma decidida.

Touché, Swan! Ela estava certa. Daniel não era tolo, Emma precisaria ir até ele com um motivo claro, que não deixasse brechas para questionamentos. Tive uma ideia que me pareceu brilhante.

― Você está certa… ― meu tom era suave e ela sorriu em resposta.

― Podemos ir ao bar do hotel… ou ao meu quarto, onde preferir ― ela hesitava, uma denúncia clara de seu nervosismo contido.

― Creio que o quarto seja mais apropriado para o que tenho em mente ― eu tinha noção do sentido duplo que minha frase carregava. Foi intencional. Eu quase me permiti gargalhar com o choque em seu rosto, mas contive-me, pois seus olhos ganharam um brilho selvagem logo depois. Emma Swan era minha mais nova incógnita.

Ao tempo em que seu olhar, sua pele, seu rosto carregava uma carga de pureza, ali existia também uma sensualidade que era desconhecida, perigosa e convidativa. Eu erraria se acreditasse que aquela inocência mostrada a mim era vista por todos. Tinha a clara noção de que aquela Emma mudava completamente quando entrava em ação. A sua vulnerabilidade deveria ser claramente escondida por um lado selvagem que eu ainda desconhecia. Ainda.

― Vamos? ― dei-me conta de que ela me esperava.

― Claro.

Caminhei ao seu lado em direção ao hotel. Logo estávamos lá dentro e seguimos para o elevador, que subiu para o vigésimo andar. A cobertura. Entrei em um apartamento, eu não via como chamar aquilo de quarto. Ele era grande, seu espaço parecia ser bem dividido. Emma caminhou a minha frente, tirou seu casaco e o pendurou, ofereceu-se para retirar o meu e eu permiti. Sua respiração parou por tempo demais em meu pescoço, aquilo me causou arrepios, limpei a garganta, a fim de cortar o momento e consegui.

― Aceita algo para beber? ― ela caminhou até a mesa de bebidas, servindo-se de um Whisky.

― Não, obrigada ― retomei meu tom autoritário.

Ela indicou-me o caminho e chegamos ao que parecia ser uma pequena sala. Sentei-me em uma poltrona e ela se sentou em um sofá maior. Suas pernas expostas eram um claro convite aos olhos, admirei toda a sua extensão e ao chegar a seu rosto, encontrei-a com as duas sobrancelhas arqueadas. Condenei-me por aquela atitude. Arrumei minha postura, cortando o contato visual.

― Vamos direto ao ponto, Srta. Swan ― ela assentiu.

Aquilo seria divertido.

Narrador.

Regina chegou em casa e subiu direto para o quarto. Olhou para o relógio que marcava pontualmente às 21h. Àquele horário, Emma já deveria estar na Universidade de Toronto, assistindo a palestra de Daniel e dando iniciativa a tudo o que havia sido planejado naquela tarde. A ansiedade regia seus passos, mas ela se manteve calma. Tomou um banho e foi se deitar. Nada poderia ser feito, ela só poderia esperar o dia seguinte para saber como tudo havia corrido e assim o faria.

Emma caminhou para dentro da universidade. Seguiu as instruções dadas por um dos guardas e chegou a um grande auditório, ao palco, um homem que ela reconheceu como sendo Daniel já falava. Ela pouco se ateve a palestra, seu foco principal estava voltado para as instruções que recebera aquela tarde.

― Daniel é professor de literatura na Universidade de Toronto, St. George ― Regina a olhava com atenção enquanto falava, seu tom era suave, sua voz carregada da rouquidão característica e que despertava em Emma sensações que reverberavam por todo o corpo ― ele dará uma palestra essa noite, você irá. Ao final da palestra, você o procurará e dirá que é estudante de literatura ― Emma ouvia com atenção cada instrução passada, seus olhos acompanhavam os movimentos da mulher a sua frente ― dirá que ele lhe foi indicado para ajudá-la a fazer uma análise de Othello, a obra de Shakespeare ― ela sorriu e seus olhos mostravam que seus pensamentos eram distantes. Olhou para a loira, vendo o questionamento em seu olhar ― é minha obra preferida ― Emma assentiu, entendendo agora sua atitude ― mais especificadamente o quinto ato.

― Me fale um pouco sobre essa obra… eu quero estar preparada, mas realmente a desconheço ― Emma a olhou da forma analisadora de sempre.

Regina levantou e caminhou em volta do sofá. Seus braços estavam cruzados e o bater de seus saltos contra o piso perfurava o silêncio. Ela mantinha os olhos fechados, como quem pensava exatamente em como colocar as palavras que seriam proferidas a seguir, Emma esperava, pois era evidente que a morena não queria ser interrompida, seja lá onde seus pensamentos estivessem.

― Othello mata sua esposa, Desdemona, movido pelo ciúme de ver o lenço que deu a sua mulher nas mãos de Cássio ― Emma se levantou também, sem saber o porquê, só sentiu que devia fazer e o fez. Ficou próxima a mulher a sua frente, ainda segurando o copo de Whisky em suas mãos ― após descobrir que tudo não havia passado de uma armação ele se mata.

Regina andou em direção a Emma, que por impulso deu alguns passos para trás. Os olhos da médica, que antes estavam fechados, agora se encontravam bem abertos, revelando suas pupilas dilatadas, que tornavam seu olhar indecifrável.

A palestra chegou ao fim, Daniel juntava alguns papéis e os guardava dentro da bolsa, quando ouviu passos ecoando atrás de si. Ao virar, encontrou uma mulher loira, os olhos verdes destacavam-se por trás das lentes dos óculos que carregava no rosto. Ela sorriu e ele retribuiu.

― Olá, eu sou Emma Swan ― Emma lhe estendeu a mão como forma de comprimento e ele prontamente aceitou.

― Olá, Srta. Swan ― seu jeito era galanteador, o que não passou despercebido por Emma.

― Pode me chamar de Emma ― ele assentiu ― eu sou estudante de literatura e farei uma análise sobre Othello, preciso de um orientador e seu nome me foi muito indicado ― Emma foi direta. Agora o próximo passo deveria ser dado por ele.

O silencio se instalou enquanto ele a analisava. Emma manteve-se firme, enquanto aguardava a resposta.

― Isso será interessante ― respondeu, por fim. Emma soltou o ar que não sabia estar prendendo ― Othello me fascina de várias formas.

― É belo, não acha? Ele assassina sua amada, movido pelo ciúme.

― Desdemona foi morta sem ter cometido traição alguma ― ele a olhava de forma penetrante ― foi morta pelo homem que amava.

― “É contra a natureza dar a morte a alguém por ter amor” ― a voz de Regina ecoou na mente da loira, que recitava as palavras que foram ditas por ela.

Regina olhava Emma de uma forma diferente, de uma forma que nunca havia olhado até agora. Elas se mantinham próximas, os olhos de uma estavam aprisionados aos da outra. Regina pegou o copo de Whisky que estava nas mãos de Emma e deu um gole, sem desviar o olhar.

― Othello disse a Desdemona o motivo que causaria sua morte e ela negou, disse que não havia dado o lenço a Cássio e jurou amor a Othello ― ela se aproximou da loira, suas respirações se misturavam. Aquela imensidão esverdeada oscilava entre os olhos castanhos, que se encontravam mais escurecidos agora, e a boca vermelha pela qual só agora se deu conta do quanto ansiava ― em um fio de esperança ela clama ao seu amado: é contra a natureza dar a morte a alguém por ter amor.

Emma se moveu, saindo da deliciosa prisão a qual se encontrava. Ansiava por tocar a mulher, mas preferiu não ser precipitada. Regina, por outro lado, tinha plena noção do que causava a loira. A médica sabia do poder que exercia e não se incomodava nem um pouco em usá-lo. Como havia pensado, aquilo estava sendo divertido.

A loira encontrava-se agora sentada no sofá onde antes estava. Regina sentou-se ao seu lado, entregando-lhe de volta o copo. Emma bebeu mais uma vez e voltou sua atenção ao que a mulher falava, atendo-se a cada mínimo detalhe.

― Othello ainda assim mata sua esposa, mas logo após a morte ser executada, Emília revela que tudo não passou de uma armação ― ela voltou-se para a loira. Perderam-se novamente uma na outra ― mergulhado na dor por ser o assassino de sua amada, Othello se suicida ― seu corpo inclinou-se sobre o de Emma, suas respirações se misturaram mais uma vez, nenhuma das duas tinha a intenção de fugir dali ― “Dei-te um beijo antes de te matar. Só me restava… ― o corpo de Regina pesou sobre o de Emma, sua mão esquerda segurava-lhe a cintura, enquanto a direta acariciava sua face ― morrer beijando a quem eu tanto amara.” ― os olhos da médica mantinham-se fixos nos finos lábios da loira. Emma respirava com dificuldade, contendo o impulso de beijar os lábios de Regina.

Quando já não aguentava tal tortura, rendeu-se ao impulso e aproximou seu rosto, ao perceber a clara intenção da mulher, Regina balançou a cabeça, acordando do transe ao qual se encontrava e sorriu ― mesmo não entendendo o motivo de fazê-lo ― e ergueu-se, deixando para trás uma Emma confusa e, em consequência da situação, excitada.

Emma e Daniel se olhavam de forma intensa. Ela sabia que era bela, sabia o quanto poderia seduzir e sabia como o fazer. Aproximou-se dele de forma provocativa e ele não se esquivou, pelo contrário, seu olhar mostrava que tal aproximação muito lhe agradava.

― Othello beija os lábios desfalecidos de sua mulher ― aproximou seu rosto ao do homem ― e mata a si próprio, pois não aguentaria carregar consigo o peso de ter matado sua amada.

― “Dei-te um beijo antes de te matar…” ― ele recitou as palavras que mais cedo foram ditas por sua esposa a Emma.

― “Só me restava morrer beijando a quem eu tanto amara.” ― Emma completou, ainda com a voz de Regina ecoando em sua mente.

― Você precisa ser convincente, Srta. Swan ― Regina se mantinha de costas, ainda mexida pelo ocorrido ― caso contrário, tudo acabará antes mesmo de começar.

Emma tinha noção que a proximidade elas não afetou só a si, levantou, ficando logo atrás da médica. Regina podia sentir a respiração da loira em seu pescoço. Controlou o impulso de se virar, afinal, ela era uma mulher casada e deveria ser fiel ao seu marido, mesmo que a fidelidade dele fosse duvidosa. Balançou a cabeça. Ela precisava sair dali.

― Vai dar tudo certo ― ouviu a voz de Emma, que não passava de um sussurro. Aquilo causou um arrepio em seu corpo.

― Eu espero que sim! ― seu tom soou frio e cortante.

Saiu andando, aumentando o espaço entre ela e Emma. Pegou seu casaco e dirigiu-se a porta.

― Não me decepcione, Swan ― não esperou a resposta de Emma e saiu.

A loira, por sua vez, permitiu-se sorrir e caiu deitada no sofá. Olhos castanhos e lábios vermelhos habitavam sua mente. O dinheiro era apenas uma pequena parte do motivo que levou Emma a aceitar a proposta. O que Regina não sabia era que ela não era a única ali que observava muito bem.

O espaço entre Emma e Daniel era nulo. Seus corpos estavam absurdamente próximos, tal como seus rostos. Ele tocou os lábios da “estudante” e ela retribuiu. Embora os lábios do homem fossem calorosos e receptivos, Emma o beijava, imaginando Regina em seu lugar. Beijava-lhe os lábios finos, imaginando a boca carnuda e vermelha. Sentiu as mãos de Daniel lhe apertar a cintura, mas aquilo nada se comparava a delicadeza da esposa, que era quem ela desejava. Ela abriu os olhos quando cessou o beijo, voltando à realidade, encontrou os olhos castanhos, que não eram nem de longe o olhar que ela queria encontrar.

Notas finais
E então, queridos? Um beijo e até a próxima!